quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Filosofia barata


"Se você empresta 20 dólares a alguém e nunca vê essa pessoa novamente, provavelmente vale a pena."

Sam Ewing - Americano (1920-2001) - Humorista, escritor.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Que tal um brunch?

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Acho que uma opção diferente e gostosa para começar bem aquele sábado preguiçoso, quando a gente está afim de relaxar em casa, é um brunch. Além de ser uma delícia a gente ainda "resolve" duas refeições em uma! O que pode ser melhor que isso?

Neste último sábado, eu preparei um brunch lá em casa para curtir com meu marido. O cardápio foi:

  • Suco de laranja (puro e espremido na hora)

  • Manga picada

  • Omelete de presunto

  • Crepes Suzette

A foto da mesa deixo aqui para ficar de inspiração! Um ótimo dia a todos!

domingo, 26 de setembro de 2010

Como sobreviver a um naufrágio

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Para celebrar os cem anos de naufrágio do Titanic, o navio MS Blamoral vai refazer o percurso que o Titanic teria feito não fosse pela tragédia. Ele vai partir do mesmo ponto, no mesmo horário, no dia 15 de abril de 2012.

E eu pergunto: quem é que iria querer fazer uma viagem dessas?? Não, melhor: quem é que iria querer celebrar uma tragédia?? Fazendo o mesmo caminho??

Sem querer gorar a viagem dos outros, mas eu não posso deixar de pensar que apesar de hoje ser tudo mais moderno, etc e tal, que o aquecimento global tem deixado bem mais icebergs soltos por aí...

Por via das dúvidas, o Entre, sente, fique à vontade se adianta e os ensina...


10 dicas para sobreviver a um naufrágio


(porque nunca se sabe quando vamos precisar desse tipo de informação)


Ah, sim. Os itens dessa lista foram tirados do romance de Yann Martel, "A vida de Pi", gahador do Man Booker Price. Os comentários entre parênteses são meus.


1. Sempre leia as instuções atentamente. (e rapidamente, antes que elas fiquem molhadas)

2. Não beba urina. Ou água do mar. Ou sangue de pássaro. (ou o que quer que tenha sido que o autor dessa lista bebeu antes de dar esse conselho.)

3. Para paralisar um peixe, pressione seus olhos. (Os dos peixe, não os seus!!)

4. Ponha os pés para cima durante pelo menos cinco minutos a cada hora. (Afinal, esse negócio de naufrágio pode ser bem estressante. Relaxar com os pés pra cima é fundamental.)

5. Evite esforço desnecessário. Contudo, uma mente ociosa tende a afundar, de modo que a mente deve ser mantida ocupada com distrações leves. (...) Outra atividade altamente recomendada é contar histórias. (Isso. Como aquela que aconteceu há 100 anos... Era uma vez um navio chamado Titanic...)

6. Água verde é mais rasa que água azul. (Esse até que eu gostei de saber.)

7. Cuidado com nuvens distante que se parecem com montanhas. Procure por verde. No final das contas, o pé é o único juiz confiável de terreno.

8. Não nade. É um desperdício de energia. (Nem tente chegar em terra firme. Provavelmente também vai ser um desperdício de energia.)

9. Tartarugas são fáceis de pegar e deliciosas de comer. Seu sangue é bebida boa, nutritiva e sem sal; sua carne é saborosa e satrisfatória. (...) Cuidado com a boca e as garras. (sem comentários)

10. Não perca o ânimo. O medo é um sentimento aceitável, a derrota não.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mais uma Lemos no mundo!

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Na madrugada de hoje nasceu minha sobrinha! Sou tia pela segunda vez - que delícia!




Depois de escolher um buquê de flores do campo (lindo!) para mandar para a maternidade, fui correndo ler o que dizia sobre os nascidos em 24 de setembro no meu "A linguagem secreta dos aniversários" (G. Goldschneider & J. Elffers, Ed. Campus, 822pgs). A constatação que fiz foi a seguinte: essa menina puxou pra tia! Incrivel como o perfil dela descreve muita coisa que eu sou.


Só espero que a mãe e o pai dela achem isso bom. Risos.


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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

By Lori

Encontrei nos arquivos do meu computador antigo um texto escrito por uma amiga que é praticamente uma irmã pra mim: a Lori! O texto é de 2006, por isso algumas coisas que ela diz ali já não se aplicam mais. Mas a maioria sim! Querem ler?

