terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Um até logo!

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Resolvi dar um tempo nos posts. Não sei se vou voltar a escrever aqui. Com certeza estarei escrevendo em algum lugar. Provavelmente em algum muro ou nas costas de uma cadeira na sala de aula... Nah. Vocês sabem que não sou disso. Gosto mesmo é do bom e velho caderninho. Escrito à mão. De preferência em folhas sem pauta, que linhas ficam querendo limitar a gente. Seja como for, estarei escrevendo. Aifnal, escrever pra mim é como respirar. Ou eu faço ou fico sufocada. Não escreverei aqui porque acontece que as coisas que ando escrevendo ultimamente são totalmente impublicáveis. Não que sejam picantes, ha ha, povinho de mente poluída. Mas eu digo que não é publicável porque não consigo imaginar que seja do interesse de alguém além de mim. Sendo assim, faço o grande favor à humanidade de deixar tais textos onde pertencem: pertinho de sua dona, e fim.
Agora, vendo o blog chegar ao fim (ou a uma pausa?), sinto-me tentada a iniciar aquele tipo de conversa que geralmente se tem em aeroportos, rodoviárias, estações de trem e afins. Aquele papo que obrigatoriamente tem que passar pelos 5 estágios:
1. Conclusões sobre o tempo que se passou junto. (Foi ótimo... Adorei...)
2. Agradecimentos. (Obrigada por tudo!! Pela atenção, visitas, comentários...)
3. Pedidos de perdão. (Desculpem qualquer post... Erros de português... Coisas que possam ter soado como alfinetadas – não eram. Sempre escrevi para público nenhum, ou melhor, sem ninguém em mente... Até porque, se fosse pensar que fulano talvez vai ler isso, e que sicrano pode acabar vendo, no fim das contas eu não teria escrito nada.)
4. Amenizadores da saudade que já se sente. (Me escrevam! Me liguem! Logo nos falaremos... Quando eu voltar a fazer blog, aviso...)
5. E claro, os inevitáveis conselhos.  
Mas não gosto de dar conselho porque o engraçado dos conselhos é que a maioria deles acabam não se encaixando para ninguém além de quem os deu. Sim, é claro. Tudo o que eu disser, por mais imparcial que tente ser, estará baseado na minha própria experiência, que com certeza não é a sua. Ou seja, o que eu deveria me limitar a fazer seria contar o que se passou comigo, de bom e de ruim, e disso você aproveita o que quiser e como achar que se encaixa na sua vida. Não é mesmo? Mas quer saber? Vou dar uns conselhos sim. Afinal, o blog é meu, e eu faço o que eu quiser, lá lá lá lá. Mas falando sério, apesar de pensar isso sobre conselhos, mesmo assim me sinto (como sempre me senti) muito à vontade pra dizer o que bem entender por aqui – porque blog não é facebook. [Eu até ia fazer um post sobre isso. Como não saiu, vai aqui a ideia básica do que eu ia dizer: me sinto à vontade para dizer qualquer coisa, polêmica ou não, no blog, já que quem tomar conhecimento, leu porque veio até o blog. Ou, no melhor estilo Jânio, fê-lo porque qui-lo. No facebook, é totalmente diferente. O que uma pessoa posta, aparecerá na linha do tempo de todo mundo, a não ser que a pessoa vá e “desassine” o sujeito. Mas o padrão é que apareça. Ou seja, dizer no facebook é quase como gritar para que todo mundo ouça. Equivale a a dar o tal conselho que não foi pedido. Já dizer no blog é deixar disponível, e quem vier até aqui, se quiser – e tiver paciência, lerá. É bem menos invasivo. E um pouquinho mais trabalhoso. Mas às vezes também é aí que mora a graça.] Ainda está comigo? Que bom. Pra você, é claro. Eu já sei tudo o que está escrito aqui. Ha ha.
 Então vamos lá, meninos e meninas. Conselhos finais ou "pausais". Não são todos os conselhos que eu daria numa despedida. Somente os que me vem à cabeça agora:
 - Reflita sempre, mas com moderação. Acho que uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. (Sem contar que sem revisão sempre acabam passando alguns erros desnecessários.) Por isso é bom dar uma paradinha, pensar no que se tem feito, pra onde se está indo, na morte da bezerra, esse tipo de coisa. Mas pronto. Que pare por aí. Sim, porque ao mesmo tempo, uma vida refletida demais, pensada o tempo todo e explicada em demasia, pelamordedeus. Ficar problematizando tudo? Que sono. Culpar os outros? Mais sono ainda. Ficar concentrando nos defeitos dos outros em vez de nos seus próprios? Hora de amadurecer. Querer negar a “sociedade”, os "outros" e o “mundo”? Zzzzzzz. Tem um pouco de tudo no mundo, gente ótima  e gente péssima e ficar negando a todo custo uma coisa é geralmente denunciar o quanto daquilo há em você. Se não gosta de uma coisa, deixá-la quieta já é suficiente. E vamos pelo caminho do meio que tudo fica bem.
- Leia muito. Muitíssimo. Um pouco de tudo. É tão bom. Tão interessante. A gente cresce tanto. Ou então, pelo menos vai poder  dispensar o remedinho pra dar sono.
- Ame! Abra o coração e ame. Com toda a profundidade! É algo maravilhoso e uma delícia. E daí se você não for correspondido? Quem está falando em relacionamentos? Estou falando em amor. E o amor está dentro da gente, e é uma delícia de se sentir, não importa a situação.
- Para os comprometidos: amem a pessoa, e não o relacionamento, ou pior: a ideia que você faz do que deveria ser um relacionamento. Deus do céu. Amar o homem ou mulher com quem se está faz você ir construindo um relacionamento junto com a pessoa, em vez de ficar tentando encaixá-la nos seus moldes – provavelmente, sem sucesso. Fora que é uma grande aventura. Espero que o gosto de vocês sejam pessoas responsáveis, maduras, bem intencionadas...  Rs.
- Morar fora: maravilhoso, uma vez na vida. Interessante, duas vezes na vida. Na terceira ou quarta, já há de se estar muito disposto a deixar pra trás tudo o que é familiar, confortável e conhecido. Passada a novidade, o que fica é uma cultura estrangeira com seus problemas e soluções próprias. Pode ser maravilhoso ou um inferno, depende de como você resolver encarar. E claro, de com quem você estiver e do clima do país para onde se muda. Na dúvida, prefira frio. Sempre, frio. Ha ha.
- Tenha um cachorro. É uma das maiores felicidades que já experimentei. E olha que eu já experimentei várias!
- Rir ainda é o melhor remédio. E parar de amargar. Desconfio que uma de nossas obrigações como seres humanos, em troca de tanta coisa maravilhosa que o Criador nos deu, é a de ser feliz. Portanto, trate de começar a gostar da vida como ela é. Isso não significa viver como esse povo que parece que tomou prozac ou leu Poliana demais. Isso significa gostar da vida mesmo quando ela não está ideal (raramente está). Como disse maravilhosamente Marisa Monte, “faça sua dor dançar”.
Interpretem a escassez de posts como um ótimo sinal – estou feliz, e às vezes a felicidade que se sente não se traduz em palavras. Pelo menos não em palavras próprias para um blog.  Até qualquer hora!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quando você menos espera, acontece. Pode ser num dia quente - pra mim, geralmente é em dias frios ou pelo menos, nublados. Pode ser numa viagem, numa terra distante ou na cidade que você morou desde que nasceu. Pode ser num fim de semana ou em plena quarta-feira, hora do almoço. Você está passeando ou indo de um lugar ao outro e de repente se depara com aquele lugar que tem aquele não-sei-o-quê. Dá uma sensação de paz, uma sensação de vida, uma sensação de propósito, uma sensação de presença. Você não estava esperando, não tinha saído de casa com esse propósito, tinha ido lá fazer outra coisa, mas de repente você olha e pronto. O lugar te pegou. O ambiente te envolveu. O momento te capturou.  Ou talvez tenha sido você, que se fez presente e assim finalmente capturou o momento. Paz.

