segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Miscelânea

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 Acho que descobri por que reformas ficam tão caras. É porque eles cobram pelo material que te entregam - e também pelo que não te entregam. As bancadas de granito, por exemplo. Quem poderia imaginar que os buracos que fazem na pedra, ou seja, que as partes que vem sem granito, custam mais caro! E não é barato não. Na marmoraria onde perguntamos, cada buraco custa 50 reais.

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Uma coisa que me intriga muito é tal da luz dos provadores de roupas. Se a intenção da loja é que a gente compre a roupa, então por que então eles insistem em nos apresentar nossa pior versão toda vez que a gente vai experimentar alguma coisa? Aí colocam aquelas terríveis luzes brancas hospitalares bem em frente a um enorme espelho (ou vários) num cômodo apertado. Quem será que fica maravilhoso assim, e ainda sob todos os ângulos? Essas luzes de provadores só podem ser para nos desanimar de fazer a compra. Ou talvez seja de propósito, fruto de um acordo entre os donos das lojas e os donos de academias. Ou de clinicas de estética. Ou de consultórios psiquiátricos.


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 Trabalhar como servidor público tem algumas peculiaridades. Outro dia um amigo meu (também servidor) teve que mandar um Ofício para o (acredite, o cargo era esse mesmo) Diretor de Consolidação do Arquivo Morto dos Órgãos Extintos. Ou seja, se você acha o seu trabalho chato, imagine o desse cara! Se arquivo já é uma coisa chata onde quer que você vá, imagine o arquivo morto dos órgãos extintos!  A coisa deve andar bombando por lá.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A perfeição

 Perfeição é esta poesia de Clarice Lispector:
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"O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição."

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Salmão japonês

Tem uma receita de salmão que vira e mexe eu peço para meu marido fazer que é muito gostosa! Quem a descobriu foi ele e depois que começamos a comer o salmão feito desse jeito, dificilmente escolhemos outra receita. A autora de tal maravilha é a Nigella, e a receita é retirada do livro Nigella Express. Mas o modo como fazemos não é exatamente igual está lá no livro. Aqui deixo nosso modo pessoal de fazer. Bom apetite!

Salmão Japonês

Misture numa tigela rasa (ou pirex pequeno) 50g de açúcar mascavo com 60ml de shoyo. Coloque para marinar dois pedaços generosos de salmão. (prefira os mais estreitos e grossos aos largos e finos). Deixe por uns três minutos de cada lado para pegar gosto. Aqueça uma frigideira de fundo grosso e coloque os pedaços de salmão. Vire quando perceber que estão mudando de cor (+ ou - 2min de cada lado). Retire o salmão da frigideira e agora derrame a mistura de shoyo e açúcar. Deixe esquentar um pouco. Quando começar a engrossar, volte os pedaços de salmão para a frigideira e regue um pouco com o molho. Sirva com arroz branco.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A arte do poder

 Um dos livros que estou lendo atualmente se chama "A arte do poder" (Rocco: 2007, 223pgs), e foi escrito pelo monge budista e ativista da paz Thich Nhat Hanh. Ainda não terminei a leitura, mas tenho ficado muito bem impressionada, tanto com os ensinamentos do livro quanto com a qualidade do texto. Deixo aqui alguns trechos que sublinhei. Ainda estou na página 137 mas já recomendo a leitura. Realmente ela mexe com a gente.

Os trechos:

"A sua ação, o que você faz, depende de quem você é. A qualidade da sua ação depende da qualidade do seu ser."


"O dinheiro pode ser proveitoso ou destrutivo, dependendo na maneira como lidamos com ele."

"Em vez de dedicar-nos a múltiplas tarefas simultâneas, precisamos aprender a focalizar uma só."

"Você tem dentro de si mesmo o que está procurando."

"Se não compreender a si mesmo, se for incapaz de se aceitar, será impossível para você entender e aceitar outra pessoa."

