segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Eu realmente acredito que nossos sonhos podem sim virar realidade. Que pensamento positivo funciona mesmo, que meditação ajuda e que quando a gente está disposto a correr atrás e fazer a nossa parte, o universo nos presenteia com aquilo que pedimos mas ainda de uma forma bem melhor do que jamais poderíamos imaginar. Meu 2013 foi cheio de sonhos realizados. E é exatamente isso que desejo a mim e a vocês para 2014. Um grande ano, cheio de planos traçados, mão na massa e objetivos alcançados.
 

domingo, 29 de dezembro de 2013

O que eu digo é: sorria. Nem que seja porque você está sendo filmado.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

 Entre o Natal e o revéillon não é hora de pensar em muita coisa de útil. É hora de descansar, comer o que sobrou da ceia de Natal, pensar no que vai comer no Réveillon... No máximo, você pode fazer uma listinha de resoluções para 2014, mas tente não incluir na lista nada de muito importante que agora não é hora pra se estressar. Isso você deixa pra fazer de 2 de janeiro em diante.
 Mas caso você seja uma dessas pessoas que não consegue ficar sem pensar em nada, aqui vão algumas sugestões de reflexões apropriadas para esta época preguiçosa:
 
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1. Pizza é uma coisa curiosa. Elas costumam ser redondas, mas a caixa é quadrada e a fatia, triangular. Não é esquisito??
 
2. Um livro de mistério. Se você arrancar a última página, será que o mistério fica ainda maior e melhor?
 
3. Quando você é criança, ter 50 reais é como ter 500. E quando você é adulto, ter 500 é como ter 50. Será que existe uma idade em que ter 50 reais é como ter 50 reais?
 
 
 Ha ha.
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Para aqueles que eu sei que leem meu blog e para os que não faço ideia...
 
Esteja onde estiver e seja você quem for, que os dias de hoje e de amanhã encham seu coração do sentimento exato que você precisa para que perdoe ou esqueça ou se encha de coragem ou de esperança ou de alegria ou gratidão, e que esse estado de espírito permaneça assim não só hoje mas em todos os próximos dias. E que em consequência disso, você seja capaz de realizar coisas incríveis...
 
Feliz Natal!!!


domingo, 22 de dezembro de 2013

Ah, meu Brasil brasileiro: cheguei!
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Dear Santa,

Define "nice".


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"I will love the light for it shows me the way.
Yet, I will endure the darkness because it shows me the stars." OG Mandino

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Prontinho. Posts programados até o fim de janeiro. E depois... A "dinâmica" aqui vai mudar bastante. Aguardem...

 Ano novo, blog renovado! = )

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Do que eu entendo

 Não acho que seja à toa que o Pai Nosso seja a oração que Jesus ensinou. Acho que ela diz tanto e resume tantas coisas. Sei que a minha é apenas uma interpretação, que pode ter a ver ou não. Mas eis um humilde texto sobre o que eu estou pensando toda vez, enquanto estou repito os tão conhecidos versos:
 
Pai nosso
Que Deus é pai, ou seja, ele cuida sim da gente. E de todos (pai nosso) logo ele não só meu ou só seu. Então, por mais que a gente não perceba, há uma justiça divina permeando tudo.
 
que estais no céu
Que Ele está acima de tudo e de todos, onipresente, onipotente, onisciente e por que não, online? (ha ha. Brincadeira. E Deus nem ficou bravo porque conhece as minhas bobagens.)
 
santificado seja o vosso nome
Para que todos saibam que Ele é santo, e para que a gente se lembre disso também.
 
Venha a nós o vosso reino
Para que a nossa vida seja como Deus imaginou, com muitas coisas boas, felizes e tranquilas.
 
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu.
Que a gente confia em Deus e nos desígnios divinos. Que em última instância entregamos o rumo das coisas a Ele e que confiamos que tudo é exatamente como tem que ser. Que podemos ter nossas vontades mas que sabemos que no fundo, podemos relaxar e confiar porque no fim tudo sai como Deus quer que seja. (E claro, acho que a vontade de Deus é que a gente faça as coisas, bote a mão na massa, realize projetos - não é à toa que o fazer dá tanto prazer. Ou seja, poder relaxar sabendo que tudo vai acontecer como Deus quer não quer dizer: fique aí sentando olhando pra cima que tudo vai cair do céu. Pelo contrário. Quer dizer, faça a sua parte que Deus vai fazer a Dele.)
 