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Desses episódios, já tive vários. Mas uma vez que me lembro de ter me sentido assim, bem forte, foi em 2007, dentro da Perpétuo Socorro, em Brasília. Tinha passado lá com a minha mãe pra fazer não lembro o quê. Sol a pino, quase hora do almoço, num dia de semana. Acabamos encontrando a mãe de uma amiga queridíssima que estava lá, na secretaria. Enquanto as mães se cumprimentavam, dei um passinho pra trás e uma olhada despretenciosa na igreja vazia e silenciosa, com aquele vidro enorme que dá pra uma vista toda verde - e então senti. Essa coisa ali de cima. Um negócio incrivelmente bom. Uma coisa que só sentindo mesmo. Uma paz cheia de energia. Um silêncio cheio de vida. E algo dentro de mim disse: "vai ser aqui". O quê, eu não sabia. Mas seria mesmo ali.

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 Hoje: 3 anos de casados!

 Dia maravilhoso, aquele. E dias ainda melhores, os que o seguiram...



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O verdadeiro relógio

E na verdade, a única hora que o relógio está marcando é mesmo esta...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rapidinhas

 Outro dia o assunto do programa Bem Estar era sorvete. O quê? Não conseguiram pensar em mais nenhuma doença pra discutir? Suspeitei de que estavam sem assunto. Tive certeza quando escutei o seguinte diálogo entre a simpática apresentadora Mariana e o convidado do dia, um connoisseur de sorvetes (E eu nem sabia que isso existia! Pra mim, eu era uma connoisseur de sorvetes! ha ha):

Mariana: - Fulano de tal, qual é o melhor lugar para se guardar o sorvete em casa?
fulano de tal: - Mariana, o melhor lugar para se guardar o sorvete é no freezer.
Mariana: - E qual o melhor momento para pegar o sorvete na hora das compras?
fulano de tal: Mariana, o melhor momento para se pegar o sorvete é no final da compra. 

Faltou uns tambores rufando antes dessas revelações.

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 Alguma vez você já escolheu no GPS a opção "caminho mais curto" e ele te sugeriu a opção mais complicada e cheia de voltas possível? Às vezes acho que os fabricantes de GPS tem acordos secretos com os donos de postos de gasolina.

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 É comum as pessoas dizerem que agora que tiveram filhos elas quase não tem mais tempo nenhum pras coisas delas. E cuidar do filho que elas mesmas tiveram, eu me pergunto, elas acham que faz parte das "coisas" de quem, exatamente?

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 Na farmácia perto aqui de casa os remédios para dores musculares ficam nas prateleiras de baixo, bem no cantinho. Ou seja, não basta o sujeito já estar cheio de dores, ainda vai ter que se agaixar e fazer a maior ginástica pra conseguir pegar o remédio. Parece uma brincadeira de mau gosto.

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Tem umas celebridades que, no intuito de não precisarem se preocupar com nada, contratam mil pessoas para administrarem as diversas áreas da vida delas. Só que aí elas passam a vida administrando as pessoas que administram a vida delas. Por que não simplificar e contratar logo uma pessoa só que tope assumir suas identidades e que vá, de uma vez por todas, viver a vida delas por elas? Não seria muito mais prático?

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 E pra terminar: a única coisa mais chata do que uma pessoa que acredita em tudo o que lê e ouve é uma que não acredita em nada.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Thanksgiving

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Por eu estar viva. Por eu ser cheia de vida. Pela vida ser o que é. Pelo meu marido, que além de ser o homem por quem me apaixonei perdidamente, loucamente, head over hills, acontece de ser também um cara muito do bem, realmente fantástico. Pela Becky, a companhia mais fofa que alguém poderia ter em suas tardes. Por eu ter nascido com um pai tão forte, honesto, íntegro, e firme, que desde sempre me mostrou o que é caráter. Por eu ter nascido de uma mãe tão alegre, animada, otimista e generosa, que com seu coração enorme me inspira a ser mais como ela a cada dia. Pela Lorena, pelo Tardelli, por todos os outros amigos e amigas, e tias tornadas madrinhas, e amigas que são como irmãs, e irmã que se tornou uma grande amiga, e sobrinhas que são muito fofas, pessoas a quem também AMO. Por todos os relacionamentos no qual conversas profundas se alternam com gargalhadas histéricas há tantos e tantos anos - esse é o tipo de coisa que simplesmente não tem preço. Pelos Bregaldas e pelos Lemos, que família é coisa preciosa. Pela Mel e pelo Flávio, pelo Alexandre e Nathália, e por todos os outros Marques e Póvoas que por conta do marido tenho a sorte de ter na minha vida, e que sempre me levam a um lugar de alegrias descomplicadas que é tão, tão bom.  Por eu ter tanta gente maravilhosa na minha vida. Pelas minhas mil e duzentas histórias de vida. Pelo Colégio Militar. Pela banda do Colégio Militar. Pela UnB, pela Universiade de Estocolmo, pela Thomas, pelo Goethe, pela Aliança. Por eu ter tido meu sonhado quarto sozinha. Por cada dia aproveitado naquele universo que era tão eu, e era tão meu. Pelos dias frios, pelos dias chuvosos, pelos dias nublados. Por eu estar num país onde se tem mesmo as quatro estações, e pelas estações mais frias durarem mais aqui onde estou. Pelas novas amizades feitas aqui nos states. Pelos passeios, viagens, compras, filmes, concertos, países, museus, livros, peças, revistas, musicais, recitais, encontros, círculos e todas as outras coisas maravilhosas que já experimentei na vida. Porque este é um mundo no qual há sundaes de chocolate e manhãs de domingo. Pelo cheiro de grama molhada, pela paz de uma tarde calada, pelas bênçãos que a vida me traz. Por tudo que já vivi até hoje e por tudo que ainda virá. E principalmente, não só por eu ter tantas coisas incríveis na minha vida, mas por eu ter a graça de percebê-las, reconhecê-las e honrá-las, e assim ter multiplicada a felicidade que cada uma delas me traz. Obrigada. Obrigada, Deus.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O benefício da neutralidade

