quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Hoje não tem desculpa!

Você sempre reclama da falta de tempo? Está sempre desejando mais horas para o seu dia? Acha que seria uma ótima ideia se de vez em quando colocassem no calendário um diazinho extra, só pra você respirar fundo e ser feliz?


Pois eles colocam, meu amigo. Esse dia é hoje! 29 de fevereiro! Feliz ano bissexto!



Sou da opinião que 29 de fevereiro deveria ser feriado. Tá, eu sei que [principalmente no Brasil] já existem feriados demais. Mas os feriados que existem são todos dias em que a gente tem que fazer alguma coisa: você tem que cozinhar no Natal, ir à missa e trocar ovos na Páscoa, procurar alguma festa no Carnaval, fazer a contagem e as simpatias no Ano-novo... Então, nesses dias em que teoricamente se descansa, a gente acaba é cansando mais. Que tal então se tivesse um feriado no qual a tradição fosse: "hoje não tem que fazer nada"? 29 de fevereiro seria perfeito pra isso. Eles diriam: hoje é o dia extra do calendário, para que cada um escolha passar como bem entender. Se quiser trabalhar, trabalhe. Se quiser colocar em dia o sono atrasado, coloque. Se quiser reunir os amigos, reuna. Se quiser sumir do mundo, suma. Hoje seu compromisso é só com você mesmo. Que maravilha. Que alívio. Que descanso.



Saindo do sonho e voltando à realidade, acho que ainda assim é possível adotar essa postura no dia de hoje. Hoje é um dia extra. Um dia que não existiu ano passado, nem nos dois anos anteriores. Um dia quase forjado, para que a gente aproveite e forje alguma felicidade extra.



ps. Quando comecei a escrever o post, minha ideia era falar sobre as origens do nome "bissexto", que ao contrário do que prega a crença popular, nada tem a ver com os dois 6 do ano de 366 dias. Mas aí fiquei me pensando e concluí que, apesar de que histórias de evolução linguística sejam muitíssimo interessantes (na minha opinião, pelo menos, ha ha), falar de felicidade é sempre melhor, não?



ps2. Mas se alguém quiser saber a história real por trás do nome bissexto, pode me perguntar! Hi hi hi.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do que realmente importa

Sabe quando aquela pessoa está tentando te convencer a fazer alguma coisa e um dos argumentos é o famoso "Imagina, eu não me importo!" e aí você termina se vendo numa situação que considera desconfortável, na qual você sente que não deveria estar, em primeiro lugar?


Isso só acontece porque ficou faltando você dizer:



"Você pode não se importar, mas eu me importo."



Houve uma ocasião na minha vida em que muito espontaneamente eu me vi dizendo essas palavras, apenas para confirmar o quanto elas eram verdadeiras, o quanto era importante validar o que eu estava sentindo e quanto isso foi transformador.



E vale para muitas situações. Eu detesto esse "Eu não me importo!" para tentar transformar o que já havia sido um não de nossa parte num sim.



Exemplos: aquela amiga confiada entra com você, que é ultra-tímida, no provador de roupas da loja e diz "Ah, imagina. Pode trocar na minha frente. Eu não me importo!" Ou aquela outra que tenta te arrastar pra um evento chique depois do cinema que vocês pegaram juntas, e aí quando você diz que não quer ir porque não está vestida para a ocasião e ela diz "Imagina, ninguém lá vai se importar...".


De onde vem essa noção de que é mais importante o modo como as outras pessoas vão se sentir em relação a você do que o modo como você se sente em relação a você?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Diagnósticos de uma leiga

Eu não sou psicóloga mas o tema me interessa. Então eu acabo lendo uma reportagem aqui, uma revista de psicologia ali, um livrinho para iniciantes acolá. Outro dia estava lendo um artigo que explicava alguns transtornos psicológicos. Não sei se entendi direito, mas o que captei foi:


[Nota: isso aqui é uma brincadeira! Não sou qualificada pra dar diagnóstico nenhum! Muito menos os listados abaixo.]



Você deve ter distúrbio bipolar se... de manhã você acha que esse é o melhor blog que já leu e à noite o detesta.


Você deve ser um mentiroso patológico se... você vier me contar algo que leu nesse blog me dizendo que é de sua autoria.



Você deve ser um cleptomaníaco se... o computador onde está lendo isso não é seu, mas foi parar na sua casa.



Você deve ser paranoico se... você acha que eu escrevo esse blog somente para te atormentar.



Você deve ser narcisista se... enquanto lê meu texto você estiver parando pra olhar no espelho.



Você deve ter amnesia dissociativa se... você já não se lembra do começo desse post.



Você deve sofrer de comportamento passivo-agressivo se... Ah, pro inferno.



Você deve ter múltiplas personalidades se... você teve que discutir com você mesmo se iam entrar no meu blog ou em outro site.



Você deve ter disturbio de déficit de atenção se... tem mais de cinco minutos que você leu a sentença anterior.



Você deve ser hipocondríaco se... achar que sofre de todos os transtornos acima.



