terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Menos televisão!!!

Semana passada eu estava falando sobre um programa ruim e um comercial que não gostei da televisão brasileira. Para este post, minha tese é a de que todo mundo deveria assistir menos televisão - e ponto final.



Não é que eu não goste de televisão - eu adoro. Tem muitos programas que gosto de ver, e em certas ocasiões, nada melhor do que deitar num sofá e ver algo bom na tv.


O que eu não gosto - e que, infelizmente parece ser uma tendência - é de ver aparelhos de televisão em todo canto. Nas últimas vezes que visitei a Casa Cor em Brasília, captei a lição: cômodo que se preze tem que ter uma televisão. E sim, acabou a era da "sala de televisão". Porque isso agora é o "home", no qual deve-se ter um telão de todo tamanho. E para os outros cômodos, "singelas" televisões de 42" já servem. E aí era um tal de televisão no quarto, televisão na cozinha, televisão em frente à banheira!! E eu andava por aquela casa e pensava: o morador daqui por acaso faria outra coisa além disso?


Não é que televisão seja ruim. Quando se procura, a gente até encontra coisas boas passando. Mas eu sou contra ter televisões em todo lugar porque isso te rouba a chance de estar com você mesmo - e depois, com os outros.


Aqui nos Estados Unidos é bastante comum a tal da televisão dentro dos elevadores. Ali eu até acho válido, no sentido de tirar aquele aspecto esquisito sobre ter que ficar a centímetros de distância de estranhos por algum tempo, sem ter pra onde olhar. E aí, mágica! Colocam uma televisão e acaba o estranhamento. E por quê? Porque a televisão rouba a nossa atenção de uma tal forma, que a gente até esquece onde está e que tem outras pessoas em volta. E isso é que é perigoso.


Eu cresci sem poder ver muita televisão, então apesar de gostar, desenvolvi vários outros hábitos, como o de sempre levar um livro pra cama, ou o de colocar música de fundo em casa, em vez de uma tv ligada. Mas mesmo que tivesse crescido em frente à televisão (como muita gente), hoje tentaria desenvolver o hábito de não assistir tanto.


Lembram de quando a televisão saia do ar de madrugada? Eu nunca vi a programação acabando, mas acordava cedo o suficiente pra ficar vendo a tela com faixas coloridas e um relógio no meio, enquanto os desenhos não começavam.


Pois é. Ao menos naquela época a programação nos dava um tempo. Hoje, quem tem que abrir esse espaço somos nós mesmos. Ou senão terminaremos como aquelas pessoas dentro do elevador: com o olhar perdido em qualquer coisa que não nos interessa, deixando de perceber quem está a centímetros dos nossos narizes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A mulher moderna

Uma fofura esse vídeo, ilustrando a vida da mulher moderna. Tenham todos um ótimo começo de semana!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desserviços ao povo brasileiro

Okay. Que comercial é aquele, da Skol e sua Operação Folia 2012? O cara se fingindo de soldado e deixando a namorada ou mulher em casa pra ir pro carnaval? Coisa mais de mau gosto. E sabe o que me deixa mais pasma? É que se o tema: vida-a-dois-é-chata-portanto-fuja-e-vá-se-divertir é capaz de virar comercial para uma marca como a Skol, deve ser porque a ideia de que isso é engraçado faz realmente parte da cultura. Ou é isso ou então todo mundo odiou a propaganda tanto quanto eu. Qual dos dois será? Comentem nesse, please. Eu realmente gostaria de saber.
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Depois de alguns tropeços eu entendi que: existem as boas e as más ações. E é possível se divertir horrores com ambas. (Parece errado dizer isso, mas é verdade. The ugly truth.) Mas o caso é: as boas ações constroem sua vida. E as más, destroem. E no fim, quem leva os louros ou paga o pato é quem? Isso mesmo. O autor das ações. Ou seja: se tudo o que as pessoas querem é uma vida boa, interessante, legal, divertida, coisa e tal, por que não fazer isso se valendo das boas ações, que não machucam ninguém, muito menos quem as pratica? É muito mais inteligente.

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E já que hoje comecei falando da televisão no Brasil, vamos a mais uma: essa coisa terrível chamada Big Brother. Primeiro que ainda não entendo como, num país onde as drogas não são legalizadas, ainda deixam passar isso na tv. E outra, que custei a entender como gente inteligente, que estudou, foi à faculdade etc ainda consegue assistir aquele troço. [E sim, eu falo com algum conhecimento de causa. Várias vezes eu tentei assisitir o Big Brother. Só que nunca consegui. Mas já vi alguns episódios. E pelo que percebo pelas manchetes que a gente vê em sites etc, quem viu um episódio, viu todos.]
Continuando: eu acho que tenho uma explicaçao para o porquê de pessoas com cérebro ainda assistirem aquilo: deve ser porque elas gostariam de ter aquela vida mostrada ali. Comer, beber, ir à piscina, fazer nada o dia inteiro, ir à umas festas bobas à noite, beber mais, e conversar água. Nunca trabalhar, nunca cuidar da casa, nunca ler um livro, nunca criar nada, nunca fazer nada de produtivo. Não é o que eu gostaria pra minha vida, então talvez por isso ache o programa tão insuportável. Mas para os que gostariam disso, um recado: quanto mais vocês passam tempo assistindo aquele raio de programa desejando ter uma vida de luxos e mordomias, provavelmente mais longe vocês estarão de alcançar isso. Porque seus cérebros devem estar derretendo.
E tenho dito.

Você se casou com a pessoa certa? - parte II

(quem não leu o post de ontem, leia para não pegar o barco andando.)




