quarta-feira, 30 de novembro de 2011

L´amour, l´amour

Antigamente eu acreditava em tantas coisas: destino, almas gêmeas e o famoso "tinha que ser assim". Hoje essas ideias me parecem absurdas.



Há pouco tempo reparei nisso e para mim foi uma surpresa quase negativa: quando foi que me tornei tão cética? Quer dizer que não acredito mais na mágica do universo? Não acredito mais nos amores perfeitos e nos romances pré-destinados?



É, não acredito mais. Mas não que eu tenha deixado de acreditar no amor - muito pelo contrário.



O que não acredito mais é no destino e nas noções românticas de "estava escrito nas estrelas". Hoje acredito nos sentimentos, nas identificações, no querer, nas escolhas e no colocar energia para fazer acontecer.



Ou seja, essas histórias de amor inusitadas que a gente escuta tipo, ele era um soldado americano que morava no Afeganistão e ela era austríaca e se cruzaram numa estação de trem no Líbano e desde então estão juntos... Ou mesmo as histórias mais comuns mas que também são lindas como, eles eram namorados desde o colégio, casaram e já estão completando tantos mil annos de casados, e ela ainda cheira o pescoço dele e sorri quando se abraçam... Todas elas ficam mais românticas ao meu ver porque só aconteceram porque duas pessoas realmente escolheram fazer aquele relacionamento dar certo. Quiseram dar continuidade àquela história porque a paixão era tão grande ou porque encontraram no outro algo tão especial. E as histórias duram porque aquelas duas pessoas tiveram vontade de ficar juntas num primeiro momento e continuam tendo a tal vontade todos os dias porque há um sentimento muito especial que as une.



Quer uma coisa mais romântica que isso?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que você ganha com isso

Eu sempre insisto em certas ideias e talvez alguém se pergunte: tá, mas pra que cuidar do espírito? Pra que cuidar da mente? O que eu ganho com isso? O paraíso, quando morrer?


De jeito nenhum. Eu falo essas coisas não é pensando em pós-vida nenhum, que a gente nem sabe se vai ter, e se tiver, se são essas coisas mesmo as que nos levariam pra lá. Também não é pra fazer bonito, nem pra ganhar nenhum troféu. Não é porque eu acho chique, ou porque são ideias intelectualmente superiores ou porque o filósofo tal disse que tem que ser assim.


Eu digo pra cuidar do espírito e da mente, pra desenvolver um relacionamento bom com você mesmo e para estar em constante crescimento, para que você possa viver melhor a vida hoje. Para que você tenha um dia mais feliz, para que você almoce mais gostoso, para que você tome um banho mais em paz, e depois durma melhor, e amanhã acorde feliz. Eu falo por experiência própria e por observação aos outos. Eu falo porque realmente acredito nessas coisas. É só por isso.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tudo é aprendido


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Se a vida de repente te colocar num caminho diferente do que você vinha planejando, se você um dia se encontrar sem referências, se como diz a canção, "o futuro não for mais como era antigamente", use a si mesmo como base. Se de repente tudo mudar, algo acontecer e você se encontrar tendo que lidar com a vida de uma forma como nunca havia experimentado antes, respire fundo: está tudo bem. Lembre-se de que tudo aquilo que você um dia considerou tão normal e familiar foi aprendido, assimilado e então posto na prateleira do "normal". Nada disso existe mais? É possível criar um novo "normal". É sempre possível.

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sábado, 26 de novembro de 2011

Esteja presente

No curso de Letras uma vez estudamos sobre a referência deslocada. O que é isso? É a capacidade que os humanos tem de falar sobre coisas que vão além das que estão presentes no momento da conversa. Um cachorro não possui essa propriedade (pelo menos, não até onde sabemos...). Eles latem sobre o que está acontecendo agora. Diferentemente, os humanos falam sobre o que aconteceu ontem, o que estão planejando para amanhã, o que eles lembram de mil anos atrás, etc.


A capacidade humana de se comunicar é extensa e evoluída. No entanto, há algo que podemos aprender com os cachorros e sua falta de referência deslocada. O que seria? A viver o momento presente.


Tanto lembrar quanto planejar podem ser ótimas coisas, mas só se não ocuparem a maior parte do seu tempo. O presente é a única vida disponível e viver o agora é a única forma de encontrar paz. É como dizem os monges budistas: quando estiver bebendo água, simplesmente beba a água. Se enquanto beber, sua mente estiver perdida em problemas, não estará bebendo a água: estará bebendo suas preocupações.






Lição de hoje: quando for se sentar, apenas se sente. Quando for caminhar, apenas caminhe.




Que o planejamento do futuro fique restrito apenas uma pequena parte de seu tempo, bem como o lembrar do passado. Assim você finalmente viverá o presente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Das coisas simples



Tem algo de fascinante nas coisas, lugares e pessoas simples. Parece que são mais viscerais. É como se, despidos de todas as camadas de coisas e mais coisas, maquiagens, decorações, etiquetas, protocolos e tudo mais de artificial e inventado que existe, as coisas simples estão, como não poderia deixar de ser, simplesmente lá, autênticas, e tãããããããão boas.