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Essa é a parte que eu mais gosto. Porque no "pão" eu vejo o alimento, mas não só no sentido de comida (que é importante) mas também no sentido de "energia", o gás, a alegria, o joie de vivre que a gente precisa encontrar e ter todos os dias pra seguir a vida feliz. E também "nos dai hoje", que é para que a gente se concentre no hoje, para que a gente não fique vivendo preso no passado ou somente projetando o futuro. Que no dia de hoje a gente se preocupe somente com o dia de hoje. Que a gente viva o momento presente, respiração a respiração.
 
Perdoai as nossas ofensas
Pra gente ter um pouco de humildade e lembrar que erramos bastante...
 
assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido.
E pra gente perdoar os outros. Lembrando que se não somos perfeitos, por que esperaríamos que alguém fosse? E que se a gente quer viver num mundo no qual as pessoas nos perdoam, então precisamos estar num mundo onde pessoas se perdoam, e que somos pessoas, logo... devemos perdoar.
 
E não nos deixei cair em tentação
É a parte na qual a gente pede a Deus força porque nos sabemos fracos e temos a humildade de admitir. Então a gente pede a Deus ajuda para saber fazer as coisas que serão em benefício de todos, em vez de deixar o egoísmo tomar conta e querer fazer coisas que seriam só em benefício próprio (que aliás, é o tipo de coisa que eu acho que apenas aparenta ser em benefício da gente... Porque eu realmente acho que se uma coisa só beneficia uma pessoa, na verdade ela prejudica essa pessoa porque somos parte do todo etc etc, mas isso seria toda uma outra longa conversa.)
 
mas livrai-nos do mal
Aqui, a linguista que vive em mim sempre tem a impressão de que em vez da conjunção adversativa mas (que dá a ideia de porém, contudo, todavia) teria que ser o advérbio de intensidade mais, porque afinal não estamos entrando com uma ideia que é oposta às anteriores mas sim somando algo à oração. Não que eu esteja dizendo que a oração que Jesus ensinou esteja errada, gente, pelamordedeus. Só acho que ao longo do caminho de tradução em tradução essazinha foi feita errada. Mas enfim. "Livai-nos do mal" porque apesar de que só o amor e a luz são reais, a ausência dessas coisas não é nada boa. Então, Deus, livra-nos da ausência das coisas boas,

Amém.
E que assim seja.

 Não é uma oração fantástica??

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Você está convidado...

 É daqui um mês: anotem na agenda! = )
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

E ontem o lançamento feito na China falhou e o satélite brasileiro caiu na Terra. Também, um lançamento made in Taiwan, o que eles queriam?
 
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E será que os turistas que vão para a China ainda compram souvenirs? A pessoa volta de viagem e fala: "olha só essa coisa que eu te trouxe, é muito especial: made in China!" Não impressiona. Vão ter que especificar. Ah, foi feito e foi comprado lá. Aaaaaah.
 
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 E outro dia dirigindo eu passei por um "hair and wig outlet". Isso mesmo: um outlet de cabelo e perucas. Coisa mais esquisita. Considerando que o que a gente acha em outlet geralmente são as coleções passadas, o que será que você encontra lá? Aqueles cabelões com permanente dos anos 80? Umas perucas de topete? Ou aquelas brancas, de rolinhos, de antigamente?
 
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

 
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Meu negócio com a vida é que eu não sei fazer nada sem usar meu coração inteiro. Por isso me agonia tanto ter que cumprir certas obrigações, porque só corpo presente não é meu modus operandi. Trinta anos de caminhada e eu nunca me acostumei com o fazer por fazer. Então me angustio, e obviamente, de coração inteiro. Porque as coisas que eu escolho fazer, e acredito que até a angustia sentida seja uma escolha, eu faço com tudo o que eu tenho. Eu abraço as causas, eu amo as pessoas, eu abro minha alma, eu escuto com os ouvidos mas também com os olhos e a respiração sincronizada, eu falo usando palavras mas também os gestos e toques e toda a clareza que eu consigo reunir, eu aconselho com o que eu sei e com tudo o que tantos outros que eu já li e ouvi também souberam, eu lembro com a memória e também com cada fibra do meu ser, e quando eu abro um sorriso, muito mais do que mexer apenas os músculos do rosto, estou mexendo também os do espírito. Eu tenho um caso de amor passional com a vida, e para minha sorte, acredito que vice-versa.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Enquanto isso, em NJ...