Continuando, a autora lembra que as mulheres são mestras em entrar num relacionamento cheias de fantasias na cabeça sobre como deve ser um namoro ou um casamento, e por isso são as que mais sofrem e se decepcionam e também as que mais pedem divórcios. [Também acho que é porque somos um pouquinho mais corajosas e independentes, mas não vem ao caso.] E aí ela sugere discutir com o parceiro antes de assinar os papeis sobre quais são essas expectativas. Quem sabe não dá pra chegar num meio termo que agrade os dois?



Outro ponto que ela aborda é que nenhum relacionamento é estático, e que por conta disso as pessoas devem aprender um pouco a dançar a música que estiver tocando. Que entrar num relacionamento com uma ideia pré-concebida sobre como tudo deveria ser e esperar que o script seja cumprido é um pensamento controlador demais, e que quase nunca vai ser atendido.



E aí ela chega num ponto interessante também: no qual ela diz que sim, algumas pessoas são sim "a pessoa errada". Quem seriam estes? Aqueles que antes de tudo não vão estar comprometidos com o relacionamento. Parece óbvio mas muita gente não percebe: é impossível ter um relacionamento com alguém que não está comprometido com essa ideia. Exemplos de casos típicos: - pessoas viciadas em qualquer tipo de substância (são fieis, em primeiro lugar, ao vício, e não ao relacionamento) ou em jogo (mesma coisa), ou ainda violentos, doentes mentais ou traidores em série.


Mas que passou disso, de resto as tais "diferenças irreconciliáveis" costumam ser perfeitamente conciliávies. Isto é, se ambas as partes quiserem fazer a coisa funcionar. Ela continua: tudo bem o casal não compartilhar de todos os interesses um do outro. Mas é importante que um esteja pelo menos a par do universo do outro - ou então aos poucos irão se tornar estranhos. E também é necessário que ambos estejam dispostos a ficarem juntos e a cuidarem sempre da relação. Ou então, no dia em que a coisa entrar em colapso, seria como reclamar porque seu carro o deixou na rua, sendo que você não troca o óleo há dez anos. Aí não tem carro que aguente. Mesmo aquele BMW maravilhoso, tudo de bom.



E finalmente, ela diz que é importante esperar um pouco nosso próprio amadurecimento até escolher alguém para nos acompanhar vida afora, já que precisamos saber antes o que queremos, quais são nossos valores e necessidades, antes de tentar buscar isso numa outra pessoa. E que esse é um dos motivos pelos quais pessoas que se casam muito jovens terminam por se separarem - quando elas finalmente descobrem quem elas são, aí percebem que a pessoa com quem estão tem muito pouco a ver.



Ela termina o artigo dizendo: "Nós todos somos difíceis. Qualquer pessoa que estiver casada, está casada com uma pessoa difícil de se lidar. Nós tendemos a enfatizar que nosso marido/esposa é uma pessoa complicada, mas nos esquecemos do quanto nós também somos complicados para eles. E que para um casamento dar certo e ser feliz, que uma boa dose de humildade é essencial."



Maravilhosa esta conclusão para o artigo. Acredito muito nisso. E não é à toa que eu sempre adorei aquela música, "Complicado demais", da Paula Fernandes, na qual ela canta:


"Te aceito assim, complicado demais. /Também sou assim, complicada demais."



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Afinal, não é lindo o amor?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você se casou com a pessoa certa? - parte I

Há uns meses descobri uma revista interessantíssima aqui, chamada Psychology Today. Nela, os artigos são escritos em sua maioria por psicólogos, mas são destinados a leigos. Os assuntos são os mais variados, e a graça está na diferença de conteúdo que cada artigo traz, parando finalmente de chover no molhado e trazendo informações novas, úteis e confiáveis. A edição de fevereiro traz na na capa os dizeres: "Você se casou com a pessoa certa? O que fazer quando achar que foi tudo um grande erro - e você irá achar que foi!"


O artigo - de dez páginas! - é maravilhoso. Ele aborda tantos lados de uma mesma questão, que para comentar todos, mesmo que resumidamente, geraria um post muito longo. Por isso estou dividindo em dois posts - a continuação vem amanhã.


Ela abre o artigo lembrando que a fase inicial de um relacionamento, cheia de paixão, serve para unir as pessoas mas também para ludibirá-las. No início é como se um só visse no outro o que tem em comum: "ambos gostamos de viajar, de cinema europeu e comida japonesa", e então celebram o quanto se parecem. E no minuto em que a paixão termina, é como se de repente só existissem as diferenças: "como é que uma pessoa pode ligar pra uma coleção de selos besta, gostar tanto de futebol e nunca topar um ida à boite?" Para quem já passou por isso, ela deixa um recado: "No dia em que você suspirar, olhar para o lado e pensar que aquele relacionamento é um erro, parabéns! Este vai ter sido o primeiro dia de seu casamento de verdade."


Continuando, ela diz que a sociedade capitalista prega uma ideia que não funciona para os relacionamentos: a de que não devemos aceitar nada que não seja ideal para nós. [e aqui eu digo: e o que nessa vida, é de fato, ideal? Qual casa, qual roupa, qual comida? Quando não é caro, engorda... Quando não é uma coisa, é outra. Então por que continuar acreditando que temos que encontrar a "pessoa ideal"?] Sendo que um relacionamento com a pessoa ideal não existe - já que não existe par perfeito para ninguém. Somos todos seres imperfeitos, logo faremos um ótimo par imperfeito para alguém. E partindo dessa verdade, é bom também parar de apontar o dedo acusatório para o outro e, pior ainda, demandar que ele mude. Em vez disso, devemos olhar para nós mesmos, e perguntar onde é que nós podemos mudar para que o relacionamento fique mais leve e feliz. Se perguntar: por que é que estou tão infeliz e o que eu preciso fazer?


