domingo, 31 de outubro de 2010

Pensamentos profundos

Adoro o blog da Dad Squarisi! Pra quem gosta de português e fica atrás de dicas para provas e concursos, é uma ótima pedida. Outro dia ela publicou algumas frases engraçadinhas. Porque humor também é feito com a língua portuguesa!
.


O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma.

O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez.

O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é álcool.

Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta Uva.

Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no Serviço de Atendimento ao Cliente de alguma empresa fabricante de paraquedas.

Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda não resolveu, mas sou brasileiro e não desisto nunca.

As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros de distância e, quando estão acordadas, eu estou dormindo.

Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas e, à noite, ficam costurando e apertando as roupas das pessoas.

Cerveja sem álcool é igual a travesti: a aparência é igual, mas o conteúdo é bem diferente.

(Colaboração de Guido Heleno)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meditação Vipassana

.
Para quem tem interesse em aprender a meditar, existe em Brasília a Sociedade Vipassana de Meditação. O site deles é ótimo, e não só explica sobre meditação mas também avisa sobre cursos, encontros etc. Em 2007 eu fiz com eles um curso de meditação Vipassana (conhecida em inglês como Insight Meditation) que durou três dias e digo que valeu muito a pena. Aprendemos a técnica de meditação Vipassana, fizemos meditações conduzidas e o melhor de tudo: tive alguns insights que me são úteis até hoje.

Esvaziar a mente é mais difícil do que parece e mais necessário do que se acredita. E a grandeza de um insight, só sabe quem já teve. Vale a pena, eu repito. Vale muito a pena.
.
.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A sutil arte de deixar quieto

.

"Em tempos de e-mails, torpedos, celular


De uploads, updates e postar


para onde foi a sutil arte de deixar quieto


não dizer nada, não responder, não circular


e deixar com classe alguma dúvida pairar?"



Simone Lemos Póvoa
.

Sou budista o que não me impede de ser cristã. Cresci indo à missa, fiz catequese, primeira comunhão, crisma e casei na igreja. Entretanto, a passagem bíblica que mais teve impacto na minha vida não ouvi em templo nenhum, mas no consultório da psicóloga. Isso tem anos, mas nunca esqueci dessas palavrinhas de impacto, que valem mais que mil manuais de auto-ajuda:





"A verdade vos libertará." (João 8:32)




Vale a pena pensar nisso. É mais profundo do que parece, mesmo que assim já tenha parecido à primeira vista.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Recado

The biggest lie you ever told
Your deepest fear 'bout growin' old
The longest night you ever spent
The angriest letter you never sent
The 'girl' you swore you'd never leave
The one you kissed on new years's eve
The sweetest dream you had last night
Your darkest hour, your hardest fight

I wanna know you like i know myself
I'm waiting for you, there ain't no one else
Talk to me baby. Scream and shout
I want to know you inside out
I wanna dig down deep
I wanna lose some sleep
I wanna scream and shout
I wanna know you inside out
I wanna take my time
I wanna know your mind
You know there ain't no doubt
I wanna know you inside out

The saddest song you ever heard
The most you said with just one word
The loneliest prayer you ever prayed
The truest vow you ever made
What makes you laugh, what makes you cry
What makes you mad, what gets you by
Your highest high, your lowest low
These are things I want to know

I wanna know you like i know myself
I'm waiting for you, there ain't no one else
Talk to me baby. Scream and shout
I want to know you inside out


Bryan Adams
Macacão na feira da lua: R$ 40,00

Ajustes do macacão na costureira: R$ 40,00

Colar lindo que daria certinho com ele (mas que não comprei): R$ 40,00

Estão de brincadeira, né?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vale a pena ver - e ver de novo

.
Tem dois filmes que eu adoro e não canso de assistir. Ambos são de Richard Linklater, e um é continuação do outro. Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr do Sol (2004) são românticos, divertidos, diferentes e muito, muito inteligentes. A história é simples mas o conteúdo é complexo.






Antes do Amanhecer conta a história de como a jovem francesa Celine (Julie Delpy) conhece o americano Jesse (Ethan Hawke) num trem em algum ponto da Europa. Depois de conversarem um pouco, eles decidem descer em Viena para ganhar um tempo e continuar conversando e aí... Não vou contar, senão estraga.