Uma semana ótima e sã para todos nós!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Citações interessantes

E para alegrar o dia ou fazer pensar, aqui vão algumas citações que gosto muito. (Não só porque as julgo interessantes, mas porque eu poderia, de fato, tomar para mim estas palavras.)


"Em duas palavras posso resumir tudo o que já aprendi sobre a vida: ela continua." Robert Frost



"A verdadeira jornada de descoberta não consiste em procurar novas terras, mas em ver as conhecidas com um novo olhar." Marcel Proust



"Terminei escrevendo uma carta tão longa porque me faltou tempo para encurtá-la." Blaise Pascal



"Melhor escrever para você mesmo e não ter público que escrever para o público e não ter você mesmo." Cyril Connolly



"Algumas pessoas gostam tanto dos meus conselhos que os preservam em belas molduras, em vez de usá-los." Gordon R. Dickson


E pra terminar, lembrem-se meninos e meninas: nunca lutem com um porco. Vocês dois irão se sujar, e o porco ainda vai adorar.




Um ótimo fim de semana!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Perda de tempo

Como vocês já devem ter percebido, eu prefiro falar das coisas que eu gosto em vez de comentar as que eu não gosto. Mas de vez em quando a gente há de fazer diferente. Hoje estou escolhendo isso, até por me sentir na obrigação de alertar você, pessoa legal e feliz que me lê, sobre um filmezinho ruim, mas ruim, mas ruim demais. Ele se chama Um dia, apesar de parecer durar um ano.

E quando digo ruim demais, nem estou falando do filme em si, cujos atores, produção, cenários, diálogos etc, até que são bem escolhidos. O que eu achei péssimo foi a história do filme, sempre triste, sempre deprê, e quando finalmente você acha que o negócio está melhorando vem um caminhão e atropela a protagonista. Sério.



Pronto. Contei. Estraguei o final pra você? Não ache ruim. Na verdade eu te poupei de gastar duas horas da sua vida assistindo um troço cuja única coisa boa é ver que a Anne Hathaway fica bem melhor de cabelo curtinho. Mas nem isso dura muito no filme. E sim, o trailler dele engana bastante. Você entra achando que vai ver uma comédia romântica e termina assistindo um drama daqueles bem fundo do poço. Ah, nem.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Do limão, uma limonada

O último livro que tive o prazer de ler foi "A cientista que curou seu próprio cérebro" (My stroke of insight - a brain scientist´s personal journey, Viking Penguin: 2006, 177pgs) de Jill Bolte Taylor, Ph.D. Achei fantástico. O livro conta a história verdadeira de sua autora, uma neurocientista e pesquisadora de Harvard que sofre um derrame no lado esquerdo do cérebro e passa quase oito anos em tratamento até se recuperar por inteiro.


O que você acha que acontece quando uma neurocientista vê seu próprio cérebro sofrer uma grande limitação e passa a ter que conviver com isso durante anos? A resposta é surpreendente. Principalmente porque a Dra. Jill teve a sorte de ter tido o derrame do lado esquerdo. "Como assim, teve a sorte?", você me pergunta. Pois é o que ela mesma diz do que aconteceu. Que foi algo maravilhoso. E por quê? Senta que lá vem a história.


Em seu livro, depois de contar detalhadamente sobre a experiência em si do derrame (um relato bastante útil para quem é da área da saúde - afinal, ao mesmo tempo em que passava pela experiência, ela entendia o que estava acontecendo, e com isso foi capaz de descrever tudo com grande precisão), a Dr. Jill revela o que acontece quando o lado esquerdo do cérebro (racional e analítico) dá um tempo e o direito (emocional e criativo) toma conta.


E a primeira coisa é um sentimento de paz indescritível.


Ah, é. Isso porque de repente ela não tinha mais suas memórias - e com isso lá se foram as raivas, os desapontamentos, os julgamentos, as pressões internas, enfim, toda a bagagem emocional que uma pessoa pode carregar.


Também me surpreendeu no relato quando ela conta que, quando o hemisfério esquerdo não estava mais lá para dizer a ela onde uma coisa terminava e onde a outra começava, ou para dar a ela a noção de três dimensões, que ela passou a ver tudo como um emaranhado de moléculas vibrando com energia - inclusive o próprio corpo. Com isso, ela ganhou o entendimento (bem budista!) de que, primeiro, a forma como vemos ao mundo e a nós mesmos é, em parte, produto da nossa própria imaginação [Afinal, por exemplo, a gente acha que vê um sofá como ele é. Mas na verdade, vemos só um dos jeitos que um sofá é. Porque sim, ele é aquele sofá que estamos vendo mas também é de outro jeito - que não estamos vendo.] [Alguma semelhança com Coríntios 13:12? "Agora vemos em espelho por enigma, mas então veremos face a face. Agora conheço em parte mas então conhecerei plenamente como sou conhecido."] E segundo, que somos todos unos com o universo, e que por isso não fazem sentido nem o apego nem a dor da separação.