Coisas que vocês precisam saber sobre a Si:


1. É capricorniana;


2. Nasceu no dia 16 de janeiro;


3. Já foi apaixonada por um extraterrestre;


4. Não passa de 60km/h no eixinho!! (Haja paciência pra andar de carro com ela!!) = )


5. Tem um coração de ouro;


6. Sempre disposta a ajudar todo mundo;
7. Às vezes é até boazinha demais!!!

8. Mas, se você deixar ela brava... Sai de baixo...
9. Ninguém consegue diferenciar nossa voz no telefone... Nem nossas próprias mães!


10. Tipo de música? A maioria são aquelas que ninguém nunca ouviu falar...

11. E se ela anda escutando ultimamente muito uma música... pode reparar na letra! Porque está só gosta de uma música se gostar da letra!

12. Sabe todas as falas da segunda temporada de Friends de cor!

13. Amores? Ihhhh... Melhor pular essa parte...

14. Religião? Depende do momento... huahuahuahua

15. Sempre de bem com a vida;

16. Ama Franz Ferdinand;

17. Destesta Axé!

18. Adoooora fazer coreografia pras músicas. Ops, eita! Essa sou eu! Então tá: adora ver as minhas coreografias.... huahuahuahua

19. Meu pai jura que quando a gente conversa é em outra língua porque é impossível entender...
20. Quer conquistá-la pelo estômago?? Chocolate, meu rapaz! É tiro e queda... Ah!!! E não existe um só chocolate na face da Terra que ela não goste...

21. Sabe aqueles chocolates com fruta que sempre sobra nas caixas de bombom Garoto? Ela gosta!

22. Não gosta de bebida alcólica...

23. Ops... Isso foi antes de ir morar na Suécia... Melhor pular essa parte também!!! hehehe

24. Demorou quase 1 ano pra curar um machucado da perna (o qual a gente tinha no mesmo lugar!) porque eu tinha certeza de que se ela continuasse treinando ela poderia saltar uma rampa e dar um 360° de patins!!!

25. Escreve como ninguém!!!

26. Pra namorar com ela tem que ser Nerd!!! Hahuahuahua


27. Já fugiu de casa? Nuncaaaaaaaa...

28. Já se meteu em roubadas por causa da sua imaginação fértil? Nuncaaaaaa...

29. Já ME meteu em roubadas por causa da sua imaginação fértil? Que isso!!!

30. Amor incondicional? EU, é claro!!! huaahuahuahau


31. Acabou de se formar na UnB;

32. Fala inglês e alemão!


33. Só tem SS no boletim!

34. Quer morar na Europa e ter um labrador!!! (candidatos, fiquem sabendo!)

35. Não consegue ver ninguém que ela gosta chorar que ela chora também!


36. A história de sua vida com certeza venderia mais que O Código DaVinci!!


37. Melhor amiga do mundo! (Só ela pra me aguentar!)

38. Sempre com um sorriso no rosto;


39. Sempre com um plano mirabolante na cabeça...


40. É meio sem juízo... Às vezes eu acho que ela foi feita por encomenda!!! Hahuhauahua

41. Ama um msn, orkut, icq, e-mail, blog... Ai, meu Deus, nunca vi gostar tanto de computador...

42. Ama a vida e aproveita ela!!! Na verdade... Está pra nascer alguém que aproveite mais a vida do que ela!!!

43. Não há palavras para explicá-la...


44. Insubsitituível! (já fiz uma pesquisa para saber se dava pra trocar de melhor amiga e não achei ninguém igual a ela! hauahuahauhaua)

45. Faz muita falta!!!!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Como fingir que você entende de vinho

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Já passou por alguma situação na qual tudo o que você desejava era entender um pouco sobre vinhos para impressionar alguém? Pois seus problemas acabaram! O Entre, sente, fique à vontade dá agora um curso expresso sobre o que falar e como agir na presença de uma garrafa de vinho. (Okay, na presença de uma garrafa de vinho e de mais alguém, né? Falar somente na presença de uma garrafa de vinho geralmente só acontece depois que você já bebeu o conteúdo... )Para você nunca mais passar por quem não entende - mesmo sem entender nada! Porque afinal, vejam bem - eu não entendo nada de vinho, mas de oratória eu entendo!


Como passar por um expert em vinhos em 5 passos

1. Comece reclamando sobre o tempo que o vinho passou no barril de carvalho. Diga "Hum. Passou muito tempo no barril de carvalho..."