Uma música que me traz esse sentimento é Anunciação, do Alceu Valença.



"Na bruma leve das paixões que vem de dentro

Tu vem chegando pra brincar no meu quintal

No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento

E o sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens... Tu vens...

Eu já escuto os teus sinais..."



Quer algo mais simples e autêntico que roupas no varal? E o vento no cabelo? E as paixões que vem de dentro?



Tem algo de poético nas coisas mais simples do mundo. Eu sempre gostei coisas como o som de uma máquina de lavar roupa funcionando. Ou o cheiro de amaciante que fica quando você estende as roupas. O cheiro de um bolo que acabou de sair do forno. O som do trânsito lá fora no fim do dia. Essas coisas me deixam tão feliz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia de ação de graças

Hoje aqui nos Estados Unidos é celebrado o Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças. Para eles este feriado tem a mesma importância do Natal, ou talvez até mais. É um dia sagrado para se passar com a família, comer bem e agradecer pelas coisas boas do ano que vai chegando ao fim. A origem do Thanksgiving vem dos rituais de agradecimento dos povos antigos pela boa colheita. Tudo a ver com o meu Thanksgiving deste ano. Sim, estou em família. E sim, tenho muito a agradecer.


Obrigada Deus, forças benéficas do universo e divindade que vive em mim por um ano tão bom. Este foi um ano de momentos fortes, nem sempre fáceis, mas definitivamente generosos. Os momentos difícies foram generosos comigo porque me mostraram a realidade de várias coisas que talvez eu não quisesse ver ou com as quais preferia não lidar. Me fizeram aprender tanto, e crescer tanto, e enxergar tanto. Os momentos bons - e foram maioria - me surpreenderam, me animaram, me maravilharam, me deixaram em êxtase, e serviram para me mostrar que eu estou no caminho certo, com a pessoa certa e que para aqueles que tem o coração bom, a intenção pura e a atitude correspondente, coisas fantásticas acontecem e continuam a acontecer.


Obrigada, obrigada, obrigada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Receita de "chandelle"!

Sempre gostei muito de Chandelle, Danete e similares. Por isso, desde que cheguei aqui nos Estados Unidos comecei a procurar algo que fosse parecido, mas até agora não encontrei nada. Então, como eu não sou de ficar suspirando no estilo "ah, como era bom... oh, agora não tenho..." tratei de encontrar uma receita pra fazer eu mesma o tal do cremezinho de chocolate. Testei algumas e cheguei numa muuuito gostosa! E o melhor de tudo é que agora, sabendo a base da receita, posso escolher o sabor que quiser colocar! = ) Aí vai a receita, se alguém quiser tentar fazer em casa. Na verdade, vou colocar o que é meia receita, já que a receita inteira rende talvez mais do que a gente consiga comer num tempo x, e como leva ovos, nunca é bom demorar demais pra consumir, né?


Creme de chocolate parecido com Chandelle




Ingredientes:


1/2 litro de leite

1/2 lata de leite condensado

1 gema

1 barra de chocolate meio-amargo

2 colheres (sopa) de maisena

1/2 lata de creme de leite




Preparo:


Leve ao fogo alto o leite, o leite condensado, a gema, a maisena (dissolvida em água antes, para não empelotar), a gema e o chocolate. Mexa sempre até ferver e engrossar, e depois por mais 2 minutos em fogo baixo. Retire do fogo, acrescente o creme de leite e mexa bem. Leve à geladeira por algumas horas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E hoje tem um casal muito especial chegando aqui em casa para nos visitar! Trata-se de um dos primos do meu marido e sua esposa. Marido e eu estavávamos contando os dias para a chegada deles. É que além de família, eles são grandes amigos. Acompanham nosso relacionamento desde antes dele começar. Na famosa noite da "sala sem móveis, tv e colchão/ e um filme que não prestei atenção" (vide Simone em versos ali em cima) lá estavam eles. (Aliás, a casa era dos pais do primo, cujos móveis estavam sendo trocados.) E lá estavam eles em tantas outras ocasiões. Nos divertimos tanto em festas, jantares, noites de jogos, cinema, pizzaria, roteiro gastronômico(!) e também tantas outras vezes simplesmente ficando em casa de bobeira. E o que sempre senti com eles por perto é uma coisa tão rara pra mim: me sinto totalmente à vontade com esses dois. Sempre gostei de estar na casa deles, e sempre adorei eles na minha. Desde os tempos das nossas sessões de filmes que iam até altas horas, passando por nossos casamentos, eventos, festas, dias incríveis e dias normais, simplesmente adoro a presença desses dois. Então que bom que em algumas horas, estarei indo buscá-los no aeroporto! Teremos dias divertidíssimos, tenho certeza!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As pérolas do caminho

