terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Em férias!

Meninos e meninas, estou tirando uns dias de folga do blog pra voltar ano que vem a todo vapor. Como já tinha dito num post anterior, o nome do blog vai mudar e os posts, um tiquinho. Mas a autora é a mesma, então por mais que eu diga que tudo vai mudar, não deve ser uma mudança assim tãããão radical.



É como essa coisa de ano novo. A gente diz que ano que vem vai ser diferente. A gente faz planos, resoluções, propostas, acredita que tudo vai se transformar. E a mudança acontece? Sim. Radicalmente? Geralmente não. Mas é assim que as coisas, as pessoas (e os blogs) vão evoluindo. De passinho em passinho.



Espero que continuem comigo.



Tenham todos uma virada de ano animada, cheia de planos, sonhos e resoluções, que é como uma virada de ano deve ser. Façam todas as simpatias, e todas as orações, e todos os rituais. Festejem, agradeçam, acreditem. Se a nostalgia bater, espante. O ano novo será melhor que o que passou pelo simples motivo de que será o ano em que estaremos vivendo. E isso já é pra lá de um bom motivo! O presente é o único tempo concreto e real, melhor que qualquer futuro imaginado ou algum passado idealizado. Entrem 2012 com tudo!








Feliz ano-novo!!!

(que no sentindo de "réveillon" vem assim, escrito com hífen!)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Contagem regressiva!

Última segunda-feira do ano. Que tal fazer hoje algum planejamento para esta última semaninha de 2011? O meu é:


Hoje: Faxina nos armários de comida da casa. Organizar. Jogar fora o que estiver fora da validade. Fazer compras do que estiver faltando.



Terça: Arrumação dos armários de roupas. Tirar o que for para doar. Lavar o sujo. Passar o amassado.



Quarta: Balanço de 2011. Pensar na vida. O que foi bom? E ruim? O que quero manter? O que precisa mudar?



Quinta: Dia de fazer a lista de resoluções para o ano que se inicia. Um bom dia também para procurar minha nova agenda e um calendário bonito de 2012.



Sexta: Dia de organizar as simpatias para a hora da virada - importantíssimo.



Sábado: Último dia do ano. Sessão de beleza para entrar o ano bonita e cuidada. Colocar champagne na geladeira. Adeus ano velho. Feliz ano-novo!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Onde quer que você esteja e quem quer que você seja, que o seu Natal seja um momento de amor. De abrir seu coração tanto para amar como para receber o amor. De deixar para lá os sentimentos ruins e cultivar os bons. De aproveitar e agradecer. De ficar bem, com você, com o mundo e com a vida. Não importam as circustâncias, só o amor é real. Feliz Natal!

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

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Uma piadinha natalina em inglês:

Why did Santa´s Little Helper feel bad? He had low elf esteem.


ha ha.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Malas prontas!

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E mais uma vez Nova York nos aguarda para o Natal! Ano passado, nesta mesma época, pegamos lá a maior nevasca dos últimos não-sei-quantos-anos. E meu sapato de todo dia, que era a bota de montaria que costumava usar nas aulas de equitação, resolveu pedir arrego justo na noite em que começou a nevar. E meu sobretudo era lindo mas, "sobre tudo", fino e permeável. Dessa vez estou indo com um casaco tipo os que costumava usar nos Alpes e botas feitas para enfrentar até -20C. Just in case.
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Marido e eu no Rockefeller Center no Natal do ano passado.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Hipocondríacos: este post tem contra-indicações!

Comecei a ver Grey´s Anatomy tem pouco tempo, mas já foi tempo suficiente para me apaixonar pela série. Além de muito bem escrita, os personagens são cativantes e as histórias de cada um, muito interessantes. Além disso, cada capítulo tem seu mini-enredo que se resolve no próprio episódio, que são as histórias do hospital. E é aí que eu digo que os hipocondríacos de plantão devem manter distância desse seriado. Como a história toda é focada num grupo de residentes candidatos a cirurgiões de um importante hospital de Seattle, você vê na série casos do arco da velha. É tanta coisa que pode dar errado num corpo humano que a gente termina achando que é quase um milagre estar saudável - até lembrar que na verdade essa é a regra geral. (Mas quem não conseguir chegar nessa conclusão pode facilmente ficar paranoico.) Mas tirando isso é só alegria. Estou adorando!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Precisamos de alimentar a alma porque temos espírito. Assim como precisamos comer porque temos estômago. Quem não alimenta um dos dois fica eternamente faminto. Alguns até terminam alimentando demais o estômago porque os falta alimento no espírito.

