segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filosofia 101

Este post eu escrevi para um antigo blog que eu tinha, chamado bubble bath. Para quem já me acompanhava naquela época, vai novamente a historinha da filosofia. Os que estiverem lendo pela primeira vez, mergulhem comigo nesses próximos parágrafos, e ganhe uma visão geral e resumida sobre a história do pensamento humano ao longo dos séculos:



Para os estóicos, os dois grandes males da vida eram o peso do passado e as miragens do futuro. O segredo da felicidade para eles então, era simples: esteja presente. Apenas isso. Naquela época, tempo de Grécia antiga, e Sócrates, e sofismo e coisa e tal, eles acreditavam que o mundo era perfeito, logo divino. Sendo portanto o mundo perfeito, tudo acontecia exatamente como deveria acontecer, tudo tinha uma razão de ser e as pessoas deveriam entender isso e aceitar as coisas como elas são.

Veio o cristianismo e mudou um pouco a visão. Quem era perfeito agora não era mais o mundo mas sim Deus. Houve uma revolução no pensamento e nos valores e muitas coisas apareceram no mundo nessa época. Pra dar um exemplo, na Grécia antiga, como acreditavam que a natureza produzia homens fortes e homens fracos, acreditava-se que simplesmente alguns nasceram para comandar e outros para obedecer. Por isso uma sociedade lúcida mas escravocrata. Aí o cristianismo chega dizendo: somos todos irmãos. Todos iguais perante a Deus. E assim, criou-se a democracia. Um pensamento totalmente diferente, mas o que diz a Bíblia? A cada dia, o seu cuidado. Cuida do hoje que o amanhã será provido. Esteja presente.

Então a ciência evolui. E vem Copérnico, e Galileu e, ai meu deus, Darwin! O homem do século XVI e XVII fica desorientado. Peraí, peraí, como assim o mundo não é perfeito e nem dá mais pra confiar 100% nessas teorias religiosas... Se não dá pra depositar a fé nem no cosmos nem em Deus, em quem então? No próprio homem. Dá-lhe antropocentrismo. E vem Descartes - que pensa, logo existe - e Kant com suas críticas da razão. Haja racionalismo. E o que o racionalismo diz? Que precisamos destruir os conhecimentos anteriores e ver por nós mesmos. O próprio homem como base de todo conhecimento. Só é real o que eu posso experimentar e dizer que é real. E o que é isso? Exatamente, ladies and gentlemen: o presente.

E vem Rousseau com o Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens e Satre com o existencialismo e muitas voltas se dão no pensamento da humanidade até que chegamos nele. O polêmico. O imoral. O provocador. O fascinante. Nosso amigo Nietzsche.

E Nietzsche, que brilhantemente desconstrói tudo o que foi dito e pensado até então, e se diz ateu, imoral, e sem escrúpulos, vem com a seguinte conclusão de sua filosfia: a teoria do eterno retorno. Que seria uma teoria de salvação bem cética, para este mundo, sem Deus no contexto, sem ídolos ou idealismos. E o que ela diz? Para se viver muito bem o aqui e o agora. Para se perguntar a cada escolha: eu poderia fazer essa escolha mais uma vez e mais uma, eternamente? Porque meus amigos, se o passado ficou pra trás e o futuro talvez não chegue a eternidade é uma só: o próprio presente.

E nem vou entrar no conceito budista sobre o benefício de estar presente. Ou seja, parece que não importa de onde vem, o conselho é sempre o mesmo. Viver o aqui e o agora. Entregar-se ao momento. E como diz em Meditações, VIII, 36 "Lembra-te então de que não é nem o passado nem o futuro, mas o presente que pesa sobre ti."

Carpe diem, my friends. Carpe diem!

sábado, 28 de abril de 2012

The story

É uma música de Brandi Carlile, mas poderia ter sido escrita por mim...








All of these lines across my face


Tell you the story of who I am


So many stories of where I've been


And how I got to where I am


But these stories don't mean anything


When you've got no one to tell them to


It's true...