Antes do Pôr do Sol é a sequência e mostra o que aconteceu nove anos depois. Sobre esse segundo filme não vou dizer muito (para não entregar nada do primeiro) mas posso dizer que os diálogos são ainda melhores.






Eu assisti Antes do Amanhecer pela primeira vez em 1998. De cara me apaixonei pelo filme, e então tive que esperar seis(!) anos para saber o que aconteceu após o final aberto. Vocês tem sorte e não vão precisar passar por isso. Aluguem logo os dois e assistam na sequência - eles são curtos (90min cada, acho), e vocês não vão ver o tempo passar.
.

domingo, 24 de outubro de 2010

Idéias para roupas de trabalho

.
Alguns looks da Ralph Lauren para nos inspirarmos quando formos nos vestir para o trabalho esta semana:

















sábado, 23 de outubro de 2010

Panqueca salgada rápida

Um dos pratos que mais gosto de fazer para o café da manhã é minha famosa panqueca salgada express. É super rápida de fazer, alimenta e os ingredientes são simples. Quem testar, me conta se gostou!

Panqueca salgada rápida



Ingredientes (para duas panquecas):

1 ovo, queijo, presunto, 1/4 de copo de farinha de trigo, 1/4 copo de leite, sal, manteiga.


Preparo:

Em uma tigela bata o ovo com a farinha, o leite e o sal. Coloque uma frigideira no fogo alto e esquente um pouquinho de manteiga. Quando estiver quente, despeje metade da massa e deixe assar. Coloque 1 fatia de queijo e outra de presunto, asse mais um pouco até dourar e dobre a panqueca em 4. Prontinho!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Como se alegrar (e virar a mesa) em 5 passos

.
Tem uma musiquinha (do Lighthouse family, acho) que insiste em tocar no rádio que eu não suporto por conta da letra. Ela diz "Who says you can´t be happy all the time?/ Say what you like but I´m still gonna try."
Grrrrrrrrrrr


Só de digitar já fico com raiva. Não gosto da música porque o-dei-o essa obrigação de ser feliz o tempo todo que tentam pregar. A vida não é assim, ponto. Impossível estar delirantemente feliz o tempo inteirinho, e quem resolver tentar só vai achar mais um motivo pra se sentir um fracasso.

Dito isso, também odeio gente pra baixo. Incoerente? Só à primeira vista. Quero dizer que acho normal ficar triste, passar por momentos ruins etc. Mas não tenho a mínima paciência com esse povo que mergulha no sofrimento, fica com pena de si mesmo e resolve viver de lamúrias.


Talvez seja só o meu jeito, mas mesmo chorando de soluçar sempre acho um jeito de fazer uma piada ou rir de alguma coisa. Simplesmente porque aceito a tristeza, mas não aceito permanecer nela por muito tempo.
.
Meu jeito de me recuperar consiste numa sequência de ações que deixo aqui, caso alguém esteja precisando. Funciona que é uma maravilha.


1. Chore. Vá para algum lugar onde possa ficar sozinho e chore o quanto quiser. Aproveite esse momento pra xingar o mundo, a vida, ou quem quer que seja. Lembre-se de parar de chorar depois de um tempo.


2. Caso chorar não tenha sido suficiente e você ainda se sentir engasgado, passe a raiva/descontentamento/angústia para o papel. Escreva tudo o que estiver sentindo, tudinho mesmo. Só pare de escrever quando já tiver escrito meia dúzia de palavrões em letra maiúscula, já se sentir aliviado e sua mão estiver doendo.


3. Agora trate de cuidar bem de você mesmo. Faça algo de que realmente gosta. Alugue seu filme preferido, coma aquilo que mais gosta, compre alguma coisinha pra você, tome um sorvete, agende uma massagem, vá passear...


4. A esta altura você já deve ter melhorado bastante, mas talvez ainda esteja um pouquinho triste. Hora de encontrar um amigo e conversar sobre o assunto. Mas nada de tentar carregar seu amigo para o fundo do poço com você. A idéia aqui é ficar feliz como seu amigo está e não deixá-lo triste junto com você.


5. Último passo: faça um plano. O que quer que seja o motivo da tristeza, há sempre algo que você possa fazer para virar a mesa. Exemplo: levou um fora? Agende uma tarde no salão de beleza para se sentir o máximo de novo, matricule-se em cursos interessantes para conhecer gente nova, compre livros sobre relacionamentos que talvez a ajudem a fazer as coisas de modo diferente na próxima vez.