É a minha teoria.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Um pouco de classe

Lembra na 1a série, quando a tia acusava a turma toda de estar fazendo bagunça e passava o maior sermão, mas você, que estava quietinho o tempo todo, sabia que não era com você que ela estava falando? Pois então. Este post é a mesma coisa. Eu não estou falando com você, pessoa educada, fina, polida. Agora, caso você não seja, então é com você mesmo que eu estou falando. Estou indignada com o comportamento de certo seres agora pouco no mercado. Então, pra evitar ter que xingá-los e perder a classe, trabalho a ira com um pequeno curso de etiqueta express, lembrando também alguns outros comportamentos que me tiram do sério.



Boas Maneiras 101 - ou o que toda pessoa com mais de 12 anos já devia ter aprendido:

(alguns conselhos são específicos para garotas)







  1. Se o supermercado estiver lotado, NÃO LARGUE SEU CARRINHO DE COMPRAS NO MEIO DO CAMINHO E VÁ PASSEAR LONGE DELE. (ufa, pronto, falei.) Isso atrapalha muito!!!







  2. Não seja escravo do celular. Se estiver sentado à mesa, seu celular não deve estar no seu campo de visão. No caso de uma emergência, avise a todos que está esperando uma ligação. Atenção, eu disse EMERGÊNCIA. Ou seja, gente morrendo, nascendo ou se você estiver esperando ser chamado pra um transplante. E só.





  3. Meninas, atenção em como vocês vão vestidas para a academia. Se a sua roupa de malhar pudesse também ser usada pra dançar num clube de strip tease, tem algo errado.





  4. Viagem longa de avião não é festa do pijama. Então não vá vestida com algo que lembre um.





  5. Se estiver usando saia ou short em qualquer comprimento acima do joelho (mesmo que um dedinho), faça um favor a si mesma e não cruze os joelhos. Cruze os calcanhares, please.





  6. Não use palavrões. Nunca. Fim. Pense que cada palavra que sai da sua boca diz muito sobre quem você é.




  7. Não diga que "está cheio", peloamordedeus. Diga que está satisfeito ou que já comeu o suficiente. Muito melhor.




  8. Não destrate ninguém. Reclamar e fazer valer seus direitos é uma coisa. Destratar ou querer esnobar só porque você está se achando melhor é outra bem diferente - e deprimente.




  9. Pare de postar cada pensamento bobo que você tem no Facebook ou no Twitter. Para isso já existem os blogs. (risos)




  10. À mesa, assuntos proibidos: dinheiro, doença, desastres, problemas, política & religião (com pessoas que não compartilham da sua visão).




  11. Nunca, jamais boceje durante uma conversa. Para evitar, respire bem fundo pelo nariz - resolve.




  12. Não interrompa uma pessoa. Espere ela terminar o que estava falando para informar que precisa ir, pretende desligar o telefone etc. Se for absolutamente imprescidível interromper, EXPLIQUE por que o fez. E é bom que o motivo seja sério.




  13. Se estiver num show, lembre-se de que os outros foram lá pra ouvir o cantor e não você cantando a plenos pulmões. Acompanhar a música é uma coisa. Achar que está no chuveiro de casa é outra.




  14. Maquiagem é pra realçar sua beleza natural, não pra te confundirem com drag queens.




  15. Faça outro favor a si mesma e não se deixe ser fotografada sem roupa, ou com pouca roupa, e muito menos filmada. Em nenhuma ocasião e por pessoa nenhuma.





  16. Não beba direto da garrafa, não escolha para si o pedaço maior e não tire a parte mais doce da melancia e deixe o resto para os outros.





