quinta-feira, 31 de março de 2011

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Dizem por aí que obra não se temina - se abandona.
É com muita felicidade então que anuncio que hoje estamos "abandonando" nossa reforma.

Fim. The end. Acabo-ouou-ouou. A-ca-bou.

Só não parece bom demais pra ser verdade porque agora que saem arquitetas, pedreiros e pintores entro eu - com o pano e a vassoura. Mas um grande sorriso estampado!

terça-feira, 29 de março de 2011

Sobre a boa humildade

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A tia Maricota provavelmente nos ensinou um dia, do alto de seus saltos e óculos na metade do nariz, que deveríamos ser humildes. Grande lição. Mas será que alguém entendeu exatamente o que "devemos ser humildes" significa? Muito provavelmente nem a própria tia Maricota.

 O primeiro erro com relação a essa idéia é básico. Em português a palavra humilde é usada como sinônimo de pobre. Então é isso? Devemos ser humildes = devemos ser pobres? De maneira nenhuma! A "humildade" que devemos ter é outra que não tem a ver com pobreza. É como banco pra sentar e banco pra sacar dinheiro. Duas coisas separadas.

 Então o que é ser humilde? "Ah, já sei." - responde o aluno da tia Maricota. "É não achar que você sabe as coisas. Não mostrar confiança no que diz. Nunca se achar verdadeiramente bom. De preferência, andar de cabeça bem baixa, pelos cantos, com cara de coitado...."

 Claro que não é isso. Mas por incrível que pareça tem gente esclarecida que ainda pensa assim.

 Então chega de falar do que não é. Vejam o que seria humildade segundo a cartilha de Simone:

 Humildade. Capacidade de dizer "eu não sei". É admitir que mesmo que você tenha seus conceitos, eles podem estar errados. Admitir que mesmo que saiba uma porção de coisas, ainda sabe muito pouco. Capacidade de querer sempre aprender alguma coisa mais, seja com quem for. Percepção de que todas as pessoas tem algo a nos ensinar. É conseguir dizer a si mesmo "puxa, eu estava enganado com relação a isso" e a partir de então adotar ações para entrar num caminho melhor.

Humildade vem do latim "humus" que quer dizer "filhos da terra". Sejamos filhos da terra então. Não no sentido de ficar "no chão", lá embaixo, sujeito ao mundo. Mas no sentido de se colocar em patamar igual aos outros - mais ricos ou mais pobres que você. Nada de se achar pior do que quem é mais rico que você - você é igual a eles. E também nada de ficar de falsa compaixão com quem tem menos dinheiro, com discursos de "ah, coitadinhooooos....", porque isso na verdade é arrogância. Que "tem menos" só tem menos dinheiro, mas pode ter tem tantas outras capacidades quanto você. Vamos nos ver como filhos da terra no sentido de que estamos todos na mesma condição - a condição humana.  

 Somos professores uns dos outros - e eternos alunos da vida.

segunda-feira, 28 de março de 2011

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 O pintor que contratamos se chama Jeová. Ele pediu sete dias para fazer tudo. Só espero que no sétimo dia ele não resolva descansar.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Nova receita de brigadeiro

Desde os meus 12 anos eu usava a mesma receita de brigadeiro e era uma delícia. Outro dia, porém, resolvi testar algo novo - e gostei mais ainda! A receita a seguir é mais rápida que a tradicional, menos doce e muuuito gostosa!

Brigadeiro - receita da Nestlé

1 lata leite condensado
3 colheres de chocolate em pó (não é achocolatado!)
1 colher de sopa de manteiga

Misture todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo médio mexendo sempre. Pare quando a mistura estiver consistente e soltando do fundo da panela. Se quiser, espere esfriar e enrole no chocolate granulado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Não beba e digite!

"It´s a quarter after one, I´m a little drunk and I need you now. Said I wouldn´t call but I lost all control and I need you now."

Assim diz a canção que ganhou o prêmio de melhor música do ano no Grammy de 2011. "São uma e quinze da manhã, estou um pouco bêbada e preciso de você agora. Eu disse que não ia ligar mas perdi todo o controle e preciso de você agora."

Não foi à toa que essa música foi premiada. Quem nunca passou por isso? Ou em vez de ligar, mandou aquele e-mail ou mensagem de texto na hora em que bateu aquele "preciso de você a-go-ra"?

O problema em mandar esse tipo de mensagem ou fazer esse tipo de ligação é o possível (e provável) arrependimento que baterá imediatamente depois - talvez dependendo do tipo de resposta que se recebe.