E pronto! Você acabou de transformar o que era tristeza numa coisa boa para você.

..

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como elevar sua autoestima em 1 minuto

.
Anda com a autoestima baixa? Olha no espelho e não gosta do que vê? Não sabe o que seu próprio namorado ou marido viu em você?

Querida, pode ir parando. Em vez de ficar se depreciando, faça uma pose de mulher francesa, respire fundo e repita comigo o mantra da autoestima:



Eu

sou a melhor.

Eu sou e sei que sou!

No quê, não vem ao caso:

é uma coisa anterior.

.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

To kill Rasputin

Alguém já ouviu falar de Grigori Rasputin? Um russo, místico, que depois de ter salvo o filho do czar de hemofilia ganha toda a confiança da czarina, e assim vai se tornando cada vez mais influente na política no final do período czarista na Rússia. Entretanto, ele não é um camaradinha tão legal quanto dona Alexandra Fedorovna achava, e no final acaba odiado pelo povo, acusado de tomar parte em orgias e de crimes de espionagem para o governo alemão. Long story short, querem matar Rasputin. E aí é que está a parte intrigante da história. Primeiro envenenam o cara, mas ele não morre. Depois o fuzilam com um total de onze tiros, e nada. Então ele é castrado e pelo jeito, só sente uma dorzinha. Finalmente, ele morre quando, depois de uma surra que o deixa inconsciente, o atiram no rio Neva. Mas – vejam só – ele não morre por conta dos hematomas nem afogado não. Depois de toda essa saga, é de frio que ele morre.

Moral da história: é melhor ouvir quando te disserem pra levar um casaco.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Looks atuais para arrasar no trabalho

.
O site da Elle Brasil trouxe as fotos a seguir com idéias de como levar a moda para o trabalho. Gostei tanto das idéias que trouxe para compartilhá-las. Adoro ver revistas de moda - não só para reunir inspiração para minhas próximas compras como também para pegar idéias sobre o quê combina com o quê e descobrir entre as peças que já tenho looks incríveis.
Meus preferidos são o 3º e o 7º. E vocês, de qual gostaram mais?
Uma semana muito fashion a todas vocês!
.

















.

domingo, 17 de outubro de 2010

Atendendo a pedidos!

.

Vocês gostaram e pediram. Eu atendo com o maior prazer: mais poesias minhas na guia superior "Simone em versos II".


Um pouco mais de mim. Com um pouco menos de vergonha - risos.

sábado, 16 de outubro de 2010

.

Vale muito a pena assistir a Tropa de elite 2. É um grande filme, que não só prende sua atenção do começo ao fim como também denuncia alguns grandes problemas. Sim, porque por mais que seja uma obra de ficção, todo mundo sabe que o que é mostrado ali é retrato de algumas tristes realidades. Assistam. Recomendo.


.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Segredo budista

..
.
Lembre-se de que a felicidade, a alegria, a paz e o contentamento começam dentro de você e não fora. Nenhuma situação, por mais perfeita que seja, poderá trazê-los a você. E você não precisa de nada além da própria mente, para tê-los.

O que te falta? A casa perfeita, o marido lindo, os filhos fofinhos, a conta polpuda, o emprego dos sonhos, o corpo perfeito, a viagem exótica...?

Sem probelmas. Sempre sentimos falta de alguma coisa. Não há nada de errado com isso. O errado é achar que as coisas que deseja mudariam a forma como se sente.

Saiba que se tivesse tudo o que acredita que te falta hoje, mas continuasse com o mesmo modo de pensar, continuaria se sentindo exatamente como se sente agora.

Mude seu estado mental primeiro, e sua vida se transformará imediatamente, como num passe de mágica.
.

.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Receita fácil de chocolate quente

.
Com o calor que anda fazendo parece até loucura eu falar em chocolate quente. Mas na hora que a chuva fica mais forte ou então de manhã bem cedinho tomar uma xícara pode ser bem gostoso.

Descobri uma receita que testei no café da manhã hoje e meu marido aprovou! O melhor é que ela é simples e na quantidade ideal para duas xícaras grandes. Aí vai:


Chocolate quente - fácil, rápido e delicioso!