Na minha turma da Aliança Francesa aqui de NJ eu sou a única forasteira estrangeira - todos os outros são americanos. Então, uma coisa curiosa acontece quando estou lá: o inglês vira minha primeira língua "de verdade", porque a outra opção seria mesmo só o francês (e deus sabe que francês ainda não é uma opção). No meio dessa salada, às vezes meu cérebro dá uma confundida acaba me escapulindo alguma palavra em português, o que sempre me pega de surpresa (mas os outros acham engraçado). A professora (que é francesa) vive pedindo que eu leia enunciados e textos - provavelmente porque por conta do português, eu dou conta de ler um pouquinho melhor que os outros. Mas pouquinho mesmo, eu diria.

 Nesse contexto, os americanos juram que meu francês é ótimo. E a professora francesa jura que meu inglês é perfeito. Quando na realidade... Ha ha.
A felicidade segundo Simone.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Há 4 anos.

It had to be him.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fim de tarde.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

E tem aquele cartoon no qual um gato e um cachorro estão deitados lado a lado numa cama. O cachorro está fazendo uma carinha de desolado enquanto lê "Cachorros que amam demais". E o gato está dizendo: "Eu não estou me fechando e me distanciando de você. Eu sou um gato!"
 
 Pra gente lembrar que tantas vezes o comportamento do outro não tem a ver com a gente, mas sim com quem o outro é. 
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

 Foi Dale Carnegie que disse que a falta de ação gera dúvidas e medo, enquanto que a ação gera confiança e coragem. Então, o caminho para superar um medo não é nos sentando e pensando sobre o assunto. Mas sim, nos levantando e fazendo alguma coisa. 
 
 Nesta segunda-feira, coragem!
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

El Bodeguero

Porque meu pai colocava o disco pra tocar e eu dançava com os pés em cima dos dele.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Thanksgiving



"I am grateful for what I am and have. My thanksgiving is perpetual. It is surprising how contented one can be with nothing definite - olny a sense of existence." Hery David Thoreau
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(Tradução: "Sou grato pelo que sou e tenho. Minha Ação de Graças é perpétua. É incrível o quanto podemos nos sentir contentes e satisfeitos sem ter nada definitivo, a não ser a noção da existência.")

domingo, 24 de novembro de 2013

Perguntam o que mas não como.

De vez em quando alguém quer saber um pouco mais da minha vida e aí começa a perguntar de pais, irmãos etc. Quase invariavelmente, quando eu conto que minha irmã é casada, tem duas filhas saudáveis e inteligentes, mora numa linda casa e não trabalha fora, me perguntam: "nossa, mas o que o marido dela faz?" A pergunta é válida e a resposta (é empresário) explica parte do quadro. Mas fico incomodada porque parece que o fato dele ser empresário serve para explicar toda a situação - e não é bem assim.
 
 É a velha história da nossa sociedade só enxergar e valorizar uma parte da equação. Entendem que sem a parte que trabalha fora não haveria o dinheiro para manter aquela vida. Mas esquecem que sem a parte que trabalha dentro, não seriam criadas as condições para se ter essa tal vida.
 
É fato que as pessoas trabalham fora para ganhar dinheiro. Mas com qual objetivo? Acumular mais dinheiro na conta? Comprar coisas no shopping? Ou seriam os dois anteriores mas acima de tudo, para se ter uma vida boa, confortável e gostosa? Exato. E será que o fato de ganharem dinheiro automaticamente já produz - plim! - essa vida confortável, com uma casa gostosa com cheiro de comida saindo do forno, crianças bem educadas brincando felizes, casa arrumada com lençois trocados, toalhas idem, plantinhas agoadas e cachorro alimentado? Pois é. Não. Nem de longe.
 
Hannah Arendt (filósofa política alemã, muito influente no sec XX) define o que seria work (o trabalho fora, que traz o dinheiro) e o labor (o trabalho dentro, que cria as condições). Ao definir, ela não só os diferencia como evidencia a importância vital de ambos, que se complementam.
 
 Tão vital é o trabalho dos que trabalham dentro que quando ambos trabalham fora, o que acontece? Contratam-se pessoas para fazer o trabalho de dentro. E assim temos as empregadas, babás, jardineiros, piscineiros, decoradores, cozinheiras, passadeiras, faxineiras, arrumadeiras, governantas, motoristas, dog walkers etc.
 