"A mente e o corpo não são duas coisas separadas. O respeito por um é também respeito pelo outro."

"A dádiva mais preciosa que você pode dar à pessoa que ama é sua verdadeira presença. Amar significa estar disponível para ela."

"Todos os seus atos voltam para você."
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O nome das coisas

 Maravilhosa essa crônica de Mário Prata. Deliciem-se.

O nome das coisas
Mário Prata


Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou:
- Luminária?
Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajures.
- Não, abajur mesmo, eu disse.
- De teto?
Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu estava muito velho, ou ela estava muito nova.
-- No meu tempo -- e isso faz pouco tempo -- o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala. E lá em cima era lustre.
-- Lustre?
Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária. Pra mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem, e passe (no futebol) chamar-se agora assistência. Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas? Mudar o nome das coisas? Por que eles não mudam o próprio nome? A mocinha da luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire. Desconfio até que já tivesse mudado de nome.
Pra que mudar o nome das coisas? Eu moro numa rua que se chama Rodovia Tertuliano de Brito Xavier. Sabe como se chamava antes? Caminho do Rei. Pode? Pode! Coisa de vereador com minhoca na cabeça e tio para homenagear.
Mas lustres e abajur, gente, é demais. Programação de televisão virou grade. Deve ser para prender o espectador mais desavisado.
Entrega em domicílio virou delivery. Agenda de correio, mailing. São os publicitários, os agentes de 'marquetingui'?
Quer coisa mais bonita do que criado-mudo? Existe nome melhor para aquilo? Pois agora as lojas vendem mesa de apoio. Considerando-se a estratégica posição ao lado da cama, posso até imaginar para que tipo de apoio serve.
Antigamente virava-se santo, agora vira-se beato, como se já não bastassem todas as carolas beatas que temos por aí.
Mudar o nome de deputado para putado ninguém tem coragem, não é? Nem de senador para sonhador. Sonhadores da República, não soa bem? E uma bancada de putados?
A turma dos 10% agora se chama lobista! E a palavra não vem de lobo, mas parece.
E por que agora as aeromoças viraram comissárias de bordo? Não entendo: a palavra comissária vem de comissão, não é? Aeromoça é um termo tão bom e terno como criado-mudo. Pior se as aeromoças virassem moças de apoio?
E tem umas palavras que surgem de repente do nada. Luau? Quando eu era jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse participar de um luau, era olhado meio de lado. Era pior que tomar vinho rosé. Coisa de bicha, isso de luau.
Mas a vantagem de ser um pouco mais velho? Saber que o computador que hoje todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro, nasceu com o nome de cérebro-eletrônico. Sabia dessa? E sabia que o primeiro computador, perdão, o cérebro-eletrônico, pesava 14 toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que, até o final do século, se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada?
Outra palavrinha nova ? Estresse. Pode ter certeza, minha jovem, que, antes de inventarem a palavra, quase ninguém tinha estresse. Mais ou menos como a TPM. Se a palavra está aí, a gente tem de sofrer com ela, não é mesmo? No meu tempo, o máximo que a gente ficava era de saco cheio. Estressado, só a turma do luau.
E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não jardim de verão?
E se você quiser mudar o nome desta crônica para linguiça, pode

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Boa frase

Lido no Facebook:

"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Curriculum Vitae!"

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Aja como se suas atitudes fizessem diferença. Porque elas fazem."