Daí vem a necessidade do autoconhecimento. De saber o que é que você realmente quer, e do que realmente precisa. Porque se você não souber, vai acabar pedindo todas as coisas erradas. E aí, mesmo que o outro até se esforce e faça o que você pediu, a infelicidade vai continuar - afinal, não era daquilo que você precisava.


Outro ponto no qual ela toca é no como pedir o que você precisa. [Atenção, porque essa parte é interessantíssima!] Ela diz o seguinte: que há um tipo de reclamação comum que casais fazem um do outro. Coisas como: "Ele é caseiro demais. Ela é muito faladeira. Ele é tímido demais, nunca vi!" etc etc. Ou seja, críticas à personalidade do outro. E que esse tipo de crítica não é nada construtivo, já que as pessoas geralmente não estão dispostas a tentar alterar sua própria personalidade por conta de outra pessoa - e mesmo que quisesssem fazer isso, não conseguiriam. Ela diz que esse tipo de crítica, na verdade, camufla insatisfações que poderiam ser resolvidas, mesmo com aquele parceiro caseiro, tímido, falador. Sim, porque o que o outro na verdade quer não é que seu companheiro mude a essência, mas sim a atitude. Então, em vez de dizer: "Aff, você é caseiro demais. Credo.", porque não dizer "Eu gostaria que nós saíssemos mais de casa. Umas duas vezes na semana, você topa dar uma saidinha comigo?"

Entenderam a mágica diferença? No primeiro caso, a pobre da pessoa caseira só vai conseguir ficar na defensiva, já que ela sabe que nunca vai, e nem quer mudar. Então ela se fecha, e o outro não consegue o que queria. No segundo caso, a pessoa caseira entende que, okay, duas vezes por semana eu até poderia sair - mesmo mantendo sua própria personalidade - e aí geralmente arruma um jeito de acomodar o que o outro quer. Bingo! Temos dois parceiros felizes.


[Continuamos amanhã... Não percam! hihihihi]

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pra que servem os sentimentos

Há uma verdade que não pode passar batida: você não é aquilo que você sente.



Tem gente que se desespera se fica triste. Que entra em parafuso se fica com medo. Que se descontrola com uma decepção. E que quando feliz, também não aproveita ao máximo, com medo da felicidade acabar.


Bobagem. Nós não somos nossos sentimentos. Somos algo maior e mais estável. Que vai continuar lá quando cada um desses sentimentos passar.


Os adultos tem essa compreensão muito clara com relação a alguns aspectos. Por isso, são capazes de se observarem quando tem fome, quando sentem frio, quando tem sede e então seguir a vida sem desespero. Eles entendem que a fome, o frio e a sede são indicadores de necessidades do corpo, então tratam de resolvê-las assim que possível. Mas sem abrir a boca e começar a chorar no minuto em que percebem o estômago rocando.


Mas aí esse mesmo adulto sente uma tristeza um pouco maior e... entra em parafuso. Por quê? Porque ele está se identificando com aquele sentimento. Está achando que ele é aquilo ali. Em vez de observar e dizer "Estou percebendo que estou triste. Vou fazer o que estiver ao meu alcance para resolver isso assim que possível."


Sentimentos não são para serem sufocados nem reprimidos. São para serem sentidos, ouvidos, levados bastante em conta. Ao mesmo tempo, sentimentos não estão aí para nos exigirem reações imediatas ou impensadas.


Para que serve um sentimento? Serve de guia.


Não se deixe dominar, mas ouça-os.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rapidinhas

Se tem uma coisa que eu não entendo é por que nesses desfiles de moda, as modelos desfilam os trajes mais espalhafatosos e aí no fim entra o estilista todo de preto. Sempre. O que ele está querendo dizer com isso? "Isso. Comprem mesmo, seus bobos, essas saias balonês malucas e esses vestidões amarelo-canário caríssimos, que eu que entendo mesmo de moda vou continuar no preto básico"? Ou então é alguma piada interna.


Tem uma loja de artigos de casa aqui que vende umas argolinhas coloridas e elegantes, cuja função é a identificação de taças. O que pode ser bem útil, naqueles jantares onde todo mundo deixa a bebida na mesma mesinha de centro. Mas aí a loja vai além: não satisfeita em vender as argolas identificadoras de taças, eles vendem também o porta-argolas identificadoras de taças. Porque afinal, onde você vai pendurar esses identificadores antes dos convidados chegarem? Estou quase indo lá e perguntando se eles também tem a cristaleira específica para guardar o suporte para as argolas identificadoras de taças. Afinal, como é que vou viver sem essas coisas?



Estou rindo, mas no Brasil eu tinha um suportezinho para o meu porta-descanso de copos. Mas isso é básico, né?



Outro dia a cantora Beyoncé deu a luz a sua filha com o rapper Jay Z, a quem chamaram de Blue Ivy. O que me fez pensar em duas coisas:


1. Que meu nickname do esquecido icq (Poison Ivy) era um nome chiquérrimo e eu não sabia.


2. Por que essas celebridades não esperam seus filhos crescerem para que eles próprios possam escolher seus nomes artísticos? Sim, porque se chamando Blue Ivy, que outro nome ela poderia escolher para usar como nome artístico? Algo assim, diferente e marcante como... Maria?



Segundo o meteorologista, o inverno na Virgínia segue "suave". Claro que isso é eufemismo para decepcionante. Puxa vida. Eu tinha esperado tanto e aí eles me vem com essa média de 10Cº. O negócio deve ser ir morar no Canadá, que esse sim não decpciona nunca.


