segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ouçamos a Oprah

Outro dia estava assistindo ao novo programa da Oprah chamado Oprah´s lifeclass e a lição do dia me chamou atenção. (Aliás, esse programa tem sido todo muito bom. Se no Brasil alguém tiver acesso ao canal OWN, eu recomendo demais!!) E como todas as grandes verdades da vida, era algo bem simples e ao mesmo tempo muito poderoso. A lição era:


Quando uma pessoa está te mostrando quem ela é, acredite nela.



Pare com aquela lógica boba de que "no fundo todo mundo é bonzinho", porque isso infelizmente não é verdade. "Ah, mas as pessoas podem mudar." Sim, podem. Mas só se elas quiserem mudar. Ninguém muda porque outra pessoa quer.


Sabe aquela pessoa que te mostra com ações o tempo todo do que ela é capaz? Ou aquela pessoa que realmente diz com todas as letras: eu sou egoísta, eu não sou boa pessoa, eu sou perigoso?


A-CRE-DI-TE.


Por que será que as pessoas preferem ignorar certos sinais que a vida vai dando? Talvez porque no minuto que você resolve enxergar de fato uma situação, no momento em que você resolve admitir pra você mesmo certas coisas, você sabe que terá que fazer alguma coisa sobre o assunto. Você terá de agir, talvez mudar algumas coisas em sua vida. E pode ser que esteja faltando coragem.


Okay, é natural ter medo de mudar coisas na vida. Mas fechar os olhos não vai fazer o problema ir embora. E aí em algum momento você vai ter que lidar com algo muito maior.


Isso foi outra coisa que foi discutida no programa: a tendência que os pequenos sinais tem de ir ficando maiores. A vida te manda um pequeno aviso, e aí você pode prestar atenção e fazer alguma coisa sobre o assunto, ou pode simplesmente ignorar. Aí, como você ignorou, a vida vai mandar um sinal ainda maior. E um maior, e um maior, até chegar a uma situação de caos.


Faz sentido. Até porque, um sinal é a vida mostrando que algo não está indo bem. Se você não faz nada sobre o assunto, será que aquilo que não está indo bem vai desaparecer como num passe de mágica ou será que a tendência é a coisa ir se desenvolvendo e ficando cada vez pior? Acertou. Logo, aqui vão duas lições:


Quando uma pessoa está te mostrando quem ela é, acredite.


&


Quando a vida te manda um pequeno sinal, preste atenção e faça algo sobre o assunto. Assim, a coisa pára no pequeno sinal, em vez de ter que acontecer algo muito maior e pior pra que você finalmente dê conta do problema.


Pare agora mesmo e dê uma pensada em sua própria vida. Esse post pode ser o seu pequeno sinal.


Uma ótima segunda-feira a você!

sábado, 29 de outubro de 2011

Visto por aí...

"Em toda festa tem sempre dois tipos de pessoas: os que querem ficar e os que já estão querendo ir embora. O problema é que geralmente eles são são casados."


"Fale quando estiver com raiva e fará o melhor discurso do qual se arrependerá."



"Se não der pra consertar com um martelo, então o problema deve ser elétrico."



"Se alguém te disser que é um mentiroso patológico, você acredita?"



"Se a gente aprende com nossos erros, por que é que eu não sou um gênio?"

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Girl power

Se tem um filme que toda mulher deveria assistir é Sob o céu da Toscana, com a maravilhosa Diane Lane. Além de ter uma história deliciosa, daquelas que prendem a gente desde o primeiro minuto, o filme traz uma lição poderosa de esperança. Cada um interpreta de um jeito, mas pra mim o que esse filme diz é aquele famoso "não importa o que a vida fez com a gente, mas sim o que a gente fez com isso". A história é de uma mulher que é pega de surpresa com um pedido de divórcio do marido (que já estava com outra) e que a partir daí tem que se redescobrir e arranjar um novo propósito para sua vida. Parece bobo e chato? Pode ser. Da mesma forma são as coisas que a vida nos coloca. Às vezes parecem bobas e chatas, mas na verdade escondem tesouros maravilhosos. Assitam. Eu recomendo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

* abra a cabeça antes da boca

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aquela pose foi pra quem?