 Uma pergunta para o eventual leitor que ainda não estiver entendendo: você acha que se ninguém comprasse pipoca ainda existiria o pipoqueiro? Pois é. Todas essas profissões que citei acima existem porque há de se fazer todas essas coisas numa casa. Aliás, todas essas coisas e muitas outras mais.
 
Afinal, casa não é sinônimo de lar. Uma pessoa pode contratar todos os profissioais que quiser para manter a casa dela funcionando, mas ainda está para aparecer a profissão de acalmador de filhos que tiveram pesadelos ou de acendedor de velas e colocador de cds para tocar para criar um climinha bom. Também nunca ouvi falar da profissão de fazedor de álbuns de fotografias da família nem da de colocador de fotografias importantes em porta-retratos, sem falar na de acolhedor de maridos que chegam cansados, lembradores de aniversários da cunhada e da sogra, escrevedor de cartões de Natal, comprador de presentes de aniversário, colocador de coisas no correio, levador de roupas na costureira etc etc etc. E mesmo assim, de alguma forma - mágica? - todas essas coisas são feitas.
 
[E aí algum marido desavisado ainda vai querer dizer: ah, mas quando eu era universitário eu estudava, fazia estágio e ainda cuidava da casa. Bom, meu querido, eu te pergunto: será que a sua "casa" era algo perto da que você mora hoje?]
 
 Voltando à história da minha irmã, sempre tem alguém pra dizer: ah, mas ela tem empregada. Sim. Que grande pecado. Vamos orar pela alma dela. Ah, por favor né. Por acaso alguém esperaria que o presidente de uma empresa fizesse todo o trabalho sozinho? O CEO da empresa tem mil empregados, logo ele não deve ter nada mesmo pra fazer? Incrível como a lógica muda. Imagina que alguém disesse: meu marido comanda 20 empregados na empresa. O que você pensaria? Nossa, ele deve ter muito trabalho. Mas aí eu digo: minha irmã tem uma empregada. E então pensam: nossa, então ela não deve fazer nada. É mesmo. Porque aliás, a empregada dela é Mary Poppins, que além de ser perfeita, antecipa todas as necessidades de todos da casa e tira da maleta mágica as compras de mercado, as roupas de balé das meninas e mais mil coisas.
 
 Em poucas palavras: uma vida confortável dá trabalho, todo tipo de trabalho, tanto o feito fora quanto o feito dentro. O ideal é que esse trabalho esteja dividido em partes iguais ou pelo menos justas para marido e mulher. Como será essa divisão, aí vai de cada casal. No caso da minha irmã, eles estão num ótimo equilíbrio, porque cada um reconhece e aprecia profundamente o que o outro faz, e por isso a família deles segue feliz e equilibrada. O que só me deixa mais incomodada com os eventuais comentários que ouço das pessoas dizendo "nossa, mas ela não trabalha...?" Ah, me poupem. Acho que já está mais do que estabelecido que as mulheres que não trabalham fora, trabalham - e muito - dentro. Mas eu só acho que já passou da hora de começarmos a dividir igualmente também o reconhecimento ao trabalho que cada uma das partes está desempenhando.
 
Daí vem meu título. As pessoas perguntam o que meu cunhado faz para ter uma vida tão boa, mas nunca como minha irmã faz a parte dela para que a mágica aconteça.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

California Dreaming

Porque a primeira vez que eu ouvi essa música ela já era velha mas eu era nova, bem nova, e entrando em contato pela primeira vez com um mundo tão vasto que eu nem me preocupei  compreender, só em dançar.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Clarice.

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"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro…há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu…Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma."

Clarice Lispector (1947 Berna - Suiça /Carta à irmã)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Precisaríamos de muito; mas na verdade, de quase nada.

[Spoiler alert: este não é um post contra o consumismo. É na verdade, um post pró-consumo. Isto é, consumo inteligente.]
 