Tashi Delek 


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tenho pena

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 Quem leva uma vida de mentira, no fundo sabe que leva. Sabe que nada do que tem é de verdade. Que nada do que tem foi conquistado com mérito próprio. Que nada do que o circunda, de verdade, o pertence. Quem leva uma vida de mentira no fundo sabe que a leva, porque sabe que nada tem o gosto que deveria ter. Que o que aparenta é só isso mesmo: embalagem. Que sua vida é de isopor: tem tamanho e pode até fazer vista, mas quando se examina a essência vê-se que é algo vazio, sem cheiro, sem gosto, sem cor. Quem leva uma vida de mentira não sabe o qual é o gosto de batalhar e conseguir, de amar e conquistar, de às vezes não conseguir algo porque a vida é assim e às vezes não se conseguem as coisas. Quem leva uma vida de mentira nunca conheceu o gosto maravilhoso de saber que se tem mérito, que se tem valor, e que com as próprias mãos pode-se construir um mundo incrível. Quem leva uma vida de mentira nunca teve os pés plantados no chão. Não sabe a diferença entre o bom e o ruim, o certo e o errado, o que pode e o que não deveria, a quem dar valor e de quem fugir. Quem leva uma vida de mentira não percebe que o que parece ser nem sempre é. Estes são os que precisam de cada vez mais, e ainda assim sentem cada vez menos. E continuam frenéticos s sedentos por mais e mais na esperança de talvez se atingir algum rápido lampejo de alegria - porque o que eles tem na vida é só isso mesmo: lampejos. Quem leva uma vida de mentira às vezes fica tão perdido na própria mentira que já nem sabe mais o que é a vida. E de vez em raro, quando lúcidos por um momento, talvez chegam a perceber a lama na qual se encontram, e aí tentam a todo custo se justificar, justificar seus nadas e atacar as coisas de verdade que outros - despertos - construíram.

 Quem leva uma vida de mentira pode ser tão cego que talvez nem entenda o que estou dizendo.

 Sinto uma profunda pena dos cegos por opção.
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Rapunzel moderninha

Já assisti três vezes ao novo filme da Disney "Enrolados" (Tangled, 2010) e a cada vez gosto mais! Recomendo muito, especialmente para mulheres. Além do filme ser super engraçado, dinâmico e ter todo aquele charme dos filmes de princesas da Disney, ele ainda traz muitas mensagens positivas que, podem até passar despercebidas num primeiro momento, mas com certeza são captadas e registradas em algum cantinho do nosso cérebro.
 Digo que a história fala principalmente com as mulheres não pela razão óbvia (ser um filme de princesa) mas por mostrar um tipo de jornada pessoal pela qual várias de nós passamos. Para quem ainda não assistiu e não gosta de spoilers, é melhor parar a leitura por aqui. Já vi que não vou conseguir falar do filme todo sem entregar várias coisas. Aos que já assistiram ou não ligam de saber o final, continuem comigo!
  • Rapunzel começa o filme enclausurada e super protegida por sua madrasta interesseira. Ao meu ver, a madrasta com aquele discurso de "o mundo é perigoso, você não vai se dar bem!" pode representar tudo aquilo que nos segura, nos impede de ir para frente: medos, baixa autoestima, idéias erradas que colocaram em nossa cabeça etc
  • Então ela descobre no aventureiro Flyn Ryder (que tem seu lado certo e seu lado errado, logo está longe de ser a encarnação do príncipe encantado) um companheiro para a aventura que ela sempre teve vontade de viver. Eles partem na jornada enfrentando perigos e inimigos até atingirem o objetivo. 
  • Então vejam bem: não foi o príncipe que resgatou a princesa e a salvou. Dessa vez, os dois vão enfrentando os perigos do caminho juntos, ora usando os poderes mágicos dela, ora usando a malícia e conhecimento de mundo dele! Ou seja, ninguém é o mestre e o outro o seguidor. Ninguém é o adulto e o outro a "criança". Eles são parceiros.
  • Uma vez que o objetivo da princesa é atingido, complicações externas (a madrasta malvada e alguns comparsas) tentam trazer Rapunzel de volta para seu "mundinho" e para as velhas crenças. Isso é ilustrado na volta dela à torre, ao ambiente que lhe era familiar e no qual ela vivia às cegas.
  • Mas Rapunzel já foi mudada pelas experiências que teve no mundo lá fora e não é a mesma pessoa. Ela volta mas imediatamente tira a grande conclusão de sua vida: a de qual era seu verdadeiro valor. que era muitíssimo maior do que sua suposta mãe a fazia acreditar. No filme isso é ilustrado pela conclusão de Rapunzel de que era ela a princesa perdida e que aquela mulher ali não era boa e muito menos sua mãe verdadeira. Que o mundo lá fora não era assim tão perigoso. Que o perigo estava sim, a rondando o tempo todo dentro da torre.
  • Então Flyn Ryder (e nessa hora já sabemos que seu nome verdadeiro, na versão traduzida, é José Bezerra - adoro!) chega para ajudá-la novamente a fazer a transição. Só que ele acaba ferido pela madrasta e no fim quem o ajuda a sobreviver é a própria Rapunzel.
 Eu adoro também o fato de que Flyn Ryder corta do cabelo de Rapunzel bem curtinho no fim do filme. Afinal, era aquele cabelo cujos poderes Rapunzel acreditava que deviam ser preservados, que a mantinham escrava. E no momento que ela não tem mais seu cabelo com seus poderes mágicos, percebe que suas lágrimas também tem poder curativo - e estas não são externas a ela nem podem lhe ser tiradas. Rapunzel descobre que o verdadeiro poder está dentro dela, que ela é livre e muito mais valiosa do que acreditava ser. E é claro, ela termina se apaixonando por Flyn e terminam casados, senão não seria Disney. E tudo por conta de uma vontade insistente em ver as lâmpadas que apareciam sempre no dia do aniversário dela...