 Se tem uma coisa que eu nunca entendi é o tal do conceder a alguém o benefício da dúvida. E quando digo que eu nunca entendi, é nunca mesmo.
 Antigamente, não entendia o que a expressão em si queria dizer, ha ha. Mas assim que entendi o significado, passei a me perguntar por que alguém faria isso. Podem me chamar de sem coração, mas pra mim essa história de "vou te conceder o benefício da dúvida" não faz o menor sentido.
 Da mesma forma que não faria sentido pra mim se, uma vez na dúvida, que eu partisse do princípio que devesse imaginar sempre o pior. Seria estranho, certo? Pois bem. Então é estranho também achar que devemos imaginar sempre o melhor. Prefiro tentar não imaginar nada e ficar neutra, colhendo informações. E aí, formar um quadro baseada em fatos - e não na ideia de que, na dúvida, fulano deve ser bonzinho.

sábado, 17 de novembro de 2012

Nomes curiosos

 Encontrados nas prateleiras americanas:

Apesar do nome sugestivo, é creme para dor muscular.

Esse é um contraceptivo feminino...!! ha ha

Só não dá pra ler o nome desse chocolate em voz alta...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ping-pong

No salão de beleza estávamos conversando sobre estar acima do peso e eu me dei conta de uma coisa: eu nunca estive acima do meu peso! Verdade! Aliás, nem eu e nem você! Seja lá o que a balança estiver marcando, te garanto que você não está nem um grama acima daquilo. Claro, porque é impossível você estar acima do seu peso.

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Uma amiga minha me disse que eu estava imaginando coisas. Quase caí do meu unicórnio.

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Dizem que no ambiente de trabalho, interrupções diminuem a produtividade. Depende, né. A produtividade daquele que interrompeu, pode ser que aumente.

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E mais uma vez as chuvas começam a fazer vítimas no Brasil. "Choveu não sei-quantos-milímetros-a-mais que o esperado para esta época." Todo ano, a mesma coisa. Pergunta simples: por que eles continuam esperando que vai chover pouco??

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sábado, 10 de novembro de 2012

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 Acordar cedo, quando o mundo ainda está dormindo. Abrir a janela e ver o sol, que já começou a nascer. Respirar o ar tranquilo de uma cidade que ainda não acordou. Ver as ruas ainda vazias, as lojas ainda fechadas, o silêncio ainda audível. Até a natureza parece estar acordando ainda. É sempre um pouco mais frio no início da manhã. É sempre um pouco mais calmo no início da manhã. É sempre um pouco mais mágico no início da manhã.  Dá vontade de colocar uma música. Dá vontade de fazer panquecas. Dá vontade de botar em prática tudo o que você vinha planejando. Dá vontade de conquistar o mundo. Dá vontade de acordar o marido. No apartamento silencioso, você pega o jornal do lado de fora da porta e dá uma olhada nas notícias de ontem. E aí dá aquela impressão que as coisas todas aconteceram ontem, mas hoje, tirando você ter acordado, nada aconteceu ainda -  mas tudo é possível. Então você começa pelas panquecas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Looking at the bright side

Ontem, uns 6 graus lá fora, estava eu conversando com uma amiga daqui que não gosta de frio. Eu, que adoro, comecei a tentar mostrar a ela o lado bom das temperaturas baixas: banhos de banheira, roupas elegantes, sessões de dvds com o marido embaixo do cobertor, fondue, a beleza da neve etc etc. No que eu ia falando, ela ia dizendo "é, isso é bom." ou "é, até que disso eu gosto". De vez em quando ela me rebatia com um "Ah, mas e tal coisa? Não é ruim?" E realmente, eu tinha que concordar. Nem tudo são flores no inverno. (Até porque, se fosse, teriamos que chamar de primavera -  daaaa.) Enfim, acabamos desviando do assunto antes que eu pudesse ouvir dela, partidária do calor, a lista de coisas que a faz amar o verão, já que tenho certeza que ela teria uma similar à minha com relação ao frio, e eu estava curiosa e interessada em escutar o que ela diria. E é claro, eu estaria pronta para rebater com as mil coisas que eu odeio sobre o tempo quente. Mil e duas, talvez.

 O que me faz pensar: tudo na vida tem um lado bom e um ruim. Talvez não exista nada, nada mesmo, que não tenha contido em si esses dois lados. Mesmo aquelas coisas que a gente mais ama, tem um lado que não gostamos. E mesmo as coisas mais odiosas, guardam também um lado bom. O que nos faz então falar de certas coisas com entusiasmo e de outras com repulsa? O gosto, óbviamente. Mas o que nos faria gostar exatamente de uma coisa e não de outra? O foco que a gente dá.

 Eu no inverno, por exemplo. Sinto a maior alegria de poder ver/fazer/vestir todas as coisas que citei ali em cima. E quanto às outras (Mas e sair do banho, que sacrifício?? E quando a neve vai derretendo, que começa a ficar feio? Acordar cedo?), simplesmente não dou bola. Elas não deixam de existir pra mim. Mas como não dou muita bola, passam praticamente despercebidas. Claro que estou sentindo frio ao desligar o chuveiro pra sair do banho. Mas minha cabeça já está no pijama de flanela que já vou vestir ou na sopa maravilhosa que já vou tomar.

 Ou seja: a gente poderia celebrar absolutamente tudo na vida, se focássemos no positivo - que assim como o negativo, está lá também presente, em tudo nesse mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sobre a preguiça de viver

 Tem gente que tem uma mania tão grande de querer resumir e/ou simplificar tanto tudo, que mais parece que tem preguiça de viver. Simplificar algumas coisas, sim, mas ao extremo...