2. Eleve a taça da mesa e examine o vinho contra a luz. Diga que está examinando a cor e a claridade: o vinho é grosso, fino, aguado, encorpado?

3. Agora incline a taça para frente. Diga que está checando a densidade da cor na medida em que o vinho começa a ir para a borda da taça. Diga que isso é para que você tenha uma idéia da idade do vinho, e que isso funciona principalmente com os tintos.

4. Agora é hora de ser bem criativo. Coloque o nariz dentro da taça sem medo de ser feliz. Diga coisas como "um pouco cítrico... sinto pêssegos... morangos... amendoas..." (vá enumerando o que está faltando na sua geladeira)

5. Abaixe sua taça agora e dê aquela famosa balançadinha. Diga que está oxigenando o vinho para "abrí-lo". Explique que isso libera os aromas, os sabores e que é uma parte muito importante. Cheire de novo o conteúdo da taça. E finalmente, beba um pouco.

E pronto! Você acaba de impressionar um leigo, ou está prestes a ser desmascarado por alguém que realmente entenda sobre o assunto. E claro, tome cuidado para somente usar o roteiro acima com alguém que nunca tenha assistido ao filme Sideways, pois foi de lá que eu tirei todo esse conhecimento que estou dividindo com vocês!

E se você acha que a aula de cima ainda não foi suficiente, reforce seus conhecimentos com o vídeo muito educativo estrelando Regina Casé:



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Momento de coragem

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Diletos,


Nunca tinha tido coragem de publicar minhas poesias num meio tão "público". Mas de repente, bateu a vontade. Algumas delas então se encontram disponíveis na página "Simone em versos" (link na guia superior esquerda deste humilde bloguinho). Quem quiser ver, corra, pois não sei quanto tempo a coragem vai durar. Rs.




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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Atenção: ler revistas de dieta faz você engordar!

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Vocês já repararam em quantas fotos de comida tem nessas revistas de dieta?? Não acham que tem alguma coisa errada com isso?? Quer dizer, se o que a revista está se propondo é ajudar o leitor a conquistar e manter a boa forma, a última coisa que devia ficar falando é de comida. Eu, por exemplo, perco a fome muito mais fácil lendo a Veja do que a Boa Forma.



E quanto àqueles artigos que comparam as calorias das comidas e ficam te dizendo: "não seja bobo: coma isto, não aquilo"? Por que eles tem que colocar a foto do que não é pra comer? É só pra deixar a gente com mais vontade?



Minha teoria é a de que o que essas revistas querem, na verdade, é que você se mantenha gordo. Por isso trazem em suas páginas fotos de mulheres magérrimas (para você se sentir ainda mais gordo do que provavelmente é) e ao mesmo tempo enchem os espaços com fotos e artigos sobre comida. Que deve ser pra alimentar o ciclo vicioso de você querer ser magra, falhar e comprar de novo a revista. Só pode ser.


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(e só pra provar minha teoria, aposto que você ficou com vontade de comer um brigadeiro, não?)
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A volta dos clarinhos?

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As novas cores da coleção de esmaltes Ana Hickmann estão lindas! Reparei, no entanto, que são todos esmaltes de cores quase neutras. Será a volta dos clarinhos?
Com exceção do Belini, gostei de todos!







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domingo, 12 de setembro de 2010

Brigadeiro de colher

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Quer fazer bonito em sua próxima festa? Ofereça a seus convidados deliciosos copinhos de brigadeiro como sobremesa!



1 lata de leite condensado
meio tablete de chocolate meio amargo picado (85G)
1 caixinha de creme de leite

Modo de Preparo
Em uma panela, leve ao fogo baixo o leite condensado com o Chocolate. Cozinhe mexendo sempre até obter consistência de brigadeiro mole (que corresponde a cerca de 8 minutos). Retire do fogo, acrescente o creme de leite e misture bem. Distribua em pequenos copos descartáveis (30ml de capacidade). Espere esfriar e sirva a seguir.

- Para fazer o brigadeiro branco, prepare a receita sem acrescentar o chocolate meio amargo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Entrevistamos Isabel C. Ribeiro

Dance bem, dance mal, dance sem parar
É possível melhorar sua vida dançando? Sim, e muito! Veja como.

Entrevista concedida à Simone Lemos.