Outra coisa que aconteceu uma vez que o lado esquerdo do cérebro estava danificado é que de repente ela se viu sem seus traços da personalidade. Nesse ponto ela se pergunta como era possível que, mesmo sem saber seu histórico de vida, sem ter sua personalidade e sem perceber seu corpo como algo separado do resto de tudo que existe, que ela ainda assim se percebesse como indivíduo. O que era isso que a definia então?, ela se pergunta. Seu espírito? Sua consciência? Seriam a mesma coisa?


Outra parte interessante é quando ela discorre sobre os tipos de energia das pessoas. Mesmo sem conseguir distinguir o que era o corpo de uma pessoa do que eram os móveis do hospital, por exemplo, ela ficava sabendo quando era uma pessoa que se aproximava por conta do tipo da energia - e também era capaz de fazer a diferença entre as enfermeiras "do bem" e as "do mal", já que as qualidades das vibrações eram bem diferentes. E por aí vai. O livro é curto mas denso em informações, por isso tudo o que estou dizendo aqui está bastante resumido. O que posso dizer é que é uma leitura interessantíssima, que vale a pena ser feita.


Ela conclui o livro com a mensagem de que a paz interior (que é como um programa que "roda" constantemente no lado direito do cérebro) está disponível para nós o tempo todo, e sempre no momento presente. Que nós somos responsáveis pela energia que emanamos e também pelas energias que deixamos que entrem em nossas vidas. E que nós não somos simplesmentes produtos (ou vítimas) de nossos cérebros mas sim, que somos capazes de escolher quais circuitos queremos ativar ou desativar, e assim domar traços não tão bons de nossas personalidades, nos tornando pessoas mais felizes e serenas. E que somos unos com tudo o que existe, e portanto, devemos sempre e somente procurar o bem. Uma mensagem bastante espiritual baseada em fatos científicos. Não é fantástico?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para a quarta de cinzas

Uma ótima volta ao trabalho a todos, lembrando sempre das sábias palavras de David Allen:




"Você pode fazer qualquer coisa, mas não tudo."


Então, vamos com calma...


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012

Bom dia, foliões!


Três rápidas observações sobre as escolas de samba do Rio que desfilaram ontem:


1. Adorei o tema dessa escola nova, Renascer, que homenageou Romero Britto. Ficou lindo. Estreiaram muito bem! Melhor até que algumas das escolas tradicionais...


2. Leite? Iogurte? Que tema foi esse, meu povo? Desde quanto laticínios dão samba? Só se for pra quem tem intolerância a lactose...


3. E eu ouvi errado ou o nome da tal dança típica angolana era aquele mesmo?? E num país brincalhão como o Brasil e ainda em tempos de carnaval, imagino que deve ter chovido piadas sobre o assunto...


4. Aliás, deviam dar um prêmio extra aos jornalistas, que estavam conseguindo pronunciar sem rir.


E vamos que vamos que hoje tem mais!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Historinha de caranaval

Esse, quem sempre acompanhou meus blogs provavelmente já leu. Mas vale publicá-lo de novo. Afinal, é uma historinha simpática!

No carnaval de noventa e três
tinha confete e serpentina
E pela primeira vez
Pafúncio viu Clementina
Ele estava de pirata
Ela estava de odalisca
E com uma cachaça barata
Pafúncio jogou a isca
Primeiro chegou de mansinho
Com aquela conversa mole
E convenceu a mocinha
a tomar ao menos um gole
A conversa ficou animada
Pafúncio veio com gracejo
E Clementina de tão empolgada
Acabou lhe tascando um beijo
Logo disse, porém, “tenho que ir”
Afinal, a moça era sábia
Entretanto não pode resistir
Pois Pafúncio era cheio da lábia
***
No carnaval de dois mil e dois
Se esbarraram no mesmo salão
Quase dez anos depois
Mas ainda existia paixão
“Clementina! Não acredito!”
“Sou eu mesma, seu maldito!”
Ele estava de astronauta
Ela estava de rumbeira
Ela parecia mais alta
do alto daquela cadeira.
Ele ficou preocupado
Quando a música parou
E Clementina num sobressalto
Sem ensaio, disparou:
“Nove anos se passaram!
Nove anos te esperei!
Outros caras me amaram,
Com um deles me casei.
Engravidei na lua-de-mel
E outras cinco vezes depois
Ainda moro de aluguel
E como só feijão com arroz.
Nunca consegui te esquecer
Por isso o casamento acabou
Mas você nem pra aparecer
Nem pra estar aonde eu vou!
Mas agora perdeu a chance
Virei mulher resolvida
Estou fora do seu alcance
Vá cuidar da sua vida!
E nem adianta ligar
E dizer “mas Clementina...”
Já que eu não vou atender
Porque meu celular tem bina!”
***
No carnaval de dois mil e oito
Por acaso vão se encontrar
Pafúncio estará afoito
Clementina estará de arrasar
Também estará mais tranqüila
(ela já não guarda rancor)
Ele lhe oferecerá tequila
E também confiança e amor.
Irão juntos à casa de Pafúncio
Com a desculpa de uma cerveja
E no jornal virá logo o anúncio
de que em maio se casam na igreja.
O padre será ortodoxo
pois Clementina já foi casada
O que é mesmo um paradoxo
Pois só agora está apaixonada.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Atenção, leitores!