 Acho fantástico todo esse desenrolar ter se dado a partir de uma intuição de Rapunzel. Acho que na vida principalmente nós mulheres temos muitos episódios assim. Algumas coisas nos "cutucam" e cabe a nós ir atrás ou permanecer na inércia. E quando vamos atrás, geralmente nos damos muito bem e a recompensa é muito mais do que poderíamos imaginar.

 Assistam! A sensação deliciosa que a gente fica depois do filme não é à toa!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Renda-se

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"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O mistério de "A cabana"

Esse fim de semana terminei de ler o best seller "A cabana". Esse livro já havia chamado minha atenção na livraria há bastante tempo por sua bela capa - mas aí quando li a sinopse desanimei de comprá-lo na mesma hora. A história me pareceu bastante deprimente, e o livro como um desses que poderiam se chamar "Não se mate ainda".
 Desse episódio para cá, entretanto, vinha intrigada com a permanência de "A cabana" tanto nas mais diversas listas de mais vendidos quanto na minha vida. Toda hora esbarrava com esse livro de algum jeito. Comcei a pensar que alguma coisa ele deveria ter.
 Estava a ponto de comprá-lo (ou de pegar emprestado, já que duas colegas de trabalho de minha sala apareceram o lendo) quando ganhei de presente. Com dedicatória e tudo. Minha hora de ler "A cabana" havia chegado.
 No começo confirmei minha suspeita de que o livro era deprimente. A história (mal escrita) do homem que leva os filhos para acampar no verão e que volta sem a mais nova, que havia sido sequestrada e morta, está longe de ser meu tipo preferido de literatura. Mas aí o livro muda - da água para o vinho. Muda na parte da história em que o pai da menina morta decide ir até a cabana na qual fora encontrado o vestido de sua filha... e acaba tendo um encontro com o próprio Deus.
 Dessa parte eu gostei muito. Não pelo "ooh, que lindo, um encontro com Deus", porque esses papos de tia da cataquese não costumam me convencer. Mas gostei pela outra visão que o autor (teólogo) nos dá sobre a questão de Deus. Gostei por entender de uma forma completamente diferente algumas daquelas coisas "batidas" que ouvimos tanto mas nunca entendemos o significado profundo. E gostei dessa parte da história, simplesmente, que é maravilhosamente bem escrita e traz uma sensação incrível de paz.
 No final a coisa murcha de novo, quando o protagonista volta à realidade. E aí temos episódios de acidente de carro, hospital, coma, restos mortais, enterro. Ou seja, deprê é eufemismo.
 Se o livro vale a pena? Vale pelo meio. Algo bom definitivamente aconteceu comigo enquanto eu lia - o que deve explicar tamanho sucesso. Mas não acho que o início e o fim são absolutamente indispensáveis. Se eu fosse ler de novo, começaria pela parte na qual ele chega à cabana e pararia na qual ele sai de lá. O resto da história saberia pela sinopse - que já é triste o suficiente para que a gente entenda as razões do personagem principal.  Os fins justificam os meios? No caso de "A cabana" é o contrário.