Info: Isabel C. Ribeiro, 27 anos, é psicóloga pela Universidade de Brasília, especialista em psicologia clínica na abordagem gestáltica e bailarina. Hoje uniu seus conhecimentos e trabalha com Dança/Movimento Terapia (DMT).



Você gosta de dançar? Sabe soltar o corpo? Tem consciência de seus movimentos? Se você respondeu não a essas três perguntas, atenção: você pode estar perdendo em qualidade de vida. É o que defende Isabel C. Ribeiro, psicóloga e terapeuta corporal, especialista em Gestalt-Terapia. Além da formação acadêmica, Isabel é também bailarina, professoria de dança do ventre e facilitadora de workshops sobre danças femininas. Não é à toa que o tema de sua dissertação de conclusão de curso foi pra lá de interessante: "A dança como um caminho de cura e experiência de totalidade." Formada pela Universidade de Brasília, ela hoje está em formação em Danza Movimiento Terapia com Graciela Vella e concluindo sua especialização em violência familiar pela Universidade de Buenos Aires. Através das diversas técnicas corporais que estuda e unindo seus conhecimentos da psicologia com os da dança, ela chega a conclusões sobre como a dança pode contribuir para uma vida mais equilibrada, tranquila e feliz. De Buenos Aires, onde mora atualmente, Isabel nos falou sobre o que é a dança terapia e de que maneiras ela pode nos ajudar a ter uma vida mais plena e feliz.


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O que é dança terapia?

"Há uma clara relação entre quem somos e como nos movemos."


A Dança/Movimento terapia (MT) surge do encontro da dança com a psicologia e faz parte das chamadas "psicoterapias das artes criativas". É o uso da dança e do movimento em um processo terapêutico que promove a integração emocional, cognitiva, física e social do indivíduo. É uma abordagem que utiliza a linguagem corporal como principal meio de comunicação e busca ampliar a consciência sobre si mesmo através desta linguagem. Há uma clara relação entre quem somos e como nos movemos.






Não se trata de aprender uma técnica específica de dança, mas sim de conhecer e re-conhecer nossa dança pessoal. Não se espera que o cliente "alcance" determinado movimento ou estética pré-determinada, apenas se propcia um espaçõ para "re-habitar" o corpo e ser autor e criador de sua própria dança, tomando consciência de sua maneira particular de se mover, aqui - agora.

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Como foi que você, psicóloga, começou a trabalhar com dança terapia? Que tipo de trabalho desenvolve hoje?
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"Conectar-se com o próprio corpo e suas sensações ajuda a ampliar o processo terapêutico."


Durante alguns anos desenvolvi duas atividades paralelas, uma como psicóloga e outra como bailarina e professora de dança. Como psicóloga, me chamava atenção o fato de que conectar-se com o próprio corpo e suas sensações ajuda a ampliar o processo terapêutico. A partir da dança, percebia como a arte me permitia expressar emoções que através das palavras me resultavam mais difíceis. E percebia ainda mudanças posturais, emocionais e de comportamento nas alunas que iniciavam o estudo da dança. A partir dessas experiências comecei a pesquisar as terapias corporais e a unir ambos os conhecimentos, até chegar à DMT, técnica na qual hoje me especializo. Hoje trabalho com grupos terapêuticos e atendimentos individuais, com ênfase em trabalho corporal e facilito worshops sobre a terapia das artes criativas, DMT e sobre violência familiar. Atualmente, pesquiso sobre a intervenção a partir da DMT em situações de violência familiar e sobre a existência de padrões de movimento nas crianças que sofreram abuso sexual.
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No Brasil essa forma de terapia ainda não é muito difundida. Por quê?
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"As terapias criativas ainda são consideradas no Brasil, erroneamente, como "alternativas" ou "não-científicas".
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A DMT está crescendo no mundo inteiro e a tendência é que não seja diferente no Brasil. No país ainda estamos na primeira geração de profissionais de DMT, dos quais a maioria buscou sua formação no exterior.
Existem duas abordagem distindas: a dançaterapia e a dança/movimento terapia. Ambas utilizam a linguagem corporal, mas tem métodos, objetivos e fundamentos diferentes. Ao Brasil chegou primeiro a dançaterapia, através do método Maria Fux, assim como outras abordagens corporais como a biodança, já mais difundidas no país.