A equipe do Entre sem bater (eu) avisa:







Os últimos dois posts publicados foram escritos sob a influência de uma forte tpm (vide título do post abaixo). Mas para a alegria geral da nação, ela passou. Já voltei ao estado zen. Tanto que estou quase escrevendo um post sobre as maravilhas que são os carnavais das multidões correndo atrás dos trios.






Nah. Nem tanto, né. A tpm passou mas louca eu ainda não fiquei.





Que vossos carnavais sejam saudáveis, com musiquinhas inocentes e indicadores pra cima.





Alalaô-ôuô-ôuo... Skindô, skindô, skindô...











[Este post fez parte da série: "Quando tpms malvadas acontecem com pessoas boas."]

O fim do meu saquinho

Tenho reparado uma certa revolta do brasileiro por conta de vários supermercados terem parado de disponibilizar os tais saquinhos de plástico para embalarem suas compras. Eu não estou no Brasil então talvez não devesse opinar. Mas ao mesmo tempo, eu morei minha vida quase toda no país, e também morei em outros países onde, pois é povo brasileiro indignado, eles já não distribuem saquinhos de plástico no mercado há muito tempo.



E eu acho o seguinte:



Sim, não é justo que os supermercados continuem diluindo o custo dos saquinhos no preço das mercadorias;




Sim, o brasileiro paga caro por muita coisa por conta de muito imposto que também não precisava estar lá;




Mas não, não me venham fazer campanha contra o fim dos saquinhos de plástico.





Aliás, o pessoal deveria era comemorar.




Fatos rápidos:



O papel, por ser material orgânico, demora de 3 a 6 meses para se decompor na natureza. Um pedaço de tecido orgânico como o algodão, demora de 6 meses a 1 ano. Um pedaço de nailon ou tecido baseado nele leva 30 anos para se decompor. E o tal saquinho de supermercado demora mais de 400 anos!



Ou seja, muito depois que você já não estiver no planeta, aquele saquinho que você pegou lá sem nem pensar no que estava fazendo (e às vezes colocando dois para embalar coisas que nem eram assim tão pesadas) ainda estará por aqui, incomodando a humanidade.


O que você diria se os nossos ancestrais tivessem transformado o planeta onde vivemos hoje numa enorme lata de lixo??



E sim, o pessoal que veio antes da gente estragou a natureza. Poluíram, desmataram. Mas isso porque na época acreditavam que o progresso tudo justificava. Eles não tinham noção do que estavam causando ao planeta - e nós já temos.




Quem sabe melhor, faz melhor.




Qual é o grande sacrifício de ter sempre uma sacola de papel no carro para pequenas compras? Ou de levar as compras maiores em caixas de papelão? Eu passei a fazer isso quando voltei pra Brasília depois de ter morado na Europa e finalmente percebido o absurdo que é essa história de saquinho de supermercado.



Gente, por favor! Vamos parar de reagir só porque estão mudando uma coisinha boba na nossa rotina e pensar no bem maior!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Para quem tem Facebook



[Instruções para a leitura deste post: não me levem a mal. Estes comentários são feitos não como crítica, mas somente observação.]



1. Por acaso Deus agora entrou no Facebook? Porque o que tem de gente mandando recado pra Ele por ali não está no gibi. Anda um tal de "Obrigada, meu Deus por isso, obrigada meu Deus por aquilo"...



Claro, agradecer a Deus é sempre bom. Agradecer a Deus no Facebook? Não sei.


Pesquisas já comprovaram que o Facebook anda aumentando o descontentamento das pessoas com suas próprias vidas, já que o acesso diário tem as lembrado permanentemente de que não só a grama do vizinho anda mais verde, como também que suas viagens mais espetaculares, seus passeios mais divertidos, suas festas mais deslumbrantes etc. De vez em raro, alguém posta algo negativo, como "droga, esqueci meu relógio de ouro dentro da limousine."



Adoro o progresso alheio - o que é bom pra um, faz bem pra todos. Então não é disso que estou falando. O que estou falando é que é preciso tomar cuidado com essa história de ficar comparando a própria vida com o que se vê da vida alheia no Facebook. Já que o que aparece por lá é apenas a versão editada e corrigida da vida de pessoas normais, que certamente não estão postando o que fazem de monótono. Afinal, quem é que faz o check-in quando está no mecânico ou na sala de espera do dentista?


