quarta-feira, 28 de abril de 2010

Come on baby, light my fire



Há algum tempo, li uma reportagem interessante numa revista americana. Falava sobre a paixão em relacionamentos de longa data - por que ela pode acabar e como fazer para mantê-la. O porquê dela acabar é aquele bláblá de sempre sobre rotina, filhos, mesmice etc. O como fazer para manter é que me intrigou. Lá falava em medo.
Não medo de perder o outro, nada disso. Segundo a pesquisa, o catalisador para a paixão seria provocar medo no outro e de preferência, vivenciar o medo junto. E quanto mais pavor melhor. Que tal? A teoria é de que o cérebro não distingue se o coração está batendo mais forte e se as mãos estão suando por conta da pessoa que está ali ao seu lado ou se é porque enquanto isso tem um maníaco correndo atrás de vocês com uma faca. E que nessa, do coração acelerar, os hormônios da paixão são liberados (que são os mesmos do medo) e plim: os beijos ardentes estarão de volta àquele relacionamento.
Se a moda pega, em vez de conversas francas, viagens a dois e mais tempo para namorar, vão começar a receitar coisas assim nas terapias de casal:
"Um passeio por Águas Lindas juntos na escuridão da noite é tudo que vocês precisam." ou
"Que tal uma viagem às zonas de conflito israelenses juntinhos?" ou então
"Já pensou em colocar fogo na casa e ver se vocês conseguem escapar vivos?"
Que tal? Pelo menos a idéia é original.

2 comentários:

  1. Boa! pior que é verdade. uma experiência marcante, mesmo que ruim, acaba servido como elo entre os protagonistas..

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  2. Pior que é mesmo... Síndrome de Estocolmo!

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