 Embrulhar o presente pra que, se a pessoa vai rasgar o papel pra abrir? Pintar o cabelo? Ih, mas vai ter que ficar retocando a raiz. Ter bicho de estimação? Mesmo gostando muito deles, vai dar muito trabalho, melhor não. E filhos, então? Nossa. É trabalho pro resto da vida. Melhor ainda: pra que casar, se relacionamentos dão trabalho? E arrumar um casamento então? Ficar escolhendo flores, vestido, bombons... Aliás, pra que se apaixonar, se vai dar um trabalhão tentar conquistar aquela pessoa.... Pra que tentar se vestir bem, se a moda muda a cada estação... Pra que sair pra ver as vitrines, se você não vai comprar tudo mesmo... Pra que organizar, se vai bagunçar tudo de novo? Pra que limpar, se intevitavelmente vai sujar? Pra que mudar de casa, se essa aqui já tem teto e chão? Tá ótima. Mexe com isso não.  E aliás, pra que mexer com essa coisa de reunir os amigos, se dá um trabalho ligar pra todo mundo... Fazer um jantarzinho em casa então? Ih, tô fora. Planejar, fazer as compras, cozinhar... Que trabalheira. E trabalhar, então? Putz, isso sim é que dá trabalho... Ter que se arrumar todo dia... Ir ao local de trabalho... Fazer aquele monte de coisa... Depois voltar... E no outro dia, tudo de novo... Nossa. Melhor ficar em casa. Mas não vamos usar o tempo livre não com atividade alguma não, que dá muito trabalho. Fazer uma faculdade, tá maluco? Vou ter que dar conta de quantas matérias até ficar livre? Esquece. Aprender a tocar um instrumento, o quê? Sendo que eu vou ter que aprender a ler partitura antes? Nem pensar. Planejar uma viagem? Pra quê? Pra ter que fazer mala, pensar em tudo, ver hotel, voo, traçar um roteiro? Ih, já cansei. Aprender uma língua nova? Está doido? Com aquele monte de palavras pra aprender? Quantas palavras mais ou menos tem no vocabulário de uma língua? Ih, deixa pra lá. Ler um livro, ficou louco? Com aquele monte de páginas? Deus que me livre. Fazer um bolo? Aff. Melhor comprar pronto. Sair pra comprar? Nossa, mas aí ter que pegar o carro, enfrentar o trânsito... Esquece o bolo. Vamos ver televisão. Ah, mas vou tentar não acompanhar essa nova novela não, porque aí depois dá um trabalho ter que ficar assistindo esse troço que não acaba nunca... E ver um filme... Mas aí vou ter que escolher qual... Nossa, que trabalhão. Melhor então olhar pra cima então, né? Não, pra cima não, que mexer a cabeça dá muito trabalho.

Tem gente que fica tentando tanto evitar "ter trabalho", que eu não sei o que pensa que a vida é.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

E para aqueles que, além dos posts, gostam também de ficar vendo as outras guias do blog, tenho o prazer de anunciar que todas elas estão com novidades! Tem foto nova no Álbum, tem história nova no Cenas da minha vida, tem poesia nova no Simone em versos... Enfim, coloquei coisinhas novas em todas as páginas! E com duas grandes novidades: a guia nova chamada Nossa Nova York, onde estou postando coisinhas que estamos descobrindo por aqui que podem ser úteis/legais/boas de saber e geralmente não estão nos guias de viagem, e o Caderno de Perguntas, que agora é um caderno de perguntas de verdade, nos moldes daqueles da nossa adolescência, que passávamos no colégio para os amigos responderem, com 20 perguntinhas para serem respondidas por todos aqueles que quiserem. Responda apenas uma ou duas ou responda todas elas, enfim, a ideia é fazer uma brincadeira divertida!

 Por conta de estar trabalhando em todas essas mudanças, eu andei postando pouco nos últimos dias. Mas agora terminei. Amanhã o blog volta ao seu "ritmo" mais usual. = )

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

 A felicidade é uma escolha que se faz, não com a cabeça, mas com o coração.




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

 E se você acha que cachorros não sabem contar, experimente colocar três biscoitos no seu bolso e dar a ele somente dois.

 = )

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

 Um ano e 4 meses de Estados Unidos e mais uma vez, enfrentando um furacão. Isso não seria estranho caso estivéssemos morando nas áreas daqui onde esse fenômeno é relativamente comum. Mas não estamos. Antes do Sandy desse ano, e do Irene do ano passado, não passavam furacões pelo meio e norte da costa leste desde 1935. Isso é que é tirar a sorte grande... ao inverso.

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 E se o Sandy for poderoso demais, pode ser que falte água e luz. A falta de luz seria por conta do vento, que pode derrubar os postes. Já a falta de água seria caso chovesse demais e inundasse as áreas de distribuição. Ou seja, a falta de água é causada pelo excesso... de água! Isn´t it ironic?

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Essa vai ser a Becky, qnd crescer! Rs

Então, até as condições climáticas melhorarem, estamos aqui em casa aconchegados e aquecidos, nós três - marido, eu, e nossa cachorrinha Becky. Ah, sim. Eu finalmente ganhei uma cachorrinha! Quis ter cachorro minha vida inteira, então só precisei esperar 29 anos e 9 meses. Mas quem espera, sempre alcança. E a Becky é tão fofa, que valeu a pena a espera!

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Desde que trouxemos a Becky pra casa, estou nas nuvens de tão feliz. Ela é a coisinha mais fofa do mundo! Até fazendo travessuras é engraçada. Várias pessoas se manifestaram dizendo um "que legal" sobre o fato de a termos comprado, o que eu acho uma reação natural. Afinal, quando a gente vê uma pessoa bem feliz por conta de alguma coisa, ficamos felizes por ela. Já umas outras poucas, vieram desfiar o rosário dos infelizes, dizendo que isso foi uma loucura já que cachorro dá muito trabalho, e gasto, e que isso, e que aquilo, e blablabla. É o tipo de comentário que eu não entendo. Afinal, se a pessoa não gosta de cachorro, então não tenha ela um. Eu gosto, então eu tenho. É simples assim. Ou que eu me lembre eu nunca entrei na casa de uma pessoa e fiquei reclamando do tanto de cristais nas cristaleiras, porque aquilo deve dar muito trabalho pra limpar. Ou fiquei incomodada com uma loira que pinta o cabelo de ruivo, porque deve ser muito gasto ficar retocando a raiz. Eu ein. Cada um no seu quadrado.

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 Mas, esse é o tipo de coisa que me entra por um ouvido e sai pelo outro. Afinal, como já dizem, a vida é curta demais para se ficar de picuinhas. E está aí mais um pensamento estranho. "A vida é curta demais pra se guardar rancor." ou "A vida é muito curta pra não se fazer as pazes." etc, etc. Ué, quer dizer que se a vida fosse bem comprida, aí tudo bem? A pessoa diria, "Isso, vamos guardar bastante racor! Afinal, a vida é bem longa! Vamos poder carregar esses sentimentos ruins por muito e muito tempo!" Aí é que não faria o menor sentido mesmo.

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Aqui falou Simone Póvoa, diretamente do olho do furacão. (Bom, em algumas horas.)

Mais um pouco do Manual...

 Eu gosto tanto daquele livro de que falei outro dia, o Pequeno Maual de Instruções para a Vida, de H. Jackson Brown Jr., que resolvi copiar mais algumas frases do livro e postar aqui:

48. Não perca tempo aprendendo os truques do negócio. Em vez disso, aprenda o negócio.

95. Tenha sempre algo belo ao alcance dos olhos, nem que seja apenas uma margarida num copo de geléia.

159. Almeje a excelência, não a perfeição.
209. Não permita que o telefone interrompa momentos importantes. Ele existe para a sua convenência, não para a de quem está ligando.

