sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Looking at the bright side

Ontem, uns 6 graus lá fora, estava eu conversando com uma amiga daqui que não gosta de frio. Eu, que adoro, comecei a tentar mostrar a ela o lado bom das temperaturas baixas: banhos de banheira, roupas elegantes, sessões de dvds com o marido embaixo do cobertor, fondue, a beleza da neve etc etc. No que eu ia falando, ela ia dizendo "é, isso é bom." ou "é, até que disso eu gosto". De vez em quando ela me rebatia com um "Ah, mas e tal coisa? Não é ruim?" E realmente, eu tinha que concordar. Nem tudo são flores no inverno. (Até porque, se fosse, teriamos que chamar de primavera -  daaaa.) Enfim, acabamos desviando do assunto antes que eu pudesse ouvir dela, partidária do calor, a lista de coisas que a faz amar o verão, já que tenho certeza que ela teria uma similar à minha com relação ao frio, e eu estava curiosa e interessada em escutar o que ela diria. E é claro, eu estaria pronta para rebater com as mil coisas que eu odeio sobre o tempo quente. Mil e duas, talvez.

 O que me faz pensar: tudo na vida tem um lado bom e um ruim. Talvez não exista nada, nada mesmo, que não tenha contido em si esses dois lados. Mesmo aquelas coisas que a gente mais ama, tem um lado que não gostamos. E mesmo as coisas mais odiosas, guardam também um lado bom. O que nos faz então falar de certas coisas com entusiasmo e de outras com repulsa? O gosto, óbviamente. Mas o que nos faria gostar exatamente de uma coisa e não de outra? O foco que a gente dá.

 Eu no inverno, por exemplo. Sinto a maior alegria de poder ver/fazer/vestir todas as coisas que citei ali em cima. E quanto às outras (Mas e sair do banho, que sacrifício?? E quando a neve vai derretendo, que começa a ficar feio? Acordar cedo?), simplesmente não dou bola. Elas não deixam de existir pra mim. Mas como não dou muita bola, passam praticamente despercebidas. Claro que estou sentindo frio ao desligar o chuveiro pra sair do banho. Mas minha cabeça já está no pijama de flanela que já vou vestir ou na sopa maravilhosa que já vou tomar.

 Ou seja: a gente poderia celebrar absolutamente tudo na vida, se focássemos no positivo - que assim como o negativo, está lá também presente, em tudo nesse mundo.

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