A DMT surge nos Estados Unidos, onde já é receonhecida oficialmente como profissão, com todas as consequências disto: reconhecimento social, exigência de graduação específica, definição do currículo necessário à formação, pesquisas científicas através de mestrados, doutorados, publicações, etc.






Na Espanha e na Argentina, a DMT é amplamente difundida. No Brasil e nos demais países da América Latina ela começa dar seus primeiros passos.






Acredito que uma das dificultdades com ralção à divulgação no Brasil é o próprio idioma e o acesso a estudos sobre o tema. A maior parte dos estudos publicados está em inglês, em teses, jornais e revistas que não se encontram com facilidade; existe uma boa quantidade de material traduzida ou produzida em espanhol; em português, praticamente não há material.

Outra dificuldade, relacionada à anterior é a indefinição e desconheicmento com relação ao tema, levando ao equívoco de considerar que qualquer trabalho que envolva dança e algum tipo de terapia seja "dançaterapia". Não é. Tanto a dançaterapia quanto a DMT possuem marcos, metodologias e critérios específicos, e necessitam de profissionais formados no tema, devido à especificidade e complexidade do trabalho. Infelizmente, devido a esse deconhecimento e pouco acesso a este tipo de trabalho, as terapias criativas ainda são consideradas no Brasil, erroneamente, como "alternativas" ou "não-científicas".

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Em quais situações ela é recomendada?

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"É um caminho de autoconhecimento, com a especificidade de que o trajeto será percorrido principalmente através do movimento, e não da palavra, como as terapias tradicionais."
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Qualquer pessoa que queria desenvolver uma nova relação com o seu corpo, explorar sua criatividade e/ou encontre na linguagem corporal sua maneira de expressão pode se beneficiar com a DMT. Esta pode ser em grupo ou individual, para pessoas de qualquer idade. Pode ser aplicada em escolas, hospitais, presídios, em saúde metnal, centros comunitários, clínicas particulares ou centros de dança e movimento. Não é necessária nenhuma experiência prévia em dança. É recomendada inclusive para quem tem dificuldade em dançar ou se movimentar, pois os bloqueios ao movimento também contêm seus significados e podem ser explorados.

Como qualquer terapia, é um caminho de autoconheicmento, com a especificidade de que o trajeto será percorrido principalmente através do movimento, e não da palavra, como as terapias tradicionais.

Considero que é especialmente recomendada em situações traumáticas, que ficam registradas no corpo e podem ser trabalhadas deste lugar. As situações de violência, por exemplo, por todas as características do fenômeno, são muito difícies de serem relatadas por quem as viveu. São comuns snetimentos de vergonha, culpa, negação pelas vítimas de tais situações e a DMT possibilita que se trablahe o núcleo traumático a partir de outra linguagem e que assim se reconstrua uma relação saudável com o próprio corpo, consigo mesmo e com os demais.

A DMT também tem se mostrado muito eficaz em intervenção em Saúde Mental, em paciente com depressão, esquizofrenia, autismo, hiperatividade e outros.

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De que forma a dança pode melhorar a vida cotidiana?
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"Ao amplicar meus movimentos e encontrar/criar minha dança pessoal, posso realizar o mesmo em outros campos da minha vida."

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A dança é um dos muitos caminhos possíveis de re-encontro consigo mesmo, em busca da saúde, da fluidez, da totalidade. Ao se trabalhar a fluidez no corpo, busca-se não apenas explorar novos movimentos corporais, mas também contruir novas maneiras de se dançar a prórpia vida, de se movimetnoar através das experiências que esta proporciona. Pode ser um primeiro passo para a busca criativa de novas possibilidades.

Os padrões de movimento refletem padrões de pensamentos e emoções e ao trabalhar uma parte, trabalho a totalidade. Isso significa que novos movimentos podem ser novos caminhos, novas maneiras de pensar, sentir, atuar, mas primeiro é necessário tomar consciência do próprio movimento.
Ao expressar na dança a alegria, a tristeza, a raiva, o medo, o afeto, ao conhecer meus limites e meu espaço, ao experimentar dançar individualmente e ao compartilhar minha dança com outro(s), ao ampliar meus movimentos e encontrar/criar minha dança pessal, posso realizar o mesmo em outros campos da minha vida.
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Por onde alguém que se interessou pelo conceito pode começar?