A espontaneidade é uma coisa que sempre me encantou, talvez porque num certo sentido ela me falta. Digo que não sou espontânea no sentido de que gosto de planejar as coisas. Simplesmente para garantir de que tudo vai dar certo, vai ser bom, legal, confortável, etc. É o meu modus operandi. Claro que eu adoro quando algo que não estava no contexto acontece (algo bom, vejam bem, rs) mas simplesmente não tenho paciência de ficar esperando que as coisas aconteçam ou de ficar no "vamos-ver-como-vai-ser-e-tomara-que-seja-bom". Já houve episódios na minha vida nos quais coisas incríveis realmente vieram pra mim, sem que eu tivesse participado dos bastidores, e foi uma delícia. Mas esse não é o tipo de coisa que acontece todo dia. Então, entre uma coisa fantástica e outra cair do céu, vou eu mesma as construindo.




Esse gosto pelo planejamento, pelo saber com antecedência e pela "estrutura" é de família. E não tinha como ser diferente. Ou será que a filha do Nilson-formalidade-é-meu-segundo-nome com a Marília-eu-adoro-fazer-uma-lista seria do tipo deixa-a-vida-me-levar? Não, não seria.




[E o engraçado é que certas coisas a gente só nota quando alguém de fora as aponta. Como o fato de que lá em casa a vida toda cada um tinha seu lugar próprio na mesa. Não era assim na casa de todo mundo? Quer dizer que tinha gente que sentava em outros lugares na mesa?? Que coisa!



Toda vez que eu ia comer na casa de alguém e perguntava à dona da casa onde eu deveria sentar e me diziam "qualquer lugar" eu sempre pensei que isso era uma resposta educada, e nunca considerei que, opa, de repente lá as pessoas talvez se sentassem mesmo em qualquer lugar.




E foi meu marido que me apontou pra uma coisa curiosa lá de casa. É um momento que acontece antes de qualquer refeição que vá ser servida na mesa da sala com mais pessoas que as de casa, no qual todos param por um momento para deliberar onde cada um vai se sentar. Sendo que é sempre na mesma mesa, e com as mesmas pessoas. (Continuo rindo enquanto escrevo, principalmente do fato de que eu nunca tinha percebido isso.)]




Mas é isso. A falta de espontaneidade termina com os planejamentos. Passou disso, eu sou de uma certa transparência. Os sentimentos geralmente estão estampados no meu rosto. Eu digo o que realmente penso, rio quando acho engraçado, e se estiver muito triste, choro mesmo. É claro e infelizmente, há aquelas ocasiões em que se tem de ser educado, e sorrisinho aqui e beijinho ali, e isso eu aprendi direitinho como uma boa menina. Mas esse é o tipo de comportamento que só tolero (em mim e nos outros) entre estranhos ou conhecidos.




Afinal, qual o sentido de manter a pose entre as pessoas que são próximas a você? A troco de quê? Para que te vejam de uma certa maneira? Pode ter certeza de que essa imagem que você quer passar não é a que você passa. Porque cada um vai te ver a partir dos olhos deles mesmos, ou seja: cada um vai ter uma certa imagem diferente sua, mais baseada em quem eles mesmos são do que em quem você é.



Então, quanta inutilidade essas coisa de manter a pose, forçar o sorriso, esconder os problemas. É tão libertador você poder simplesmente ser quem você é, estar como você está, falar do que está realmente na sua cabeça... Eu gosto. E foi assim que fiz (e mantenho) grandes amizades.



Escolho, sim, atentamente quem são essas pessoas a quem vou chamar de amigos, e essa deve ser a parte do "planejamento". Mas passou dessa fase... É só alegria!

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dê um desconto





Dê um desconto a seus pais. Sim, eles não são pais perfeitos. Mas quer saber? Você também não é ou não foi o filho perfeito pra eles. Então... dê um desconto. Talvez eles não tenham sido exatamente justos com você. Mas você também não deve ser, quando os julga. Há sempre muito mais elementos para cada história então... dê um desconto.





Dê um desconto a seu marido (ou esposa). Sim, muitas vezes ele não tem mesmo noção de tudo o que você faz por esse casamento, pela sua casa, pelo bem estar geral da nação. Mas sabe, você também não tem noção de tudo o que ele (ou ela) faz pelo seu próprio bem estar. A gente precisaria estar no lugar do outro e realmente viver a vida do outro pelo menos por um dia pra saber, e esse é o tipo de coisa que só acontece em filmes da Disney. Então... Dê um desconto.





Dê um desconto a seus amigos, que estão longe de serem perfeitos. E que bom que eles não são. Porque se fossem perfeitos, não seriam seus amigos. Afinal, por que pessoas perfeitas iriam querer ser amigas de alguém tão imperfeito como... você?