243. Nunca corte o que pode ser desatado.

326. Busque oportunidades, não segurança. Um barco pode estar seguro no porto, mas com o tempo ele vai apodrecendo.

341. Tenha um bom dicionário.

395. Se escolher ser esquisito, seja com confiança.

429. Cada pessoa que você encontra sabe algo que você não sabe. Aprenda com elas.

496. Sua cabeça só pode ter um pensamento por vez. Faça com que ele seja positivo e construtivo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Faça da felicidade um hábito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como fazer um filet mignon macio e delicioso

 Sabe quando a gente vai a um bom restaurante, pede um prato com carne, e vem aquele filet alto, delicioso, macio, sem estar cru nem passado demais, temperadinho, enfim, perfeito? Pois bem! Eu aprendi como fazer! Com o marido carnívoro que tenho, sempre experimentei muitos modos de fazer carne. Este aqui foi um campeão absoluto. Foi o que jantamos ontem, com batatas cozidas & fritas na mesma frigideira em que se passa os filets pra dar aquele gostinho, e salada verde ao lado. Ah, e um molho de mostarda para passar os pedaços da carne, que também é facílimo. Bom apetite!
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Filet alto

Tire a carne da geladeira uns 10min antes de começar, para que ela fique em temperatura ambiente. Seque a carne com papel-toalha. Passe na carne um pouco de pimenta vermelha e pimenta do reino. Adicione um pouco de alho em pó ou espremido. Espalhe em cada um dos lados de cada um dos bifes uma colher de sopa de óleo, apertando de leve na carne, para que o tempero entre. Deixe o tempero penetrar por uns 15min.

Nisso, ligue o forno e pré-aqueça a... Aqui a receita diz 350 Fahrenheit? O que deve ser uns 180 Celsius? Convertam aí! Risos.

Passe um pouquinho de óleo numa frigideira de fundo grosso e a esquente bastante! Quando estiver bem quente, coloque os filets e deixe 3min de cada lado. (Se não forem tããão grossos, uns 2min de cada lado.) Tenha o cuidado de virar a carne sem espetá-la, para que ela não seque por dentro.

Transfira a carne agora para o forno aquecido e deixe de 8 a 10min, dependendo se quiser no ponto ou um pouco mais bem passada...

Tire a carne do forno e salpique com um pouquinho de sal. Cubra com um papel alumínio e espere 10min antes de servir.

Nesses 10min, faça o seguinte molho - facílimo - para colocar ao lado:


Molho de mostarda

Numa panela coloque 1 colher (sopa) de manteiga e deixe derreter. Adicione 1/2 copo de vinho branco e deixe evaporar por 5min em fogo médio. Adicione agora 1 lata de creme de leite e 1 colher (sopa) cheia de mostarda (eu gosto da Dijon). Acerte o sal. Voilá!

Seu desejo é uma ordem

 E para quem acredita em visualizaçãoes, diários de gratidão ou quadros de criação de vida... Para quem assistiu e gostou de Quem somos nós ou O Segredo... Para quem adora um metodozinho alternativo, ou quer saber que está agindo em prol de seus sonhos (mesmo os aparentemente impossíveis) ou mesmo está em busca de mais esperança na vida, uma boa pedida é esse último livrinho que terminei, chamado Peça e será atendido (Sextante: 2004, 222pgs). Os autores são Esther e Jerry Hicks, mas eles garantem que apenas escreveram o que o espírito de luz Abraham os ditou. O livro é todo diferente, a começar pela primeira frase do primeiro capítulo após o prefácio e introdução, que lê:  "Nós nos chamamos Abraham e estamos falando com você a partir de uma dimensão Não-Física. Você também é proveniente da dimensão Não-Física, e por isso não somos tão diferentes um do outro." Intrigante, não? O que achei diferente nesse livro dentre outros do mesmo gênero foi o número de práticas e exercícios que são ensinados para que o leitor coloque em prática a famosa lei da atração. E são daquele tipo que não machucam ninguém, fácies de fazer e que pelo sim ou pelo não, por que não experimentar?
 Eu não sei direito sobre essa coisa toda de lei da atração, mas tenho uns casos no mínimo intrigantes de coisas que aconteceram comigo justo depois de eu ter feito, sem querer, as exatas coisas que os "manuais" ensinam. Então, pra quem anda com espírito aventureiro, vale uma tentativa... E claro, nunca esquecendo a máxima: cuidado com o que você deseja...!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tô amando!

Na primeira vez que vi a propaganda desse produto fiquei intrigada: primer para cabelos. Meu primeiro pensamento foi: quem precisa disso?! Afinal, nem fazia tanto tempo assim que eu havia descoberto as maravilhas do primer para o rosto... Mas a promessa do anúncio era boa demais e me convenceu a experimentar. Pois desde a primeira vez, amei! Realmente, o produto é leve e por isso pode ser usado com outros produtos que você já normalmente usa antes de secar o cabelo, seja protetores térmicos, seja um anti frizz... E sim, a escova (ou o cacheado) dura por vááários dias, mesmo tendo a pessoa malhado, suado e dançado na chuva! Recomendo demais!!

Já esses dois aqui foram eleitos como o shampoo e condicionador preferido das leitoras da Glamour, por serem super cheirosos e darem bastante brilho ao cabelo. Como aqui eles são baratinhos, fui correndo experimentar. O resultado foi que entrei para o time das que amam essa duplinha. E sim, além do cheirinho delicioso e do brilho, o cabelo ainda fica pesado mas soltinho - adorei!! 
O que os esmaltes da OPI tem de diferente dos outros? Era a pergunta que eu me fazia toda vez que entrava num salão desde que cheguei aqui, e reparava na fileira interminável de cores e mais cores de esmaltes quase sempre dessa marca. Um dia, lembrei de comprar um vidrinho para experimentar e gostei muito! Não sei dizer se dura assim tão mais que as outras marcas, mas que dura, dura. Na minha mão, uns 3 dias sem bicar, isso porque sou eu quem lava toda a louça da casa sem luvas. As cores também são lindas. A impressão que dá é que não existe, dessa marca, aquela cor "feia" ou pelo menos totalmente fora de moda. Por isso, usei, aprovei, e recomendo!  
E por fim, vos apresento esse que virou meu queridinho de antes de dormir. Para quem tem tendência a ter pele seca como eu, esse modo de ventilação sempre aritifical usado aqui nos states pode castigar bastante. Se não é o ar condicionado roubando a camada natural de umidade da pele, então é o aquecedor. Por isso, eu vinha reparando que meus pés andavam cada vez mais secos. Mas foi só começar a passar um pouquinho desse creme todo dia antes de dormir que eles voltaram a ficar super macios. Aliás, voltaram a ser não. Afinal, a moça aqui é de Brasília, terra onde metade do ano luta-se contra a secura. Eu diria então, com mais precisão, que meus pés passaram a ficar macios como nunca. Por conta disso, recomendo, claro!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Às vezes ele me abraça quando já estou naquele estágio entre acordada e dormindo e o que eu sinto é uma onda de amor tão, mas tão grande, que é quase físico - ou talvez seja físico. É como se fosse uma vibração, um aconchego, um conforto, uma entrega, um derretimento e uma paz, tudo junto. É como se eu estivesse sendo envolvida por uma camada de uma coisa tão, mas tão boa que eu só posso chamar de uma parte de Deus. É difícil explicar. Talvez seja impossível. Mas se alguém já sentiu isso.... vai entender. 