Infelizmente ainda existe poucos profissionais de DMT no Brasil. No caso de não ter acesso a um, é possível uma aproximação ao tema através de técnicas corporais que possibilitam um trabalho emocional e uma maior conscientização corporal. Encontra-se com mais facilidade a grupos de dançaterapia ou biodança.
Independente da técnica escolhida, recomendo que se busque profissionais qualificados para o trabalho: psicólogos ou terapeutas que utilizem o corpo e/ou a dança em seu trabalho, profissionais com formação específica em dançaterapia ou dança/movimento terapia.
Outras possibilidades de aproximação ao corpo e movimento são as diversas técnicas de dança: contato-improvisação, dança moderna, dança dos orixás, danceability, tango, dança do ventre e tantas outras. A dança por si só não é úma terapia mas pode ser um primeiro passo para o autoconhecimento através do trabalho corporal.

Infelizes para sempre?

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"E então, o príncipe valente salvou a princesa de todos os males do mundo. Tomou-a em seus braços e a beijou. E viveram felizes para sempre."



Quem nunca viu um final de história parecido com esse? É assim que terminam praticamente todos os contos de fadas que ouvimos em nossa infância. É aquele tipo de história que nossos pais e avós nos contaram, mostrando lindas figuras da pobre mocinha se transformando numa linda princesa, entre episódios belos e inofensivos.
Opa. Será que é isso mesmo? Belas as histórias são, sem dúvida. Mas inofensivas?

O texto "Princesas encantadas por histórias mentirosas", de Luciana von Borriese que recebi por e-mail fala sobre isso. Nele, a autora defende a idéia de que os contos de fadas são, na verdade, bastante prejudiciais a nós mulheres, uma vez que pregam idéias falsas com relação à vida e aos relacionamentos. E que de tanto acreditar em tais idéias, as mulheres, que nunca viverão seu conto de fadas da forma que foram iludidas a acreditar, ficam fadadas à infelicidade. O primeiro parágrafo do texto diz o seguinte:

"Desde de que a gente tem três anos de idade e consegue entender alguma
coisa, começam a contar uma mentira deslavada e cruel, que habita muitas

estórias infantis: o mito do príncipe encantado. Quem não passou horas na
cama
ouvindo a mãe, o pai ou a avô narrar a triste vida da gata borralheira?
A pobre
submissa e explorada, que vivia na faxina, sem final de semana, sem
um cineminha
ou uma distração? Mas um belo dia, eis que toda esta tortura é
transformada
magicamente em felicidade, com a chegada do príncipe encantado,
que ainda por
cima era herdeiro do trono. Ou seja, tudo em sua vidinha
medíocre muda da água
pro vinho. Ou melhor, do farrapo pra seda pura.
Primeiro aparece uma fada
madrinha, do nada, e a deixa linda de morrer para
o baile. Depois, cheia de
auto-estima e segurança, ela manda a patroa e as
mocréias das filhas dela
catarem coquinho no mato. Tudo isso por que dançou
uma valsa com o príncipe
durante alguns minutos numa noite estrelada. Ah!
Claro, outro detalhe
importante: graças ao seu pé 35, que coube no sapatinho
de cristal, o príncipe
se apaixona por ela. Fala sério! Se um dia eu tiver
uma filha, vou esconder
estas estórias dela como se fosse uma arma
carregada.