(Brincadeira, universo. Nada de -20ºC pra mim. Mas uma nevezinha cairia muito bem.)

domingo, 22 de janeiro de 2012

"Somos responsáveis não só pelo que fazemos mas também pelo que deixamos de fazer." Molière



Esta é para pensar e:







  • não fugir de suas responsabilidades;




  • não empurrar o que cabe a você em ninguém;




  • entender que tem horas em que fazer nada é o que melhor que temos a fazer;




  • saber que o não fazer também é um ato;




  • compreender que reagir imediatamente nem sempre é o melhor negócio;




  • lembrar que uma boa noite de sono antes de agir ajuda bastante;




  • aproveitar ao máximo e colocar a serviço do mundo qualquer talento que você tenha amorosamente recebido.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Viver: só depende de você.

Algumas ideias para que este fim de semana não tenha a mesma cara de todos os outros...









  • Vá passear de cavalo! Não sabe onde? As escolas de equitação costumam oferecer aulas experimentais gratuitas.



  • Vá ao teatro. Nenhuma peça boa na cidade? Tem certeza? E quanto aos teatros comunitários e de escolas?



  • Faça uma aula experimental de remo! Melhor: matricule-se na aula, se gostar!



  • Vá acampar! Pode ser num camping, na chácara de um amigo ou até no jardim de casa.



  • Vá a um spa. Muito caro? Reuna-se com uma ou duas amigas, e todas levam seus cremes, secadores de cabelo, esmaltes etc. Experimente os produtos de suas amigas. Descubra coisas novas - e também o prazer de uma tarde desse tipo.



  • Vá a um cinema no qual nunca foi antes. Ou então, leve o cinema para sua casa, colocando um colchão enorme em frente a tv, escurecendo ao máximo a casa (fechar as portas dos cômodos próximos ajuda), estourando pipoca, comendo M&M e fazendo logo uma sessão dupla!



  • Comece seu próprio jardim! Compre algumas sementes ou mudas de plantas. Arranje vasos ou use seu quintal.



  • Está tomando conta dos filhos ou sobrinhos? Vá para algum espaço aberto e redescubra o prazer das bolhas de sabão! Tudo o que você precisa é de arame, barbante, água e detergente.



  • Comprometa-se a não ligar a televisão, nem por 5 minutos. Em vez disso, redescubra seus cds, comece a ler um livro, encontre aquele jogo de tabuleiro ou suas cartas de baralho...



  • Tire férias de 2 dias do computador. Em vez disso, medite, experimente algumas poses básicas de yoga, faça caminhadas, inicie seu diário... E não vale usar o celular pra entrar em Facebook e afins!



  • Visite aquela cidadezinha turística perto da sua, onde você nunca vai ou nunca foi. Se o lugar é turístico, deve ser por um bom motivo. Descubra por si!



  • Declare este o dia do bolo delicioso: comece procurando a receita. Depois saia em busca dos ingredientes e utensílios especiais. Na volta, mãos à obra. No fim, ofereça sua obra prima a alguns convidados. Não se esqueça de usar um avental bem lindo e de tirar fotos do processo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mistério

Intrigadíssima com o que encontrei num arquivo antigo entitulado "dança do ventre". Era da época que eu fazia aulas. Pelo jeito, eu tinha listado os movimentos que estava aprendendo. E aí é um tal de "básico egípcio para direita, batida lateral seca, oito maia pra frente." Os curiosos "corpo em movimentos tremidos" e "deslocamento do tórax para direita e para esquerda" mais parecem coisa de prontuário médico. E o que dizer do "camelo para frente e para trás"? Não é o que você espera ver naquelas revistas que são vendidas com a capa coberta?


E seguem:

* jogada de cabelo na bola grande. (?)

* batida de ombros com circular do tórax (??)

e o melhor de todos:

*básico egípcio de costas trocando com batida na transversal.


Mais intrigante do que esses nomes, só mesmo o fato de que em algum momento eu devo ter mesmo dado conta de fazer tudo isso. À minha moda, isso é.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

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"Não é o mais forte que sobrevive nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças." Charles Darwin



Adoro essa fala de Darwin - até porque, mais do que dizer, ele provou a teoria. MAS: saindo das girafas e mariposas, para se adaptar à mudanças é preciso bastante força. Força de vontade, força de caráter, força para seguir em frente sempre. E a inteligência faz o sujeito perceber logo toda a dinâmica e ir atrás de se reorganizar - e o melhor de tudo, se recolocar de forma inteligente, direcionando a energia não só para "se adaptar" mas também pra ainda ficar com a melhor vista.


Ou você não acha que se as mariposas claras de Manchester tivessem sacado logo que aquelas chaminezinhas estavam ali pra ficar, não teriam dado um jeito de se mudar pra um lugar onde o concreto fosse continuar limpinho, ou sei lá?


É, não tem jeito. Eu sempre fico com os inteligentes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

29 coisas nos meus 29 anos:



    Hoje é meu aniversário! Deixem as felicitações nos comentários e os presentes, mandem para os Estados Unidos, Virgínia, no endereço: rua Mont...



    E como é meu dia, vamos a um post que não pede desculpas por ser egocêntrico.



    29 fatos sobre esta que vos fala


  1. Por ser capaz de me divertir horrores sozinha ou com atividades solitárias (ler, escrever, fazer blog...) acabo ficando bastante quieta no meu canto.


  2. Ao mesmo tempo sou cheia de amigos e os adoro. Cultivo muitas amizades verdadeiras e profundas.


  3. Mas custo a telefonar para as pessoas. Em contrapartida, sou ótima para escrever. Trocar e-mails, mensagens, longas cartas e cartões é comigo mesmo.