I was made for you

I climbed across the mountain tops


Swam all across the ocean blue


I crossed all the lines and I broke all the rules


But baby I broke them all for you


Because even when I was flat broke


You made me feel like a million bucks


Yeah you do and I was made for you
You see the smile that's on my mouth


Is hiding the words that don't come out


And all of my friends who think that I'm blessed


They don't know my head is a mess


No, they don't know who I really am


And they don't know what I've been through like you do


And I was made for you...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O paradoxo da organização

 No condomínio onde estou morando são feitas inspeções regulares nas quais visitam os apartamentos para checar se os detectores de fumaça, sprinklers etc de cada casa estão funcionando bem. Quando muda a empresa que administra o condomínio, pode saber que lá virá outra inspeção. Por conta disso, num espaço relativamente curto de tempo, fomos inspecionados três vezes. E acontece assim: dias antes deixam um aviso embaixo da porta avisando o dia e o turno em que virão. E o pedido de que, caso o morador não for estar em casa, que deixem animais de estimação presos, já que assim como em hotéis, aqui também eles tem uma chave mestra que tudo abre. Estou contando isso pra dizer que esse pessoal entra em absolutamente todos os apartamentos do condomínio, esteja a pessoa em casa ou não, e que uma vez dentro do apartamento, olham todos os cômodos - banheiros e closets inclusive. Ou seja, ao completar uma inspeção, eles tiveram a oportunidade de ver the good, the bad and the ugly. Ou então, o "paraíso" - que foi como chamaram aqui em casa.

 Achei curiosíssimo que a reação dos três grupos (pessoas diferentes) foi praticamente a mesma ao entrar aqui: choque, espanto, incredulidade. E não porque a casa estava bagunçada. Para minha surpresa, o espanto se deu justamente porque a casa estava - oh, meu deus - limpa e arrumada.
 E longe do meu apartamento ser alguma perfeição. Pra se ter uma ideia, quem cuida de todos os afazeres dométicos sou eu - a mesma que assiste milhões de filmes, acompanha trocentos seriados, lê um livro atrás do outro, troca longos e-mails com alguma frequência com um monte de gente, vive na rua batendo perna, está fazendo um curso puxado de francês, esboçando um livro, posta aqui quase todo dia e ainda adora cozinhar à noite e fazer bolos à tarde, mas nem sempre tem a mesma empolgação pra limpar a cozinha - então, façam as contas. E eu não me preparei para as inspeções. (Até porque, na primeira não tinha a mínima ideia de como seria e das duas últimas só me lembrei no momento em que o pessoal já estava aqui do lado de fora.) Logo, o apartamento que o pessoal da inspeção viu é o mesmo que qualquer um veria a qualquer hora que chegasse aqui. Coisas relativamente no lugar. Cama arrumada, talvez algumas louças empilhadas na pia, revistas dentro do revisteiro, móveis no lugar, chão embaixo e teto em cima, enfim, a coisa mais normal do mundo.

 É. Normal pra gente.

 Pelo que me contaram, depois de muitos elogios e congratulações, o normal aqui é viver em casas caóticas, sujas, entulhadas e que várias delas, inclusive, cheiram mal. Uma mulher de um dos grupos ficou tão impressionada que me perguntou, de fato esperando uma resposta, como é que eu conseguia ter uma casa tão "perfeita". E eu respondi:
 - Acho que é porque sou brasileira.
A cara que ela me olhou poderia ser traduzida em "você está brincando com a minha cara?", e eu até entendo, já que a imagem do Brasil nunca é associada a organização.
 Mas nesse caso, estranhamente, ela pode ser.

 Acho que o fato de crescermos em casas com empregadas e faxineiras, faz com que nos acostumemos a morar em casas muito limpas e sempre arrumadas. E aí, mesmo que se vá morar lá longe e se tenha que fazer tudo a gente mesmo, uma vez acostumados com o esquema brasileiro, a gente não consegue mais viver de outro jeito.