Dê um desconto ao funcionário que não fez as coisas direito. Você não sabe o que ele pode estar passando ou a razão exatamente pela qual ele não deu tudo de si. E você também não é o patrão perfeito, mas mesmoo assim ele está aí, trabalhando pra você.

Dê um desconto aos que não cumprem os papéis que você gostaria que cumprissem na sua vida. Afinal, será que você cumpre o papel que eles esperavam que você cumprisse na deles? Dificilmente.

Dar um desconto não significa aceitar que "é assim mesmo" e não fazer nada a respeito. Mas simplesmente aceitar que certas coisas, por inúmeros motivos, não teriam como terem sido diferentes. O passado está lá e você não vai conseguir alterá-lo. O presente está aqui onde a ação é possível, mas somente da sua parte. Tentar fazer o outro fazer alguma coisa é um gasto inútil de energia. E colocar as pessoas em quarentena porque não são perfeitas... Comece escrevendo seu próprio nome no topo da lista.





Todo mundo merece um desconto. Você inclusive. Dê um desconto. E viva mais feliz.

sábado, 22 de outubro de 2011

Pensamentos de fim de semana




Acho que é mesmo mundial o fenômeno dos canais de TV ecológicos. Nos quais eles reúnem um monte de lixo e transformam em programas.



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As coitadas das bailarinas estão sempre na ponta dos pés. Por que eles simplesmente não contratam mulheres mais altas?




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O problema de ficar sem fazer nada é que você nunca sabe quando você terminou.


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E se pusessem todos os carros do mundo alinhados, um em frente ao outro, ainda assim haveria alguém tentando ultrapassar.


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E não é triste pensar que metade das pessoas de qualquer grupo que você for analisar vai estar abaixo da média?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Trick or treat?

Que aqui nos states eles celebravam o Halloween, eu já sabia. Mas que esse dia tinha a importância que tem, para mim foi uma grande novidade. Esse negócio de comemorar o Dia das Bruxas, pelo jeito, é uma brincadeira que eles levam muito a sério.



Desde o início do mês, quase toda loja que eu entro está decorada em tons de laranja e marrom, e tem ao menos num canto uma abóbora enorme na qual cortaram os olhos e a boca. A maioria tem mais itens adoráveis como caveiras que brilham no escuro, sangue falso em frascos, máscaras de monstros realmente assustadoras, dentaduras de vampiros e fantasias, muitas fantasias. As de criança são bem fofas. E na medida que o número do manequim aumenta, o comprimento das saias diminuem. As fantasias para adulto (ou melhor, para adultAs) que encontro nas lojas por aqui devem levar esse nome por um outro motivo. Os temas mais comuns são enfermeira, empregada de luxo, aeromoça e bruxa de saia curta. You get the picture.



Aí tem a tradição de se ter doces em casa para distribuir às crianças que saem de porta em porta perguntando: trick or treat?, que seria algo como "gostosura ou travessura". Então os adultos enchem as mãozinhas dos pequenos de balas e chocolates e eles continuam a peregrinação batendo na porta do vizinho. Até o baldinho com cara de abóbora ficar cheio ou a barriga começar a doer, o que vier primeiro.



Ou seja, o Halloween é uma espécie de carnaval misturado com Cosme & Damião. Quem é criança vai atrás de coisinhas gostosas para se deliciar. Quem é adulto, pelo jeito, também.



(E então eu penso: no Brasil, temos o carnaval. E nos países em que o carnaval não é muito forte, eles inventam alguma outra festa na qual pode-se vestir fantasias e, numa espécie de brincadeira socialmente aceita, sair um pouco da realidade. Uma necessidade das sociedades?)

É óbvio que como qualquer outra celebração, a do Halloween foi em algum ponto deturpada para servir como boa oportunidade para o comércio. Por curiosidade, fui pesquisar as origens mais puras, mas logo me arrependi. Vejam o que li num site até-que-sério: "Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo."



Voltavam pra visitar seus antigos lares? De repente, estou feliz em saber que o condomínio onde eu moro tem só cinco anos de idade. De qualquer forma, talvez eu estaria mais segura em qualquer baile lotado de vampiros e monstros do que em casa. Ainda mais tão perto de todo o chocolate que devemos comprar caso apareça alguma criança. E quando eu digo "apareça", é batendo na porta, espero.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011



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De ontem pra hoje sonhei que tinha nascido uma abóbora de todo tamanho no jardim aqui em frente, e que os vizinhos todos se reuniam em volta pra ficar olhando, de tão grande que ela era.