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Outro dia me dei conta de que este aqui já é o quarto país onde moro. Antes, morei obviamente no Brasil, e também na Suíça e na Suécia. E se cursos de 1 mês contarem como "morei em tal lugar" (eu não considero, mas tem gente que insiste que isso é morar), vai pra lista também a Alemanha. Além desses, já visitei outros 10 países, de Austrália a Lichtenstein, passando por Singapura (assim mesmo, com S, depois do novo Acordo Ortográfico), Estônia, Finlândia, chegando a Bélgica, Irlanda, França... Com essas, várias coisas que eu sei do mundo, não são porque apenas tive notícia - eu sei porque eu vivi. E continuo vivendo. Estou fora do país, tenho um cunhado irlandês, uma grande amiga suíça, outra canadense, e uma alemã que sempre dá notícias. Morei no mesmo corredor que japoneses, dividi a cozinha com franceses e suecos. Estive em muitas casas de europeus, comemorei muitos natais e reveillons em terras estrangeiras, fiz compras nos supermercados deles, peguei os bondes, trens, balsas, enfim, sei um pouco sobre esse mundão de Deus porque já dei minhas caminhadas.
É difícil eu falar com tanta candura sobre todos os países e lugares que conheço, porque as pessoas tem a mania de achar que isso é esnobar. E olha, se tem uma coisa que eu não me tornei depois de tantas viagens (mesmo tendo tido alguns motivos que não justificariam mas explicariam) foi esnobe. Aliás, essa está entre outras coisas tão importantes que aprendi nas minhas andanças. Eu gosto de me referir a essas conclusões como as pérolas que fui recolhendo pelo caminho. Eis algumas de tantas:



  • O modo como alguém conduz a vida não é o único possível, e longe de ser o "mais certo" ou o "melhor". Existem muitos modos de se viver, e o que a gente tem como "normal" é apenas uma das mil possibilidades.



  • O Brasil não é esse paraíso todo que o povo gosta de acreditar, nem o inferno todo que dá a impressão quando a gente assiste o jornal. Mas se o povo levasse as coisas sérias a sério, poderia estar mais para paraíso que para inferno.



  • Morar num país de primeiro mundo é realmente mais confortável.



  • Enquanto as pessoas esnobes acham que estão "mandando bem demais", tem gente levando vidas tão melhores que se elas soubessem, passariam mais tempo de fato aproveitando as coisas que elas já tem e menos tempo esnobando - que é uma das coisas mais sem sentido do mundo.



  • Ninguém precisa morar no exterior para aprender bem uma língua. Meu inglês é fluente porque fiz 6 anos de Thomas Jefferson em Brasília, não porque eu morei fora. Quando eu fui morar fora, já era fluente. Inclusive, nunca teria conseguido a bolsa de estudos pra Suécia se já não fosse, já que exigiam o Michigan e o TOEFL.



  • Ver as quatro estações do ano de fato acontecerem é uma coisa fantástica, que quem nunca saiu do país está perdendo.



  • Por mais massificado que o mundo possa estar, moda continua sendo uma questão cultural. Esse relógio que fulana comprou e acha que está arrasando não faria a menor vista em outros lugares. A tal da bolsa do momento, mesmo caso. Coisas são apenas coisas.



  • Se algo parecer esquisito demais no prato, não coma. Se você já estranhou só de olhar, seu estômago provavelmente vai terminar estranhando também.



  • Os esteriótipos quase nunca são o caso, mas costumam ter um fundo de verdade.



  • A felicidade não está nos lugares, mas dentro das pessoas que lá estão. Não importa para onde você for, é com você mesmo que você vai chegar lá. Viagens podem trazer uma felicidade imensa, mas só se você já estiver nesse estado de espírito.



  • Viajar faz muito bem, mas você tem que estar atento para aprender as lições. Não acontece por osmose.



  • Tem lugares no mundo que a gente realmente gosta mais. Tem lugares muito especiais escondidos, que quando a gente encontra dá uma paz tão boa. É como um voltar para uma casa onde você já havia morado mas não se lembrava mais.



  • O slogan do Bombril devia ser o das Havaianas: mil e uma utilidades.



  • E sim. Nunca conte com um alemão para animar a sua festa.

sábado, 19 de novembro de 2011

10 ideias para o fim de semana




  1. Arrumar suas melhores fotos em álbuns;



  2. Ir a uma loja de cds e escolher alguma coisa nova e vibrante pra deixar no som do carro;



  3. Preparar um banho de espuma para você com sais e tudo o que tiver direito;



  4. Desencostar sua bicicleta, encher os pneus e dar uma volta!



  5. Sair pra procurar um abajur para sua casa para criar aquele clima aconchegante;



  6. Sair com aquele amigo que mora perto mas você não vê há séculos;



  7. Fazer um programa que você faria se estivesse visitando sua cidade como turista;



  8. Começar a escrever seu próprio blog!



  9. Colocar em dia seus e-mails e correspondências;



  10. Assistir montes de filmes deliciosos com pipoca e brigadeiro pra acompanhar!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Para quem eu escrevo o blog

Vez ou outra quando eu comento que tenho um blog ouço a pergunta: para quem você escreve? Acho o questionamento bem estranho, já que nunca me passou pela cabeça escrever "para alguém". O nome do blog diz tudo: entre sem bater. Ou seja, quem quiser chegar é bem-vindo. Escrevo para quem quiser ler. Escrevo para os leitores - sejam eles quem forem.