 O estranho é que se me perguntarem o que é exatamente que eu faço ou qual a mágica para mesmo não tendo empregada ou faxineira, estar praticamente o tempo todo com tempo livre  e ainda manter minha casa sempre um brinco, eu diria que deve ser algum tipo de paradoxo como o das francesas que se refestelam em comidas maravilhosas e não engordam.

 Mas no fundo eu sei que eu digo não saber o que é que eu faço porque pra mim já é tão normal viver dessa forma que eu nem percebo mais que estou fazendo.

 Já é automático levantar da cama e arrumá-la direitinho, almofadinhas e tudo. Eu nem vejo mais que toda vez que deixo um cômodo eu levo comigo pratos e copos que estavam ali e deixo na pia. Eu nem penso mais ao afofar minhas almofadas ou recolher as revistas. E a faxina semanal, eu gosto de fazer, então nem considero trabalho. Ajuda demais o fato de ter um marido que também gosta das coisas arrumadas, que também cresceu numa casa organizada, e que por isso participa ativamente do processo de manutenção.

 Isso, somado ao fato de ser da terra das empregadas e faxineiras como parte integrante das famílias, faz com que eu simplesmente não aceite, consiga ou conceba viver de outra forma. E claro que ser filha da Dona hoje-eu-vou-fazer-uma-geral com o Senhor minha-filha-leve-um-pires-junto-com-esses-biscoitos completam a história. Afinal, filha de peixe será sempre peixinha, não importa o mar onde a colocarem para nadar.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Iguais nas diferenças

Num dos primeiros capítulos da novela, a malvada da Carminha apertou os braços da pequena Ritinha e disse algo como: "Um dia você ainda vai aprender que ninguém é totalmente mau nem totalmente bom."

 Fiquei pensando nisso. Aliás, quem foi que disse que novelas não rendem boas viagens filosóficas?

 Enfim. As conclusões:

 1. De fato, ninguém é totalmente mau nem totalmente bom. Mas isso não é desculpa para deixar o lado mau tomar conta, tampouco serve para amenizar o peso de uma ação ruim. Explica, mas não justifica.

 2. De fato, somos todos iguais na condição humana, formada por seres nem totalmente bons e nem totalmente maus. Mas as quantidades de bondade/maldade nas pessoas variam drasticamente. Então, existem sim pessoas piores que outras. Não me venham com essa de que, por conta de ninguém ser 100% nada, que todo mundo é igual. Porque de igual todos temos o fato de não sermos nada em totalidade. Passsou disso, cada um é diferente.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

À francesa

Um dos últimos livros que me deliciei lendo foi o chamado Bringing up bébé - one American mother discovers the wisdom of French parenting (273pgs: The Penguin Press), que traduzindo seria algo como "Educando um bébé - uma mãe americana descobre a sabedoria do modo francês de criar filhos". Achei maravilhoso! Além de ser escrito de uma forma leve e interessante, o livro traz inúmeras ideias novas para a criação de filhos. Mesclando muita pesquisa com a saga pessoal da autora - uma jornalista americana que se casa com um jornalista inglês e juntos vão morar em Paris, onde ela tem seus três filhos - o livro pode ser lido tanto como um guia sobre o modo francês de educar quanto como um romance. De qualquer forma, o leitor aprende muito.

Eu poderia falar muito mais sobre esse livro, mas acho que quem se interessar pelo tema deve beber logo direto da fonte. De qualquer forma (e também porque eu não resisto) (e porque a reportagem que fizeram sobre esse livro publicada na Cláudia de março não focou no ponto central da tese da autora) vou dizer aqui o que eu acho que resume toda a sabedoria do livro: o fato de que os bebês e crianças são muito mais capazes do que os pais americanos (e brasileiros!) costumam acreditar. Capazes de quê? De entender, de aceitar, de lidar com frustrações, de se controlar, de se comportar, de obedecer, de aprender etc etc. É partindo dessa tese que a autora chega à conclusão de que para ser um pai ou mãe melhor, não basta ler mil livros sobre Pais & Filhos e aí decidir seguir tal ou tal linha. É preciso mudar a visão que o adulto tem do que é uma criança. Isso por si só já é um conceito bastante revolucionário, que vale a leitura.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Salmão siciliano

Hoje vai uma receita deliciosa de salmão que aprendi a fazer no blog Vestida de Noiva. Já fiz várias vezes aqui em casa e é sempre um sucesso. O melhor de tudo é que o preparo é facílimo. [As fotos também são do mesmo blog.]