 Mas a culpa é nossa? Da saudade bater, do coração ficar apertado, do impulso prevalecer sobre a razão? Não. Eu culpo a tecnologia. O problema é que hoje em dia basta um clique para se fazer uma enorme besteira.

Sim, porque o que aconteceria se fosse a época de Elizabeth Bennet, a heroína de Orgulho e Preconceito? Ela teria um coração mais calmo e a razão prevaleceria sobre o coração? Bobagem. O caso é que até encontrar a tinta, molhar a pena e arranjar o pergaminho para se escrever a carta, o ímpeto já teria passado. Se não passasse, com certeza no longo tempo entre ela ter escrito a carta e conseguir enviá-la.

E se a vontade fosse de ver seu Mr. Darcy cara a cara? Até ela vestir aquelas mil camadas de vestidos com anágua e espartilho, aí arranjar um cavalo... No meio disso a razão voltaria à ela.

 O problema é que hoje em dia está muito fácil fazer papel de boba. O melhor então é ficar longe do celular nas madrugadas, ainda mais se os goles a mais de bebida ainda não tiverem sido metabolizados.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Visto na cidade

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 Colocaram faixas de campanha para alguma eleição interna na frente da Polícia Civil. Pelo jeito a disputa está acirrada. Enquanto esperava o sinal abrir, fiquei lendo as tais faixas e realmente fiquei na dúvida sobre qual chapa eu escolheria. Os dizeres são muito significativos, e realmente fazem a gente pensar. Algumas das faixas diziam "Vote Chapa 1". E as outras diziam "Vote Chapa 2".  

Da natureza dos relacionamentos

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É comum ouvirmos de pessoas que se gostam a famosa aproximação dos laços. "Para mim ela é como uma mãe", "Somos como irmãs" ou "Te tenho como um filho". Apesar de parecer muito bonito, não vejo essa prática como algo positivo. Simplesmente porque cada relacionamento tem uma natureza própria, e se tentamos transformar algo que é em outra coisa que não é, o resultado será sofrimento.

 Como exemplo, tomemos o relacionamento entre amigas. Por que ele não pode ser como o de irmãs? Porque elas não tem os mesmos pais, portanto não compartilham os mesmos valores. Por mais que se conheçam, não viveram desde sempre juntas, não tiveram a mesma linha de educação, não compartilham dna nem sangue, e portanto seus laços são mais frágeis. As amigas que tentarem agir como irmãs estão fadadas ao fim da amizade. Tanto pela diferença de entendimento de mundo que elas fatalmente terão quanto pela natureza do laço que une amigos, sempre mais fraco do que o que une familiares.

  Um amigo é um amigo. Pai e mãe são pai e mãe. Marido e mulher são um casal - e não amigos. Um tio é apenas um tio. Conhecidos, colegas, funcionários, parentes ou vizinhos são o que são. E não é preciso torná-los algo "a mais" do que já são. É possível termos relacionamentos muito felizes e satisfatórios com todas essas pessoas. Mas isso só acontecerá se a natureza do relacionamento for preservada.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Rapidinhas

O livro Think like a champion (Donald Trump, 2010) é bom mas ao mesmo tempo é capaz de deixar qualquer um doido. Tenho a impressão de que se você chegar o ouvido bem perto do livro é quase possível ouvir a voz do Donald Trump no seu ouvido dizendo: "Faça mais! Mais rápido! Melhor! Anda, anda, anda sua lesma!!!" Ou seja, a leitura foi até boa mas estou aliviada em ter terminado.

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 E se você está pensando em pintar a casa, pense duas vezes. Melhor, pense três vezes. Não: pense dez vezes. Nunca pensei que eu teria tanto trabalho com essa história de pintar. Achei que a minha parte fosse só contratar o pintor e escolher as cores. A santa ingenuidade aqui só estava esquecendo daquelas coisas pesadas que ficam encostadas em todas as paredes que você quer pintar, chamadas móveis. Passe um sábado inteiro arrastando coisa de lá pra cá, tentando criar espaço para todas as suas coisas que já estavam meio apertadas quando podiam ocupar o cômodo todo e vai saber do que estou falando.

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 Não dá pra apertar fast foward no controle remoto da vida e ir direto para o ponto no qual minha reforma terminou e está tudo limpinho e brilhando?

 Oh, céus.