Outro dia tinha sonhado com um prédio enorme, altíssimo, e de repente eu me via lá no alto morrendo de medo de não ter como descer.



E uns dias pra trás tinha sonhado com ondas gigantes que quebravam bem em frente aqui ao apartamento.




Abóbora enorme, prédio enorme, ondas gigantes. Acho que meu cérebro entendeu direitinho quando me disseram para "sonhar grande".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Às vezes eu fico pensando se o desenvolvimento do mundo aconteceu mesmo da melhor forma que poderia ter acontecido. Porque inventaram a roda, e ferramentas, e aí máquinas, cidades, motores, carros, empregos, dinheiro, moeda, mercado financeiro, leis, tribunais, impostos, etc etc etc. Mas, sei lá. E se tivessem inventado outras coisas?


A impressão que eu tenho às vezes é que o desenvolvimento acontece voltado para o lado material e exterior. Mas e se tivessem desenvolvido o interior e espiritual primeiro? Ou pelo menos, mais do que o exterior e material? Quem sabe não estaria todo mundo por aí nuns jardins tocando harpa e comendo fruta das árvores? Ou usando o poder da mente? Ou pelo menos vivendo mais como uma comunidade e menos como inimigos?


Quem garante que a vida que a gente vive é mesmo a melhor possível para esse planeta?

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terça-feira, 18 de outubro de 2011



Nothing to do, nowhere to be - a simple little kind of free.



Nothing to do, no one but me, and that´s all I need.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O famoso "Chicken Alfredo"

Um prato que é comum de se ver nos cardápios americanos é o tal do Chicken Alfredo. Depois de ter experimentando em alguns lugares, cheguei à conclusão de que esse prato não tem uma receita única e específica, mas sim vai do gosto de quem o cozinha. Mas tem alguns traços que se repetem: vem sempre uma massa (que pode ser espaguete, talharim, penne...), com um molho claro (cujo sabor e consistência variam) e pedaços de frango. Outro dia tentei fazer uma versão caseira para o jantar e ficou uma delícia. Eis a receita:





Chicken Alfredo






Ingredientes:


massa do tipo talharim

óleo, sal

500gr de peito de frango (cortado em tiras)

queijo suíço (o dos furinhos)

1 xícara de vinho branco

1 cebola

2 dentes de alho

azeite de oliva

sal, pimenta do reino

pimenta caiena (vermelha)

1 lata de creme de leite

salsinha






Preparo:

Cozinhe o talharim numa panela com água fervente e um pouquinho de óleo e sal.


Numa frigideira, aqueça 2 colheres de sopa de azeite, jogue um pouco da cebola picadinha e um dente de alho picado também e deixe dourar. Em fogo médio, coloque as tiras de frango para fritar junto com um pouco de pimenta caiena. (Eu prefiro o fogo médio para frango. Demora mais, mas só assim ele não fica ressecado). Quando o frango estiver dourado dos dois lados, tire e reserve. (eu gosto de deixar dentro de uma assadeira no forno aquecido na temperatura mais baixa possível) Jogue mais azeite na frigideira, restante da cebola e o outro dente de alho picado e doure. Acrescente o vinho branco e deixe reduzir pela metade. (mais ou menos 5min.) Acrescente o creme de leite, misture. Adicione o queijo suíço ralado (aqui, eu só tinha fatiado, então cortei em tirinhas pequenas), e misture. Corrija o sal, acrescente um pouco de pimenta do reino ralada e a salsinha.


O prato é montado com o talharim por baixo, o molho cremoso por cima e as tiras de frango por cima de tudo.



Fica muito gostoso!

domingo, 16 de outubro de 2011




Desejo a você um domingo em que você acorda com um passarinho cantando na sua janela, se espreguiça e respira fundo de manhã, lê o jornal preguiçosamente, come seu pãozinho francês quentinho com manteiga, almoça numa daquelas mesas cheias de conversas, assiste um filme com seu amor, toma um sorvete desses que refrescam a alma, descobre um lugar fantástico onde você nunca havia ido antes (ainda que ele seja dentro de você mesmo), e então vai deitar com aquela sensação de que a vida é uma delícia. Porque ela é.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Trilogia da Magia gone bad