Salmão Siciliano






Ingredientes:
2 filés de salmão
2 limões sicilianos
2 ramos de alecrim
Azeite
Sal, pimenta

Preparo:
Pré-aqueça o forno. Tempere os filés de salmão com sal e pimenta do reino ralados na hora. Regue com azeite. Coloque em cima fatias de limão siciliano e o raminho de alecrim. Faça uma trouxinha com papel alumínio deixando um espaço em cima para o vapor poder cozinhar o salmão. Leve ao forno por 25min. Sirva com arroz branco e salada verde.

quarta-feira, 18 de abril de 2012



A verdade é que se você não cuida bem de você mesmo, termina provocando um mal estar geral. Você fica mal e aqueles todos a sua volta (provavelmente as mesmíssimas pessoas de quem está tentando cuidar) serão afetadas pelo seu estado de espírito, e terminarão com o mesmo mal estar. É simples - e trágico - assim.

Não adianta tentar cuidar de tudo e todos se antes não tiver cuidado muito bem de você. Seria como eu assumir o compromisso de te ensinar chinês - sendo que eu mesma não sei falar. Será que isso daria certo? Pois é. Ninguém pode dar o que não tem, ninguém ensina o que não sabe e o exemplo é melhor do que qualquer discurso.


Nada de culpa também. Quando você cuida bem de si mesmo, está ensinando os que estão a sua volta a fazerem o mesmo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

10 motivos a menos para se estressar!

O mundo anda cada vez mais cheio de demandas. É um tal de faça isso, faça aquilo, que às vezes dá para ficar estressado só com o tanto de apelos ouvidos constantemente.Essa lista vai contra essa corrente. Para a gente poder respirar e sentir algum alívio, para variar.
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Ei, não há problema se...

  • ... você nunca viu Casablanca nem leu Guerra e Paz.
  • ... você não é parte de todas as redes sociais da moda.
  • ... suas unhas estão com alguns bicadinhos nas pontas.
  • ... você ainda se confunde um pouco ao acompanhar os conflitos do Oriente Médio.
  • ... ele pensar, no início do relacionamento que você é mesmo loira/ruiva natural.
  • ... seus pratos e copos são todos descombinados.
  • ... apesar de já passar dos trinta, você ainda pede um colo de vez em quando.
  • ... você ocasionalmente se delicia com um pouco de cultura inútil.
  • ... sua casa não for impecável como as dos showrooms.
  • ... você não tem o corpo igual ao da mulher da revista. (Em tempos de photoshop, nem ela mesma deve ter.)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dá menos trabalho

Nesta última 6a feira completou nove meses que marido e eu chegamos aqui nos states. Isso significa que tem os mesmo nove meses que eu não trabalho. (Tecnicamente tem 10, já que entrei de licença um mês antes de vir pra cá. Mas o processo de mudança foi tão corrido, que seria loucura contar aqueles dias como descanso.)



Vivo em contato com os amigos que ficaram - trabalhando e/ou estudando - no Brasil. E claro, vira e mexe alguém suspira e diz que daria tudo pra também ter essas longas férias como estou tendo. E é aí que eu entro dizendo: férias? Não, meus amigos. Eu não estou de férias. Na verdade, é bem o oposto disso.