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sábado, 19 de março de 2011

Dançando no ar, de Nora Roberts

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Ontem terminei a leitura de "Dançando no ar" (Bertrand Brasil, 364pgs), de Nora Roberts e estou flutuando até agora. É um livro sobre uma ilha exótica, sobre o verdadeiro amor, sobre bruxas boas, sobre os prazeres de se cozinhar e comer bem. Mas acima de tudo, eu o interpreto como um livro sobre o poder da mulher. A história é de uma jovem que, fugindo do marido violento, desembarca em uma pequena ilha, na qual pretende se estabelecer. Lá, além de encontrar o grande amor de sua vida, ela finalmente se depara com a pessoa mais importante de sua vida: ela mesma. 
 Achei o livro maravilhoso. Falem o que quiserem de Nora Roberts - só não digam que ela não sabe contar uma história.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como proceder em tempos de crise

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Estou me divertindo muito com a leitura de Think like a champion, de Donald Trump. É um livro cheio de textos que nos inpiram a fazer sempre mais e melhor - recomendo! A uma certa altura, ele coloca uma lista feita por um surfista experiente com o passo-a-passo de como proceder quando uma onda maior que a esperada o derrubar. A lista é ótima. Acho que vale para qualquer situação de crise. Afinal, o que é o momento de crise se não uma onda que vem de repente e que parece arrebatadora no momento - mas depois, assim como veio também vai embora?

 A lista (numa tradução livre minha):
  • Mantenha a calma - não entre em pânico.
  • Não desperdice seu ar.
  • Não lute com a correnteza - deixe-a te levar.
  • Não questione sua habilidade para sobreviver - saiba que você veio treinando toda sua vida para um momento como esse.
  • Lembre-se de que alcançar o topo não impede que outra onda venha tentar derrubá-lo.
  • Monitore seus sentidos: visão, audição, olfato, tato e pressão.
  • Encontre sua própria estabilidade e só depois preocupe-se com seu companheiro.
  • Ao encontrar seu companheiro, a sobrevivência dependerá de ambos compartilharem suas dores.

terça-feira, 15 de março de 2011

"Fazer a pergunta certa já é metade da solução do problema." Carl Jung

segunda-feira, 14 de março de 2011

A vida é para ser fluida - não estagnada. Se as coisas andam "empacadas" ou ruins é porque você precisa se alinhar com energias melhores.

Não é difícil mudar completamente a vida para melhor. Comece mudando uma pequena coisa, depois outra, e de repente tudo se transformará radicalmente. Isso porque qualquer mudança provoca outras. Faça algo para seu próprio bem em alguma área de sua vida, e as outras áreas provavelmente acompanharão. Experiência própria.

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Não podemos saber tudo, mas devemos
saber o máximo que pudermos." Donald Trump

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mínima de 10°, Máxima de 40°

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Alguém já parou pra pensar sobre como a previsão do tempo no Brasil não serve para muita coisa?
Primeiro que eles pegam áreas que são maiores que muitos países juntos e dizem que lá o tempo será tal, como "No Centro-Oeste, fará sol". Como se o Centro-Oeste fosse uma área bem pequenininha. Na Suíça, eles dão a previsão do tempo de cada um dos Cantões. São 26 - e vocês já viram o tamanho da Suíça, certo?
Outro ponto é o que eles falam sobre o tempo. Aquilo ali você e eu também poderíamos falar. Os discursos são: "Sol com possibilidade de chuva." ou "Chuva em áreas isoladas." ou a melhor de todas: "Tempo instável." Ou seja: a única coisa que eles andam descartando é neve. Por que não dizem logo "Vai fazer sol, a não ser, é claro, que chova"?
Se for para acreditar em alguma previsão, eu ando ficando com a do meu horóscopo...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Pensamento pós-carnaval

Eu li a frase na camiseta de um rapaz no supermercado. Mas um pensamento tão bom como esse realmente merecia estar num outdoor:

terça-feira, 8 de março de 2011

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Certas pessoas passam a vida achando que tudo simplesmente "lhes acontece" e não percebem que na verdade são elas mesmas é que estão causando os acontecimentos.

Assumir nossa parcela de responsabilidade pela vida, vamos?
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sexta-feira, 4 de março de 2011

Receita fácil para alegrar o carnaval

Mousse de cupuaçu

Bata no liquidificador 2 saquinhos de polpa de cupuaçu com 1 lata de leite condensado e 1 lata de creme de leite. Leve ao congelador e tire um pouco antes de servir.