ps. E diz o autor que se trata de uma história real. O que a confere todo um outro apelo especial.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma opinião

"Os homens jamais fazem o mal tão completamente e com tanta alegria como quando o fazem a partir de uma convicção religiosa." - Blaise Pascal



 Eu gosto da paz de espírito mas não muito das religiões. Tudo o que leva ao fanatismo deve ser evitado. E ninguém precisa de intermediários para entrar em contato com o que há de mais elevado.



sábado, 12 de fevereiro de 2011


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 Quem não aguenta ficar sozinho é porque não gosta de estar consigo mesmo. E quem não gosta de estar consigo mesmo, em geral, tem boas razões para isso.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Equilibre-se

Para ser boa, a vida precisa estar equilibrada. Prestar atenção excessiva a apenas uma área da vida na tentativa de deixá-la perfeita não vai trazer nenhuma sensação de completude. A paz e satisfação interna vem da boa distribuição de sua energia.

 Se cuidar só da aparência, vai sofrer com a falta de conteúdo. Se cuidar só do conteúdo, sua aparência não vai combinar com seu mundo interior. Se cuidar só do espírito, vai sentir falta das questões mundanas. Mas se ficar só nas questões mundanas, acabará engolido por elas, porque vai te faltar seu centro. Se cuidar só do filho, o marido vai sentir falta. Se cuidar só do trabalho, sua casa vai ficar feia. Se cuidar só de seu interior pode ficar sem amigos.

 Então quer dizer que a vida dá muito trabalho por ter demandas demais? De maneira nenhuma. A vida é maravilhosa por ser variada, e nos oferecer a chance de encontrar a felicidade em coisas diversas. Saiba aproveitar seu tempo e verá que é possível construir, com calma, uma vida completa.
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Jante algo delicioso hoje!

 A receita a seguir eu acho deliciosa. Copiei de uma revista e desde a primeira vez que fiz, foi um sucesso. A receita original é com camarão, mas outro dia fiz com frango e também ficou uma delícia. Bom apetite!

Camarão à bela sintra

Ingredientes:
Camarões graúdos, 1 cebola picadinha, 2 colheres (sopa) de catchup, 2 colheres (chá) curry, 50ml de conhaque, 1 caixinha de creme de leite, coentro, sal, 1 colher (sopa) de manteiga

Preparo:
Numa frigideira com o fundo grosso, aqueça a manteiga. Doure a cebola. Jogue os camarões e vire-os até que mudem de cor. Despeje o conhaque, deixe esquentar um pouco e flambe. Acrescente então o catchup e o curry e mexa. Adicione o creme de leite, o coentro e o sal. Voilá! 

Sirva com arroz. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rapidamente

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Nem acredito que a última vez que postei foi segunda-feira e hoje já é quinta. O tempo voa. E a semana de quem trabalha fora o dia todo parece ter apenas três dias: o primeiro, o do meio e o último. Aí a gente usa o sábado e o domingo para fazer tudo o que não deu durante a semana -  e a semana, para descansar do  cansativo fim de semana. 