Mas voltando ao início: quando eu digo que não gosto muito da ideia de se agradecer a Deus no Facebook é porque pra mim passa a impressão de que essa é mais uma coisa que a pessoa está querendo mostrar: veja como Deus é bom pra mim! (entrelinhas: é bom pra mim e não é pra você, lá lá lá lá lá) Eu sei que não é a intenção de todos que postam isso, mas sei também que é essa a impressão que passa para muita gente. Então... Sei lá. Acho que falar com Deus deveria ser sempre uma coisa pura e sagrada, que não deveria andar junto da mania humana de querer mostrar aos outros o que quer que seja.

ps 1. E sim, é raro mas tem gente que realmente expressa descontentamento no Facebook. Acho autêntico. Não é que a rede deveria virar um local para lamúrias. Mas se é pra refletir a vida, então que seja com equilíbrio.


ps 2. Com todo o respeito e saindo do terreno espiritual e entrando no cultural (e por isso vou escrever até com letra minúscula) eu não sei se deus tem Facebook, mas twitter ele tem. Vocês já viram por lá o usuário que se entitula "O Criador"? Eu não tenho a mínima ideia da história dessa pessoa. Só sei que ela se entitula "deus" e tem umas tiradas interessantes e até engraçadas (principalmente para os céticos), embora às vezes um pouco sarcásticas demais pro meu gosto. De qualquer jeito, o sujeito é inteligente. Acho engraçado o que ele escreveu lá no espaço para a biografia pessoal: "Onisciente, onipresente, onipotente e online".



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2. E quanto a essa mania de dizer no Facebook que todo mundo é lindo? "Aqui está meu cachorro lindo", "Aqui estou com minhas amigas lindas", "Instalando aqui meu novo triturador de lixo lindo", "Aqui está meu tataravô de 127 anos - lindo". De novo, nada de errado em amar muito tudo e todos, e um elogio sempre vai bem. Mas que mania irritante essa de só se elogiar a aparência. Muitas coisas e pessoas merecem elogios muito melhores e mais bem pensados que esse! Pra mim, essa história de lindo pra lá e pra cá já está batida e cansativa.


ps. Mas se alguém quiser me chamar de linda no Facebook, não se iniba. Ha ha.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Valentine´s Day




Para aquele que é meu para-sempre-namorado. Para aquele com quem eu formei um casal mesmo nos tempos que não éramos um casal, uma pequena paródia:


(ritmo de Eduardo & Mônica, do Legião Urbana)


O Marcelo abriu os olhos mas não quis se levantar.
Ficou deitado e viu que horas eram.
Enquanto Simone madrugara e patinava
pelo parque da cidade, como eles disseram.


Marcelo e Simone um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer


Foi na salinha de um cursinho badalado de inglês
Que cochichavam na aula, e se abraçaram uma vez.
Coisa estranha, notícia esquisita
"Eu tô me mudando. Não aguento mais Brasília."


E a Simone riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que a estava a se mudar
E o Marcelo atarefado só pensava na Alemanha
Esse mestrado pode me matar...





Marcelo e Simone trocaram seus e-mails
Depois se escreveram e continuaram a conversar
O Marcelo escrevia pouco e custava a responder
Então a Simone começou a maquinar




Ela traçou um plano longo e matemático
pra que ele continuasse interessado por e-mail
Mas o Marcelo sempre foi um cara prático
Terminava por ligar, e acertava ela em cheio...


Marcelo e Simone eram nada parecidos
Ele já era um adulto e ela tinha dezesseis
Ele fazia engenharia e falava alemão
e ela ainda nas aulinhas de inglês




Ele gostava da Europa e direto ele sumia
Aí ligava e ela gostava de atender.
Enquanto isso ela saiu do esquema
escola-cinema e foi pra UnB.



Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Marcelo já estava no esquema
mestrado, problema, e um chefe alemão




E mesmo com tudo diferente
sempre houve entre a gente
uma vontade de se ver
E um dia ele voltou da Alemanha
e ele tinha mesmo a manha, como tinha de ser...





Marcelo e Simone
fizeram reuniões, noites de jogos
cinema e teatro, e foram viajar
O Marcelo explicava pra Simone
coisas sobre o sistema 3G pra celular


Ela aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu depois pintar - aaah
E ele se mudou pra Porto Alegre
E ela foi lá pra visitar.



Mas os dois não continuaram juntos
pois ficaram em dois mundos
com a Suécia, e depois.
E todo mundo disse "desencana dela"
e vice-versa. Todos, mas não os dois.


Se casaram em dezembro uns dois anos atrás.
Mais de duzentos amigos vieram.
Batalharam firme e seguraram legal
as brigas mais difíceis que tiveram.


Marcelo e Simone se mudaram de Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão...
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o Marcelo tá trabalhando lá na terra do Tio Sam...


E quem um dia irá dizer que existe razão
nas coisas feitas pelo coração.
E quem irá dizer que não existe razão?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mais um nome na literatura feminina

Não é novidade que eu amo chick-lit, aquela literatura feita, geralmente, por mulheres de trinta e poucos anos e para mulheres também nessa faixa. Começou com O diário de Bridget Jones, de Helen Fielding (que eu li ainda novinha, mas já gostei e daí li também Bridget Jones: no limite da razão) e dali se proliferou. Sophie Kinsella é uma ótima representante desse gênero, com sua deliciosa série da Becky Bloom (6 livros - gostei de todos, em especial Os delírios de consumo de Becky Bloom e O chá de bebê de Becky Bloom) e seus outros romances (li todos, e adorei em especial o Samantha Sweet - executiva do lar, e o Lembra de mim?).