  17. NÃO ABRA A GELADEIRA NA CASA DOS OUTROS. Só se for na casa de alguém da família - e olhe lá.




  18. Não tire a cadeira do lugar arrastando-a e fazendo aquele barulhão.




  19. NÃO COMA FAZENDO AQUELE BARULHÃO!!!





  20. Seja uma pessoa discreta. Se quiser saber algo, insinue ou demonstre interesse, mas deixe a pessoa te dizer por iniciativa própria. Não pergunte qual é o salário de alguém, qual é a marca, quanto custou, se é de verdade ou falsificado ou se o bebê foi planejado ou "acidente" (o fim da picada).




  21. Não minta que leu tal livro ou viu tal filme. Se quiser falar que leu algo, então leia!




  22. Use roupas que caibam no seu corpo. Parece óbvio, mas tem gente que não entende esse conceito. Não é pecado nenhum ter barriga, peito bem grande, pneuzinhos etc. Pecado é sair com essas coisas pra fora da roupa.




  23. Não pegue histórias dos outros "emprestadas" e conte como se fossem suas. Já aconteceu algumas vezes de contarem para mim a minha própria história. Além de ser ridículo, dali em diante, a pessoa perde a credibilidade.




  24. Não tente sempre superar os outros em suas histórias. Mesmo que você ache que tem uma história no mesmo assunto "muito melhor", deixe os outros aparecerem também.




  25. Certas coisas são boas para quem está envolvido na prática, mas terríveis para quem vê. Nessa vão: beijos ardentes e amassos, piadas internas, cochichos, uso do fio dental, poses para o espelho, corte e limpeza de unhas, discutir a relação, espremer espinhas. Faça longe do olhar de qualquer pessoa não-envolvida.




  26. Invade o espaço do outro quem: toma banho de perfume, fala alto, ri alto, fala ao celular dentro de elevadores, ônibus etc, dá detalhes escandalosos da própria vida para estranhos.




  27. Sapatos são coisas feitas para facilitar a locomoção, e não o contrário. O sapato pode ser lindo, mas se você não conseguir caminhar normalmente com ele, esqueça.




  28. Cuide para ter ao menos um pouco de cultura. E respeite os ditos "nerds" - é provável que você trabalhe ou vai trabalhar para um deles.




  29. Seja breve em suas visitas. Deixe as pessoas com a sensação de que gostariam que você tivesse ficado mais, não comemorando porque você finalmente foi embora.




  30. E se tudo isso acima tiver soado como novidade, que tal um livro de etiqueta?


[aaahh... alívio...]

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Então é Natal

Época de Natal.

Chuva, correria, lojas lotadas. Enfeites lindos, confraternizações, amigo-oculto. Montar a árvore, pendurar a guirlanda, armar o presépio, enfeitar a casa, encontrar o cd (ou o disco!) que tem um sino na capa. Comprar panetone, nozes, figo, revistas de Natal e papai noel de chocolate (ainda me encanta). Embrulhar presentes, escrever cartões, escolher receitas, esperar o recesso, ver os especiais de fim de ano na tv. Reunir com a família ou com amigos, ganhar abraços, presentes, carinho e calor humano. Esquecer por uma noite da dieta e se deliciar com peru, tender, chester, salpicão, farofa, creme de milho e sobremesas mil. Olhar para trás e ver que o ano que passou pode ter tido seus percalços mas que terminou sendo foi bom demais. Olhar pra frente e ver que o ano que se aproxima guarda novas oportunidades que a gente já tem notícia e outras que ainda nem ousamos sonhar. Olhar para o lado e se ver cercado de pessoas que a gente ama e que nos amam também, e que podem não ser perfeitas mas que combinam perfeitamente com a gente. Olhar pra dentro e sentir que crescemos um pouquinho mais no ano que passou, e que com isso estamos um pouquinho mais maduros e um tiquinho mais sábios e que isso já faz uma diferença enorme na nossa felicidade e nossa paz de espírito. Olhar para tudo isso e gostar muito. Olhar para cima e agradecer.

Amo Natal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sobre a rotina

Sobremesa é um dos prazeres da vida. Fast food, gosto também. Amarula então, que delícia. Mas se alguém dissesse que eu só poderia comer isso para o resto da vida, seria terrível. Por quê? Porque para matar a fome e ter saúde a gente precisa da comida de verdade. Dos nutrientes. Das fibras. Mesmo que num primeiro olhar, um prato da sobremesa mais linda e mais cremosa chame muito mais a atenção, é do franguinho com arroz e salada que a gente precisa.