Claro que ao longo do tempo fico sabendo de pessoas que leem meus posts, e vou dizer: é sempre uma grande surpresa. Tem muita gente que eu diria que seria leitor assíduo, e que nunca acessou uma vez sequer. Ao mesmo tempo, há pessoas que eu nunca, em um milhão de anos, acharia que gostariam de ler minhas coisas, e que gostam. Quando descubro esses últimos, fico imensamente feliz.



Mas nunca pretendo escrever "para alguém". Até porque, acho que a coisa pararia de ser autêntica. Várias vezes estou escrevendo algo e prefiro até "esquecer" ou por um momento "desconsiderar" as pessoas que eu sei que provavelmente vão ler, para não correr o risco de querer me censurar.


Porque eu entendo esse blog assim: eu amo escrever. Se tem uma pessoa para quem eu escrevo é para mim mesma. Se hoje existe a possibilidade de permitir o acesso de quem quiser a meus pensamentos, maravilha. Se você entra aqui, que bom, volte sempre! E os que não entram, mesmo sabendo que eu tenho um blog e que adoro ser lida, respeito. Meus pensamentos não são para qualquer um mesmo. (brincadeira)

Enfim. Tem uma crônica do Luis Fernando Verissimo que diz, com palavras muito melhores, o que eu penso sobre o ofício da escrita. Deixo para vocês, escritores ou não, uma reflexão que adoro:



"Fazer dançar os ursos - Luis Fernando Verissimo

Por esses dias li uma citação do Flaubert sobre a insuficiência da linguagem, em que ele diz que a fala humana é como um caldeirão rachado no qual tiramos sons que fazem ursos dançar, quando o que queremos é mover as estrelas. A citação estava em inglês, não garanto a fidelidade ao francês original. O que Flaubert disse da fala vale para a literatura, mesmo esta pequena literatura em poções da crônica, diária ou semanal. Até os menos pretensiosos entre nós têm a secreta ambição de acordar o universo com o seu caldeirão rachado, e devem se resignar a, eventualmente, fazer dançar um urso. Ou, com sorte, dois ou três.

Seria um ofício respeitável, produzir música para ursos sem outras intenções. Os ursos, ao contrário dos cronistas, não têm a menor vontade de afetar as estrelas com a sua existência, ou com os seus ruídos. Preocupam-se com as suas circunstâncias, com o seu alimento e o seu abrigo e com os outros ursos. Contam com os nossos sons para lhes entreter e, vez que outra, iluminar, ou irritar, e não querem saber se o nosso, por assim dizer, público-alvo prioritário esteja nas esferas celestiais. Flaubert se referia à incapacidade do homem expressar tudo o que sente com um instrumento
imperfeito como a linguagem (embora "caldeirão rachado" seja perfeito), mas
também poderia estar escrevendo sobre o desencontro entre a intenção e a
percepção da linguagem, ou sobre a impossibilidade da comunicação humana
resumida na incurável assincronia entre escritor e leitor. Pois os ursos
dançarem com os sons que fazemos é o resultado, antes de mais nada, de um
tremendo mal entendido. No fundo, o que você está fazendo, lendo esta crônica, é
um ato de bisbilhotice. Ela não é para você. Nem é para dançar. Pare
imediatamente.

Não há notícia de um escritor que tenha movido as estrelas com suas palavras. Nem mesmo Flaubert. Alguns tiveram a ilusão de terem mudado a vida dos ursos, e assim de alguma maneira afetado o Universo. Mas foi só um consolo."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

E lembrem-se meninos e meninas:






"Mil coisas pra fazer é um estado mental, não um fato. Não importa o tanto de coisas que você tiver pra fazer, nós estaremos sempre fazendo apenas aquilo que estivermos fazendo num dado momento, apenas vivendo aquele único momento de nossas vidas." Norman Fischer


Uma ótima volta de feriadão a todos!





domingo, 13 de novembro de 2011

Eyes wide open

Outro dia fui apresentada a uma brasileira que mora aqui já há algum tempo. Assim que me viu, ela fez comentários calorosos de que já havia ouvido muito falar de mim e que estava doida para me conhecer. Então me deu um abraço bem apertado. Depois, passamos a conversar e ela foi só sorrisos. Manteve uma conversa animada, na qual falou de sua vida pessoal e até compartilhou alguns detalhes íntimos. Na despedida, outro abraço forte e convites para nos reencontrarmos em breve. E eu a detestei.