A autora do texto é taxativa quando diz que esses contos são terríveis para a formação de nossas meninas. Diz também que, se pudesse, ela gostaria de queimar livro por livro. É justo nesse momento que eu discordo dela. Questionar os enredos das histórias, vá lá. Queimar livros, jamais! Até porque, não é esta a real razão sobre a insatisfação com os relacionamentos com que sofrem muitas de nossas contemporâneas.
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Realmente o modelo dos contos de fada, com o príncipe encantado que surge em seu cavalo branco para salvar a donzela indefesa, não combina mais com nosso tempo. Afinal, num mundo pós-revolução feminista, no qual as mulheres estão no mercado de trabalho não só porque querem mas porque precisam, o que temos por aí é muita princesa salvando príncipe das incertezas e inseguraças da vida, ou então a princesa e o príncipe revezando o cavalo branco para ir ao trabalho.
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Os contos de fadas são histórias antigas, dos tempos em que uma mulher vivia aprisionada dentro de casa e de fato precisava ser salva. Aqueles eram tempos em que o casamento era o mais perto de uma vida de liberdade e autonomia que uma mulher chegaria, e que ter o amor de um homem significava absolutamente tudo para uma mulher. Afinal, este homem iria prover para ela.
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Hoje está tudo diferente. E nós mulheres, que estamos vivenciando a mudança, já percebemos que a história é outra. Entretanto, por alguma estranha razão, muitas de nós continuam fixadas no mito do príncpipe encantado que, quando aparecer montado em seu BMW zero, vai sim nos salvar dos males do crediário e assim viveremos felizes para sempre.
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Por que raios continuamos acreditando nisso? A autora do texto diz que é por termos ouvido os tais contos de fadas quando pequenas. Não pode ser isso. Eu, que tenho ótima memória, me lembro muito pouco das histórias das princesas. Confundo Branca de Neve com com a Bela Adormecida, e podia jurar que a Gata Borralheira e a Cinderela fossem a mesma. (São?) Neste quesito, minha sobrinha de dois anos ganha longe de mim.
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Mas mesmo indo tão mal na prova das princesas, eu sempre quis viver meu próprio conto de fadas. Por quê?
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Porque o conto de fadas é a versão bem sucedida da história de homens e mulheres das muitas gerações passadas.
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O problema não está em nossas crianças ouvirem contos de fadas. A dificuldade reside no fato de que somos uma geração muito próxima daquela que se rebelou e mudou tudo. Ainda é cedo para que as novas idéias estejam completamente interiorizadas. Estamos ainda testando as águas. O modelo de relacionamento de hoje, baseado na parceria entre homem e mulher, é ainda recente. É normal, portanto, que nos apeguemos ao que deu "certo" durante tanto tempo.
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E afinal, quem não gostaria de ser salvo de seus problemas para uma vida linda e feliz para sempre? Se esse final feliz fosse realmente possível, tenho certeza de que haveria muito príncipe encantado fazendo fila.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Novidade!

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E atenção para a novidade super legal que resolvi trazer para o blog:



Entre, sente, fique à vontade entrevista.

Cada mês uma personalidade diferente.


Para você descobrir o que muita gente
interessante anda fazendo por aí.





Conhece alguém interessante o bastante para ser entrevistado? Deixe sua sugestão nos comentários.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

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Brasília anda com a umidade relativa do ar tão baixa que mesmo se acontecesse um milagre e nevasse não adiantaria, porque seria gelo seco.

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Para quem teve que vir trabalhar hoje a sensação é de ter vindo trabalhar num domingo. Nem o mendigo que me pede dinheiro todo dia estava lá. E olha que ele é mais pontual do que eu.
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E a Globo finalmente resolveu admitir que os enredos de todas as novelas são iguais mesmo e agora não se deu o trabalho nem de fingir que inventou uma trama nova. Só pegaram um script antigo (Tititi) e colocaram no ar. Eu aplaudo a atitude. Mais autêntico do que colocar uma novela no ar na qual, pela milionésima vez, o filho da Gertrude descobre que não é filho dela mas sim irmão de sua namorada, o cara mau quer tomar conta da empresa da família e a boazinha se casa no último capitulo.
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domingo, 5 de setembro de 2010

Poucas e boas

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Outro dia resolvi assistir a "Uma linda mulher" pela primeira vez na vida. Claro que já tinha visto cenas antes e sabia do que se tratava a história, mas ver o filme todinho, do início ao fim e na língua original, foi a primeira vez. E então reparei num diálogo simples e engraçado, que elegi como um dos melhores do filme. Na cena, Vivian (Julia Roberts) está pela primeira vez usando um vestido fino que comprou financiada por Edward (Richard Gere), e o aguarda no sagão do hotel para irem jantar. Quando ele finalmente chega, o diálogo é o seguinte:


- Está atrasado.

- Está linda!

- Está perdoado.


Brilhante!


Recado aos homens: é muito mais simples lidar conosco do que vocês pensam!
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sábado, 4 de setembro de 2010

Alguém pediu serviço de quarto?

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Uma das coisas mais gostosas quando estamos hospedados num hotel é pedir serviço de quarto. Ver aquela bandeja chegando, prontinha, cheia de comidinhas deliciosas, é sempre uma alegria.
Num domingo desses, resolvi dar ao meu marido a alegria de receber um café da manhã digno de serviço de quarto. Passei na padaria e peguei os pães e os frios. Espremi o suco de laranja e junto com o que já tinha na geladeira montei a bandeja.

Para entrar realmente no clima de hotel, levei uma bandeja de apoio com os pratos, talheres, copos etc.