Ingredientes:

250ml de leite

1/4 de lata de leite condensado

1 colher cheia de chocolate em pó (não use achocolatado)

1/2 colher de maisena



Preparo:

Bata no liquidificador o leite com o leite condensado até se misturarem bem. Depois acrescente o chocolate em pó e a maisena e bata bastante. Passe a mistura para uma panela e mexa até engrossar. Prontinho!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vale pelas risadas

.
E para os que, como eu, entraram na onda dos vampiros guiados por Stephenie Meyer com a saga de Crepúsculo, está em cartaz um filme bobinho mas que vale pelas risadas. "Os Vampiros que se mordam" (Vampires Suck, Fox Film, 80min) traz toda a história de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse, e ainda conta um pouco do que acontece em Amanhecer. Portanto, fãs de carteirinha que ainda não leram o quarto livro, cuidado - esse filme entrega um pedaço importante da história.

Achei super engraçado, mas devo dizer que meu senso de humor adora uma piadinha boba! Gostei também que esse filme recriou inúmeras cenas dos outros da saga de um jeito bem fiel às cenas dos originais. E sim, gostei também das críticas que fizeram ao enredo e aos personagens. No fim das contas, as piadas podem ser bobas mas quem prestar atenção ao que está por trás do óbvio, vai ver que o filme também tem seu lado inteligente.

.

sábado, 9 de outubro de 2010

10 idéias para renovar a vida!

.

Renovar é preciso. Viver bem, também. Então, que tal fazer hoje algo diferente do que está acostumado? Vai saber - pode ser que você adore a novidade!


.
Dez idéias:



  • Compre um jornal diferente.

  • Pegue na banca uma revista que você nunca comprou.

  • Encontre uma estação de rádio diferente.

  • Experimente algo que nunca comeu!

  • Vá para um lugar novo ou escolha um caminho novo para ir a um lugar conhecido.

  • Marque uma aula experimental de qualquer esporte que nunca tenha praticado.

  • Faça um desenho usando algo que nunca experimentou antes: tinta, giz de cera, carvão...

  • Escreva uma história! De qualquer tamanho e com tema livre!

  • Entre em alguma loja que nunca cogitaria entrar.

  • Sente-se em um lugar diferente daquele que você costuma escolher - pode ser no cinema, na aula, à mesa em casa, na mesa de reunião...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Entrevistamos Gustavo Tardelli

Pensar para preservar
.
O debate ambiental é atual e tem se espalhado pelos mais diversos campos. Entretanto, que tipo de conhecimento é preciso ter para ser capaz de realmente fazer algo pelo planeta? Esse mês, Gustavo Tardelli nos fala de forma descontraída sobre este importante tema.
.
.
Entrevista concedida a Simone Lemos Póvoa



Info: Gustavo Tardelli, 29 anos, é engenheiro ambiental formado pela USP. Atualmente trabalha como auditor da CGU em Brasília.









Como anda sua consciência ambiental? Você tem separado seu lixo? Tem tentado passar menos tempo embaixo do chuveiro? Preocupa-se em tirar da tomada os aparelhos que não estão sendo utilizados? Leva sua própria sacola ao supermercado na hora de fazer as compras? Se sua resposta a essas perguntas foi negativa, atenção: suas atitudes estão fora de moda!

.
Foi-se o tempo em que a preocupação com o meio ambiente era coisa restrita aos participantes de movimentos radicais “verdes”. Hoje, essa conversa é com todos nós. A questão ambiental está, finalmente, recebendo no Brasil a atenção merecida. O expressivo número de votos recebido por Marina Silva nas eleições deste ano é um bom indicador. Mas existem outros. Dos pequenos grupos ambientalistas surgidos nos anos 70 passando pelas ONGs dos anos 80 chegando à recente participação do Brasil no IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), o debate da preservação e conservação ambiental nunca esteve tão em voga. Tanto está, que até mesmo a engenharia resolveu pensar o assunto.
.


É sabido que a economia mundial sempre foi uma das forças motrizes da degradação ambiental, principalmente em se tratando de perda de florestas e dos gases despejados na atmosfera por conta de veículos e fábricas. Por isso, é interessante ter uma parte da classe profissional que sempre promoveu o desenvolvimento e modernização voltando-se agora também para o meio ambiente. É o que fazem os Engenheiros Ambientais. Em outras áreas, inúmeros outros profissionais hoje também trabalham a questão ambiental. Entretanto, a engenharia tem um diferencial: seus profissionais não filosofam sobre problemas – eles os resolvem.
.