Mas como assim detestou?, você se pergunta. "O modo como ela te tratou foi impecável!", você deve estar pensando.


Sim, concordo. O modo como ela me tratou foi impecável. Um show de simpatia e boas maneiras. Mas vejam: eu não disse que detestei o modo como alguém me tratou. Eu disse que detestei a pessoa.


O significado do meu nome é "aquela que ouve". E no caso desta Simone em particular, poderia ser também: aquela que presta atenção no que você está falando, aquela que é observadora, aquela que está interessada em saber quem você realmente é.


Na ocasião em que conheci a senhorita boas maneiras, fiz o que sempre faço: perguntas. Ah, sim. Porque também estou interessada em saber quem é você. Numa primeira conversa não tenho tanto interesse em falar de mim - eu já sei quem eu sou. Já conheço minhas histórias. Mas o outro, num primeiro momento, é sempre um grande ponto de interrogação.


Estou contando essa história pra falar sobre a importância de sair do superficial e ir ao que interessa. Em primeiras conversas geralmente as pessoas estão tão envolvidas em impressionar o outro ou tentar agradá-lo que se esquecem de olhar para o mais importante: quem é aquela pessoa?


E não é de cara que a gente consegue sacar todo mundo. Alguns são mais reservados, falam e mostram menos. Mas não foi o caso na minha pequena história. E o que aconteceu foi que em pouco mais de uma hora de conversa descobri na fulana de tal uma mulher egoísta, imatura, com valores invertidos, superficial, vulgar e muito, muito carente.


Tenho intenção de voltar a vê-la? Nenhuma.


O lado bom dessa história? Quanto mais rápido você entende quem é tal e tal pessoa, menos tempo da sua vida você perde com gente que não vale a pena.


ps. Este não é um post dizendo "julgue as pessoas". Este é um post dizendo: preste atenção nas pessoas!! Nem todo mundo é bonzinho. Nem todo mundo vale a pena. Tem gente que pode ser simpático mas que realmente não tem nada a ver com você e seus valores.

sábado, 12 de novembro de 2011

Utopia



"Para que serve a utopia? A utopia está no horizonte e eu sei que nunca a alcançarei. Se caminho dez passos, ela se afasta dez passos. E quanto mais eu buscá-la, menos a encontrarei, pois ela se afasta mais à medida que chego perto. Então, para que serve a utopia? Serve exatamente para isso: para eu caminhar." Fernando Birri (cineasta argentino).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Morre-se da forma como se viveu

Tem gente que acha que depois que morrer vai chegar do outro lado, ter um estalo e simplesmente entender exatamente qual é a natureza de tudo, da vida e da morte, da existência e da não-existência. E que vai entender o que foi exatamente que ela fez em vida e o que é que precisa continuar fazendo para que seu espírito continue evoluindo. E eu me pergunto: por que essas pessoas acham que vão ficar inteligentes depois de mortas?



Falando sério, de onde é que essas pessoas acham que vão tirar todo esse conhecimento? Do além? Não deve ser só porque você foi pra lá que vai ser tão sábio quanto os que já estão lá. Ou os que estão coordenando o além. Se é que lá existe. Se é que é pra lá que vamos. Eu, na verdade, não sei de nada.



Mas ao menos eu procuro saber. Tá certo que se eu tivesse nascido menino em vez de Simone meu nome teria sido Deepak, mas tirando isso... Não sou uma pessoa religiosa, mas gosto de tentar entender o pensamento de almas iluminadas que já passaram ou estão passando por esse mundo como Jesus, Siddartha Gautama (o Buda histórico), ou Thich Nhat Hanh.



E acho que tentar encontrar um caminho espiritual em vida é fundamental. Tem gente que é bastante religioso (apegado ao ritual) mas pouco espiritual. Pra mim, você sabe que encontrou seu caminho espiritual no momento em que encontrou dogmas nos quais acredita com facilidade. Se as escrituras sagradas e ensinamentos simplesmente fazem sentido em sua cabeça, então você deve ter encontrado seu caminho. Se você frequenta um lugar ou lê coisas se não as reconhece como verdades, então procure mais um pouco.



Mas procurar é fundamental. Para o bem da sua própria alma. Eu não sei de muita coisa mas tenho certeza de que a gente é mais que o corpo físico porque sinto isso. E acredito que a gente morre da forma como viveu. Pode ser em paz, em confusão, em conflito, bem, mal ou até mesmo morre-se para que a alma dissipe em outras formas de energia e vire árvore e pedra. É o que certas tradições acreditam que acontece com quem não acredita na continuação. A pessoa passa a vida toda tão desapegado da ideia de que a vida continua, que ao morrer é isso que acontece.