A vida também é assim. Existem viagens fantásticas, shows maravilhosos, festas incríveis. Mas o que nutre mesmo uma vida são as coisas rotineiras e comuns.



Quem fica esperando os grandes acontecimentos para "finalmente viver", não está vivendo nem no dia-a-dia, nem quando o tal acontecimento chegar. Sim, porque é preciso um corpo saudável para apreciar uma boa sobremesa. Assim como é preciso uma mente saudável pra apreciar uma boa ocasião fora do normal. Você consegue imaginar um doente totalmente anêmico, debilitado no hospital, sendo capaz de degustar um canapé? Exatamente.



Abra sua janela. Arrume sua cama. Tome seu banho. Lave suas louças. Estude. Trabalhe. Dirija com cuidado. Compre o pão. Assista ao jornal. Vá ao correio. Cumprimente o vizinho. E veja a felicidade imensa que reside nisso. Quando as coisas fora do normal vierem, aproveite. E quando a vida estiver comum e rotineira, aproveite mais ainda.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Em falta no mercado

Vira e mexe a gente escuta alguma mulher reclamando que homens bons andam em falta no mercado. A reclamação é antiga. O caso é que cada vez mais ando ouvindo também de homens que não anda fácil encontrar mulheres legais por aí. Afinal, o que é que está em falta? Homens bons ou mulheres legais? Na verdade, nenhum dos dois. Minha teoria é que o que anda em escassez na verdade são os casais "pra valer".


A impressão que tenho é que o mercado está cheio de solteiros e solteiras. Pessoas boas, até bem intencionadas, com seus empregos, salários, círculos de amizades, gostos e opiniões. E essas pessoas até chegam a se encontrar. Mas daí a fazer um encontro virar relacionamento, e um relacionamento virar casamento, e de uma bela cerimônia conseguir se comemorar as bodas de ouro, vai uma boa dose de energia e comprometimento. E muitas vezes nenhum dos dois está disposto a investir. As pessoas querem um relacionamento maravilhoso mas esperam que ele venha pronto. Aí não tem Santo Antônio que ajude. Acrescente a isso uma mistura de imediatismo e egoísmo e o resultado não vai ser nunca uma relação sólida e duradoura. As pessoas já querem morrer de amores na primeira noite, se apaixonar loucamente em questão de horas e depois simplesmente esperam que o outro seja perfeito e que o relacionamento venha pronto para o consumo, no máximo precisando dar uma esquentadinha de 5 minutos no microondas.



E não é assim que as coisas acontecem. Para se ter um relacionamento muito bom não é preciso que a mulher perfeita encontre o homem perfeito. Até porque, nenhum dos dois existe. Relacionamentos precisam é sim de duas pessoas interessadas em fazer dar certo. Precisa de uma atração gostosa, claro, mas também de investimento, paciência, tempo, espaço, alguma surpresa, maturidade, calma, negociação, sinceridade, cumplicidade. Precisa de duas pessoas realmente investidas em alimentar o amor. E precisa muito mais da gente, antes de querer encontrar a pessoa certa, cuidar para ser a pessoa certa.



[E um último adendo para as meninas: não é verdade que falte homens no mercado. Aliás, se eu estivesse solteira e afim de conhecer alguém bem legal, meu plano seria o seguinte: passar a frequentar algum supermercado bom lá pelas dez da noite. Afinal, quem é que faz compras assim tarde da noite? Os solteiros bem sucedidos. Os que precisam fazer compras porque já moram sozinhos. Os que ficaram até tarde no escritório porque se dedicam à carreira e também porque não tinham alguém os esperando em casa. Se estiverem bem vestidos, sem aliança e passeando na sessão de congelados - bingo. Menina, jogue seu melhor sorriso e boa sorte. Ou seja, não venham me dizer que não há homens bons no mercado. Você é que deve estar indo na hora errada. Rs.]