Tem uma fala do personagem de Anthony Hopkins em Encontro Marcado logo no começo do filme que eu adoro, na qual ele diz para a filha dele algo como: "Eu quero que você ame. Que cante extasiada, que dance com a alma. Amor é paixão, obsessão. É encontrar alguém sem o qual você não possa viver. Então eu digo, se apaixone. Encontre alguém que você ame loucamente e que vá te amar do mesmo jeito. Como você encontra? Esqueça a cabeça e ouça o coração. Porque a verdade é que não há sentido em viver a vida sem isso. Fazer a jornada sem se apaixonar profundamente, ah, é como se você não tivesse nem vivido. Mas você tem que tentar. Porque se não tiver tentado, não terá vivido. Fique aberta. Quem sabe? O céu pode se abrir." 

 Ah, como concordo. O amor faz tudo valer a pena.

 Uma ótima sexta-feira!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tabacaria - Fernando Pessoa

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

 

Paradise

 Nos aparelhos da academia tem televisõezinhas onde você pode escolher o que assistir. Na seleção de clipes deles tem essa música. Eu não canso de ouvir. Fico lá viajando... Muito bom! E sim, sinto que tenho algo em comum com o elefantinho do clipe, ha ha.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um pouco de Clarice

 Agora que já passou a raiva o estranhamento do famosíssimo A paixão segundo G.H, deixo aqui algumas frases que amei e sublinhei no meu livro. As escolhi por serem exatas, por serem certeiras, por serem verdadeiras, por serem inusitadas, por serem banais, e de tão banais chegarem a ser filosóficas... Enfim, por serem muitíssimo Clarice. Sim, posso não ter gostado do livro, mas da autora, amo!

"Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra?"
"A covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la."

"Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? Como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra - como se antes eu tivesse sabido o que era! (...) No entanto, na infância as descobertas terão sido como num laboratório onde se acha o que se achar?"

"Eu vi. Sei que vi porque não dei ao que vi o meu sentido."

"Arrumar é achar a melhor forma."

"Pela primeira vez eu me espantava de sentir que havia fundado toda uma esperança em vir a ser aquilo que eu não era."

"Eu lutava porque não queria uma alegria desconhecida."

"A lei manda que só se fique com o que é disfarçadamente vivo. E a lei manda que, quem comer do imundo, que o coma sem saber. Pois quem comer do imundo sabendo que é imundo - também saberá que o imundo não é imundo. É isso?"

"De morrer sim, eu sabia, pois morrer era o futuro e é imaginável, e de imaginar eu sempre tivera tempo. Mas o instante, o instante este - a atualidade - isso não é imaginável, entre a atualidade e eu não há intervalo: é agora em mim."

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

 E lembre-se de que no momento em que você disser "eu desisto" outra pessoa estará olhando para a mesma situação e dizendo "Que grande oportunidade!"

 Portanto, seja você a pessoa que diz "que grande oportunidade".  A vida muda no instante em que a gente passa a enxergar as coisas assim.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sobre ser cabeça-dura

Recebi por e-mail. Mesmo que não seja verdade, é uma boa história:

"O diálogo abaixo é verídico, e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.
 Os americanos avistaram uma luz em rota de colisão com eles e começaram na maciota:
- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O americano ficou mordido:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o "SEU" curso.
Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o "SEU" curso atual.
O negócio começou a ficar feio.
O capitão americano com raiva berrou ao microfone:
*- FIQUE SABENDO: ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS , SUBMARINOS E NAVIOS DE APOIO. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO".
*E o canadense calmamente respondeu:
- Aqui é um FAROL, ESTAMOS NUM ROCHEDO, desvie...câmbio!.


*Para refletir:**
"Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos... Quantas vezes criticamos a ação dos outros? Quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós quando, na verdade, nós é que deveríamos mudar o  nosso rumo...? *

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Releia seu livro favorito"

 Esse é um dos vários conselhos que H. Jackson Brown Jr. dá em seu maravilhoso Pequeno manual de instruções para a vida. O livro, todo em forma de pequenos conselhos e observações, é simplesmente uma delícia. A primeira vez que o li, eu era ainda adolescente. De lá pra cá, devo tê-lo relido umas 2 ou 3 vezes, até dá-lo de presente a um namorado (hoje, marido) que o perdeu(?) em uma de suas mil mudanças. Tentei comprá-lo novamente uns anos atrás mas na época não encontrei. Isso até outro dia, passeando numa Barnes & Noble, quando novamente me deparo com esse livrinho tão especial. Minha surpresa agora, relendo mais uma vez, é ver quantos dos conselhos eu realmente incorporei na minha vida e vim praticando por todos esses anos. Incrivel como uma leitura positiva pode mudar tanto a vida da gente - e pra melhor. Esse eu nem preciso falar, né? Recomendo. Mil vezes recomendo.

 Alguns dos conselhos que a menina de 12 ou 13 anos gostou e resolveu seguir:

 6. Tenha um aperto de mão firme.

42. Nunca adie uma alegria.

75. Nunca desista do que você realmente quer fazer. Aquele que tem grandes sonhos é mais poderoso que o que tem todos os fatos.

82. Esqueça a grama do vizinho.

135. Quando uma pessoa estiver contando algo importante que aconteceu com ela, não tente superá-la com uma de suas histórias. Deixe que ela também receba atenção.

162. Evite pessoas negativas.

216. Seja um bom perdedor.

217. Seja um bom vencedor.

228. Mantenha um diário.

292. Lembre-se de que um casamento de sucesso depende de duas coisas: (1) encontrar a pessoa certa e (2) ser a pessoa certa.

299. Não espere que a vida seja justa.

335. Releia seu livro favorito.

354. Nunca perca uma oportunidade de dizer a alguém que você o ama.

493. Depois de ter trabalhado duro para conseguir o que queria, dê-se a chance de relaxar e aproveitar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Marisa disse tudo:

Seja Feliz - Marisa Monte
Os andarilhos! = )
"Seja feliz
com seu país
Seja feliz
sem raiz

Seja feliz
com seu irmão
Seja feliz
sem razão

Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida

Tão largo o céu
Tão largo o mar
Tão curta a vida

Curta a vida
Curta a vida...

Seja legal
com seu amor
Seja legal
sem pudor

Seja gentil
com sua figura
Seja gentil
sem frescura

Tão longa a estrada
Tão longa a sina
Tão curta a vida

Curta a vida..."

Guerra dos sexos

 Entrando no clima da nova novela das 7, falemos um pouco de homens x mulheres.