Em uma coisa (bem budista) eu acredito: tudo é basicamente criação mental. A vida. E a morte. E o modo como se passa por elas, mais uma vez, só depende de nós mesmos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Abra-se. Algo muito maior do que você pensa está acontecendo." Iyanla Vanzant









(Só não vale ler, dizer "oh, que bonito", e depois fazer absolutamente nada sobre o assunto. Aí não adianta. Seria como ler um livro de dieta e esperar emagrecer só de fazer a leitura.)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Blablabla

Cada vez tenho menos interesse ou paciência para jogar conversa fora. E olha que eu adoro conversar. Mas o caso é que gosto de conversas de verdade, nas quais se fala sobre o que de fato interessa. Gosto de falar sobre o que eu realmente estou pensando e sobre o que realmente está na sua cabeça. O básico me cansa. Se não for para falar de nós, falemos então de ideias. Se não somos capazes de produzí-las por nós mesmos, ao menos que sejamos capazes de reproduzir o que outros pensaram. E se for pra falar de outras pessoas, que elas sejam ao menos interessantes o suficiente.



Tem gente que só usa a linguagem para sua função mais básica, que é a de comunicar fatos. A pessoa diz que vai chegar tal hora. Conta o que fez ontem. Diz o que vai fazer amanhã. Okay, okay. Eu posso até ouvir essa parte, mas só se você tiver algo mais a me dizer.



A aula de Funções da Linguagem tinha tudo pra ter sido a mais filosófica do colégio. Eu daria essa aula dizendo:



  • Seja direto e use o mínimo de palavras na função referencial. É só pra me contar um fato? Please, tell me less.



  • Função fática, só se a ligação estiver falhando ou o outro for meio surdo.



  • Atenção ao apelo da função conativa! Não é porque te dizem "beba coca-cola" que é isso que você vai ter que fazer.



  • Aprimore-se na função emotiva ou expressiva, principalmente usando a propriedade da referência deslocada: é a única coisa que nos separa dos animais.



  • E sim, delicie-se com a poética.

domingo, 6 de novembro de 2011

Domingo!

O dia está aí e cada hora é preciosa. Com isso, não estou querendo dizer para você sair por aí desembestado fazendo milhões de coisas porque o tempo urge. Pelo contrário. As horas de domingo são preciosas justamente porque nelas podemos d e s a c e l e r a r...



Abra a janela e respire fundo. AMO domingos! Quase que empatado com minhas amadas terças-feiras comuns... = )


Que o seu domingo esteja sendo ótimo! Se não estiver fazendo quase nada, melhor ainda. Quase nada anda sendo fundamental e coisa rara nesses dias tão atribulados....






sábado, 5 de novembro de 2011

Sinal de que algo vai mal

Não estou dizendo que é regra (porque nada no mundo é) mas geralmente quando uma mulher diz que não gosta da companhia de outras mulheres é porque no fundo ela não se dá bem com ela mesma. No sentido mais profundo disso. Não se dá bem com o lado mais profundo, selvagem e cru da natureza feminina.


Mulheres tem fama de classe desunida. Isso porque em ambientes com muita mulher, costuma haver fofoca, um pouco de inveja, talvez alguma traíção. Acho que isso pode ser verdade até certo ponto, mas é o que acontece entre conhecidas - e não amigas.


Mulheres quando se juntam em prol de alguma causa, para se ajudarem ou simplesmente se juntam para estar umas com as outras formam uma força poderosa. Força essa que pode assustar os homens. Não é incomum a gente ver homens incomodados com grupos femininos, círculos de mulheres, locais onde as iguais vão para se fortalecer.


Os homens gostam de pregar que eles sim sabem ser amigos, quando o que acontece entre homens é mais um pacote de lealdade e camaradagem, e bem pouco mesmo de amizade. Pelo menos pelo que eu entendo como amizade. Amizade pra mim é troca. É você se abrir e ser recebido pelo outro. É mostrar a alma e ter curiosidade sobre a alma alheia. É falar de banalidades e também daquilo que realmente preocupa. É confessar, se mostrar, pedir ajuda, ouvir uma opinião, e desobrir no outro um cúmplice. Eu raramente vi homens terem esse nível de amizade.


Essa é uma coisa que eu já reparei. Mulheres que não gostam de estar na presença de outras mulheres estão desconectadas de seu lado mais selvagem. É uma coisa quase triste de se ver, já que a força que brota do feminino é tão poderosa, e tão gostosa de se estar em contato.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Você conhece o Butão?

Eu tenho um amigo que em breve irá fazer turismo no Butão.



Você sabe onde fica esse país? Chega a ser difícil até chutar em qual continente ele está.


Há pouco tempo a única informação que eu tinha sobre o Butão era que existia e onde ficava, mas só porque por vários anos eu tive um mapa mundi de todo tamanho colado na parede em frente à minha escrivaninha. E era isso. Meus conhecimentos paravam por aí.