É sobre isso que nos fala este mês Gustavo Tardelli, o engenheiro ambiental de 29 anos que atualmente trabalha como Auditor da Controladoria-Geral da União em Brasília. Formado pela Universidade de São Paulo (USP) e amante de praias, cachoeiras, montanhas e viagens, entre outras coisas, Gustavo Tardelli nos conta um pouco sobre o papel importante que o engenheiro ambiental vem a desempenhar num mundo que precisa deles como nunca.


O curso de engenharia ambiental é um curso relativamente novo. Quando surgiu? O que estuda?


.

“Criar soluções é a missão principal da engenharia.”


É verdade, a Engenharia Ambiental é um curso muito recente no Brasil. Na realidade, a Engenharia já estudava muitas questões que, hoje, estão compreendidas na esfera de atuação e estudo da Engenharia Ambiental. No entanto essas questões eram abordadas separadamente por diferentes áreas da engenharia (civil, elétrica, química, minas...), cada uma qual buscando soluções para problemas ambientais causados por seus produtos/processos, ou seja, cada um descascava seu abacaxi. Por exemplo, a engenharia civil já abordava o tratamento de água e esgotos. Os problemas ambientais foram ganhando importância e os estudos sobre o tema começaram a revelar a complexidade dessas questões, até que chegou um momento em que não teve jeito, surgiu a necessidade de um profissional engenheiro que entendesse do conjunto desses problemas e tivesse conhecimento técnico sobre sua dinâmica para criar e conciliar soluções. No Brasil, esse profissional foi registrado oficialmente no ano 2000: é o engenheiro ambiental.
Bom, criar soluções é a missão principal da engenharia, então, nesse sentido, engenharia ambiental não difere das outras. Para conciliar soluções é preciso explorar um campo, até então, pouco contemplado nas escolas de engenharia, a Gestão.
Para ficar mais claro, as matérias básicas (primeiros dois anos de faculdade) são comuns a todas as engenharias (basicamente, matemática, física e química), as matérias técnicas da engenharia ambiental são correlatas à engenharia civil e engenharia química (mecânica dos corpos rígidos, mecânica dos fluidos, mecânica dos solos, resistência dos materiais, topografia, química orgânica, química inorgânica, hidráulica, hidrologia, saneamento, tratamento de águas residuárias, geotecnia....) e, minoritariamente, a outros cursos (toxicologia, microbiologia, oceanografia física, climatologia, geologia, meteorologia....) e, por fim, as matérias de gestão são bem variadas e relacionadas especificamente com os problemas ambientais (gestão de resíduos sólidos, gestão de recursos hídricos, sociologia e ciência política, direito ambiental, poluição atmosférica, modelamento matemático de sistemas ambientais, avaliação de impactos ambientais, administração...)



Por que você decidiu fazer esse curso? Qual o principal diferencial dele?

“O mais importante em um curso de engenharia (talvez em todos os cursos superiores) é a formação, não a informação.”