 Tem uma coisa que eu acho curiosa. Os homens sempre dizem que mulheres adoram falar pelos cotovelos e jogar conversa fora. E que eles sim, falam sobre coisas importantes. Exemplo bem caricato: numa festa, se os tais grupinhos masculinos e femininos se formam, os homens provavelmente estarão falando do campeonato de futebol, jogos de Playstation ou de política, enquanto que as mulheres estariam falando de maquiagem, dieta, trocando receitas ou dando a dica de onde o quilo do filé mignon está mais barato. (pintando a cena com cores beeem fortes...) Pois então, caros homens. Vocês dizem que o que vocês falam é de uma importância muito maior mas, sinceramente, o que vai afetar a sua vida mais diretamente no futuro mais imediato? Saber que o Palmeiras está numa ótima fase ou saber onde a carne está na promoção? Ou aprender uma receita ótima que pode ser feita no próximo dia, pro almoço? Exatamente. Vendo por esse ponto de vista, papo de homem é que é meio inútil.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

 A língua portuguesa é mesmo linda. Vejam bem:

 Preocupar-se é algo que você tende a fazer mais justamente quando está à toa, ou seja, sem ocupação. O que você faz antes de estar ocupado? Você tem pré-ocupações.

 Fantástico, não?

 Por isso vamos lá, meninos e meninas. Caso estejam com tempo livre demais, sigam o exemplo desta que vos fala e ocupai vosso tempo com coisas positivas e produtivas. E força na peruca!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

 Amo essa música!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Food for thought

.
 Saindo da academia hoje vi um policial de uniforme azul marinho, com um emblema escrito em letras grandes e amarelas: "polícía secreta". Pergunta que não quer calar: por que o uniforme da polícia secreta é bem mais chamativo que o da polícia comum?? Mistérios.

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Na aula de francês fica vindo alemão na minha cabeça. Quando tento falar alemão, vem inglês. Aí estou falando inglês e vem português. Meu cérebro me sabota.

(Na verdade, ele procura a próxima língua que sei um pouco mais do que aquela que estou tentando falar.)

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 Na minha turma de francês os colegas são americanos, mas tem duas moças latinas. Como para elas eu sou "não-americana", elas falam comigo em espanhol. Às vezes é para perguntar a resposta de um exercício. O pior é que eu entendo o espanhol, e aí respondo - ou em inglês, ou dizendo a tal palavra em questão em francês mesmo. De vez em quando sai em português. Se continuar desse jeito, vou poder dizer que falo quatro línguas - todas, muito mal.


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 Raramente fico sabendo das notícias lendo jornais. Acho um investimento de tempo muito grande, para amanhã já ter mudado tudo de novo.

 Já bem disse Caetano: quem lê tanta notícia? Aff.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O que não dizer para uma mulher na tpm!

5 coisas pra NÃO se dizer a uma mulher na tpm:


  1. Você não está sendo muito razoável.
  2. Você vai comer mesmo todo esse chocolate?
  3. Você deu uma engordadinha?
  4. Fique calma!
e a pior de todas:

5. Você está de tpm??

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

 E disse Joseph Campbell no dvd O Poder do Mito, em resposta à pergunta de Bill Moyers:

Bill Moyers: - O que acontece quando uma pessoa vai atrás da sua felicidade?
Joseph Campbell: - Ela a encontra.

 Amo essa resposta. Até porque, acho que é simples assim mesmo. E ele diz mais:

"Siga sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só existiam paredes."

É um bom espírito pra se começar a semana, não?

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Você ainda não conhece??

 Você já conhece o gangnam stlye? Não?? Cuidado! Você está ficando por fora. Corra o dedo no explorer, digite as letras e descubra rápido do que se trata - antes que seja tarde demais! Afinal, se você não ficar rapidamente por dentro desse novo modismo, pode ser que ele passe, veja só, sem que você não tenha nem tomado conhecimento! Ha ha.

O caso é que a vida anda frenética. Anda se levando muito pouco tempo para algo já virar antigo. O fenômeno não me agrada, e o prognóstico não é nada bom: minha impressão é que o tempo de duração do que quer que seja vai ficar cada vez menor.

O orkut, por exemplo, está ultrapassadíssimo. Mas foi uma febre que até durou um tempinho razoável, uns cinco anos. Isso até que o Facebook caísse nas graças do brasileiro. Eu já tinha Facebook quando o pessoal no Brasil começou a descobri-lo, porque esse era o "orkut europeu". Criei minha conta lá em 2003, acho. E de lá pra cá, o Facebook nem parece mais o mesmo. Sim, porque também a atitude das pessoas no portal também vai mudando, com uma rapidez incrível. 

Quando entrei no site, o status da pessoa era uma frase a ser completada. O site dizia: Simone está..., e a pessoa tinha que completar. Então via-se "Fulana está... viajando." "Sicrano está... de férias." "Beltrana está... de carro novo." Algo por aí. E basicamente essa era a informação que se atualizava ali, de tempos em tempos. Devo dizer que o Facebook, antes da invasão brasileira, era um território muito mais calmo e menos exibicionista. Um lugar assim, mais europeu. Mas aí vieram mudanças no site, e é claro, os brasileiros e suas modinhas. E desde então é um tal de se substituir a coisa da semana passada por outra nova. E se é nova, é claro, só pode ser muuuuuuuito mais legal. Será?

Recordem comigo. Houve o tempo de fazer check-in em todo lugar onde se ia - ultrapassado. Houve o tempo em que se relatava tudo o que se estava fazendo no dia, contando coisas bobas do cotidiano. (Esse coinscidiu com o início do Twitter, e acho que as pessoas ficaram confusas, tanto sobre como deveriam "se comportar" num site e no outro, quanto com a finalidade do próprio twitter.) (Algumas ainda estão.) Veio então a onda das frasezinhas de efeito, escritas no perfil -  rapidamente ultrapassada. Foi substituída pela onda das frazesinhas de efeito em forma de figuras, com letras bonitas e enfeitinhos - passou também. Veio a moda (irritante) de escrever como se estivesse falando com alguém quando na verdade estava falando de si mesmo. Era o tal do "bom dia para quem passou a noite acordada fazendo o bebê dormir." Argh. Por que não dizer "Passei a noite acordada fazendo o bebê dormir"? Ah, não. Mas isso aí seria voltar aos remotos tempos nos quais se relatavam os acontecimentos como no twitter e isso já ficou pra trás, é tão "maio de 2011", oras. A moda do # ainda perdura por conta das mesmas almas confusas ali de cima, que não fazem a diferença entre FB e Twitter. E a moda das montagens "O que é - como sua namorada vê - como seus pais enxergam - como realmente é"? Quem não viu zilhões dessas? Passou também. Houve o tempo dos joguinhos do Facebook, do aquário, das cidades, etc. Alguém ainda joga? Duvido. O tempo de se entregar uma rosa virtual, um abraço virtual. Alguém lembra disso? Também duvido. E por aí vai... O engraçado é que o comportamento das gerações, assim como no mundo real, no virtual muda também. O pessoal mais velho, que entrou há menos tempo no Facebook, por exemplo, parece que parou na moda das fotos & frases bonitas e ali ficou. Ruim? Que nada. Estão explorando aquilo ali, e se divertindo, ao meu ver, sem estar querendo saber qual é a próxima ondinha do momento.