Tem a Sarah Mason com seu Um amor de detetive (muito bom), o A vida é uma festa (você morre de rir o tempo todo) e o Alta sociedade (também divertidíssimo). Da Marian Keyes eu li Casório?!, Um best seller pra chamar de meu e Tem alguém aí?, e também gostei. E li outros, que gostei mais ou gostei menos.



O que estou querendo dizer é que já li bastante coisa desse gênero. Por isso é que estou tão surpresa com os livros de uma autora a quem descobri recentemente chamada Emily Giffin. Estou apaixonada pelo modo como ela escreve, colocando-a em primeiro lugar na minha lista de autoras favoritas desse gênero (antes, o lugar era da Sophie Kinsella). O primeiro livro de Giffin que caiu em minhas mãos foi o Baby Proof (não sei se foi traduzido no Brasil) e eu simplesmente não consegui largar até terminar. E agora pouco terminei de ler o Ame o que é seu, também maravilhoso.



O que diferencia os livros de Emily Giffin dos das outras autoras é que, além de uma história "mulherzinha", com personagens com as quais a gente acaba se identificando e temas leves, ela vai fundo em várias questões que discute nos livros. Por isso, além de divertimento os livros acabam nos fazendo pensar bastante, o que é sempre bem-vindo.

ps. E se alguém assistiu aos filmes, tanto da Bridget Jones quando da Becky Bloom, eu digo: os livros são infinitamente melhores!



ps2. E se alguém gostou do filme "O noivo da minha melhor amiga", saibam que foi baseado num livro de quem? Acertaram: Emily Giffin. Gostei do filme. E é claro que agora, conhecendo o modo como ela escreve, irei atrás do livro também!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012




E ao contrário do que nos fazem acreditar a maioria dos filmes de Hollywood, o casamento é um ponto muito interessante no qual a história de amor, de fato, começa - e não o ponto no qual ela termina. Jane Austen sabia dessas coisas.



Uma ótima sexta-feira a todos e um recado para o meu amor: you never cease to amaze me.




[em inglês porque não consegui encontrar palavras mais exatas em português.]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012



Sabe quando uma pessoa simplesmente não consegue aceitar que alguém quer fazer uma escolha diferente da que ela fez? E aí ela faz questão de defender seu ponto de vista com unhas e dentes, e quase parte pra briga pra mostrar a razão pela qual ela obviamente está certa e o outro, redondamente errado? Pois é. Provavelmente é porque ela está longe de estar convicta da própria escolha. Aqueles que sentem necessidade de brigar para defender suas certezas são, provavelmente, os que estão mais inseguros do que estão dizendo.



Um paradoxo? Ah, mas a vida é cheia deles.



Acho eu que: justamente por não ter certeza se aquele é mesmo o caminho certo, o inseguro quer ver todos a sua volta fazerem a mesma escolha - só pra ele ficar em paz com ele mesmo de que aquele era mesmo o caminho a seguir. Por isso, o fato de alguém escolher algo diferente para si o atinge profundamente. Porque ele acredita que há um só caminho, e aí não quer aceitar que alguém pode ser feliz fazendo algo totalmente diferente do que ele está fazendo.



As pessoas tomam diferentes rotas quando vão em busca de contentamento e felicidade. Só porque outros não escolheram o caminho que a gente escolheu, não significa que estão perdidos. Ou que a gente esteja.



É por isso que eu adoro aquela frase de para-choque de caminhão: "Não me siga - também estou perdido". Na verdade, muita gente está perdida. E muitos sabem onde vão, e estão seguindo seus caminhos - que não são iguais. E ainda bem que não são! Imagine se todos quisessem as mesmas coisas? Não daria certo! Por isso é ótimo que as pessoas queiram coisas diferentes e tenham os sonhos mais diversos. Assim, fica possível para todos alcançarem seus objetivos.



Em vez de crítica e briga, respeito. Em vez de perder tempo questionando as convicções dos outros, questionemos as nossas próprias. E deixemos o vizinho em paz.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Papai, mamãe, titia

Texto fantástico!



FAMÍLIA




Trecho do livro "O arroz de palma" de Francisco Azevedo.



"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio.



Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida.



Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.



E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero.



Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, afaca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva oude tristeza.



Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam afamília muito mais colorida, interessante e saborosa.



Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter acolher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita detoda a família, só porque meteu a colher na hora errada.


O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha;Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo (emque o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.



Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.



Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu.


O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Meu primeiro Super Bowl

Assim como a maioria dos americanos, ontem à noite nós estávamos assistindo à final do campeonato mais importante de futebol americano, o Super Bowl, evento que seguramente se compara a uma final de copa do mundo no Brasil. O clima no país e o envolvimento do povo é parecido: o dia do jogo é como um feriado não-oficial. Horas antes, o comércio fecha e tudo para, e nos dias que antecedem, na televisão só se fala nisso. Uma diferença é que esse evento, como quase tudo por aqui, vem acompanhado de comida - muita comida. O dia do Super Bowl é o segundo dia do ano no qual mais se consome alimentos, ficando atrás apenas do Thanksgiving. [E o Thanksgiving é aquele dia em que eles comem como se não houvesse amanhã. Praticamente um 21 de dezembro de 2012.] Faz parte da cultura. Claramente os americanos acham muito interessante consumir quantidades absurdas de calorias enquanto assistem a outras pessoas se movimentarem e suarem, vide toda a comida vendida em estádios e restaurantes onde o pessoal se reune pra assistir jogos - diferente da tradicional cervejinha ou no máximo do aperitivo, como se faz em tempos de Copa no Brasil.