Se quiser fazer uma calda de chocolate para servir junto, misture no fogo 1 lata de creme de leite com 5 colheres (sopa) de nescau e 1 colher (sopa) de manteiga. Não deixe ferver.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Historinha de carnaval

Simone Póvoa

No carnaval de noventa e três
tinha confete e serpentina
E pela primeira vez
Pafúncio viu Clementina
Ele estava de pirata
Ela estava de odalisca
E com uma cachaça barata
Pafúncio jogou a isca
Primeiro chegou de mansinho
Com uma conversa mole
E convenceu a mocinha
a acabar aceitando um gole
A conversa ficou animada
Pafúncio veio com gracejo
E Clementina de tão empolgada
Acabou lhe tascando um beijo
Logo disse, porém, “tenho que ir”
Era afinal uma moça sábia
Mas não conseguiu resistir
Pois Pafúncio era cheio da lábia

***

No carnaval de dois mil e dois
Se esbarraram no mesmo salão
Quase dez anos depois
Mas ainda existia paixão
“Clementina! Não acredito!”
“Sou eu mesma, seu maldito!”
Ele estava de astronauta
Ela estava de rumbeira
Ela parecia mais alta
do alto daquela cadeira.
Ele ficou preocupado
Quando a música parou
E Clementina num sobressalto
Sem ensaio, disparou:
“Nove anos se passaram!
Nove anos te esperei!
Outros caras me amaram,
Com um deles me casei.
Engravidei na lua-de-mel
E outras cinco vezes depois
Ainda moro de aluguel
E como só feijão com arroz.
Nunca consegui te esquecer
Por isso o casamento acabou
Mas você nem pra aparecer
Nem pra estar por onde eu vou!
Mas agora perdeu a chance
Virei mulher resolvida
Estou fora do seu alcance
Vá cuidar da sua vida!
E nem adianta ligar
E dizer “mas Clementina...”
Já que eu não vou atender
Porque meu celular tem bina!”

***

No carnaval de dois mil e oito
Por acaso vão se encontrar
Pafúncio estará afoito
Clementina estará de arrasar
Também estará mais tranqüila
(ela já não guarda rancor)
Ele lhe oferecerá tequila
E também confiança e amor.
Irão juntos à casa de Pafúncio
Com a desculpa de tomar cerveja
E no jornal virá logo o anúncio
de quem em maio se casam na igreja.
O padre será ortodoxo
pois Clementina já foi casada
O que é mesmo um paradoxo
Pois só agora está apaixonada.
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quarta-feira, 2 de março de 2011

Você sabe o seu valor?

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 Devemos nos respeitar e nos dar valor. Todo mundo sabe disso, certo? Entretanto, às vezes me parece que as pessoas não entendem o que isso quer dizer exatamente. Se respeitar e se dar valor. O que seria isso?
Não basta chegar em frente ao espelho e dizer que se respeita e se dá valor. Há de se viver isso. O respeito por si e a consciência do próprio valor precisam estar presentes em cada momento da vida. É por meio das suas ações, de como você age e reage (ou opta por deixar de reagir) que você realmente se respeita e se dá valor. Permanecer naquele relacionamento destrutivo não é se respeitar. Abrir mão dos seus valores para agradar a quem quer que seja não é se respeitar. Se sujeitar a coisas com as quais você não concorda não é se respeitar. Deixar que aquela situação que te incomoda se repita indefinidamente sem tomar nenhuma atitude não é se respeitar muito menos se dar valor.
Preste atenção a suas próprias ações e perceba se você tem consciência do seu valor próprio e se tem se respeitado. Se não partir primeiro de você, dificilmente partirá dos outros.
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terça-feira, 1 de março de 2011

Tesouro escondido

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Quem não gostaria de ouvir alguns conselhos sobre negócios diretamente de Donald Trump? De almoçar com a filha dele, Ivanka Trump? De passar uns dias em companhia do Príncipe William e de sua Kate Middleton? De ouvir umas confidências diretamente dos lábios de Carla Bruni ou de ficar sabendo timtim por timtim da história de vida de Oprah, contada pela própria?

 Para mim, aí está o tesouro escondido nas biografias e livros escritos por gente que fez algo na vida e resolveu falar sobre o assunto. Acho um tipo de literatura interessantíssimo. É como se nos fosse dada a chance de conviver um pouco com todas essas pessoas célebres. É claro que nem sempre todas as histórias contadadas nesse tipo de livro são verdadeiras - mas as histórias contadas por nosso vizinho ou colega de trabalho talvez também não sejam. De qualquer forma, é uma forma de tocar o universo de alguém bem diferente. Você entra um pouco no mundo daquela pessoa, descobre inúmeras curiosidades, consegue ver a vida de um prisma um pouco diferente, correndo o risco de aprender alguma coisa e levar isso para sua vida. Eu gosto!