domingo, 14 de junho de 2015

Tem gente que leva a vida como se ela fosse um problema a ser resolvido. 

Tem gente que leva a vida como se ela fosse um caminho a ser percorrido.

 Tem gente que leva a vida como se ela fosse uma fatalidade que não pode ser evitada.

 Tem gente que leva a vida como se ela fosse um milagre a ser reverenciado.

 Tem gente que leva a vida como se fosse uma aventura a ser experimentada.

 No fim, cada pessoa irá sentir a vida da forma desejar enxergar. Sorte de quem está feliz com a forma que está enxergando sua existência. A mesma vida pode parecer incrível ou terrível, e tudo depende dos olhos de quem vê.

(Devo dar um tempo no blog ou talvez começar outro. Veremos. Se você está lendo isto fez parte do seleto grupo para quem ainda enviei o endereço que seria o novo. Mas decidi que estava na hora de renovar muito mais que só o endereço do blog. Vamos ver o que a aventura nos reserva...!)




segunda-feira, 8 de junho de 2015

A felicidade, pra mim, é assim.

sábado, 6 de junho de 2015

Sim, mas o que eu aprendi com isso tudo?

 Várias coisas. Mas a maior foi: cada um tem que trilhar seu caminho, e não adianta um querer ajudar o outro no sentido de "salvá-lo" de qualquer coisa, porque a verdade é que pra salvar alguém, só Deus mesmo. ("Só Jesus salva" - os clichês tem sempre um porquê.)

 Acho que é isso. Estamos todos no mesmo barco, e devemos nos ajudar acho que no sentido de dar talvez um suporte, um apoio, uma palavra amiga e muito, muitíssimo de leve alguma sugestão caso nos seja pedido, mas olhe lá!! Porque querer mostar o caminho pra alguém deve ser o modo mais rápido de criar confusão e acabar com um relacionamento. Até porque, a gente também está perdido. O caminho que estamos encontrando (se estivermos bem e em paz) é o que estará servindo para a gente, e ninguém garante nem que é o certo e nem que vai servir para o outro.

 De hoje em diante, lavo as minhas mãos...
Ufa.

 Como um simples postezinho pode dar uma confusão tão grande??

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Do mesmo jeito que quando a gente se apaixona e ama de verdade passa a entender o sentido das coisas mais melosas, dos filmes mais açucarados e dos poemas mais "oh minha amada, minha amada", kkkkkkkk, acho que quando a gente passa a ter uma experiência mais profunda em Deus passa a entender tantas coisas que até então eram só clichês, frases feitas, coisas que a gente repetia na missa ou "papo de crente". 



A missa, aliás, tem um significado profundíssimo. Tanto o ritual em si quanto o que é falado. Esse trecho, por exemplo, eu amo:

"- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós. (Gente... Ele está - ele ESTÁ - no meio de nós. Não é incrível?!)
- Corações ao alto.
- O nosso coração está em Deus. (Olha essa! Aqui está o resumo de toda a conversa sobre misericórdia. O nosso coração está dentro da gente, mas também EM Deus. Ou seja, Deus sente tudo que a gente sente e nos conhece como ninguém. - Em tempo, a etimologia da palavra misericórdia explica bem o que é isso. Podemos entender como a junção de miseratio + cordis do latim, que significa coração misericordioso, mas também como "mesmo coração". Fantástico.)
- Demos graças ao nosso senhor Jesus Cristo.
- É nosso dever e nossa salvação. (Olha essa!!! É nosso dever, ou seja, a gente precisa mesmo fazer isso. Porque só assim teremos nossa salvação. E que salvação seria essa? No dia de nossa morte? Também. Mas acho que essa salvação que Jesus nos traz é também muito para a vida que estamos vivendo. Para que levemos a vida de uma forma MUITO melhor! Com mais leveza, mais alegria, mais paz, mais tudo de bom! E como a vida fica maravilhosa quando a gente percebe nossas bênçãos e passa a ser grato, profundamente grato! Não seria isso também uma enorme "salvação"?)
(agora a parte que eu mais gosto disparado)
- Na verdade é justo e necessário darmos graças sempre e em todo lugar.
(Não sei nem explicar essa sem ser redundante e soar totalmente idiota, risos, mas vamos a uma tentativa: Na verdade, ou seja, é assim que é, é uma verdade incontestável que; É justo: ou seja, é justo darmos graças, querendo dizer que o que nos acontece é exatamente o que merecemos, que a vida nos chega exatamente como deveria. E necessário: e a gente pre-ci-sa disso. Não é Deus que precisa da nossa gratidão. É a gente que precisa ser grato. Darmos graças sempre e em todo lugar. Ou seja, não importa a situação, não importa onde estejamos, passando pelo que for, temos que lembrar que Deus tem um plano pra nós que está se desenrolando. E por isso devemos ser realmente muito gratos.