  4. Continuo escrevendo diários.


  5. E mantenho um diário de sonhos.


  6. Não vejo problema em fazer as coisas sozinha. Sou capaz de cozinhar pratos elaborados só pra mim, ir ao cinema desacompanhada e até comer sozinha num restaurante. Gosto de boas companhias, é claro, mas não vejo problema se não estiverem presentes.


  7. Sou budista porque pra mim é o que faz mais sentido, católica por criação e hábito e um pouco cética por convivência.


  8. Adoro o período da manhã. É quando estou mais alerta, criativa e animada. Não é raro acordar às 6am nos domingos.


  9. AMO comprar revistas, lingerie, livros sobre relacionamentos e caderninhos pequenos para transformar em diários.


  10. Preciso apenas de algumas horas em qualquer grupo e já sou capaz de dizer com precisão o que está acontecendo mas não está sendo dito. De cara noto quem gosta de quem, quem está interessado em quem, quem odeia quem. E sei que sou boa nisso, já depois de um tempo, minhas suspeitas costumam se confirmar.


  11. Sou muito criativa e um tiquinho impulsiva - o que nem sempre trabalhou a meu favor.


  12. Eu não tenho voz de comando. Nas aulas de equitação, os cavalos que eu montava costumavam fazer o que bem entendiam. No colégio militar, detestava ter que comandar grupamentos. E como professora, ficava intrigada com os alunos que me perguntavam se "deviam" pular uma linha ou se "podiam" escrever de caneta. Minha vontade era dizer "Sei lá, menino! Você é que decide a sua vida!"


  13. Mas dizem que, se com raiva ou brava, tenho olhares "matadores".


  14. O grande e principal plano da minha vida foi sempre: encontrar meu grande amor. Tenho a sorte dele estar realizado. Com o risco de soar machista, dependente ou o que quer que seja, a verdade é que eu não seria tão feliz se não tivesse me casado com minha grande paixão.


  15. Eu não enjôo fácil das coisas. Vejo o mesmo filme mil vezes, ouço a mesma música desde 1827, rio da mesma piada toda vez que lembrar dela, etc etc.


  16. Não tenho paciência para baixo astral nem para muito drama. Nem dos outros nem de mim mesma.


  17. Sou de pensar bastante nas coisas sozinha antes de verbalizar. Por conta disso, posso passar a impressão de às vezes apresentar aos outros minhas decisões já tomadas - mas nem sempre é o caso. Às vezes estou apenas apresentando um pensamento completamente formado - e por isso, ele vem com seus devidos argumentos.


  18. Fiz terapia por vários anos, o que me fez um bem danado.


  19. Algumas vezes na vida uma "voz" que não sei de onde veio me disse coisas que depois aconteceram.


  20. Pelo jeito ainda preciso voltar pra terapia, rs.


  21. A primeira vez que eu disse "eu te amo" foi com 11 anos. Eu era da 5a série e gostava de um garoto da 7a. Marquei um encontro com ele depois de uma prova e simplesmente disse as palavras. O sentimento não se tratava de amor, mas para a época, era como se fosse - então exigiu o mesmo tipo de coragem.


  22. Tenho um lado extremamente sério e responsável e outro totalmente bobo e maluquinho. Sou capaz de dar gargalhada com as coisas mais bobinhas, como episódios de Chaves e Chapolin. E incapaz de atrasar um prazo, chegar atrasada ou empurrar minhas resposabilidades nos outros.


  23. Estou sempre lendo alguma coisa. Nem que seja o futuro nas cartas, rs.


  24. Tenho ótima memória, o que é ao mesmo tempo maravilhoso e péssimo.


  25. Tenho um apetite muito saudável pela vida.


  26. Detesto certas palavras, e julgo na hora quem as utiliza.


  27. Tenho hábitos marcados e rotinas que gosto de cumprir. Ao mesmo tempo, sou capaz de fazer as coisas mais doidas. (Não passo essa impressão, mas quem me conhece mesmo sabe.)


  28. Sou bastante auto centrada então a vida dos outros só me interessa na medida em que estejam compartilhando comigo em conversas as nuances complexas ou únicas que permeiam a existência humana. De resto, nunca fui muito de me importar com o que o vizinho está fazendo ou deixando de fazer.


  29. Regra geral, sou meu próprio refúgio.



    29 anos! Feliz da vida!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Chegando no trigésimo

Outro dia eu me dei conta de uma coisa bem curiosa: que nossa idade não mostra o ano de vida que estamos vivendo, mas aquele que já passou. Quando se diz que uma criança tem 1 ano significa que ela já está vivendo seu segundo ano de vida. E assim, sucessivamente. Ou seja: estou prestes a entrar em meu trigésimo ano de existência - já que amanhã farei 29.



Vinte e nove anos. Muito bem vividos, por sinal. Aliás, vira e mexe eu digo que se fosse pra eu olhar pra trás e, baseada em tudo que eu já vivi chutar uma idade pra mim, diria que eu teria uns 45.


E sim, isso é por conta de eu já ter feito bastante coisa, ter tido fases da vida morando em outros países, e também ter sempre corrido atrás de fazer a vida acontecer pra mim e não o contrário.


Mas se tem uma coisa que acontece pra mim e pela qual eu não tenho mérito algum é a chegada da maturidade. Se tem uma coisa que eu faço bem é amdurecer a quantidade certa na hora prevista. E nem sei se eu poderia dizer aqui que é uma coisa que eu faço. Porque não é algo que tenha sido consciente. É algo que quando eu vejo, acontece. (e graças a Deus sempre tive o suporte necessário para que eu pudesse viver de fato cada pedaço, para que a vida assim se desenrolasse...)