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

10 ideias de presentes para si mesmo

Se você já estiver na típica correria de fim de ano, provavelmente deve estar tentando lembrar de todas as pessoas para quem vai dar presentes, certo? Então não esqueça da pessoa mais importante da sua vida: você mesmo! Eis uma listinha para ajudar na inspiração. Trate-se bem, sem culpa. Você merece!




Dê a si mesmo:




  1. Uma hora de massagem num spa.



  2. Um dia inteiro sem fazer nada. Se alguém quiser marcar alguma coisa, você diz que não pode. Estará ocupado(a) porque já marcou de ficar à toa.



  3. Um chocolate delicioso daquela caixa de bombons maravilhosa, que você nunca compra porque custa três vezes o preço da caixa normal.



  4. Uma tarde no cinema!



  5. Uma aula experimental daquele curso que você já pensou em fazer mas por qualquer motivo ainda não começou. Só para ter o gostinho.



  6. Uma foto sua de rosto que você realmente ame. Mesmo que você tenha que tirar 67 outras fotos antes de gostar de uma.



  7. Uma ida àquele restaurante delicioso com alguém especial.



  8. Uma ida à igreja (ou outro local que te traga paz) para pensar em tudo o que você tem a agradecer.



  9. Aquele negócio que você quer, já deu a dica, mas já sabe que não vai ganhar no natal.



  10. Os parabéns! Pela pessoa que você é e que vai continuar se tornando. = )

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eis um texto maravilhoso tirado do blog da Ticcia, que fala sobre o que pode acontecer quando não se cuida do amor que se tem.


Texto de Patrícia Antoniete Ferreira



"A despeito do que poderiam os desavisados pensarem, amor e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de amar, cansam mesmo. Cansam de amar no vácuo, no vazio, a contra-gosto, na marra, na mão única, com esforço, no amor à camiseta, cansam de amar quando amar é uma luta inglória, é uma sede saciada a conta-gotas. As pessoas cansam de nos amar apesar de nos amarem muito, as pessoas cansam de nos amar quando o amor é à custa de teimosias, defeitos, desaforos, desatenções, estupidezes, falhas de caráter, falta de tempo, descuidos, TPM, stress, chatice, drama, descaso, reclamações, egoísmo, omissões, negligências, filhadaputices, prioridades outras, grosserias, inaptidões, incapacidades, má administração, indiferença, cronograma insano, sacanagens, ingratidões, desídia, pouco caso, desconsideração, intolerância. O amor suporta muito e não espera um escambo de atenção e sentimento, mas o amor tem ida e vinda, tem mão dupla, tem uma razão outra que não é puro altruísmo e desapego. Não pense que quanto mais o outro suporta, quanto mais o outro luta, maior é o seu amor. Isso é uma sabotagem imbecil de quem não se sente merecedor ou capaz de retribuir. Pai dedicado cansa. Filho devoto cansa. Irmão parceiro cansa. Amigo de fé cansa. Até o grande amor cansa. As pessoas cansam e desamam e se perdem e vão embora e não voltam mais. Amor não é para sempre, não, não se engane. O que é para sempre é saudade. E a gente fica triste e fica infeliz e fica miserável e fica com a vida besta e vazia depois que quem nos ama desiste, a gente fica com a vida oca, fica tudo preto e branco e a gente acha que tudo bem, que vai ficar tudo bem e a gente se engana que supera, paciência, não era pra ser, não era forte o suficiente, não era verdadeiro o suficiente, mas não fica tudo bem, não supera coisa nenhuma, não era pra ser uma ova. Nananinanão, senhor. Porque a gente também cansa da tristeza e do vazio, a gente também cansa da solidão e da miséria, a gente também cansa da infelicidade, mais cedo ou mais tarde, e aí ó, babaus, já cansaram de nós. Portanto, não ponha o amor à prova. Não se proponha a testar até onde ele suporta. Amor não é gincana, não é rali, não é prova de resistência. Amor é pra amar e cuidar muito bem. Já chega o fato de que tem todo o resto do mundo para criar problema, para dar trabalho, para dificultar as coisas. Lute por e não contra. Lute muito, lute bastante. Mereça o seu amor enquanto ele ainda é seu e ainda está aqui. E que o próximo ano nos encontre de frente e braços abertos, cheios de coragem para amar e deixar-se ser amado."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011



Estou pensando em dar uma mudadinha no blog ano que vem (já que até o fim do ano já tenho diversos posts programados). A começar pelo nome. Pra quem não lembra (ou não chegou a ver) esse blog nasceu com o nome de Entre, sente, fique à vontade. Depois virou Entre sem bater. Agora estou pensando em Bata antes de entrar.