A impressão que eu tenho é que hoje a pessoa mal descobre a coisa, e ela já está ultrapassada. E aí tem logo que passar para a próxima, para não correr o risco dela mesma ficar ultrapassada, porque isso sim seria a verdadeira tragédia.

 Será mesmo? Será que a tragédia não estaria justamente nessa tentativa insana de acompanhar o último tudo? Porque aí parece que passa-se o tempo com fome, querendo a próxima garfada, em vez de saboreando aquela que está na sua boca agora mesmo.

 Sei lá. De qualquer forma, para os que vivem suas vidas em busca da próxima novidade, procurem o clipe chamdo Gangnam Style, que é a nova musiquinha do momento, que trouxe a nova dancinha do momento. Não sei se está popular no Brasil, mas pelo mundo, com certeza. Estão lá os mais de 224 milhões(!) de acessos no youtube para não me deixar mentir. Ou vai ver que todo mundo já conhecia essa música e eu é que demorei a ficar sabendo. Afinal, e depois desse post eu nem precisaria dizer, ha ha, nunca fui muito fã dos modismos.

"Nada é tão perigoso como ser moderno demais. Fica-se com uma tendência a virar antiquado de repente." Oscar Wilde

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Blargh!

 Com atraso de apenas uns 5 anos, finalmente fiz uma coisa que devia ter feito na UnB: li o tal A paixão segundo G.H, de Clarice Lispector. 
Melhor ler revistinha!


 O que achei do livro? Isso: blargh. Aliás, bota umas exclamações no final: blargh!!!

 De-tes-tei esse livro. Muito.


 Não. Okay. Deixa eu ser justa. Do começo eu até gostei. Os primeiros capítulos são mesmo muito bons. Tem umas frases lá que capturam certos sentimentos quase que com perfeição. Até poderia pulicá-las aqui, depois que minha raiva do livro já tiver passado. Mas o caso é que esse começo gostoso dura pouco, e aí logo ela começa a, sinceramente, viajar na maionese. Parece coisa de drogado alucinado - embora eu não saiba qual é a experiência de um drogado alucinado. Mas se é possível imaginar o desconforto, deve ser alguma coisa que se compara a ler esse livro.

 E não estou nem aí para o que a critica disse a respeito. A verdade é que a mulher não fala coisa com coisa. E se de vez em quando fala, simplesmente não vale a tortura de se ficar lendo tanta coisa viajante para, de vez em raro, ler uma frasezinha que seja boa. Ah, e que o título não te engane: não é sobre paixão que ela passa a maior parte do tempo falando. É sobre uma barata.

 Fala sério!!!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012



 Já fui de admirar os que sabem muito. Hoje admiro mais os que ensinam muito. Afinal, conhecimento é como dinheiro: beneficia muito mais gente quando está circulando.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012



"A educação é algo admirável, mas é bom recordar que nada que valha a pena saber pode ser ensinado."
Oscar Wilde


 Indeed. E o que não pode ser ensinado, tem que ser vivido mesmo e pronto.

 Um ótimo fim de semana!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

 É. tem fichas que demoram a cair pra mim.

 A Lorena sempre brincou falando que eu tenho efeito retardado. E eu tenho mesmo, pra muita coisa.

 As melhores coisas que fiz na vida, lugares incríveis, pessoas fantásticas, nada disso eu percebi de primeira. Teve vez que levou até mais do que só um tempinho. (o Colégio Militar, por exemplo. Durante todo o meu primeiro ano lá eu escrevia no diário que queria que lá fechasse ou explodisse. Ha ha. Isso, com 11 anos, que fique dito.)

 Parece que demoro mesmo pra ver certas coisas que as pessoas percebem rápido.

 Mas o negócio é que quando eu enxergo... Quando eu finalmente vejo... eu vejo melhor que ninguém.

Talvez porque quando eu percebo essa coisa, a percepção não estará vindo mais de primeiras impressões mas de muito pensar, observar, conviver e lidar com o assunto? E aí  quando a ficcha cai, o quadro vem mais completo? Ou será que é porque eu....

 Nah. Não estou afim de problematizar não. Só estou afim de aproveitar.

 Porque eu finalmente vi. E que maravilha que é.

Por uma vida mais autêntica

 O bom de simplesmente ser a gente mesmo é que se tem que pensar muito menos. Essa quem disse fui eu. Mas adoro essas, de Oscar Wilde, sobre o mesmo tema:

"Seja você mesmo. Todas as outras personalidades já tem dono."

 "Ser natural é a mais difícil das poses."

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Do escrutínio alheio

 Naquele livro do Verissimo que eu estava lendo outro dia, tem uma crônica contando o que acontece quando um casal decide instalar um microfone escondido no elevador do prédio onde moram para ouvir o que os amigos dizem quando estão chegando ou saindo do apartamento deles. Por um momento pensei, que ideia fantástica! Depois, pensando melhor, que ideia terrível. Afinal, provavelmente certas coisas que dizem sobre a gente seriam o tipo de coisa devastadora de se ouvir - justamente por serem verdades. Já muito bem disse Oscar Wilde: "É monstruosa a forma como as pessoas criticam as outras pelas costas, dizendo coisas absoluta e completamente verídicas." Ha ha. Realmente!!

 O problema, acho, não estaria então em se dizer essas verdades (não na cara das pessoas, please), mas somente quando fossem, de fato, verdades. Passou disso, seriam julgamentos e aí entraria-se no terreno do preconceito. Mas honestamente, é possível não avaliar uma pessoa ou situação? Acho que não. A gente avalia até para tentar entender, para saber como é que a gente se coloca diante daquele fato ou daquela pessoa. Então sabe, parei de me culpar por fazer julgamentos na minha cabeça, porque acho que é assim mesmo. O importante, penso, é eu saber que não deveria estar julgando, que muito julgamento é precipitado, e aí agir conscientemente de forma mais aberta e curiosa em relação ao algo ou alguém, até para ver se é isso mesmo ou se eu estava enganada, em vez de virar a cara por conta de qualquer impressão inicial. Aquela coisa bem Sócrates: eu sei que nada sei. Mas ainda assim, vou tirar minhas conclusões. É triste? Talvez. Mas provavelmente inevitável. Bem que Wilde também já tinha dito, "o mundo é um palco, mas seu elenco é um horror". Horríveis somos todos. E fascinantes também.

 Para o leitor está pensando: "que coisa horrorosa, ela admitindo que julga os outros", saiba que se você pensou isso já está me julgando, tsc tsc, que coisa feia. Saiba que eu estou do lado de cá pensando: que feio a pessoa que julga os que admitem que julgam os outros. E assim vai. É a vida. E é bonita, e é bonita.