Terminei ontem a leitura do terceiro e último livro da Trilogia da Magia de Nora Roberts entitulado de "Enfrentando o Fogo" (Bertrand Brasil: 2004, 386pgs) e infelizmente não vai dar pra dizer que adorei. Tinha gostado tanto do primeiro livro da trilogia (Dançando no ar) que tinha grandes expectativas para esse último. Sim, porque a trilogia conta a história de três irmãs que tem poderes mágicos sendo que cada qual precisa aprender ensinamentos dentro de suas jornadas pessoais. O primeiro livro me encantou demais, talvez porque tenha sido a introdução de toda a história e talvez por ser a primeira vez que a gente entra em contato com a Ilha das Três Irmãs (onde tudo se passa), ou talvez porque a personagem principal passa o livro todo cozinhando - e eu AMO livros nos quais os personagens cozinham, hehe. Mas de qualquer forma, o primeiro livro é muito bem escrito e é daqueles que a gente termina de ler com aquela sensação boa de que se tudo deu para a heroína então também pode dar pra gente. É um livro realmente mágico que não canso de recomendar (para mulheres).


Aí veio o segundo livro e pra mim já não foi tão interessante porque focou na vida da personagem que era a mais "masculina" do livro (uma policial), que teve que lidar com questões com as quais não me identifiquei muito, mas ainda assim foi interessante e por isso prossegui a leitura. Este terceiro livro tratou de Mia Devlin, a personagem mais interessante das três por ser a mais conectada com seu lado transcedental etc, logo achei que a história seria tudo de bom. Mas não foi. A impressão que me deu foi de que a autora (ou quem sabe até um ghost writer?) estava com pressa pra terminar de escrever. Achei o livro bobo, com uma história previsível e enfadonha que se arrastou por capítulos intermináveis, sem nunca chegar num clímax. Teria sido melhor se tivesse ocupado esse tempo lendo os classificados do jornal.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

These days










Teve um Dia da Criança que decidi ir a uma confeitaria alemã que adorava e pedir um sorvete enorme para comer de almoço, só porque eu já era adulta e simplesmente podia fazer aquilo. Eu devia isso à criança obediente (ou quase) que um dia eu havia sido. O nome do lugar era Das Haus, o sorvete foi a taça Schwarzwald (floresta negra), e a minha idade: 23.
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A lista de mercado que meu marido faz consiste em dois ítens:









  • comida


  • bebida


E não estou brincando. Já ele, tenho minhas dúvidas.





Outro dia estava cozinhando e a coisa saiu um pouco do controle. Dizia na receita que a frigideira devia estar super-ultra-quente para que só então eu colocasse a carne. Segui à risca, e o que aconteceu foi que uma fumaça de todo tamanho levantou. Junto com a fumaça que já estava saindo das outras duas panelas que eu tinha no fogo, foi o suficiente para disparar o alarme contra incêndio do apartamento. O barulho, ensurdecedor, é concebido justamente para que o prédio todo ouça. Que maravilha. E se dependesse da eficiência dos americanos, logo um caminhão de bombeiros de todo tamanho estacionaria aqui na frente. Eu já estava vendo meu marido explicando, em frente a todos os nossos novos vizinhos:



- Não foi nada, pessoal. É que minha mulher estava cozinhando e...







Comecei a fazer aulas de piano. A professora é divertida mas seu método talvez seja um pouco questionável. Em vez de usar os nomes das notas (dó, ré, mi...), ela usa letras do alfabeto. E em vez de dizer anelar, dedo médio, indicador, ela os trata por números. E aí, ela diz: 2 no A, 4 no C, 5 no D. A gente quase quer responder: "Fogo, afundou."

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A incrível história de Shania Twain

Alguém conhece a história da Shania Twain? Outro dia estava assistindo a um documentário que ela gravou para o canal da Oprah (que, a propósito, eu adoro) e fiquei impressionada com a jornada pessoal da cantora, produtora, escritora e compositora canadense de música pop e country.


Vou pular inúmeros detalhes, mas a história básica é a seguinte:


Shania veio de uma família pobre e teve uma infância difícil. Seu pai biológico morreu cedo, e sua mãe se juntou a outro homem que batia e abusava de Shania e sua mãe. A forma que ela encontrava de escapar de tudo aquilo era cantando em bares, mesmo sendo ainda menor de idade. Assim Shania começou sua carreira, que decolou após ela conhecer - e se apaixonar -pelo produtor de música Robert John Mutt Lange. Mutt assistiu a um clipe com Shania e ficou fascinado por ela. Em pouco tempo eles estavam casados, e a carreira dela finalmente deslanchou. Depois de vários anos, muito tempo na estrada, tendo lidado com a morte repentina de seus pais num acidente de carro (eles nunca chegaram a vê-la no auge de seu sucesso) e tendo vendido milhares de CDs, Shania foi apanhada de surpresa por uma traição que deu fim a seu casamento de 14 anos. Seu marido a estava traindo com sua melhor amiga, que estava sempre por perto já que trabalhava como sua assistente. Passado o choque, ela foi aos poucos tentando se reerguer - o que se revelou mais difícil do que ela poderia imaginar, já que agora, além de ter perdido seu marido, Shania estava perdendo mais uma coisa: sua voz. De repente, a cantora não conseguia mais soltar as cordas vocais o suficiente para cantar. Havia perdido a confiança, e por consequência, seu lugar no showbiss. Enquanto ela tentava juntar os cacos de seu coração partido e lidava com a falta de voz, um amigo se aproximou para consolá-la. Ele estava passando por uma situação muito parecida com a dela, afinal, se tratava do ex-marido de sua ex-melhor amiga. A falsa amiga estava agora casada com o ex-marido de Shania. Muitas conversas, carinhos e ofertas de ombro amigo depois, o ex da amiga (que agora estava com o ex de Shania) passou a ser o atual da cantora. Sim, depois de muito relutar, Shania acabou por se apaixonar - e casar - com o ex-marido de sua falsa amiga. O novo relacionamento fez bem à cantora e aos poucos ela foi ganhando confiança e voltou a compôr e até a arriscar soltar a voz em particular. A próxima notícia é de que a partir de 2012 ela iniciará uma agenda de shows que durará dois anos no Colosseum do Cesars Palace em Las Vegas, num palco que já foi de Celine Dion, Cher, Elton John e Rod Stewart. Estou torcendo por ela!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pensamento para uma ótima sexta-feira



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* trad: mantenha a calma e compre sapatos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A primeira coisa a fazer...

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Quando eu era criança, tinha um medo recorrente: me encontrar, de repente, totalmente sozinha em algum lugar desconhecido e esquisito, e ter que me virar. Imaginava cenários bem reais (algo como escombros de um pós-guerra, ou um deserto com árvores quebradas - okay, não tem árvores em desertos, mas deem um desconto - eu era criança) e aí, muito preocupada, eu me perguntava: e agora?? O que eu faria se isso acontecesse??


A partir dali eu sempre pensava em mil coisas (dependendo do cenário) e invariavelmente chegava à mesma conclusão. Então, aquela Simone de 5 ou 6 anos de idade, muito séria e compenetrada, dizia a si mesma:


- Bom, a primeira coisa que eu faria seria... parar de chorar.
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Toda vez que eu lembro disso acho graça. Mas havia algo de muito sábio naquele meu pensamento infantil.
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Nesse último fim de semana, me bateu uma tristeza. Saudade de casa, estranhamento do país novo. Me sentia como se, de repente, eu estivesse num lugar desconhecido e esquisito, e tivesse que me virar. Sensação de deja vu, alguém?
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Felizmente, dessa vez não estava completamente sozinha. E o cenário era bem mais bonito do que um pós-guerra ou deserto com árvores caídas. Mas o que eu precisava fazer era basicamente a mesma coisa: parar de chorar.
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Pra minha sorte, meu marido foi maravilhoso comigo, e logo logo o céu se abriu e o sol voltou a brilhar. E como ao mesmo tempo, a temperatura lá fora caiu drasticamente (por volta dos 10C), a coisa só foi melhorando!
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Meu marido é alguém muito especial. Ele é capaz de me amar quando eu menos mereço - que é justo quando eu mais preciso. Um cara realmente incrível.

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domingo, 2 de outubro de 2011

E se interessa a alguém, a verdade é que estou bem triste hoje.

sábado, 1 de outubro de 2011

E já se vão aí dois meses e meio de Estados Unidos agora, e um tal de experimentar restaurante que só vendo. Já comi de tudo um muito aqui: de comida italiana rebuscada que vem num prato tão grande que você acha que estão brincando quando dizem que o prato é individual até buffet de frutos do mar do tipo "coma até cair", passando por todo o tipo de fast food que alguém possa imaginar.


E não passei mal do estômago uma única vez.


Sendo que em Brasília eu andava passando mal pelo menos uma vez a cada duas semanas (quando não, mais).


O quê? Meu corpo de adapta melhor com coisas pingando gordura, cheias de condimentos artificiais em porções gigantescas? Estou quase pra acreditar nisso.


ps. Ah, sim. Desde que cheguei, emagreci uns quatro quilos também. Deve ser o corpo trabalhando dobrado pra digerir tudo isso.