Lendo os títulos na sequência dá a impressão de que estou cada vez mais fechada (e antipática, ha ha). Mas na verdade é o contrário. "Entre, sente, fique à vontade" é uma coisa que você diz a visitas e pessoas com as quais vai manter uma certa formalidade. "Entre sem bater" é um convite aberto e geral, feito a quem aparecer. "Bata antes de entrar" é um convite mais específico, a um lugar mais reservado que não é pra qualquer um.



Isso para seguir na linha mais pessoal e confessional.



Estou temporariamente cansada de pensar e filosofar. E bastante interessada em sentir e expressar.



Claro que eu continuo a mesma, então não é que a mudança seria tão drástica. Quem disse que eu consigo sentir sem racionalizar? Ou expressar sem filosofar? Ou ficar sem publicar uma receitinha? You get the picture.



Manifestações, alguém?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Receita sueca

Essa receita é o arroz com feijão sueco. No meu ano em Estocolmo experimentei diversas variações de massa com pedaços de salmão. Essa é uma versão fácil de reproduzir e deliciosa. (Foi o que fiz para o jantar ontem!)


Talharim ao salmão

Ingredientes:


Massa do tipo talharim
4 colheres de azeite
1 colher de farinha
1 xícara de salsinha
1 xícara de vinho branco
1 lata de creme de leite
400gr de salmão
½ cebola ralada
Sal a gosto

Preparo:
Coloque água para ferver com um pouco de sal e óleo. Cozinhe o talharim. Corte o salmão em cubos de 2cm. Doure a cebola no azeite. Refogue o salmão na cebola, junto com sal e o vinho branco. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por uns 5min. Adicione o creme de leite, farinha e salsinha. Deixe ferver. Misture na massa. Tcharãm!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu sabia que ia casar com ele

Muitas vezes a gente escuta pessoas casadas dizendo que num certo momento, geralmente bem no começo de tudo, eles simplesmente sabiam que iriam se casar com seus maridos e esposas. Eu não posso dizer que eu sabia. Pelo contrário, minha história deu tanta volta que uma vez uma cartomante me disse: "Pois é com esse Marcelo que você vai casar." E a minha resposta, depois de um longo suspiro de bem-que-eu-queria: "Impossível."


Eu não sabia - mas a minha intuição, sim. E desde muito cedo.



Acho que pouca gente sabe dessa história:


O ano era 2002. Marcelo morava na Alemanha, onde fazia seu mestrado e trabalhava. Mas naquela tarde de abril ele estava em Brasília, almoçando comigo. Naquele ponto, para mim, ele era um amigo diferente e interessante. Alguém que eu admirava por ser inteligente e fazer certas coisas que simplesmente não cabiam na minha lógica. Como morar fora do país, por exemplo. (talk about irony...) E encontrar pessoas "para almoçar". Tão adulto tudo isso, eu achava. Com 19 anos, almoço pra mim era na cozinha de casa, comendo o que colocassem na mesa. Naquela época a gente não "encontrava amigos para almoçar". De qualquer forma, ele convidou e eu, naturalmente, aceitei.


Então lá estávamos, naquela tarde quente, conversando. Braços apoiados na toalha branca da mesa, que insistia em querer voar. Foi quando eu fiz a pergunta que ele deve ter ouvido umas mil vezes naquela visita ao Brasil:


- Mas então, você vai ficar por lá mesmo ou pensa em voltar?


Eu não estava só puxando conversa. Eu realmente queria saber. A resposta (que eu lembro, palavra por palavra, como se fosse ontem):


- É difícil dizer. Não sei ainda... Se eu soubesse, por exemplo, com quem eu fosse casar... Se já tivesse escolhido A mulher, aí seria mais fácil dizer. Então... Não sei.


E naquele momento, uma certeza dentro da minha cabeça simplesmente gritou:


"O que você está dizendo? Você vai me escolher."