O futebol americano em si é todo um capítulo a parte. Primeiro que o jogo é uma confusão dos infernos. Na maior parte do tempo a gente não sabe nem onde está a bola, já que pelo jeito não é ela que os jogadores querem agarrar, mas sim uns aos outros. A expressão "se joga" só pode ter nascido num campo desses. E o negócio fica violento.


Só de olhar para os uniformes, a gente já vê que a coisa vai ser feia. Enquanto nossos Robinhos e Ronaldinhos usam short, camiseta e apenas um meião para se proteger, os jogadores deles entram com proteções enormes por baixo das camisas, calças, luvas e capacetes com barras de ferro. Não. Eu não mudei de assunto e comecei a falar das cadeias. As barras de ferro são nos capacetes mesmo. E se não me engano, tinha um lá com aqueles óculos para visão noturna. Ou eram para neve? Não sei. Só sei que depois de acompanhar o jogo, a gente vê que, em se tratando de futebol americano, a regra das passarelas não é válida: menos é menos mesmo. Melhor se proteger. Que tal um reforçozinho no capacete e uma figa no bolso traseiro?


E quando eu digo confusão, estou falando sério. Neste último jogo, por exemplo, por algum tempo havia um jogador extra num dos times - e custaram para perceber. E o que dizer do modo como eles fazem para segurar a bola para trás, impedindo o touchdown? É tudo no corpo a corpo mesmo. E vale mãozada, ombrada, pernada, cabeçada. (Taí um estilo de futebol melhor para o Zidane.) O que me leva à seguinte questão: o que será que é, afinal, considerado falta num jogo desses? Deve ser mesmo só quando o jogador não vai. Aí leva falta. Porque tirando isso...


Tinha um jogador que se chamava Polite. Não deve ter sido à toa que não o colocaram em campo. Imagina esse cara no meio dos outros: "Excuse me, oh, I´m sorry. Did I hurt you? I´m so very sorry." Não daria certo.


De qualquer forma, o jogo foi bom de se ver. Ainda não sei a maior parte das regras mas so what? Não tem muito tempo que eu fui aprender o que era impedimento no nosso futebol. E ainda não estou certa sobre o escanteio. E sim, as propagandas que passam no intervalo do jogo são ótimas (e é bom que sejam, já que são os 30 segundos mais caros da tv americana) e é claro, não nos esqueçamos do Tom Brady. Que não ganhou o jogo, mas com certeza o coração de muitas telespectadoras. Valeu Patriots!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Receita de salada de atum

O velho sanduíche de atum pode ficar ainda mais gostoso com esta receita! Experimentei ontem para o almoço e achei uma delícia. À noite, ela virou aperitivo para meu marido, que gostou de ter algo para beliscar antes que o jantar ficasse pronto.





Salada de atum para sanduíche ou torradinhas



Ingredientes:

1 lata de atum, sem o óleo

6 colheres (sopa) rasas de maionese [usei o tipo light]

1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado

1/2 colher (café) de cebola picadinha

1/4 colher (sopa) de curry

1 colher (sopa) de salsinha

1 colher (sopa) de endro

1 pitada de tempero de alho


Preparo:

Seguindo a ordem que os ingredientes estão listados, misture tudo numa vasilha média. Depois espalhe em pão de forma com alface americana ou sirva em torradinhas.
"O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino."




Carl Gustav Jung.








Fugir é inútil. É como uma corrida que o leva justamente para aquele lugar que você mais teme. Enfrentar é mais válido. Encare as coisas nos olhos, e o encontro será breve. Passe a vida fugindo, e justo aquilo que você não quer em sua vida estará sempre presente.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Progredir toda vez, mas não sempre

A impressão que eu tenho é que o mundo se divide em dois grupos: os que querem progredir e os que estão muito bem onde estão, obrigada. [Este último também pode ser descrito como o grupo do mexe-com-isso-não.] De quem é a melhor política? A meu ver, de nenhum dos dois.


A turma do mexe-com-isso-não geralmente é contente [que vem de contentamento e é diferente de feliz, mas ainda um sentimento bom], mas não gosta de sair do lugar. Só que a vida anda, e com ela devemos andar também. E aí essa turminha fica pra trás, vivendo num passado que já não existe, presos em nostalgias e saudades.