Essa introdução não é pra dizer que cuidar da casa, cozinhar, lavar, passar, fazer mercado etc dá muito trabalho, blablabla, porque isso eu faço sorrindo e cantando. Essa introdução é pra chegar em dois pontos:



1. Só se tem férias quando se trabalha.


2. Quem não trabalha cansa muito mais.




Sobre o 1o ponto:


Eu já passei por todo tipo de fase na vida no que diz respeito à ter ocupações. Já tive fases insanas de tão corridas, nas quais eu não tinha quase nenhum tempo livre e vivia em cima de listas de monografias pra entregar, seminários pra apresentar, livros pra ler, provas e não sei mais o quê. Vivia acordando domingo às 6am pra dar conta de fazer tudo. Já trabalhei em empresa privada que queria meu sangue e mais um pouco. Já trabalhei em órgão público, onde trabalho tinha mas também horário pra chegar e ir embora, e não levávamos trabalho pra casa, e então a vida seguia tranquila. Já estudei e estagiei ao mesmo tempo. Já passei temporadas viajando, sem qualquer outro compromisso senão o de estar lá. Já passei períodos estudando pra concurso, maturando pra vestibular, ou dobrando a jornada de colégio pra conseguir entrar no Colégio Militar. Enfim. Já tinha passado pelas situações mais diversas, mas nunca pela qual estou passando agora: impedida de trabalhar porque apenas o visto do marido é de trabalho (o meu é o de "esposa"). E impedida de estudar por razões outras atreladas também ao visto. Mas o caso é esse: há 9 meses meu tempo tem sido todo meu, para fazer o que eu bem entender. Paraíso? Também, mas não somente.

A gente tende a pensar que não ter que fazer nada deve ser a melhor coisa do mundo porque acostumou a ter que trabalhar ou estudar e sabe o quanto é gostoso estar de férias. Mas o sentimento de "que delícia que é estar de férias" só existe quando aquilo, de fato, são suas férias. Querendo dizer: quando o tempo livre é delimitado (pode até ser longo, mas tem dia pra começar e terminar) e quando vem acompanhado pela consciência de dever cumprido, de um rumo na vida, de uma compensação merecida por tanto esforço. E nada disso vem de graça para mim no momento.

Essas coisas fazem muita falta. Quem nunca parou na vida pode até achar que não, mas eu posso afirmar com segurança que sim. O que nos leva ao segundo ponto:

Quando a falta dos sentimentos acima bate e a gente está impedida de trabalhar ou estudar, resta a nós mesmos correr atrás do prejuízo e nos motivar para utilizar o tempo de uma maneira produtiva, que conte e talvez até que nos renda algum resultado uma vez de volta ao mercado de trabalho. Ou seja: de repente a gente está atuando dos dois lados da questão. A gente não só tem que dar conta do recado, mas também tem que ir atrás do que dar conta.

Quando você trabalha, alguém faz uma das partes pra você. É só você chegar lá de manhã e provavelmente sua mesa vai estar cheia de problemas pra você resolver. Então o seu trabalho é só um: o de resolver. O meu, são dois: o de inventar os problemas, e o de resolvê-los. Acredite em mim quando eu digo: trabalhar dá muito menos trabalho. E o melhor: ainda te pagam! Como a cereja do topo, virão as férias, que serão muito mais gostosas.

Hoje de manhã eu já malhei, arrumei a casa e tomei um banho de banheira. Daqui a pouco eu vou deitar no sofá pra terminar de ler meu livro, e aí depois talvez eu veja um filminho água-com-açúcar. Ficou vontade de trocar de lugar? Não seja bobo. É claro que eu aproveito o tempo, a vida e tudo o que estiver ao meu alcance, porque esse é o meu modus operandi mesmo. Mas enquanto isso, ao mesmo tempo em que descanso, eu também estou trabalhando em dois livros, estudando piano, fazendo francês, ajudando em algumas traduções, fazendo o blog e revisando umas monografias na amizade. Porque produzir é preciso - e tão necessário quanto descansar.