Mas desde que esse amigo falou que iria lá, eu comecei a pesquisar sobre o lugar. Para, sabe como é, talvez tentar tirá-lo de cabeça, ou alertar a família de que ele não estava muito em suas faculdades.


(para quem não me conhece direito, estou obviamente brincando.)


Mas enfim. Comecei a pesquisar e o que descobri foram coisas interessantíssimas. Pra começar, que no Butão eles falam Butanês. E que em Butanês o nome do país significa "terra do dragão". Coisa mais mágica isso! Aliás, muita coisa sobre o Butão é meio mágica.


O Butão é um reino budista, pequeno e fechado, localizado nos Himalaias, entre a China e a Índia. Por conta de sua geografia bastante acidentada e de fatores históricos, o país viveu isolado durante séculos. Só nos últimos 60 anos é que o Butão começou a ter notícia do resto do mundo. Por isso, lá é um lugar onde as pessoas ainda se vestem com mantos e longos vestidos coloridos, onde o chefe de cada família é a pessoa da qual os outros familiares gostam mais, e onde o desenvolvimento é medido não pela renda per capita mas sim pela Felicidade Interna Bruta. A maioria das pessoas leva uma vida simples trabalhando no campo, e existe uma monarquia com rei, rainha, príncipe e princesa, adorados pelo povo. Em síntese, é como se fosse o reino encantado do Shrek mas com pessoas de verdade.

Não é interessante pensar que um lugar assim ainda exista no mundo de hoje? Eu gosto de saber que o mundo não é inteiro igual, e que existem outros jeitos de se viver bem.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sério... Estou brincando



Essa seria uma tradução para o título do último livro que terminei de ler, Seriously... I´m kidding, da Ellen Degeneres (Grand Central Publishing: 2011, 241pgs). Foi uma leitura muito agradável, cheia de momentos nos quais eu realmente dei gargalhadas. O livro é uma espécie de biografia, na qual ela ora conta histórias pessoais, ora dá sua opinião sobre assuntos que vão dos mais sérios aos mais banais.


(E sim, o "ora" ali em cima é sem o h mesmo, como uma boa conjunção em orações coordenadas alternativas. Caso alguém tenha ficado se perguntando. Eu fiquei, pelo menos.)


O capítulo sobre a arte de presentear ("Ellen´s Guide to Gift Giving") é imperdível. Me faz rir só de lembrar os questionamentos dela. Um pedaço que estou lembrando de cabeça seria mais ou menos assim:


"É educado levar algo quando você é convidado para a casa alguém. Mas, e se você já foi à casa dessa pessoa mil vezes? Tem que continuar levando coisas? Quando é que isso termina? Na primeira vez, você leva flores. Na segunda, um bom vinho. E aí? Os presentes tem que ir ficando sempre melhores? Um dia você vai chegar na casa do pessoal com quem você joga baralho carregando uma jacuzzi embrulhada."


E essa não é a melhor parte do capítulo. Mas não vou colocar aqui, pra não estragar pra quem for ler o livro.

Mas okay. Tem um pedaço que é tão bom que eu vou fazer uma tradução livre aqui. É do capítulo Social Skills, na parte que ela está falando sobre tecnologia:


"Hoje em dia tudo ficou eletrônico e instantâneo. A gente manda e-mail, mensagem de texto, temos Facebook, Twitter, Skype, iMessage, iChat, blogs, vídeos nossos dançando no YouTube. Qualquer pessoa que tiver um pensamento, opinião, pergunta ou resposta pode se expressar imediatamente a partir de seu computador, laptop, netbook, iPhone, tablet ou outra coisa eletrônica que vai ser inventada e revolucionar o mundo das comunicações no curto espaço de tempo entre eu escrever este livro e ele ser publicado.


Bem antigamente, lá por volta de 1990, se você quisesse dizer pra todo mundo que você comeu waffles no café da manhã, você não podia entrar na internet e postar no seu Twitter. Só havia um jeito de fazer isso. Você tinha que ir lá fora, encher os pulmões e berrar "Eu comi waffles no café da manhã!". É por isso que tanta gente foi parar nos sanatórios. Eles pareciam doidos, mas quando você para pra pensar, estavam apenas à frente de seu tempo."


Me diverti muito lendo. Recomendo!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mas as pessoas da sala de jantar

Sala de estar é o mesmo que sala de visitas?


De jeito nenhum.


Em inglês só existe um jeito de se referir àquele local da casa onde ficam os sofás, que é living room. Traduzindo literalmente a gente tem: sala de viver/sala de morar. Ou seja: aquele lugar onde a gente passa a maior parte do tempo. Assim são as salas aqui, e na Europa também. No Brasil, algumas casas tem de fato salas de estar, mas em várias outras o que temos são salas de visitas. Qual a diferença? A sala de estar você usa todo dia. Na sala de "estar" é onde as pessoas geralmente estão. E a sala de visitas é aquele lugar que no dia a dia não tem muita utilidade mas que é onde você senta quando vem uma visita.