O pessoal do vamos progredir geralmente chega a algum lugar. São os que pegam e fazem, que se mexem, que movimentam, que estão sempre pensando em como podem melhorar sua vida, e não raro, a dos que os cercam. E sim, eles vão e fazem. Vão e conseguem. Mas por estarem constantemente nesse modus operandi, podem passar a vida toda descontentes, sempre querendo chegar ali na frente, num lugar que nem sabem qual. Correm o risco de perder o momento, de saborear o presente, e aí de viver uma vida correndo atrás de objetivos sem aproveitar nenhuma das vitórias.


Eu acho o seguinte: a vida estará sempre nos exigindo mudanças. As coisas mudam porque o tempo passa, nós fazemos aniversários, e as fases vem e vão. Temos todos que mudar, constantemente, mas não o tempo todo. O negócio é fazer que as mudanças sejam sempre passos para frente. Dessa forma a gente vai sempre progredir, mas tendo tempo pra respirar e aproveitar as coisas como elas são agorinha mesmo - em vez de viver preocupado com um futuro que, mesmo com o passar do tempo, não vai chegar nunca.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O amor nos tempos do cólera



Acabei de ver esse filme e simplesmente AMEI. Não tinha lido o livro apesar de ter a intenção (agora mais do que nunca), então meu primeiro contato com a história foi mesmo no filme. E que história linda! O filme é desses que dentro das duas horas que você passa assistindo, tanto acontece (na tela e dentro de você) que parece que muito mais tempo passou. Há muitas falas interessantes e a frase final fecha com chave de ouro. Fazia tempo que não via uma história de amor tão linda assim. Maravilhoso o filme. Recomendo. Recomendo mil vezes.

Pinceladas



A modelo e apresentadora de tv Heidi Klum está se separando do cantor Seal, sete anos e quatro filhos depois. A notícia veio como um choque, já que para o mundo eles pareciam o casal perfeito. Aí eu leio um comentário de uma garota na internet dizendo: "Se até eles estão se separando, então não acredito mais em casamento." E eu diria: em vez de não acreditar mais em casamento, por que não acreditar menos no que a mídia te conta? Se a separação está acontecendo é porque obviamente o relacionamento tinha problemas. Mas é claro, não era o que parecia. Porque, é óbvio, não é a imagem que queriam passar. E fim de papo.

ps1. E se você não sabia que eles estavam se separando, parabéns: está assistindo menos tv que eu.

ps2: E se você não sabia nem quem eles eram, mais parabéns ainda. Ainda não cheguei nesse estágio. E nunca deixo de ler a capa da People enquanto espero na fila do mercado.
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Por que as pessoas gastam dinheiro e passam dor tirando suas sobrancelhas, e depois compram um monte de pincéis e sombras para desenhá-las novamente? É uma tentativa de mudar a sobrancelha de lugar? Poupe seu trabalho de uma vez por todas aceitando que o lugar dela é ali mesmo, em cima dos olhos.
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Outro dia tive que resolver algo com o Banco do Brasil. Isso porque de uma hora para outra, não estava mais conseguindo fazer movimentações online. Para isso, teria que ir até um caixa eletrônico e blablabla, e aqui onde estou não tem caixas do BB. Enfim. Como primeira providência, tento ligar para o banco. E não consigo. Era necessário uma senha de quatro digítos para falar com qualquer pessoa. Então aguardo uma viagem que já tinha marcada a Nova York e vou à agência de lá. Sou bem atendida mas talvez por não entender exatamente meu problema, não sei explicá-lo à moça. Saio de lá achando que resolvi o problema, sendo que não tinha. Por via das dúvidas, saio de lá tambémm com a tal a senha de quatro dígitos. Chego em casa e de cara preciso usá-la, já que minhas movimentações bancárias continuavam bloqueadas. Consigo então falar com uma moça que diz que isso só com meu gerente. E que era para ligar tal horário, quando a agência já estaria fechada, e ele, mais desocupado, poderia falar comigo. Então eu ligo. E ele se recusa a me atender.

Pois é. Pelo jeito não era só a cheque especial ou atendimento prioritário na agência que eu não teria direito com aquele meu tipo de conta. Esqueceram de me avisar que falar com o gerente também não está incluído. Eu bem que já devia ter feito um upgrade, começo a pensar. Ficar nessa de manter essa conta básica só pra pagar taxas menores pode não ter sido o melhor negócio... Mas enfim. Ligo novamente na agência de Nova York, conto a história e aí eles não só resolvem meu problema como ainda me telefonam para avisar que já resolveram.

Conclusão: na impossibilidade de um upgrade de conta, um de endereço talvez resolva.
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Mas tem horas que a gente tem que pagar um extra pra ter um certo conforto. Foi a conclusão depois de viajarmos de ônibus para Nova York com uma empresa chinesa. O preço era tão baixo que não dava pra entender. O mesmo valia para o que o motorista falava: também não entendíamos nada. Nem nós nem os americanos que pegariam o mesmo ônibus. O homem de olhos puxados apontava pra um dos ônibus e dizia "Iximondi, Uixíííííínia" e lá fomos nós, com coragem e uma ponta de dúvida, para Richmond, Virginia. Compensou pagar um pouco mais? Ah, sim. Pelo menos tínhamos certeza que estávamos indo pro lugar certo.