segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rapidinhas

 Outro dia o assunto do programa Bem Estar era sorvete. O quê? Não conseguiram pensar em mais nenhuma doença pra discutir? Suspeitei de que estavam sem assunto. Tive certeza quando escutei o seguinte diálogo entre a simpática apresentadora Mariana e o convidado do dia, um connoisseur de sorvetes (E eu nem sabia que isso existia! Pra mim, eu era uma connoisseur de sorvetes! ha ha):

Mariana: - Fulano de tal, qual é o melhor lugar para se guardar o sorvete em casa?
fulano de tal: - Mariana, o melhor lugar para se guardar o sorvete é no freezer.
Mariana: - E qual o melhor momento para pegar o sorvete na hora das compras?
fulano de tal: Mariana, o melhor momento para se pegar o sorvete é no final da compra. 

Faltou uns tambores rufando antes dessas revelações.

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 Alguma vez você já escolheu no GPS a opção "caminho mais curto" e ele te sugeriu a opção mais complicada e cheia de voltas possível? Às vezes acho que os fabricantes de GPS tem acordos secretos com os donos de postos de gasolina.

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 É comum as pessoas dizerem que agora que tiveram filhos elas quase não tem mais tempo nenhum pras coisas delas. E cuidar do filho que elas mesmas tiveram, eu me pergunto, elas acham que faz parte das "coisas" de quem, exatamente?

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 Na farmácia perto aqui de casa os remédios para dores musculares ficam nas prateleiras de baixo, bem no cantinho. Ou seja, não basta o sujeito já estar cheio de dores, ainda vai ter que se agaixar e fazer a maior ginástica pra conseguir pegar o remédio. Parece uma brincadeira de mau gosto.

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Tem umas celebridades que, no intuito de não precisarem se preocupar com nada, contratam mil pessoas para administrarem as diversas áreas da vida delas. Só que aí elas passam a vida administrando as pessoas que administram a vida delas. Por que não simplificar e contratar logo uma pessoa só que tope assumir suas identidades e que vá, de uma vez por todas, viver a vida delas por elas? Não seria muito mais prático?

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 E pra terminar: a única coisa mais chata do que uma pessoa que acredita em tudo o que lê e ouve é uma que não acredita em nada.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Thanksgiving

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Por eu estar viva. Por eu ser cheia de vida. Pela vida ser o que é. Pelo meu marido, que além de ser o homem por quem me apaixonei perdidamente, loucamente, head over hills, acontece de ser também um cara muito do bem, realmente fantástico. Pela Becky, a companhia mais fofa que alguém poderia ter em suas tardes. Por eu ter nascido com um pai tão forte, honesto, íntegro, e firme, que desde sempre me mostrou o que é caráter. Por eu ter nascido de uma mãe tão alegre, animada, otimista e generosa, que com seu coração enorme me inspira a ser mais como ela a cada dia. Pela Lorena, pelo Tardelli, por todos os outros amigos e amigas, e tias tornadas madrinhas, e amigas que são como irmãs, e irmã que se tornou uma grande amiga, e sobrinhas que são muito fofas, pessoas a quem também AMO. Por todos os relacionamentos no qual conversas profundas se alternam com gargalhadas histéricas há tantos e tantos anos - esse é o tipo de coisa que simplesmente não tem preço. Pelos Bregaldas e pelos Lemos, que família é coisa preciosa. Pela Mel e pelo Flávio, pelo Alexandre e Nathália, e por todos os outros Marques e Póvoas que por conta do marido tenho a sorte de ter na minha vida, e que sempre me levam a um lugar de alegrias descomplicadas que é tão, tão bom.  Por eu ter tanta gente maravilhosa na minha vida. Pelas minhas mil e duzentas histórias de vida. Pelo Colégio Militar. Pela banda do Colégio Militar. Pela UnB, pela Universiade de Estocolmo, pela Thomas, pelo Goethe, pela Aliança. Por eu ter tido meu sonhado quarto sozinha. Por cada dia aproveitado naquele universo que era tão eu, e era tão meu. Pelos dias frios, pelos dias chuvosos, pelos dias nublados. Por eu estar num país onde se tem mesmo as quatro estações, e pelas estações mais frias durarem mais aqui onde estou. Pelas novas amizades feitas aqui nos states. Pelos passeios, viagens, compras, filmes, concertos, países, museus, livros, peças, revistas, musicais, recitais, encontros, círculos e todas as outras coisas maravilhosas que já experimentei na vida. Porque este é um mundo no qual há sundaes de chocolate e manhãs de domingo. Pelo cheiro de grama molhada, pela paz de uma tarde calada, pelas bênçãos que a vida me traz. Por tudo que já vivi até hoje e por tudo que ainda virá. E principalmente, não só por eu ter tantas coisas incríveis na minha vida, mas por eu ter a graça de percebê-las, reconhecê-las e honrá-las, e assim ter multiplicada a felicidade que cada uma delas me traz. Obrigada. Obrigada, Deus.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O benefício da neutralidade