Fui uma criança que realmente aproveitou seus brinquedos (e os da irmã). Eu passava dias inteiros em companhia das bonecas, sendo para elas mãe, professora, médica e o que mais me passasse pela cabeça. Imaginava mundos, inventava histórias, e era capaz de viver imersa em tais lugares fantasiosos por dias. Depois vieram as Barbies, e com elas também me acabei de brincar. As Barbies tinham namorados com quem iam ao cinema e trocavam beijos, e era como se eu estivesse brincando de ensaiar o que faria um dia. Aí o início de adolescência típico, com a melhor amiga, e as outras mil amigas, as primeiras paixões, as mil inseguranças e as trocentas horas no telefone. Aí a fase universitária, de usar roupas um tiquinho largadas, e ir pro campus desenvolver aquela noção romantizada e irreal do que poderíamos mudar o mundo. Aí a jovem partiu pro exterior pra ver esse tal mundo que queria mudar um pouco mais de perto, e mochilou pela Europa, e descobriu culturas, e descobriu que certas coisas não precisam ser mudadas, e pegou trens no meio da madrugada, e viveu tudo o que seus vinte e poucos anos possibilitavam. Aí a formatura na universidade, alguma turbulência no campo amoroso (que também é típico) e de repente lá estava a jovem adulta num relacionamento sério, estável, querendo se casar. Aí casa e entra com tudo no papel de esposa, cuidando e paparicando o marido até dizer chega, e envolvida com a casa, a comida, o supermercado, etc. Então começa a trabalhar num lugar estável (depois de ter experimentado alguns trabalhos aqui e ali), e entender o que é viver uma rotina de trabalho, totalmente diferente da de estudante. E então ela mais uma vez se muda do país (não faz parte dos scripts previsíveis, eu sei) e dentro dela algo também começa a mudar. E quando ela vê... opa, está dando mais um passinho rumo à próxima fase.


Não é à toa que outro dia, enquanto dirigia indo ao supermercado, pela primeira vez eu me senti uma adulta. E vi que era. E o que é que estava chegando? Meu vigésimo novo anviersário, que também é a entrada em meu trigésimo ano de existência.


Essa minha vida daria até sono de tão previsível, não fossem as histórias completamente fora do normal com as quais construo o caminho. Tão paradoxal. Tão natural. Tão normal.

sábado, 14 de janeiro de 2012

No meio é melhor



Um dos livros mais interessantes que li ano passado chama-se The secret power of middle children - how middleborns can harness their unexpected and remarkable abilities (tradução livre: o poder secreto dos filhos do meio - como os filhos do meio podem tirar proveito de suas qualidades inesperadas e impressionantes). O título sozinho já é a própria sinopse. E eu resolvi ler, não por ser uma filha do meio (tenho somente uma irmã, mais velha) mas por ser casada com um e ter sido criada por outro. E por isso foi uma leitura interessantíssima.



A obra nasceu de uma tese de doutorado da autora, Catherine Salmon, então os dados são todos científicos. E o mais legal é que para falar dos filhos do meio, ela acaba falando de todas as outras ordens de nascimento, incluindo os filhos únicos. A única classe que ela infelizmente não aborda (teria sido interessante ler) é a dos filhos gêmeos, talvez por ser específico demais. Mas das outras posições de nascimento a gente encontra bastante informação. Então, na medida em que fui lendo, fui lembrando das pessoas que conheço e vendo como aquelas coisas fazem sentido - e como a ordem do nascimento influencia a personalidade, e por consequência, a vida das pessoas.


Sobre os filhos do meio, a autora mostra que, ao contrário do que pensa o senso comum, de pobre coitados eles não tem nada. É verdade sim que os filhos do meio são os que tendem a receber menos atenção individualizada dos pais, mas isso acaba sendo muitíssimo saudável. Por conta de crescerem sem tanta atenção e passarem seus primeiros anos de vida tendo sempre que esperar necessidades mais "urgentes" dos filhos mais velhos e mais novos serem atendidas pelos pais (um ainda precisa trocar a fralda! o outro já tem horário de escola!), os filhos do meio crescem pessoas bem resolvidas, independentes e seguras de si. Como já entenderam que nada na vida vai cair do céu, são batalhadores e cheios de atitude. Por não terem tanta atenção dos pais os sufocando (caso dos mais velhos) nem por recebrem mimos demais (caso dos mais novos), os filhos do meio se sentem livres para buscar na vida aquilo que realmente querem fazer, o que os torna na maioria dos casos profissionais bem sucedidos que trabalham com aquilo que amam. Por não terem também a ligação super-estreita dos mais velhos com os pais e por não se sentirem os únicos responsáveis pelos pais (caso dos únicos), eles se sentem livres para seguir seus sonhos, mesmo que para isso precisem morar longe de casa e da família. Ao mesmo tempo, por terem crescido necessariamente entre, no mínimo, dois irmãos, são pessoas sociáveis e que valorizam bastante a família. O livro é riquíssimo e eu poderia escrever páginas e páginas sobre o assunto, mas para resumir, aqui vão outras qualidades dos filhos do meio: são pessoas justas, equilibradas, ponderadas, corajosas, inovadoras e confiantes.