Por isso eu faço questão de, em meio às demandas, parar e fazer coisas que adoro. Encontrar uma amiga no meio da semana. Ir almoçar com meu marido. Pegar um cinema no horário do almoço. Ler meus livros em todo intervalo que encontro. Cozinhar legal para comer bem. Morrer de rir. 

Se tudo o que você faz é cumprir a rotina, sua vida não vai passar de um monte de quartas-feiras.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O conto de fadas do mundo real

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Esse fim de semana terminei a leitura de "William and Kate" de Christopher Andersen. O livro conta toda a trajetória do relacionamento do príncipe com a "plebeia" - de como se conheceram ao pedido de casamento, passando por grandes viagens e períodos de romance mas também desentendimentos, problemas com invasão de privacidade, protocolos reais que acabam interferindo no relacionamento e até traições de William, culminando com a separação momentanea dos dois, em 2007.

Apesar de ter lido no Kindle, tinha visto o livro "ao vivo" em Nova York. A capa é linda, com uma foto sorridente do belo casal. Comprei achando que leria a história dos dois contada como um lindo conto de fadas , no qual o príncipe se apaixona pela moça do povo e então vivem felizes para sempre. Não esperava os episódios de brigas, traições, e talvez algumas falhas de caráter que são mostrados em todos os "personagens". Da amada e cultuada princesa Diana, à controversa Camila Parker-Bowles, no livro vemos que nenhum deles é de todo bom ou mau. Que todos tem seus lados bons e ruins, e que o que acontece apenas é um dos lados sobressair. 
 Para quem se interessa pelas histórias da família real mas não tanto a ponto de ler o livro, eu conto aqui que:
  •   O Príncipe William foi uma criança difícil e birrenta, que chutava as canelas dos funcionários do palácio e dizia que quando ele fosse rei, que os mandaria para o calabouço;
  • O Príncipe William, pelo jeito, continua tendo um lado de criança birrenta, que acha que pode fazer tudo o que quer, na hora que quer.
  • Ele tinha pesadelos recorrentes no qual paparazzis perseguiam Kate dentro de um carro (como foi com Diana) e acordava assustadíssimo.
  • E falando em Kate Middleton, ela é a mãe da paciência. Tanto que a impresa inglesa chegou a apelidar de Waity-Katie.
  • Ela perdoou traição após traição do Príncipe William, sendo várias delas documentadas por fotos em diversas revistas;
  • E esperou pacientemente anos e anos até conseguirem encaixar no calendário da coroa uma data para o casamento dos dois que não ofuscasse ou interferisse com algum outro evento;
  • Ela tem uma família com figuras pra lá de excêntricas, com tio playboy drogado, irmão em crise de identidade, irmã alpinista social etc.
  • Tanto que saiu uma charge num jornal inglês no qual a rainha observava pela janela do Palácio de Buckiham uma nave espacial pousando em seu jardim e dizia "Ah não. Mais um dos parentes de Kate."
  • O pedido de casamento foi lindo e romântico, mas já tinha acontecido anos antes do outro pedido, o "oficial", que foi contado na imprensa.
  • Camilla Parker-Bowles não gostava nem um pouco de Kate Middleton. E esta, julgou a rainha como um ser frio e distante no episódio da morte de Diana. (ela e meio mundo...) Diana esta que tinha crises de choro após brigas homéricas com Príncipe Charles por conta de suas traíções e era consolada por William.
  • E existe a grande possibilidade de que Harry não seja filho de Charles, e sim do amante de Diana da época. Com o qual o príncipe parece bastante.

 Eu sempre adorei ver as fotos de William com Kate. Acho que os dois formam um casal bonito, classudo, e que a história é mesmo quase um conto de fadas. E o que pensar então após a leitura de tantas verdades e realidades de um mundo que parecia tão lindo? Que a vida é assim mesmo. E que o conto de fadas, por ser da vida real, não poderia escapar. Que tudo tem dois lados e que até mesmo o que reluz em ouro tem um lado obscuro. Que as pessoas ficam juntas por motivos pessoais, e que cada casal tem que construir suas regras dentro de seus contextos. E que no fim, o que importa mesmo é ser feliz - e isso, William e Kate não apenas aparentam ser nas fotos - eles de fato são. O que pra mim é suficiente para continuar gostando da história.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

 E tem mulheres que compram roupas só pra ter o que usar quando saírem para comprar mais.
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O que tem que ser, terminará sendo.