 Se tem uma coisa que eu nunca entendi é o tal do conceder a alguém o benefício da dúvida. E quando digo que eu nunca entendi, é nunca mesmo.
 Antigamente, não entendia o que a expressão em si queria dizer, ha ha. Mas assim que entendi o significado, passei a me perguntar por que alguém faria isso. Podem me chamar de sem coração, mas pra mim essa história de "vou te conceder o benefício da dúvida" não faz o menor sentido.
 Da mesma forma que não faria sentido pra mim se, uma vez na dúvida, que eu partisse do princípio que devesse imaginar sempre o pior. Seria estranho, certo? Pois bem. Então é estranho também achar que devemos imaginar sempre o melhor. Prefiro tentar não imaginar nada e ficar neutra, colhendo informações. E aí, formar um quadro baseada em fatos - e não na ideia de que, na dúvida, fulano deve ser bonzinho.

sábado, 17 de novembro de 2012

Nomes curiosos

 Encontrados nas prateleiras americanas:

Apesar do nome sugestivo, é creme para dor muscular.

Esse é um contraceptivo feminino...!! ha ha

Só não dá pra ler o nome desse chocolate em voz alta...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ping-pong

No salão de beleza estávamos conversando sobre estar acima do peso e eu me dei conta de uma coisa: eu nunca estive acima do meu peso! Verdade! Aliás, nem eu e nem você! Seja lá o que a balança estiver marcando, te garanto que você não está nem um grama acima daquilo. Claro, porque é impossível você estar acima do seu peso.

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Uma amiga minha me disse que eu estava imaginando coisas. Quase caí do meu unicórnio.

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Dizem que no ambiente de trabalho, interrupções diminuem a produtividade. Depende, né. A produtividade daquele que interrompeu, pode ser que aumente.

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E mais uma vez as chuvas começam a fazer vítimas no Brasil. "Choveu não sei-quantos-milímetros-a-mais que o esperado para esta época." Todo ano, a mesma coisa. Pergunta simples: por que eles continuam esperando que vai chover pouco??

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sábado, 10 de novembro de 2012

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 Acordar cedo, quando o mundo ainda está dormindo. Abrir a janela e ver o sol, que já começou a nascer. Respirar o ar tranquilo de uma cidade que ainda não acordou. Ver as ruas ainda vazias, as lojas ainda fechadas, o silêncio ainda audível. Até a natureza parece estar acordando ainda. É sempre um pouco mais frio no início da manhã. É sempre um pouco mais calmo no início da manhã. É sempre um pouco mais mágico no início da manhã.  Dá vontade de colocar uma música. Dá vontade de fazer panquecas. Dá vontade de botar em prática tudo o que você vinha planejando. Dá vontade de conquistar o mundo. Dá vontade de acordar o marido. No apartamento silencioso, você pega o jornal do lado de fora da porta e dá uma olhada nas notícias de ontem. E aí dá aquela impressão que as coisas todas aconteceram ontem, mas hoje, tirando você ter acordado, nada aconteceu ainda -  mas tudo é possível. Então você começa pelas panquecas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Looking at the bright side

Ontem, uns 6 graus lá fora, estava eu conversando com uma amiga daqui que não gosta de frio. Eu, que adoro, comecei a tentar mostrar a ela o lado bom das temperaturas baixas: banhos de banheira, roupas elegantes, sessões de dvds com o marido embaixo do cobertor, fondue, a beleza da neve etc etc. No que eu ia falando, ela ia dizendo "é, isso é bom." ou "é, até que disso eu gosto". De vez em quando ela me rebatia com um "Ah, mas e tal coisa? Não é ruim?" E realmente, eu tinha que concordar. Nem tudo são flores no inverno. (Até porque, se fosse, teriamos que chamar de primavera -  daaaa.) Enfim, acabamos desviando do assunto antes que eu pudesse ouvir dela, partidária do calor, a lista de coisas que a faz amar o verão, já que tenho certeza que ela teria uma similar à minha com relação ao frio, e eu estava curiosa e interessada em escutar o que ela diria. E é claro, eu estaria pronta para rebater com as mil coisas que eu odeio sobre o tempo quente. Mil e duas, talvez.

 O que me faz pensar: tudo na vida tem um lado bom e um ruim. Talvez não exista nada, nada mesmo, que não tenha contido em si esses dois lados. Mesmo aquelas coisas que a gente mais ama, tem um lado que não gostamos. E mesmo as coisas mais odiosas, guardam também um lado bom. O que nos faz então falar de certas coisas com entusiasmo e de outras com repulsa? O gosto, óbviamente. Mas o que nos faria gostar exatamente de uma coisa e não de outra? O foco que a gente dá.