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Meu prato preferido

Esse é meu prato preferido! É uma receita típica da culinária suíça, por isso o nome oficial é Zürigschnätzlets. Já fiz com outras carnes e fica até bom. Mas só mesmo com vitelo o prato fica 100%. Dá um pouco de trabalho fazer, mas compensa. Ah, como compensa!!


Vitelo ao molho de cogumelos

Ingredientes:
300gr de vitelo picado em tiras pequenas
1 cebola
1 colher (sopa) de manteiga
3 ou 4 cogumelos Paris fatiados
½ colher (sopa) de farinha de trigo
Tomilho seco (se tiver)
1 colher (sobremesa) de suco do limão
½ copo de vinho branco
½ colher (café) de páprica (se tiver)
½ colher de café de maisena dissolvida
1 lata de creme de leite
Sal, pimenta
Salsinha picadinha (de preferência aquela pequenininha)

Preparo:
Pique a carne, os cogumelos, a cebola e a salsinha. Esquente uma frigideira ou panela de fundo grosso em fogo alto. Quando estiver bem quente, espirre um pouco de óleo e jogue os pedaços de carne para que fiquem selados. Vire rapidamente até que todos os lados fiquem tostadinhos. Retire a carne da frigideira e passe para um prato dentro do forno em fogo baixo. Coloque a colher de manteiga e abaixe um pouco o fogo. Refogue a cebola e depois os cogumelos. Adicione agora o suco de limão. Acrescente a farinha de trigo, e depois o vinho branco. Deixe ferver e reduzir um pouco. Volte a carne para a frigideira, misture, adicione sal, pimenta, despeje o creme de leite, a maisena dissolvida e por fim a salsinha picada. Sirva acompanhado de noodles ou spätlzle.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Uma amiga me perguntou um dia e eu respondi:



O melhor modo de segurar um homem? Entre meus braços, oras.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Da série: coisas que ainda não entendo

Por que será que os americanos gostam de pensar ao contrário?





Isso é uma coisa que me chama atenção, justamente por ser essa uma cultura que gosta de facilitar as coisas ao máximo. Eles são muito eficientes em sinalização de trânsito, por exemplo, e em suas instruções, no geral. Às vezes exageram e apontam o óbvio. A história do saquinho de amendoim onde vem escrito o famoso "cuidado: contém amendoins." não é lenda. Então por isso é que eu me pergunto por que, meu deus, por que eles:


1. pensam as datas ao contrário? (mês/dia/ano)



2. dizem os nomes na ordem inversa? Primeiro você se apresenta com seu sobrenome, depois com o primeiro nome. Mesma coisa pra preencher fichas. Aliás, numa ficha o último nome vem primeiro, o primeiro vem em segundo e o do meio vem no final. (???)



3. usam os adjetivos começando pela coisa que menos importa até chegar na principal? Um preto gato. Uma bonita amarela casa. Uma interessante jovem brasileira mulher.



Outras coisas que também estranho:



* O modo como eles pensam sobre quanto dinheiro uma pessoa ganha. Eles dizem quanto você ganha por dia, por semana ou por ano - mas nunca por mês. Sendo que nenhuma conta (água, luz, telefone...) é diária, semanal ou anual, mas sempre mensal. Não faria mais sentido pensar em termos de mês, então?



* Mais uma vez, o modo como eles pensam o tempo em semanas em vez de meses. Não é tão mais claro pensar coisas grandes em pedaços maiores? O que você entende mais depressa: dezoito semanas ou quatro meses e meio? (Não vale para as grávidas! Rs.)

terça-feira, 10 de abril de 2012

O vídeo do protetor solar!

 AMO esse vídeo! Assisti a primeira vez há muitos anos. E invariavelmente, toda vez que revejo, fico feliz. Que faça o mesmo por vocês!

segunda-feira, 9 de abril de 2012



Você rasgaria dinheiro? Jogaria várias notas de 50 no lixo? Queimaria umas notinhas de 100 com um isqueiro, só por diversão?




Comprar coisas que não vai usar/ler/assistir/tirar proveito é a mesmíssima coisa.