 Sabe quando dizem que as coisas acontecem exatamente como tinham que acontecer? Eu não acredito nisso. Acredito sim que as coisas acabam ficando exatamente como já iriam ficar pra começo de conversa. Percebem a diferença?

 Por exemplo: um aluno muito inteligente que faz vestibular e não passa. Aconteceu como tinha que acontecer? Não. Acontece que ele pode ter ficado nervoso, não ter dormido direito, ter tido um branco etc. Mas aí, o que acontece? O aluno vai lá e tenta de novo. E passa, e leva o curso a sério, se forma com honras e vira um profissional respeitado. Existia alguma possibilidade do aluno inteligente não terminar como um profissional respeitado? Claro que não. Só se ele desistisse. Então talvez ele pudesse ter passado de primeira, ou talvez de segunda ou terceira. Mas simplesmente a semente do que vai ter que acontecer já estava nele o tempo todo.

Esse pensamento vale para coisas maiores na vida, e não para situações transitórias. Se você se encontra no meio de algum caminho, relaxe. Saiba que - e isso é um pensamento bem budista - de qualquer forma seu destino já está escrito. Não "pelos astros e estrelas" ou porque "o que tem que ser será", mas simplesmente porque suas ações vão te levar a isso, de um jeito ou de outro.

Cuide para que sua semente de hoje seja aquela que vai dar bons frutos. E então respire. E relaxe. A vida segue o curso que a gente dá a ela, e no fim tudo termina por ser exatamente como tinha que ser.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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Acho a coisa mais curiosa existir dentro de um shopping uma loja que vende "presentes". E todas as outras lojas ali, o que é que vendem?
Se você quer dar de presente um sapato, vai à loja de sapatos. Se quer dar um livro, vai à livraria. Em que ocasião então, vai-se à loja de "presentes"?

A impressão que fica é que essas lojas estão querendo dizer o seguinte: se você tem que dar um presente para alguém a quem não tem absolutamente a menor idéia do que comprar, entre aqui que nós temos a solução. Ou seja, efeites de vidro esquisitos, meias e peso para papel é com eles mesmo.

Naquele livro do Seifeld - "o melhor livro sobre nada" - tem uma parte em que ele diz que não existe nada que barre, em matéria de mau presente, o peso para papel. Ele se pergunta: quem é que precisa, sinceramente, de tantos pesos para papel? Por acaso a mesa de trabalho dessas pessoas fica em cima do mastro de algum navio? De onde anda vindo tanto vento??

Adoro.

Simplicidade é a alma do negócio

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A vida anda tão complicada que as pessoas andam deixando de fazer as coisas mais simples e básicas. O sujeito está tão perdido nas planilhas, falando no celular ao mesmo tempo em que participa da videoconferência e... Esquece de beber água. Veja bem. Não estou falando de debentores, flutuações de câmbio, política de marketing ou reunião da diretoria. Estou falando de água!
Com certeza já ouvimos de médicos ou lemos em artigos os conselhos a seguir. O que me chama a atenção é o quanto são coisas que deveriam nos ser instintivas, em vez de ensinadas.

Preste atenção para ver se alguém anda precisando lembrá-lo de:

 
 
  • Beber água
  • Respirar certo (menos vezes e mais fundo, em vez de respirações curtas)
  • Dizer não
  • Comer frutas, verduras e legumes
  • Fazer nada de vez em quando
  • Ser você mesmo
  • Descansar
  • Se conhecer
  • Fazer o que você gosta