 Eu no inverno, por exemplo. Sinto a maior alegria de poder ver/fazer/vestir todas as coisas que citei ali em cima. E quanto às outras (Mas e sair do banho, que sacrifício?? E quando a neve vai derretendo, que começa a ficar feio? Acordar cedo?), simplesmente não dou bola. Elas não deixam de existir pra mim. Mas como não dou muita bola, passam praticamente despercebidas. Claro que estou sentindo frio ao desligar o chuveiro pra sair do banho. Mas minha cabeça já está no pijama de flanela que já vou vestir ou na sopa maravilhosa que já vou tomar.

 Ou seja: a gente poderia celebrar absolutamente tudo na vida, se focássemos no positivo - que assim como o negativo, está lá também presente, em tudo nesse mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sobre a preguiça de viver

 Tem gente que tem uma mania tão grande de querer resumir e/ou simplificar tanto tudo, que mais parece que tem preguiça de viver. Simplificar algumas coisas, sim, mas ao extremo...

 Embrulhar o presente pra que, se a pessoa vai rasgar o papel pra abrir? Pintar o cabelo? Ih, mas vai ter que ficar retocando a raiz. Ter bicho de estimação? Mesmo gostando muito deles, vai dar muito trabalho, melhor não. E filhos, então? Nossa. É trabalho pro resto da vida. Melhor ainda: pra que casar, se relacionamentos dão trabalho? E arrumar um casamento então? Ficar escolhendo flores, vestido, bombons... Aliás, pra que se apaixonar, se vai dar um trabalhão tentar conquistar aquela pessoa.... Pra que tentar se vestir bem, se a moda muda a cada estação... Pra que sair pra ver as vitrines, se você não vai comprar tudo mesmo... Pra que organizar, se vai bagunçar tudo de novo? Pra que limpar, se intevitavelmente vai sujar? Pra que mudar de casa, se essa aqui já tem teto e chão? Tá ótima. Mexe com isso não.  E aliás, pra que mexer com essa coisa de reunir os amigos, se dá um trabalho ligar pra todo mundo... Fazer um jantarzinho em casa então? Ih, tô fora. Planejar, fazer as compras, cozinhar... Que trabalheira. E trabalhar, então? Putz, isso sim é que dá trabalho... Ter que se arrumar todo dia... Ir ao local de trabalho... Fazer aquele monte de coisa... Depois voltar... E no outro dia, tudo de novo... Nossa. Melhor ficar em casa. Mas não vamos usar o tempo livre não com atividade alguma não, que dá muito trabalho. Fazer uma faculdade, tá maluco? Vou ter que dar conta de quantas matérias até ficar livre? Esquece. Aprender a tocar um instrumento, o quê? Sendo que eu vou ter que aprender a ler partitura antes? Nem pensar. Planejar uma viagem? Pra quê? Pra ter que fazer mala, pensar em tudo, ver hotel, voo, traçar um roteiro? Ih, já cansei. Aprender uma língua nova? Está doido? Com aquele monte de palavras pra aprender? Quantas palavras mais ou menos tem no vocabulário de uma língua? Ih, deixa pra lá. Ler um livro, ficou louco? Com aquele monte de páginas? Deus que me livre. Fazer um bolo? Aff. Melhor comprar pronto. Sair pra comprar? Nossa, mas aí ter que pegar o carro, enfrentar o trânsito... Esquece o bolo. Vamos ver televisão. Ah, mas vou tentar não acompanhar essa nova novela não, porque aí depois dá um trabalho ter que ficar assistindo esse troço que não acaba nunca... E ver um filme... Mas aí vou ter que escolher qual... Nossa, que trabalhão. Melhor então olhar pra cima então, né? Não, pra cima não, que mexer a cabeça dá muito trabalho.

Tem gente que fica tentando tanto evitar "ter trabalho", que eu não sei o que pensa que a vida é.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

E para aqueles que, além dos posts, gostam também de ficar vendo as outras guias do blog, tenho o prazer de anunciar que todas elas estão com novidades! Tem foto nova no Álbum, tem história nova no Cenas da minha vida, tem poesia nova no Simone em versos... Enfim, coloquei coisinhas novas em todas as páginas! E com duas grandes novidades: a guia nova chamada Nossa Nova York, onde estou postando coisinhas que estamos descobrindo por aqui que podem ser úteis/legais/boas de saber e geralmente não estão nos guias de viagem, e o Caderno de Perguntas, que agora é um caderno de perguntas de verdade, nos moldes daqueles da nossa adolescência, que passávamos no colégio para os amigos responderem, com 20 perguntinhas para serem respondidas por todos aqueles que quiserem. Responda apenas uma ou duas ou responda todas elas, enfim, a ideia é fazer uma brincadeira divertida!

 Por conta de estar trabalhando em todas essas mudanças, eu andei postando pouco nos últimos dias. Mas agora terminei. Amanhã o blog volta ao seu "ritmo" mais usual. = )

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

 A felicidade é uma escolha que se faz, não com a cabeça, mas com o coração.




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

 E se você acha que cachorros não sabem contar, experimente colocar três biscoitos no seu bolso e dar a ele somente dois.

 = )