Agora suponha que abriu uma loja no shopping especializada num produto novo no mercado, chamado tranqueira. E suponha que a função da tranqueira fosse ajudar a entulhar sua casa, ocupar espaços e enfeiurar o ambiente. Ah, sim. E cada tranqueira custa várias daquela notinha de 100. Você sairia correndo pra comprar várias?



Pois é. Mas é o que você faz quando leva pra casa coisas que não vão agregar nada à sua vida.





Da série: parece óbvio mas não é.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Feliz Páscoa!

"Que teu coração deposite toda a sua confiança no Senhor!
 Não te firmes em tua própria sabedoria." - Provérbios 3:5


Pois é, meninos e meninas. Eu já tinha sublinhado isso numa Bíblia há uns doze anos, mas só muito recentemente fui captar a mensagem.

 Para esta Páscoa, que "caiam as fichas" que tiverem que cair para vocês também! Ou, como diz uma amiga querida, "que desça da cabeça para o coração".

 Aproveitem o feriado! Uma ótima Páscoa!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Porque dias melhores sempre virão


Cena do filme Pegar e Largar

 Ontem eu assisti a um filminho chamado Pegar e Largar que me surpreendeu bastante. Digo filminho porque num primeiro momento, tudo nele (título, enredo, atores) dá um ar de sessão da tarde. A história, inclusive, é daquelas que demora uma boa meia hora pra deslanchar. No começo, o que a gente vê são alguns personagens um tiquinho desinteressantes numa história que não se tem certeza se vai nos prender até o final. Mas aos poucos a história vai ficando, não só muito envolvente como também profunda e cheia de lições. A sinopse é a seguinte: uma jovem perde o noivo às vésperas do casamento, e enquanto vai lidando com a dor do luto, faz inúmeras descobertas que podem ser a chave para sua recuperação. (E sim, o enredo é parecido com o de Ps. Eu te amo mas os filmes são bem diferentes.)

 O que eu adorei sobre o Pegar e Largar foi a trajetória da personagem principal, que começa de luto e termina muitíssimo bem, obrigada. Não apenas por conta do final feliz, mas principalmente pelo modo como ela viveu o meio dessa história.

 No filme, ela se permite viver a dor em seus estágios sem tentar bloquear sentimento algum mas também sem fazer ponto de almoço na tristeza. Ela se apega no que aconteceu de bom para inspiração e usa o que aconteceu de ruim como motivação pra conseguir algo ainda melhor. Achei perfeito, porque é o que eu procuro fazer também.

Já que ninguém está imune a acontecimentos e fases ruins na vida, o que podemos fazer é prestar atenção em como lidamos com cada coisa que acontece e em como ressurgiremos do outro lado da história. Porque o modo como a gente percorre o caminho do ponto de desespero ao da felicidade faz toda a diferença, até mesmo para a qualidade dessa felicidade.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Parece que abril é mesmo o mês oficial dos acontecimentos e mudanças. Bem que a Susan Miller avisou que meu marte retrógrado iria começar a caminhar ao mesmo tempo em que júpiter avançaria pela segunda casa de saturno, à esquerda de quem entra.

 Em todo caso, o que quero dizer é que se por algum motivo o blog ficar esquisito nesses próximos dias, se clicarem em alguma guia e não funcionar, é porque o blogger está atualizando algumas interfaces e fazendo diversas mudanças nos bastidores, e então essa pode ser a causa.