Não vejo problema em uma sala de visitas se for numa daquelas casas grandes cheias de cômodos, porque aí dá pra fazer em outro cômodo a sala de estar.


Mas realmente não gosto da ideia de que a sala (se só tiver uma), o coração da casa, geralmente bem decorado, é um local para visitas. Qual é o sentido disso? Ter coisas bonitas mas não aproveitá-las? Montar sua própria casa em função de outras pessoas? Eu ein.


Fora que a sala é um dos únicos territórios coletivos da casa, no qual as pessoas se encontram, interagem, e ocasionalmente brigam pelo controle remoto. Quer uma coisa mais "família" que isso?


Por que será que em muitos casos as pessoas acabam se reunindo na cozinha? Porque geralmente é lá que está o calor humano. É lá que tem coisas acontecendo, coisas funcionando, comida saindo, gente provando o molho, barulhos, sons, cheiro gostoso, conversas, enfim, a vida fluindo. Mas esse sentimento acolhedor não precisa ficar restrito à cozinha. Ele pode - e na minha opinião, deve - se estender pro resto da casa.


Na minha casa, a sala de estar é onde eu geralmente estou. A almofada do sofá é a que eu coloco no meu colo quando estou sozinha em casa e vou comer em frente à tv, o livro que está em cima da mesa de centro é o que eu estou lendo (e não aquele livro de capa dura que só serve pra juntar poeira), as velas que estão em cima da mesa são as que eu acendo durante o jantar, o porta-retratos que está cima tem uma foto que eu e meu marido gostamos de olhar, o cobertor que está jogado em cima do sofá é o que a gente usa pra se cobrir se está frio... Resumindo: nada ali é pra inglês ver.


Eu amo salas de estar e sempre me senti esquista em salas de visita. Até porque, se estou na casa de alguém, prefiro ver a pessoa em seu próprio elemento, e não num cenário montado pra me receber...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Conversas pra boi dormir

Quem ainda acredita nessas conversas de que o mundo vai acabar em tal dia de tal ano? Vou dizer uma coisa: o mundo já devia "quase-acabando, cuidado!!" no tempo dos egípcios. E sim, de certa forma e pra muita gente, o mundo já acabou. Só que ele sempre continua. Got it?


E aqueles que dizem que "os tempos atuais são os mais difíceis de se viver"? Que sono. Sim, tem muito mais gente no mundo hoje, os recursos naturais estão sendo consumidos, o ar está mais poluído etc, e antigamente não tinha nada disso. Sim. E também não existiam vacinas, cirurgias, anestesias, computadores, protetor solar, nem tantas outras soluções e prevenções que temos hoje. A impressão de que hoje em dia tudo é mais difícil é pra quem gosta de fantasiar com um passado que provavelmente nunca existiu. Hoje em dia tudo é diferente. Vamos lidar com as coisas que a gente tem, porque são as únicas reais.

Resmugar porque "queria não ter que aprender isso" não leva a lugar nenhum. Melhor adotar a postura "queria já saber isso logo". Se está ali e você vai ter que aprender, ficar fugindo só torna a coisa mais assustadora do que ela deve ser. Lidar com ela e aprender logo deixa tudo mais fácil muito mais rápido.


"O tempo está passando mais rápido hoje do que antigamente" é outra que não concordo. Acho que é uma impressão que vem de um cérebro acostumado com uma rotina. Cada vez que você aprende uma coisa, o cérebro fica "bom naquilo" e passa a fazer quase que sem perceber. Isso é uma coisa boa. Afinal, imagine ter que fazer um esforço e pensar cada vez que você escovasse os dentes, tomasse banho, dirigisse até o trabalho... As coisas tem que entrar numa automático mesmo. Só que os anos vão passando, e se você não mudar algumas coisas em sua vida (seja seu endereço, seu trabalho, seus hobbies) o cérebro passa a fazer tudo no automático. Se você não traz nenhuma novidade à sua própria vida, a sensação vai ser de que o tempo está voando mesmo.


"Eu não tenho tempo" é outra difícil de engolir. Tempo é tudo que temos. Todo mundo tem todo o tempo do mundo enquanto está vivo. O que você escolhe fazer com esse tempo é por sua conta. O que eu acho que acontece é que hoje em dia algumas pessoas ficam perdidas no meio de tantas opções. São muitos livros sendo lançados, muitos filmes nos cinemas, muitas revistas nas bancas, muitas "amigos" nas redes sociais, muitos e-mails bobos na caixa de entrada, etc etc etc. Então se você não consegue filtrar o que é realmente importante e o que você quer ter na sua vida, todas as outras coisas inúteis acabam consumindo seu tempo. E aí você diz "mas eu não tenho tempo!!", mas sabe direitinho o que aconteceu ontem no programa de televisão que é mais lixo que qualquer coisa, e que você na verdade nem gosta, mas nunca nem parou pra pensar nisso... porque não teve tempo.