Estava ali folheando uma revista cheia de mulheres lindas, perfeitas e chiquérrimas e a uma certa altura me perguntei: do que uma pessoa precisaria para ficar exatamente igual a uma mulher dessas? Conclusão I: de muita, muita coisa. Aliás, coisas, pessoas, efeitos... Sairia caríssimo. Seria preciso ter a maquiagem cara e o maquiador famoso, o cabelereiro estrela, a roupa de grife, os acessórios e joias, o corpo perfeito, o cenário paradisíaco... Sem falar na luz ideal, na pose perfeita, na experiência do fotógrafo (que irá bater milhões de fotos para escolher uma) e claro, nas infinitas ajudas do photoshop. É coisa que não acaba mais. Então, okay. Para se ficar igual a mulher da foto seria preciso mesmo ter todas as coisas que foram usadas ali. Mas será que no mundo real as pessoas precisam mesmo ter todas aquelas coisas? O que de fato está por trás da mágica? Será que o mais interessante é ficar idêntica à mulher da foto ou simplesmente passar o mesmo efeito? 
Exato.
Conclusão II: os mil artifícios talvez sejam necessários para ficar linda daquele jeito na foto. Já na vida real...
 O caso é que a mulher da foto não está em movimento, não está dizendo nada engraçado ou interessante, não tem sentimentos nem opiniões muito menos uma energia ótima. Não tem alto astral, não está perfumada, não tem jeitos nem trejeitos, um sotaque charmoso ou uma voz sexy. A mulher da foto não chegou fazendo gracinha nem vai dizer nada inteligente ou intrigante. Em suma, a mulher da foto não tem vida. Mas as grifes precisam enganar o consumidor e fingir que ela tem muita vida sim - e veja que vida perfeita! Então, pintam ali um ideal inatingível, para que as pessoas continuem comprando os relógios e bolsas e óculos e coisas, na eterna busca de uma proximidade àquele ideal. Quando a verdade é que passar o mesmo efeito dessas fotos glamurosas na vida real sai baratíssimo. Precisa-se sim de algumas coisas, mas elas não precisam ser as mais caras, e muito menos as daquela grife. Você até vai precisar sim de alguma maquiagem, um corpo em dia (que nem de longe precisa ser perfeito), algumas roupas legais e uns acessórios pra completar. Mas acima de tudo, para se conseguir o tal "tchan" na vida real, uma pessoa precisa mesmo de atitude. De alto astral, inteligência, charme, manha, delicadeza, elegância, senso de humor, simpatia, espontaneidade e por aí vai. Na vida real, para se conseguir um grande efeito digno de editorial de revista, a gente precisa de diversas coisas - e ainda bem que a maioria delas não custa dinheiro algum.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

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"Enquanto rega-se o alface faz-se os poemas."
 
Reflexão perfeita de Tich Nhat Hanh no livro A arte do poder.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Beba vinho, é tudo o que a juventude lhe proporcionará.
 É tempo de vinho, flores e amigos bêbados.
Seja feliz nesse momento. Esse momento é sua vida." Omar Khayyam
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Vanilla Sky

Porque a letra é perfeita. E porque eu ouvi uma vez aquela manhã, e outras tantas lembrando, e outras tantas depois na mesma situação.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Eu descobri o sentido da vida.

 O que existia antes de qualquer coisa existir? Existe mesmo o nada? Tem alguma coisa do lado de fora do universo? O que acontece, exatamente, após a morte?
 
Você já se fez alguma dessas perguntas? Eu adoro pensar nessas coisas. E sim, como já era de se esperar, para a maioria delas eu continuo sem resposta. Mas para: "Qual o sentido da vida?", believe it or not, outro dia encontrei a resposta. 
 
 Ou melhor, deixa eu reformular: encontrei uma resposta. A minha resposta. Algo que fez sentido pra mim. Mas foi algo que fez tanto, mas tanto sentido, que para mim o mistério foi solucionado.
 
 E sim, estou falando do sentido desta vida, não do sentido da existência, que aí já acho um pouco muito para um ser humano entender. Mas eu me perguntava muito qual seria o sentido de estar aqui, se é que haveria algum.
 
Porque a vida é uma coisa engraçada. A gente não vê quando ela começa. Um dia, a gente simplesmente se sabe vivo. Vivo e cheio de características, desejos, impulsos, gostos, sentimentos, pensamentos, dúvidas... E no meio dessa bagunça que é o mundo, habitado por muitos outros seres totalmente diferentes da gente mas exatamente iguais quando se trata da natureza - a natureza humana.
 