Mas logo logo, e assim que Urano se alinhar com Fulano e Beltrano, tudo deve voltar ao normal.
Você sabia que em vestibulares e concursos públicos, eles evitam a todo custo cobrar interpretação de texto literário de autores vivos? Isso porque a interpretação desse tipo de escrita é bastante subjetiva e já aconteceu de, uma vez gabaritada a prova, banca examinadora, candidatos e autor quase saírem no tapa.
Pois é. Mas nesse caso é diferente. A autora (eu) está aqui pra explicar o que o poeminha abaixo quis dizer. Ele faz parte da minha filosofia de vida. E que é uma das coisas mais sábias que acho que já escrevi - sem nem perceber, na época (2007), que era. Resumindo, ele é uma exortação à vida concreta, experimentada pelos órgãos dos sentidos, mundana, normal, comum - e tão gostosa. É um chamado ao viver cada dia aproveitando o que houver para aproveitar, e sem se deixar consumir por questões existencias ou perguntas sem resposta. Porque ficar tentando responder certas coisas é o mesmo que ter como propósito contar os números até o final.
(Sim, um dia eu tive tal ambição. Tinha uns seis anos de idade. E não era boba não! Lembro que pra facilitar o processo, resolvi começar logo do número 200.)


Não queira explicar
Nem tente entender
Se o seu papel aqui
É só o de viver.
Se procura um sentido
Aproveite os que já tem
Veja, toque e tenha ouvido
Pros sussurros de alguém
E mesmo que a falta de lógica
Provoque um pouco de medo
Não torne a mágica trágica
Desvendando seu segredo
.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dez outros mandamentos

Esses são para quem estiver morando aqui ou visitando os states por algum tempo considerável:



1. Aprenderás a pedir o que quer falando muito rápido e sumindo da frente do caixa com a mesma rapidez.



2. Pedirás sempre a meia porção ou o tamanho "pequeno", o "kids" ou "baby size".



3. E mesmo assim, encherás 2/3 do copo que te for entregue de gelo, e só o restante completarás com refrigerante da máquina.



4. E não beberás o refrigerante todo, que ainda assim será grande demais.



5. Não entrarás nas noias dos americanos. [esse aqui dá um post por si só] [talvez até um livro]



6. Não darás atenção para "promoções únicas, imperdíveis e que duram-só-hoje". Porque amanhã terão outras duas dessa. E depois de amanhã, mais três.



7. Aprenderás calcular porcentagens complicadas de cabeça. [Tanto antes de ir ao restaurante quando aos outlets!]



8. Aprenderás a pensar em fahrenheits, milhas, libras, pés, galões e onças. [Sim, ainda estou falando de unidades de medida! 1 onça por exemplo, equivale à potência de dois cavalos e uma zebra.] [Falando sério, 1 onça = 28,691 gramas]



9. Não levarás as propagandas de remédio a sério, ou senão você nunca mais vai tomar nada.



10. Não levarás nenhuma das outras propagandas a sério. Ou senão você vai terminar comprando tudo - inclusive o remédio da propaganda acima, que depois de ouvir os quinhentos efeitos colaterais possíveis, você jurou que nunca compraria.

domingo, 1 de abril de 2012

De volta

Eu voltei, pras coisas que eu deixei... [melodia da canção de Roberto Carlos]

Sim, eu tirei minhas férias e agora estou de volta. E tirar as férias foi uma delícia. E estar de volta também está sendo!

Aliás, essa é uma das coisas mais fantásticas da vida. O fato de que a gente não precisa escolher um lado: os dois lados da moeda podem ser muito gostosos.

Viajar é uma delícia. E voltar também.

Comunicação é importante. E recolhimento, igualmente.


Sair de casa é preciso. Voltar, mais ainda.

Estar entre amigos é muito bom. E ficar sozinho não tem preço.

Trabalhar é importante. E descansar, idem.

O elogio é bom pra confortar; a crítica, para lapidar.

A alegria anima, a tristeza ensina.

Cuidar de dentro é fundamental. E de fora, também.

Algumas pessoas devem ser evitadas. Para que outras entrem em nossas vidas.

Planejar é bom, lembrar do que passou também.

O dia é bom. A noite também.

O frio é muito gostoso. E o calor, descobri recentemente, também.

A vida não é uma loja de brinquedos onde a gente só pode escolher um. Você pode escolher os dois. Você pode querer tudo. Você pode e deve aproveitar tudo. Sempre dentro do razoável e com equilíbrio.


Por isso eu sumi. E por isso voltei.


Estava com saudade.