Fala sério. Acho a missa fantástica!! = )

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Far from the madding crowd

Fui ao cinema assistir ao ma-ra-vi-lho-so Far from the madding crowd, e estou suspirando até agora. História linda que te prende já na primeira cena, paisagens maravilhosas, atuações impecáveis. É tipo um "Orgulho e Preconceito" só que melhor ainda. Tudo de bom!!! Claro que mal saí do cinema e já comprei o livro, pra saber de mais detalhes das histórias amorosas da impetuosa Bathsheba. Ai, ai...



sexta-feira, 29 de maio de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Eu já falei do perdão e outro dia falei da paciência. Mas cada vez mais percebo que todas essas virtudes, a gente deve desenvolvê-las não para o benefício dos outros, mas da gente mesmo. A gente deve encontrar gratidão no coração não para o benefício de ninguém (muito menos de Deus, que de nada precisa). É em benefício próprio mesmo. Um coração grato é muito mais feliz. A gente deve perdoar, não em benefício de quem nos fez isso ou aquilo, mas em benefício próprio, porque um coração que perdoou segue muito mais leve. E assim por diante. Em suma, a gente deve seguir a lei de Deus, não porque um dia "deu na cabeça" de Deus que teria que ser assim e assim e assado e vamos lá, pessoal, todo mundo me seguindo porque eu sou o maior, vejam como eu sou o máximo! Muito pelo contrário. Deus nos ensina e mostra o caminho - caminho que seria melhor pra gente mesmo. Mas quem o chama de Todo Poderoso, de o Maior, quem coloca a letra maiúscula quando vamos falar Dele somos nós mesmos, talvez porque fomos espertos o suficiente para reconhecê-lo assim. Se Deus estivesse querendo reconhecimento a qualquer custo, poderia fazer e acontecer. Mas pelo contrário. Ele está presente o tempo todo e para todos, mas costuma dar mostras mais claras justamente àqueles que o buscam, por livre e espontânea vontade. Não é interessante?

terça-feira, 26 de maio de 2015

10 coisas que um bebê te ensina

Um bebê te ensina...



1. que as coisas mudam o tempo todo e a gente precisa se adaptar constantemente;

2. que as coisas dificilmente vão sair como você planejou, e que isso não é necessariamente uma coisa ruim;

3. o valor do silêncio, ha ha.

4. a priorizar;

5. a fazer tudo que você fazia antes mas agora sem fazer o menor barulho, ha ha.

6. a aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam;

7. a viver o momento presente;

8. que a gente precisa de muito pouco para ser feliz;

9.  que a verdadeira alegria é a de servir;

10.  que a paciência pode até ter limite, risos, mas que o amor não tem.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá por onde não há caminho algum e deixe seu rastro."


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Eu tinha um cartão postal do Johnny Walker com essa frase pregado no quadro de cortiça(!) no meu quarto quando era adolescente. A frase era tão verdadeira pra mim naquela época. Continua sendo hoje.

sábado, 23 de maio de 2015

Recall

Estou terminando de ler o Liberdade Crônica, da Martha Medeiros (depois de ter lido o Felicidade Crônica e o Paixão Crônica) e já estou sentindo gostinho de quero mais. AMO as crônicas da Martha, desde que a descobri no Almas Gêmeas na página do Terra (nossa, ein... Página do Terra! Ainda existe?? Alguém ainda acessa...??). Enfim... Esses três livros foram resultado de uma ótima seleção de crônicas da autora. Várias delas eu já havia lido mas foi ótimo ler de novo. E algumas foram novidade. Como esta, perfeita, que deixo aqui:

Recall - Martha Medeiros

De uma hora para outra, esta: montadoras de veículos estão chamando seus clientes de volta para fazer uma revisão nos carros que foram comprados num determinado período, já que foram constatados defeitos originais de fábrica. Chama-se o processo de recall, para que todo brasileiro entenda.
 Eu também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, e sim a mim mesma. Quem me convocaria? Ora, quem. Deus. O dono da fábrica.
 Todos nós saímos da linha de montagem com alguns defeitos, mas ninguém nos avisa disso. À medida que vamos rodando é que as avarias vão surgindo, provocando acidentes que poderiam ser evitados caso Alguém tivesse nos chamado para uma revisão.
 - Olha, você tem um problema de superaquecimento. Cada vez que uma pessoa discorda do seu ponto de vista, sua tendência é perder a cabeça e sair agredindo, dizendo coisas que fazem os amigos se afastarem de você. Venha cá, vamos dar uma regulada nesse seu termostato.
 - Você: o problema está na aceleração. Já reparou como você é rapidinho? Quer tudo para ontem, não deixa as coisas acontecerem no seu tempo, atropela todo mundo. Encosta ali que já resolvo isso.
 - Seu retrovisor interno é muito grande. Como é que eu deixei você ir pra rua assim? Você vive olhando pra trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal.
 - Seu caso, vejamos: você derrapa muito. E tem folga na direção. Precisa ser mais objetivo, dizer o que pensa, não ser assim tão escorregadio. Me alcança ali a chave de fenda que dou um jeito nisso agorinha.
 Seria a glória. Mas creio que Deus anda muito ocupado para se dedicar a consertos. E mesmo que fosse possível, imagine se na fila de chamamento houver algum serial killer na sua frente, o tempo que você terá que esperar até chegar sua vez. Melhor resolver nossas falhas com um manualzinho caseiro mesmo. Claro que não vai dar para ajeitar tudo: temos alguns bons anos de uso e certas peças já não são passíveis de reposição, mas não custa fazer um autobalanceamento de vez em quando, para que a gente não pife no meio do caminho.

Outubro de 2000.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre a generosidade

Tem os que se consideram generosos porque são capazes de dispor de coisas materiais. Enquanto essa pode até ser uma forma de generosidade, bem-vinda na maior parte dos casos, acho que a melhor e verdadeira generosidade é a do coração. Generoso é aquele que dispõe do seu tempo para ouvir o outro. Deixa de pensar em seus próprios problemas para tentar resolver os do outro. Mesmo tendo também coisas a falar ou reclamar, se cala para ouvir. Se coloca à disposição e a serviço do outro. Ouve, tenta entender, tenta alegrar, tenta ajudar, faz companhia... Ele coloca disponível aquilo que tem de melhor: suas ideias, suas conclusões, seu tempo, seus sentimentos, seu coração. Enfim, coloca a si mesmo disponível. Outros se consideram generosos mas tudo o que conseguem dispor é de uma pequena parte do que tem de material.

 Enfim. Cada um dá o que tem de melhor.

Há de se beber nas fontes



 Tem pessoas que bebem direto das fontes: leem os livros, veem os filmes, estudam, leem a Bíblia, vão à igreja, vão à terapia, assistem à peça, visitam o museu... Enfim, buscam a informação direto na origem, e a partir daí a destrincham, processam, tiram suas próprias conclusões e seguem melhor. Essas pessoas costumam ser daqueles muito interessantes de se conversar e conviver. Elas sempre sabem de alguma coisa que você não sabia, e ao mesmo tempo que aprendem com você, te acrescentam também bastante do que elas já aprenderam.

 Ao mesmo tempo, tem pessoas (preguiçosas, geralmente) que  ficam querendo a coisa já "mastigada", e então ficam buscando seu alimento ali no primeiro grupo: grudam nos que bebem da fonte e ficam ali, tentando sugar alguma coisa pra eles. Se acham espertos porque acreditam estar tendo menos trabalho. E estão mesmo - só que estão consumindo o que já foi consumido. Estão vendo o mundo não com os próprios olhos, mas com olhos alheios. Em vez de ter o prazer de dar as mordidas, estão realmente recebendo a coisa já mastigada. Eca.

Esse segundo grupo costuma vampirizar o primeiro. Grudam em quem está bebendo da fonte porque eles também tem sede. Mas tudo o que conseguem para si é o que respinga da boca de quem está de fato bebendo. Como nunca ficam saciados, continuam ali, grudados, sugando os coitados que estão indo buscar nos lugares certos.

 É muito importante reconhecer quem são essas pessoas e cortá-las de nossas vidas. Afinal, aquele ditado em inglês está absolutamente certo, e sim, misery loves company. As pessoas que estão vibrando num nível de energia mais baixo, mesmo que muitas vezes não percebam, ficam tentando levar quem está numa melhor para a vibe delas, em vez de tentarem se elevar ao nível do outro. De repente o vampirizado começa a se sentir mal, cansado, mal humorado, de mal com a vida, e não sabe por quê. Justo ele, que sempre foi uma pessoa tão feliz, tão pra cima, e que amava tanto a vida? Pois é. É porque tinha uma sanguessuga grudada nele, levando embora sua energia vital.