Na ocasião, eu apenas balancei a cabeça naquele "sei, entendo", e continuei a conversa. E nem tive tempo de questionar a mim mesma dizendo: o que é que você está pensando, sua maluca? Como assim ele vai querer casar com você? Vocês nunca nem se beijaram!

Mas naquele momento, algo me disse. Eu simplesmente sabia que a mulher com quem ele iria querer se casar seria eu. Apesar de, ao mesmo tempo, não ter a menor ideia do que aconteceria sete anos depois.







Feliz aniversário de casamento, meu amor. Foram dois anos de uma felicidade profunda e sincera.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Versatilidade verbal

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Tire essa cara amarrada, tire suas mãos da enchada, tire umas férias pra variar. Tire a carteira de motorista, tire de letra a entrevista, tire a etiqueta antes de usar. Tire a prataria boa dos armários, tire não somente um mas vários, tire uma noite pra relaxar. Tire as melhores notas que conseguir, tire o semestre pra refletir, tire um dia para pensar. Tire par ou ímpar e cara ou coroa, tire seu cavalinho da garoa, tire tudo do lugar. Tire uma música de ouvido, tire uma foto com um amigo, tire o esmalte quando descascar. Tire o que houver de ruim de seu coração, tire de ouvido as notas de uma canção, tire o foco de si mesmo quando ficar sem ação. Tire da cabeça o que não for positivo, tire proveito de ainda estar vivo, tire o melhor do que tiver que passar. Tire do armário um novo look, tire da cartola um novo truque, tire a lição que a vida te apresentar. Tire a sorte grande de saber bem lá no fundo que neste mundo a sua vida, quem comanda, é você.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Você sente falta de você mesmo?

Já vai para cinco meses que marido e eu chegamos aqui nos states, e já há algum tempo tenho me sentido tão bem aqui. O começo foi terrivelmente difícil, o que me surpreendeu bastante. Afinal, eu já havia morado fora do país antes outras duas vezes, em lugares mais esquisitos, mais caros, mais complicados, nos quais me faltava fluência na língua nativa, e mesmo assim tudo tinha corrido bem. Por que era então que a transição para cá estava sendo tão difícil, tão sofrida, e meu começo aqui, quase enlouquecedor?




Eu descobri por quê.

E descobrir o real motivo não foi fácil. Sim, porque havia vários outros motivos que alguém poderia racionalizar que seriam perfeitamente aceitáveis para explicar a razão para eu me sentir mal: a mudança de país, a saudade dos que ficaram, o início de uma vida nova, a falta das minhas coisas, o não saber me locomover na cidade, a falta de conhecidos por aqui, a noção de que a mudança era definitiva, o não saber dirigir por aqui ainda, as diferenças culturais, o fuso horário, o calor do alto verão no qual chegamos, etc etc etc.

Por um tempo (um mês e meio, mais ou menos) eu fiquei querendo resolver o mal estar cuidando de todos os aspectos práticos que mencionei acima. Aspectos com os quais, não me entendam errado, eu teria que lidar mesmo de qualquer jeito - mas que não eram a causa do mal estar. Achava que não me sentia em casa porque faltavam enfeites e alguma decoração na casa e lá ia o marido me levar pra comprar porta-retratos, almofadas e plantinhas. Achava que era porque me sentia presa em casa e lá ia o marido descobrir como faríamos para conseguir o tal do documento que estavam pedindo pra que eu pudesse tirar carteira de motorista. Achava que era porque não estava fazendo nada e lá ia o marido me matricular na aula de piano, me comprar um teclado, e me incentivar a tocar.

(Ainda bem que meu marido é uma dessas raras pessoas sãs e equilibradas, senão era capaz dele ter ficado doido junto comigo.)

Então eu fazia que fazia coisas... E claro, cada coisa que eu resolvia melhorava aquele aspecto da minha vida - mas não meu sentimento interior. O mal estar continuava. Eu ouvia um silêncio interminável dentro do apartamento e me sentia eternamente incomodada.

Até que numa madrugada... Eu abri os olhos totalmente desperta às 3:33am. (um horário bem simbólico, mas isso é assunto pra outro post) Então caminhei até minha mesinha, liguei a luminária, abri meu diário e comecei a escrever frenéticamente.