Segundo as pesquisas, a ordem de nascimento que provoca mais problemas para quem nela nasce é a dos mais velhos, que tendem a ser eternos dependentes da aprovação dos pais, e custam muito para "cortar o cordão". Os mais velhos tendem a ser autoritários e a ter dificuldade para trabalhar em grupo - o que pode dificultar casamentos, amizades e outros tipos de alianças. Por conta da inexperiência dos pais, os mais velhos tendem a ser inseguros e talvez um pouco amedrontados, e apesar de serem bastante favorecidos em comparação aos outros irmãos, tendem a se julgar injustiçados, já que poucos são os que superam o trauma de ter sido "destronado". Já os mais novos compartilham de várias características dos filhos do meio (yes!) mas podem vir a ser rebeldes sem causa e podem ficar mal acostumados com certos paparicos e exceções que lhes são abertas. Também podem hesitar alçar maiores vôos caso não tenham antes uma rede de proteção tomando conta, mesmo que de longe. Mas tendem a realizar feitos diferentes e inusitados já que sabem que para conseguir a atenção dos pais (que já observaram todos os outros irmãos passarem por suas fases) o trivial não basta. Então fazem parte dessa classe [bem como os filhos do meio "mais novos" (os de grandes famílias, com 4 ou mais filhos)] inúmeros inventores e pessoas que mudaram a cara do mundo. Dos filhos únicos ela fala um pouco menos, e uma das coisas mais marcantes é que eles tendem a carregar o peso do mundo nos ombros, já que fica para eles, sozinhos, a "tarefa" de agradar aos pais. Mas por conta de não precisarem disputar território com outros irmãos costumam se tornar pessoas com boa auto-estima, criativas e autênticas (já que crescem vítimas de menos comparações).


É claro que existem casos e casos, e aí a autora fala dos casos típicos, onde o intervalo entre as idades é pouco e o sexo dos irmãos é o mesmo, e das variações inúmeras. Mas no fim chega-se nisso: a ordem em que a gente nasce molda parte de nossa personalidade e pode influenciar bastante. A ordem de nascimento que leva mais vantagens (não com relação aos pais, mas às qualidades que desenvolverão e por consequência, como vão lidar com a vida) é a dos filhos do meio. E infelizmente, num mundo pra lá de populoso, em crise e com famílias cada vez menores, é justamente a classe que tende a entrar em extinção.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E eu, que consigo ter saudade do que ainda nem passou?


A verdade é que a nostalgia nos engana, trazendo a impressão de que o que era antes era melhor do que o que é agora. A verdade é que a diferença entre o antes e o agora é que o antes já conhecemos e o agora temos que nos mexer para construir. O antes está lá, parado, estático, já lidamos com ele, (bem ou mal) e o deixamos lá atrás, já passou, já ficou, e quando a gente escolhe pensar no que foi geralmente escolhemos ver tudo através de uma lente mais camarada. O que são as lembranças afinal, senão quase produto de ficção?


A verdade é que às vezes a gente acha que queria voltar no tempo, que queria que o antes fosse agora ou que agora fosse antes, mas na verdade a gente só deseja isso porque sabe que não vai acontecer. Já que se a viagem no tempo fosse realmente possível, voltar incluiria deixar pra trás (ou pra frente?) tudo aquilo que a gente já se tornou e tudo aquilo que a gente já experimentou para chegar até aqui. Então teríamos que deixar uma parte nossa pra lá, não vivida, esquecida no futuro, e isso a gente também não quer.


O que a gente quer mesmo é ter tudo. Estar no passado, estar no agora e dar um pulinho também no futuro para quem sabe, espiar o que vai ser. E tudo é o que a gente tem. Já que o passado só existe dentro da gente mesmo, o presente já nos é dado, e o futuro só existe por conta do hoje e está contido em cada passo que a gente escolhe dar agorinha mesmo.


Ou seja: carpe diem. Aproveite o dia. Aproveite o dia de hoje. Já que amanhã mesmo você já vai olhar para hoje com saudade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Camarão tailandês

Esse aqui é para dar uma variada no cardápio e surpreender na cozinha. Fica um prato diferente e bem colorido. Eu fiz tem um tempo e amei. Aliás, está na hora de fazer de novo.


Camarão tailandês

Ingredientes:
200gr de camarão descascado sem cabeça ou rabo
40ml de leite de coco
Um punhado de coco ralado
½ lata de creme de leite
Pimentão verde e amarelo
Cebola
Suco de laranja
Manteiga
Óleo
Farinha de trigo, água
Sal, pimenta, noz moscada

Preparo:
Prepare um creme (como uma massinha) com a farinha de trigo e a água. Passe os camarões nessa mistura. Empane com o coco ralado. Frite no óleo bem quente com 1 colher (sopa) de manteiga. Reserve. Numa frigideira, esquente 1 colher (sopa) de manteiga e refogue a cebola picadinha. Acrecente os pimentões picadinhos (não inteiros, só umas 2 fatias de cada) e o suco de laranja e deixe reduzir. Aí jogue o leite de coco e o creme de leite e deixe ferver. Tempere com o sal, a pimenta e a noz moscada. Sirva essa mistura acompanhando os camarões e arroz branco.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Uma questão de ir atrás



Tem uns dias que assisti a um filminho que eu classificaria como "sessão da tarde". Foi o chamado Como você sabe, estrelando Reese Witherspoon, Owen Wilson, Paul Rudd e Jack Nicholson. (Em tempo: não se deve dizer "aquele filme do Jack Nicholson" ou "aquele da Reese Witherspoon" e sim "com o Jack Nicholson" e "com a Reese Witherspoon". Filme pertece ao diretor, então okay para "aquele filme do Woody Allen ou do Stanley Kubrick, mas para os atores a gente usa o "com" ou palavra que dê esse sentido!)