Eu já era estudante de engenharia quando fiz essa opção, então, os motivos pelos quais escolhi fazer engenharia ambiental estão mais relacionados às circunstâncias daquela época. (Caramba, "daquela época"... Não faz tanto assim, rs...) e às minhas impressões sobre o curso e o mercado profissional. A história é assim: já estava concluindo o terceiro ano de engenharia civil quando percebi meu crescente interesse pelas matérias de solos (mecânica dos solos, geologia...) de e fluidos (hidrologia, hidráulicas, saneamento, mecânica dos fluidos....) ao mesmo tempo descobri que não gostava tanto das matérias de transporte (pavimentação, projeto viário,...), as minhas notas nas provas de resistências dos materiais (estruturas) tinham me feito perder o romantismo pelo assunto e quanto às matérias de técnicas construtivas, essas nunca me interessaram. Quando refletia sobre as possibilidades de atuação profissional, a prática da engenharia civil me parecia cada vez menos empolgante. Naquele ano foi formada a primeira turma de engenharia ambiental da Poli (Escola Politécnica da USP), um curso novo que abordava com maior profundidade as matérias que eu gostava da engenharia civil e, no lugar das que eu não gostava, tratava de temas que sempre achei interessantes. Além disso, percebi que o curso me possibilitaria uma atuação profissional diferente daquele estereótipo de engenheiro civil. Então não tive dúvidas, aliás, mentira. Tive sim, várias, mas depois de muito refletir, decidi pela ambiental, e fui muito feliz.
Olha, a abordagem da Gestão é um diferencial do curso com relação às demais engenharias (exceto a de produção, que também tem um foco muito forte em administração), mas não considero que isso seja algo decisivo, pois a maioria dos estudantes que se formam nas boas escolas de engenharia, independente do curso, vai trabalhar em bancos, consultorias, ou em outras empresas que não são de engenharia. Ou seja, vão trabalhar na área administrativa, e isso tem uma explicação: os bons cursos de engenharia exigem muito esforço e dedicação. Diante de tanta pressão, você aprende a tirar leite de pedra para conseguir aprovação nas matérias. Além da complexidade das matérias, há o "aprendizado anal", você passa no mínimo cinco anos tomando no **, chega uma hora que você aprende a se virar. Acho que esse é o melhor aprendizado de gestão que existe.
Há uma expressão traduz bem essa relação: "Quando o ** aperta, a mente abre".
O que considero ser, realmente, o diferencial da engenharia ambiental é a multidisciplinaridade. Estudar matérias que, tradicionalmente fazem parte de cursos distintos, e o contato com os respectivos professores, agrega um aspecto muito importante na formação, uma capacidade de compreender, ainda que superficialmente, diferentes pontos de vista com o propósito de conciliá-los em torno de uma solução. Lembro de sair de um laboratório de biologia, ir para uma aula de oceanografia e depois matar aula de sociologia para fazer um relatório de um laboratório de hidráulica!
Quando entrei na faculdade, pensava que ia aprender tudo sobre como projetar e construir coisas. Lá pelo meu 3º ano de curso, vi que as coisas não eram exatamente como eu imaginava. Depois que me formei, percebi que o mais importante em um curso de engenharia (talvez em todos os cursos superiores) é a formação, não a informação. O que realmente importa são as habilidades que você desenvolve durante os anos de faculdade. Nesse sentido, um curso de engenharia ambiental é muito interessante, pois além do "aprendizado anal" e o desenvolvimento do senso analítico, inerentes às engenharias, o curso agrega algo muito valioso à formação do aluno, que é a capacidade de análise multidirecional, de compreender diferentes interpretações de um mesmo sistema, fato, ou fenômeno. Sinceramente, acho que a engenharia ambiental desenvolve mais habilidades úteis ao exercício profissional da diplomacia que um curso de relações internacionais, com todo respeito e ressalvas devidas (estou falando de formação/habilidades, não de informação/conhecimento). Penso que as pessoas devem valorizar a formação durante a época da faculdade, porque informação você pode adquirir depois.



De que forma um engenheiro ambiental contribui para o bem estar do planeta?

“O pragmatismo da engenharia e o foco nos resultados e custo-benefício são predicados muito importantes, pois as questões ambientais são, freqüentemente, tratadas com elevado grau de emoção, ideologias, e amadorismo. "

Muitas áreas do conhecimento e atuação profissional já contribuem para a preservação da qualidade ambiental: biologia, pedagogia, geologia, direito, geografia, geologia, química, arquitetura/urbanismo, agronomia e etc.. A engenharia ambiental é mais um ator nesse processo de busca pela melhoria da qualidade ambiental. O que a torna importante são as características intrínsecas à engenharia, que são as seguintes: busca de soluções, pragmatismo/visão analítica, indissociável consideração acerca do custo-benefício, focar o resultado. O papel da engenharia ambiental é de criar, viabilizar e conciliar soluções para problemas ambientais, monitorar, avaliar, mitigar os impactos ambientais, um papel importantíssimo. O pragmatismo da engenharia e o foco nos resultados e custo-benefício são predicados muito importantes, pois as questões ambientais são, freqüentemente, tratadas com elevado grau de emoção, ideologias, e amadorismo.
.

.
Por que você foi trabalhar no Governo Federal? Você aplica seus conhecimentos no dia-a-dia do seu trabalho?


"Quando se trata de auditar obras o mais comum é fazer pesquisas sobre o assunto e recorrer à bibliografia de engenharia civil, o que tem sido um ótimo aprendizado."

