terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Um até logo!

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Resolvi dar um tempo nos posts. Não sei se vou voltar a escrever aqui. Com certeza estarei escrevendo em algum lugar. Provavelmente em algum muro ou nas costas de uma cadeira na sala de aula... Nah. Vocês sabem que não sou disso. Gosto mesmo é do bom e velho caderninho. Escrito à mão. De preferência em folhas sem pauta, que linhas ficam querendo limitar a gente. Seja como for, estarei escrevendo. Aifnal, escrever pra mim é como respirar. Ou eu faço ou fico sufocada. Não escreverei aqui porque acontece que as coisas que ando escrevendo ultimamente são totalmente impublicáveis. Não que sejam picantes, ha ha, povinho de mente poluída. Mas eu digo que não é publicável porque não consigo imaginar que seja do interesse de alguém além de mim. Sendo assim, faço o grande favor à humanidade de deixar tais textos onde pertencem: pertinho de sua dona, e fim.
Agora, vendo o blog chegar ao fim (ou a uma pausa?), sinto-me tentada a iniciar aquele tipo de conversa que geralmente se tem em aeroportos, rodoviárias, estações de trem e afins. Aquele papo que obrigatoriamente tem que passar pelos 5 estágios:
1. Conclusões sobre o tempo que se passou junto. (Foi ótimo... Adorei...)
2. Agradecimentos. (Obrigada por tudo!! Pela atenção, visitas, comentários...)
3. Pedidos de perdão. (Desculpem qualquer post... Erros de português... Coisas que possam ter soado como alfinetadas – não eram. Sempre escrevi para público nenhum, ou melhor, sem ninguém em mente... Até porque, se fosse pensar que fulano talvez vai ler isso, e que sicrano pode acabar vendo, no fim das contas eu não teria escrito nada.)
4. Amenizadores da saudade que já se sente. (Me escrevam! Me liguem! Logo nos falaremos... Quando eu voltar a fazer blog, aviso...)
5. E claro, os inevitáveis conselhos.  
Mas não gosto de dar conselho porque o engraçado dos conselhos é que a maioria deles acabam não se encaixando para ninguém além de quem os deu. Sim, é claro. Tudo o que eu disser, por mais imparcial que tente ser, estará baseado na minha própria experiência, que com certeza não é a sua. Ou seja, o que eu deveria me limitar a fazer seria contar o que se passou comigo, de bom e de ruim, e disso você aproveita o que quiser e como achar que se encaixa na sua vida. Não é mesmo? Mas quer saber? Vou dar uns conselhos sim. Afinal, o blog é meu, e eu faço o que eu quiser, lá lá lá lá. Mas falando sério, apesar de pensar isso sobre conselhos, mesmo assim me sinto (como sempre me senti) muito à vontade pra dizer o que bem entender por aqui – porque blog não é facebook. [Eu até ia fazer um post sobre isso. Como não saiu, vai aqui a ideia básica do que eu ia dizer: me sinto à vontade para dizer qualquer coisa, polêmica ou não, no blog, já que quem tomar conhecimento, leu porque veio até o blog. Ou, no melhor estilo Jânio, fê-lo porque qui-lo. No facebook, é totalmente diferente. O que uma pessoa posta, aparecerá na linha do tempo de todo mundo, a não ser que a pessoa vá e “desassine” o sujeito. Mas o padrão é que apareça. Ou seja, dizer no facebook é quase como gritar para que todo mundo ouça. Equivale a a dar o tal conselho que não foi pedido. Já dizer no blog é deixar disponível, e quem vier até aqui, se quiser – e tiver paciência, lerá. É bem menos invasivo. E um pouquinho mais trabalhoso. Mas às vezes também é aí que mora a graça.] Ainda está comigo? Que bom. Pra você, é claro. Eu já sei tudo o que está escrito aqui. Ha ha.
 Então vamos lá, meninos e meninas. Conselhos finais ou "pausais". Não são todos os conselhos que eu daria numa despedida. Somente os que me vem à cabeça agora:
 - Reflita sempre, mas com moderação. Acho que uma vida não refletida não vale a pena ser vivida. (Sem contar que sem revisão sempre acabam passando alguns erros desnecessários.) Por isso é bom dar uma paradinha, pensar no que se tem feito, pra onde se está indo, na morte da bezerra, esse tipo de coisa. Mas pronto. Que pare por aí. Sim, porque ao mesmo tempo, uma vida refletida demais, pensada o tempo todo e explicada em demasia, pelamordedeus. Ficar problematizando tudo? Que sono. Culpar os outros? Mais sono ainda. Ficar concentrando nos defeitos dos outros em vez de nos seus próprios? Hora de amadurecer. Querer negar a “sociedade”, os "outros" e o “mundo”? Zzzzzzz. Tem um pouco de tudo no mundo, gente ótima  e gente péssima e ficar negando a todo custo uma coisa é geralmente denunciar o quanto daquilo há em você. Se não gosta de uma coisa, deixá-la quieta já é suficiente. E vamos pelo caminho do meio que tudo fica bem.
- Leia muito. Muitíssimo. Um pouco de tudo. É tão bom. Tão interessante. A gente cresce tanto. Ou então, pelo menos vai poder  dispensar o remedinho pra dar sono.
- Ame! Abra o coração e ame. Com toda a profundidade! É algo maravilhoso e uma delícia. E daí se você não for correspondido? Quem está falando em relacionamentos? Estou falando em amor. E o amor está dentro da gente, e é uma delícia de se sentir, não importa a situação.
- Para os comprometidos: amem a pessoa, e não o relacionamento, ou pior: a ideia que você faz do que deveria ser um relacionamento. Deus do céu. Amar o homem ou mulher com quem se está faz você ir construindo um relacionamento junto com a pessoa, em vez de ficar tentando encaixá-la nos seus moldes – provavelmente, sem sucesso. Fora que é uma grande aventura. Espero que o gosto de vocês sejam pessoas responsáveis, maduras, bem intencionadas...  Rs.
- Morar fora: maravilhoso, uma vez na vida. Interessante, duas vezes na vida. Na terceira ou quarta, já há de se estar muito disposto a deixar pra trás tudo o que é familiar, confortável e conhecido. Passada a novidade, o que fica é uma cultura estrangeira com seus problemas e soluções próprias. Pode ser maravilhoso ou um inferno, depende de como você resolver encarar. E claro, de com quem você estiver e do clima do país para onde se muda. Na dúvida, prefira frio. Sempre, frio. Ha ha.
- Tenha um cachorro. É uma das maiores felicidades que já experimentei. E olha que eu já experimentei várias!
- Rir ainda é o melhor remédio. E parar de amargar. Desconfio que uma de nossas obrigações como seres humanos, em troca de tanta coisa maravilhosa que o Criador nos deu, é a de ser feliz. Portanto, trate de começar a gostar da vida como ela é. Isso não significa viver como esse povo que parece que tomou prozac ou leu Poliana demais. Isso significa gostar da vida mesmo quando ela não está ideal (raramente está). Como disse maravilhosamente Marisa Monte, “faça sua dor dançar”.
Interpretem a escassez de posts como um ótimo sinal – estou feliz, e às vezes a felicidade que se sente não se traduz em palavras. Pelo menos não em palavras próprias para um blog.  Até qualquer hora!

2 comentários:

  1. Ah.... não?!?!!?! Queremos você de volta aqui!!! :-)

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  2. Fiquei triste já que estava acostumada a passar por aqui praticamente todo dia sempre a espera de um bom texto. Pelo menos um dos conselhos vou seguir: o de morar fora. Depois conto a experiência diretamente à autora do blog. Sucesso!!

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