A história é clássica desse tipo de filme: uma moça que fica entre dois rapazes bonitinhos, sendo que desde o primeiro minuto do filme você já sabe qual é o que ela deve escolher, e no fim ela termina escolhendo mesmo. Espero não ter estragado nada para os que ainda não assistiram. Mas sinceramente, só não sabe o fim desse filme logo no início quem talvez nunca tenha visto uma comédia romântica. De qualquer forma, a história vai se arrastando por algumas cenas previsiveis e diálogos bobinhos, mas tem uma cena que vale o filme todo. É quando a personagem de Reese vai ao terapeuta mas logo que senta na cadeira, sente-se incrivelmente desconfortável e resolve dar o fora dali antes que aquele estranho, veja que abuso, comece a querer falar mais profundamente da vida dela. Antes de deixar o consultório, porém, ela vira e pergunta algo como:


- Então, tem alguma coisa que o senhor recomendaria para qualquer pessoa? Algum conselho que fosse geral? Baseado em toda a experiência que o senhor tem, tem alguma coisa que sirva para qualquer um que estiver passando por qualquer tipo de coisa?


Ao que o terapeuta responde:


- Descubra o que você quer e encontre um meio de ir atrás disso de uma forma honesta, sem causar danos colaterais.


Achei incrível. Não é nisso mesmo que tudo se resume, se a gente for parar pra pensar?


E parece até uma receitinha fácil e simplória. "Mas isso aí qualquer um sabe.", um desavisado diria. Ah é? Sabe mesmo? E por acaso o desavisado tem coragem de admitir para si mesmo ou nem isso, será que ele ao menos sabe o que é que ele realmente quer? E tem coragem de ir atrás? E vai conseguir fazer isso sem causar maiores danos?


Exato. Aí é que entram os anos de terapia.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Falando em bebês...

Ontem mais uma bebezinha muito especial veio ao mundo. Em homenagem a ela e a todas as outras mamães que fazem parte da minha vida, um vídeo pra lá de informativo: o certo e o errado nos cuidados com o bebê. Meninas e meninos, assistam para aprender!

(podem parar de assistir assim que começarem os créditos, já que a última cena é um tantinho esquisita)

Dinheiro na mão é vendaval

Promoções relacionadas com o fim de ano aqui nos Estados Unidos é igual mal humor de mulher relacionado com a tpm. Você tem antes, durante, e depois.

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Aliás, esse negócio de promoção aqui é uma piada. Acho o máximo o fato de anunciarem assim: "Venha hoje e economize muitos dólares!" Como assim? Vão me dar dinheiro na loja? Porque se não for isso, não é economia - é gasto.

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O negócio é tal, que a última coisa que vem nos recibos que você recebe no caixa depois de pagar é a seguinte frase: "Você economizou tanto." Com isso, estão mostrando que tal e tal produtos estavam na promoção, aí somam o que você deixou de gastar e te mostram no final. Enquanto isso, o que você de fato gastou está lá, escondido, misturado com um monte de outras coisas.


Não é à toa que tem tanta gente ganhando bem e mesmo assim mergulhadas em dívidas nesse país.


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E não é à toa também que tem tanta gente envididada no Brasil. Sim, porque depois de morar aqui uns meses a minha constatação é que as coisas no Brasil são extremamente caras. De vez em quando entro num site de lojas ou revistas brasileiras e assusto com os preços. E é tudo "em 7 vezes de tanto...", "em 10 vezes de tanto...". E finalmente eu percebo: se você vai precisar de quase um ano inteiro pra pagar uma coisa, então você não devia a estar comprando! Procure um mais barato ou use o que você já tem. Simples assim.


A exceção são os bens duráveis de consumo, como geladeiras, fogões etc. Estou falando é de sapatos, blusas e afins, que já vão ter saído de moda antes de você terminar as prestações.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Felicidades!

Ele é tudo de bom - e dorme e acorda do meu lado.


Taí a explicação do meu eterno alto astral.











Feliz aniversário, meu lindo, amado, adorado, admirado, querido, esperado e celebrado marido!

Minha vida é mais vida porque você faz parte dela. E o mundo não seria o mesmo se você não estivesse nele.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sabe aquela música que diz "my head is a box filled with nothing/ and that´s the way I like it"?


Exatamente.


Zen.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Certas coisas valem a pena serem comentadas mesmo que já tenham acontecido há alguns dias ou meses.

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O fato de que a Oprah Winfrey (a famosíssima ex-apresentadora de talk-show e agora empresária e dona de seu próprio canal na tv americana) recentemente descobriu que tinha uma irmã por parte de mãe da qual ela nunca havia ouvido falar. Quer uma coisa mais Oprah do que isso? Ela descobriu que tinha uma long lost sister. Agora só falta aparecer a evil twin.

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E o fato de que nesta última campanha do desarmamento estão pedindo que as pessoas imprimam um formulário online (uma guia de trânsito?) antes de transportarem suas armas até os postos de recolhimento? Eu estava vendo o jornal enquanto limpava a casa então posso não ter entendido direito. Mas o que eu ouvi foi isso: "antes de ir entregar sua arma, não deixe de imprimir o formulário, blabla." Isso num país onde várias das armas que estão sendo entregues são fusíveis. Fiquei imaginando: "Caro ex-traficante, depois de impresso e preenchido o formulário, o senhor imprime também o guia de recolhimento da união, paga num caixa eletrônico, pega a senha, entra na fila e..."

domingo, 1 de janeiro de 2012



Tantas coisas estão disponíveis para sermos felizes agora mesmo. Não precisamos trazer coisas do passado nem correr ao futuro para buscar mais nada. Tudo o que você precisa já está aqui nesse exato momento.

Carpe diem, my friends. Carpe diem.