Ah, sim. Também tinha essa: eu, que sempre escrevi diários desde os 7 anos de idade, não vinha conseguindo escrever desde um mês antes da mudança pra cá. Uma coisa significativa isso, e vocês já vão ver por quê.

No meio da madrugada, debruçada na escrivaninha eu escrevi, escrevi e escrevi por quase duas horas sem parar. O conteúdo? Todas as coisas nas quais vinha me proibindo de pensar.


O caso é que meu processo de mudança para cá foi um tantinho sofrido. Tínhamos mil providências a tomar e muito pouco tempo, então tive que entrar num modo "resolvedor de coisas", e me recusei a me deixar sentir preguiça de fazer as coisas, canseira de passar dias inteiros de fila em fila resolvendo burocracias, ou até raiva dessas coisas serem tão chatas. Me recusei a reclamar de qualquer coisa porque não ajudaria ninguém, e como esta estava sendo uma oportunidade tão boa para marido e eu, não me permiti achar qualquer coisa que envolvesse a mudança ruim.



A vinda pra cá era tão importante que a Simone adulta achou que muito corretamente estava colocando o que verdadeiramente importava em primeiro lugar. Só que tinha algo de muito errado no que eu fiz: ao não me permitir sentir as coisas como elas eram, eu não estava simplesmente colocando o que era importante em primeiro lugar. Eu estava colocando o que era importante em único lugar. O erro estava ali.



E aí não importava o que estivesse acontecendo, era da vinda pra cá que eu cuidaria. Por isso viajei com dengue para Recife, mal aguentando puxar minha mala pelo aeroporto, para a entrevista para o visto, me recusando até a reclamar da dor. Por isso fechei minhas caixas frenéticamente em casa, me recusando a me sentir saudosa. Por isso corri para almoços e jantares me despedindo de amigos me recusando a chorar ou sentir a tristeza da despedida. No meio de tudo, ainda tenho uma grande decepção familiar da qual, como já aconteceu antes, eu não fui a culpada (muito pelo contrário) mas ainda tive que tomar a iniciativa de ir atrás pelo bem geral da nação e porque não poderia viajar brigada etc etc. E tome de despedir de gente, tendo eu que consolá-los pela minha partida. E tome de explicar o por quê da minha partida de repente (também não tive nada a ver com isso), e tome de despedir, despedir, explicar, explicar, resolver, resolver. E com tudo isso, e por conta de eu ter um objetivo muito maior em vista, eu me recusei a trabalhar os sentimentos, a sentir as coisas, a pensar sobre tudo, a elaborar...

... e de repente, eu estava a quilômetros de distância de mim mesma.

E era disso que eu sentia tanta falta assim que tinha chegado aqui: de mim mesma.

E só vim a perceber quando cheguei, já que antes era tanta coisa pra fazer que não daria tempo mesmo de notar.

Estou contando tudo isso porque sei que tem gente que passa a vida toda indo de atividade em atividade, de distração em distração, no modo "resolvedor de problemas" e que está completamente distante de si mesmo. E meu deus, é um sentimento TERRÍVEL. Passar a vida toda assim deve ser de um vazio enlouquecedor. Eu não estive em contato comigo por uns dois meses, e quase fiquei doida. Não me admira que tenha tanto doido por aí no mundo fazendo as coisas mais esquisitas. Eu senti na pele o que é estar desconectado de sua própria essência. É horrível. É o sentimento mais solitário do mundo.






De camisola, tendo escrito por horas a fio, eu senti um grande alívio. E apesar de finalmente ter escrito com todas as letras as coisas todas para as quais eu estava com tanto medo de olhar, eu não me sentia pior por ter encarado os monstros: eu me sentia infinitamente melhor. Eu estava de volta ao meu elemento. E me sentia em paz.

Naquela noite, eu caminhei em passos lentos no silêncio do apartamento escuro de volta ao quarto. Na cama, meu marido dormia um sono profundo em sua paz habitual. Devagar para não acordá-lo, entrei na cama, abracei-o pelas costas, e caí num sono profundo. E nunca um travesseiro foi tão macio ou uma cama, tão confortável.
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