 Não acho que quem beba na fonte deva ficar alimentando quem não bebe. Quem faz isso só está impedindo o outro de descobrir o mundo por si mesmo. Em vez de deixar que ele busque sua refeição, fica atirando migalhas. E o que termina acontecendo é que uma hora o "sugado" se esgota. É porque ele é uma pessoa como qualquer outra, que precisa ir à fonte para matar sua sede. Mas aí se ele fica tentando suprir algum outro, chega num momento que ele termina por não conseguir mais suprir a si mesmo. E aí afundam os dois. Agora que tive essa compreensão, não vou mais fazer isso.

 Tenho a felicidade de dizer que sempre fui às fontes beber. E que minha principal fonte é Deus.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vida de mãe de bebê

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Pra falar sobre "vida de mãe" no geral ainda não posso porque estou só no comecinho da saga. Mas pensando bem, cada fase é uma fase, e a gente tem que ir aprendendo enquanto caminha. Olhando assim, todas as mães ainda estão no começo de alguma fase com um primeiro filho. Pode ser o começo da adolescência, o começo da vida adulta, o começo da vida delas depois que o filho saiu de casa. A seguir, alguns momentos da minha vida de mãe de bebê:

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Um dia (pra variar) a Becky começa a latir feito doida, o que acorda a Julia, que começa a chorar. Piada do universo, bem nessa hora o telefone ainda começa a tocar (e era do meu interesse). Enquanto tento pensar por um microsegundo o que fazer primeiro, alguma coisa que estava no microondas fica pronta e ele apita. E eu me pego olhando pra ele e dizendo: calma, calma, já tô indo!!

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Então ela está perto de completar 6 meses e você a matricula na natação. Deixa a baixinha à noite em casa com o pai e vai feliz e contente comprar um maiô para entrar com ela na piscina. Pega alguns e vai para o provador. Percebe logo que está em negação quando se pega tirando a roupa de costas para o espelho. Aí veste um, não gosta. Veste outro, também não. Finalmente, um maiô fica legal! Você vai olhar o preço na etiqueta e então vê o que está escrito:

"Miracle suit - with lots of tummy control"

(maiô milagroso - com bastante controle de barriga)

Compra o maiô feliz da vida, e sai rindo da loja que é melhor do que chorando.

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Ela chora e você fica aflita. Troca a fralda que estava ainda quase seca. Troca a roupa que ainda estava limpinha. Troca a roupa de cama do berço, o bichinho que estava com ela, a chupeta, o bico da mamadeira. Até perceber que está trocando é os pés pelas mãos. 

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Ela chora e você tenta acalmar. Quarenta minutos depois, você ainda está com a maior paciência balançando ela no colo - mas agora com fone de ouvido e Franz Ferdinand no seu ouvido "it's always better on holiday... so much better on holiday..."

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E um dia, no meio da madrugada, m-o-r-t-a de sono e tentando niná-la pra voltar a dormir, de repente você se pega cantando "no woman no cry".

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Ela chora por volta de 5am e é como se tivesse buzinado com uma daquelas cornetas pra indicar o começo da prova da gincana. Um narrador imaginário acompanha a maratona: "E foi dada a largada!!! Lá vai Simone: pula da cama correndo, vai até o berço verificar o bebê, troca a primeira fralda do dia antes que o xixi vaze, bota o bebê de novo no berço e vai para a corrida de obstáculos!! Passa pelo carrinho, pula o bebê conforto, contorna o balancinho, e... tropeça num sapato mas não cai!! Chega na cozinha, faz a mamadeira, volta correndo pelo mesmo caminho, passa por um, passa por dois, já pega o babador na gaveta e...

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E quando você acha que está pegando o jeito de como cuidar dela, parece que alguém da equipe organizadora da gincana vem com a buzina de novo e grita: MUDOU TUDO!! E vamos que vamos de novo. Bota a bebê no cadeirão, tenta dar as colheradas de papinha, abaixa pra escapar dos espirros com a boquinha cheia, ela gostou de batata doce? Carrega o bebê até a feira pra comprar mais batata doce...

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(Mas que o post não passe a impressão errada, porque a verdade é que estou amando essa vida!)

quarta-feira, 20 de maio de 2015


Sweet child of mine. :-)