A decisão de trabalhar no governo foi uma decisão profissional e também pessoal. O mercado profissional para engenheiros ambientais é muito bom, oferece várias oportunidades em diferentes áreas de atuação. No entanto, assim como ocorre em quase todos os ramos profissionais, as melhores propostas concentram-se, pelo menos no início da carreira, na cidade de São Paulo. Eu já tinha vivido seis anos lá, tempo que considero suficiente para conhecer o que a cidade tem de bom e de ruim. Já era hora de mudar. Isso foi um motivo importante, pelo lado pessoal, para que eu procurasse outras oportunidades. Profissionalmente, a decisão não foi propriamente trabalhar no Governo Federal, mas trabalhar na CGU. Sempre tive uma certa vocação pela área pública, tanto que pensei até em ser milico quando ainda estudava no Colégio Militar de Brasília... A área pública é muito grande e diversa e não pode ser vista como algo uniforme. Existem ótimos lugares (e remunerações) para se trabalhar e outros bem ruins. Quando decidi trabalhar no governo, já tinha em mente os locais que me interessavam (Agência Nacional de Águas, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Agência Nacional do Petróleo, Banco Central).
Brinco dizendo que aprendi mais sobre a prática de engenharia na CGU do que na USP... Na coordenação onde trabalho a maioria dos colegas são engenheiros e tenho a oportunidade de acompanhar de perto obras de infraestrutura hídrica, a maioria no interior do nordeste, inclusive as obras de transposição do Rio São Francisco. Em algumas oportunidades aplico conhecimentos específicos de engenharia ambiental, mas confesso que não ocorre com muita frequência. Quando se trata de auditar obras, o mais comum é fazer pesquisas sobre o assunto e recorrer à bibliografia de engenharia civil, o que tem sido um ótimo aprendizado.



Por onde alguém que tenha se interessado pela profissão pode começar?
.
“A engenharia ambiental é uma excelente opção, mas quem estiver interessado deve saber de antemão que não se trata de uma ´gincana’ em prol do meio ambiente."

Primeiramente, para que tem interesse, posso dizer que é uma excelente opção: é difícil ver alguém [na engenharia ambiental] arrependido ou infeliz. É um curso muito interessante!
Agora respondendo a pergunta: por uma boa escola. Isso é importante para qualquer profissão, mas para engenharia ambiental é fundamental.
A multidisciplinaridade que envolve as questões ambientais permite que "todos tenham voz" quando o assunto é meio ambiente. Isso é positivo, num primeiro momento, mas o que se constata na prática é um nível de amadorismo muito grande. Mesmo num contexto profissional, o que não falta é gente dizendo verdadeiros absurdos como se fossem experts no assunto. Afinal, todos querem "salvar o planeta". Além disso, é fácil "vender" um curso que não agrega formação nem informação, pois existem relativamente poucos profissionais verdadeiramente capacitados. A engenharia ambiental é uma excelente opção, mas quem estiver interessado deve saber de antemão que não se trata de uma "gincana em prol do meio ambiente". Fazer, por exemplo, simulações matemáticas de decaimento de poluentes em corpos hídricos e transporte de poluentes em maciços rochosos envolve conhecimento muito técnico. Não é só dizer "Viva o verde".
Aconselho o curso da Escola Politécnica da USP, da Escola de Engenharia de São Carlos – USP e Universidade Federal de Viçosa.
Desconfio muito da qualidade e utilidade desses cursos de Gestão Ambiental, mesmo os de instituições renomadas. Não vejo como alguém pode gerir algo sobre o qual não tem conhecimento, com todo respeito.
Uma vez vi uma gestora ambiental dizer que tudo que é ambiental é social... Olha, é claro que as atividades antrópicas degradam o ambiente natural e que a qualidade ambiental é pensada sob um paradigma humano, um paradigma social, mas não vejo o que de social existe em uma análise de ciclo de vida e desempenho ambiental de produtos, ou no cálculo da taxa de decaimento da demanda bioquímica de oxigênio de um lago, ou em uma remediação biológica de solo contaminado, etc.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sobre o ato de sumir

.
Tem horas que sumir é mesmo o melhor negócio.

Adoro esse texto-poema da Martha Medeiros:
.
.


"Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto mas autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado. A saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência."

sábado, 2 de outubro de 2010

.
A vida vale por esses momentos...



Faça-os acontecer.
.
Foto retirada do blog www.thesartorialist.com
.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Life is short

.

Pra começar bem - o fim de semana e o mês!






Figura encontrada no blog da Ticcia.