E levei a bandeja maior com as comidinhas. Ela tem pés que se abrem, facilitando assim que a gente coma na cama sem derramar nada.


E assim começou um domingo delicioso! Que tal experimentar algo parecido amanhã?
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Um ótimo fim de semana para todos!
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O mistério de The Bachelor

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Alguém já assistiu The Bachelor? É um reality show da rede de tv americana abc, no qual há um solteiro (que, teoricamente, é um ótimo partido) que é disputado por 25 solteiras. O programa mostra encontros do solteiro com as moças, às vezes a dois e outras vezes em grupo, e ao fim de cada episódio acontece a temida cerimônia da escolha, na qual o rapaz oferece rosas às garotas que ele gostaria que permanecessem no programa. Garotas estas que vão sendo eliminadas até restar a última, a quem ele pedirá em casamento. Também existe a versão feminina, chamada The Bachelorette, onde é uma mulher quem tem a oportunidade de eleger seu preferido entre 25 solteiros cobiçados.

É um programa ótimo para se analisar o comportamento humano quando se trata de competição, dúvidas, escolhas e formação (instantânea) de laços. Além disso, você ainda pode se deliciar com as beldades que por lá passam e com algumas besteiras que fazem e falam, numa mistura de novela mexicana com literatura fantasiosa. Onde mais encontramos tudo isso? Acho divertido!

Mas desde a primeira temporada (a versão masculina já chegou à 13ª; a feminina, à 6ª) um fato vem me intrigando: nenhum dos casais que lá se formaram continuaram juntos. Com uma única exceção, todos os outros belos pares se separaram, se não alguns meses depois do fim do programa, algumas vezes antes mesmo que o episódio final fosse ao ar.

Considerando que o normal é namorar uma pessoa só por vez, não seria de se esperar que quando se tem a chance de namorar 25 (selecionadas!) ao mesmo tempo, a chance de se fazer uma boa escolha fosse aumentar? E o que dizer de todos os cenários maravilhosos, viagens românticas e encontros inesquecíveis que o programa proporciona aos participantes? Não seria de se esperar que todos aqueles jantares caros, carros luxuosos e roupas incríveis ajudassem a aumentar o vínculo do casal em seus primeiros estágios?

Eu mesma respondo as duas perguntas: é óbvio que não!

E vamos por partes:

Por que uma criança que tem brinquedos demais corre mais risco de ficar entediada do que a que só tem um? Porque a indecisão sobre com o que brincar acaba ocupando mais seu tempo livre do que a própria brincadeira.

É bom ter escolhas. Entretanto, quem tem demais não vai a fundo em nada. É claro que não é possível conhecer direito 25 mulheres em poucos encontros, muito menos conhecer para casar.

O outro problema é justamente o exesso de cenários deslumbrantes. Primeiro que com tantos momentos fabricados, os participantes perdem a chance de saber como aquela pessoa seria no dia-a-dia, lidando com problemas e situações reais. Segundo que depois de passar uma semana na Espanha, outra no Tahiti e a próxima no Havaí, quem é que vai se contentar com Beaumont, Texas? Pois é, nem eu.

Acrescente a isso o fato de que o programa seleciona pessoas vindas de todos os cantos do país e que durante os encontros eu, que sou uma telespectadora assídua, nunca vi ninguém conversar sobre quem mudaria para a cidade de quem, quem pagaria qual conta ou quem sacrificaria a carreira.

Quer dizer, se alguém colocasse uma venda nos olhos e fosse pro meio da rua escolher alguém para se casar a chance de dar certo seria maior, já que aquela pessoa passando ali provavelmente moraria perto.

Logo, não é de se estranhar que os casais formados nos divertidos The Bachelor e The Bachelorette não vão para frente. O que é sim, bem estranho, é ver o primeiro casal formado no Bachelorette que, passados oito anos, continuam não só juntos mas também casados na igreja, com dois filhos, ela ainda magra e ele ainda malhado. Desconfio que são atores contratados pela abc para mostrar ao mundo que deu certo sim para alguém, e logo o programa não é de todo perda de tempo. Risos.

A última reflexão que faço é: por que mesmo sabendo que a coisa é de mentira, fabricada e sem chance de dar certo, eu continuo assistindo e adorando?

Porque mulher adora acreditar em contos de fadas, mesmo sabendo que não existem.
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