 A gente vai vivendo. Aprende uma coisa, outra, assimila valores, aprende um certo/errado e vai caminhando. Alguns param para se perguntar qual seria o sentido disso tudo, e geralmente são os que conseguem relativizar certas questões "menores" como uma briga de vizinhos por conta de uma vaga de garagem, uma raiva que se passa no trânsito ou o desejo de se comprar alguma coisa. É a turma do: a vida é muito mais que isso, estamos aqui para ser zens, vamos nos perdoar e é preciso ama-aar as pessoas como se não houvesse amanhã... Já outros, se perdem nas questões mundanas e parece que não se lembram de que no mundo tudo também não passa de uma metáfora. É como se levassem a vida ao pé da letra. São acusados de serem materialistas, apegados, ambiciosos, mundanos, e por vezes, "rasos". [E o que seria uma pessoa "rasa" senão meramente alguém menos profundo do que aquele que o está julgando? E o que seria profundo, anyway? A profundidade não passaria pela capacidade de aceitar os outros e suas diferenças? Portanto qual dos dois estaria sendo mais "raso"?]
 
 Nunca fiz parte de nenhum dos dois times, porque sempre tive os dois lados. Queria a transcendência mas também a bolsa da Louis Vuitton. Medito e faço yoga de manhã e à tarde vou ao shopping. Na minha mesa de cabeceira o livro do Dalai Lama, a Bíblia e a Vogue convivem lado a lado. Por isso eu sempre ficava desconfortável com as explicações que ouvia ou conseguia formular para o sentido da vida.
 
A vida é desprovida de qualquer sentido. O sentido dela é a gente que dá. A vida não passa daquilo que a gente resolve achar que ela é. Não há sentido, a gente é que precisa de um e fica tentando encontrar. Really? Nah. Niilista demais. Gosto de Sartre mas não a ponto de concordar com ele. "Se Deus está morto então tudo é permitido"? Eu não caio nessa. Pra mim, Deus está vivinho da silva.
 
Então a vida é para expiação, sofrimento e preparação para uma outra vida? Não, acho que o nome disso é purgatório. A vida então é a nossa chance de "acordar", de se chegar no Nirvana, então vamos deixar nossas famílias e ir para o meio do mato meditar até encontrar a explicação plena? Socorro, no mato deve ser cheio de bicho. A vida é para ser negada, devemos fugir de todos os pecados, das "coisas do mundo", do materialismo, do consumismo...? Eu ein, me parece certinho demais. Prefiro o equilíbrio, até na hora de ser saudável. Precisamos domar nossos impulsos, negar os desejos, fugir das tentações? Mas não querer nada... não é um dos sintomas de depressão?
 
 O texto está te deixando confuso? Imagine como era dentro da minha cabeça.
 
 Pois bem. Eu nunca me conformei que estava neste mundo simplesmente para perseguir as coisas mundanas, e que o objetivo de tudo seria conseguir comprar coisas, ter um bom emprego, uma família ou qualquer outra coisa que eu considerasse boa e fim. Morreu, acabou. Mas também nunca me conformei que fui posta nesta vida, cheia de minhas característcas humanas para ter que negá-las, ou me livrar delas. Se o objetivo fosse ficar zen sem desejo nenhum, porque me teriam feito como um ser desejante?  Se o objetivo todo fosse o outro mundo, por que me colocaram nesse? Também não fazia sentido.
 
 O objetivo da vida é viver a própria vida e pronto? Ou o objetivo da vida seria viver para um depois dela?
 
 Então eu descobri que são as duas coisas. E que as duas se complementam de maneira perfeita.
 
Cheguei à seguinte conclusão: o objetivo da vida é mesmo para que o espírito evolua. Só que o único jeito do espírito evoluir (pelo menos enquanto encarnado) é a gente mergulhar de cabeça na vida mundana. A gente tem sim que se envolver nas pequenas questões a ponto de querer brigar por uma vaga de garagem. Porque só assim vamos aprender a tolerância e o perdão. A gente tem que se envolver mesmo na vida a ponto de querer comprar não-sei-o-quê ou querer ficar bonita ou ter a bolsa da moda. Porque aí as coisas vão se desenrolando e a gente vai aprendendo sobre humildade, e desapego, e onde está nosso real valor, etc etc. Ou seja, o único jeito da gente cumprir plenamente o que veio fazer aqui - que é, de fato, evoluir como espírito - é se envolvendo completamente com a vida e suas questões mundanas. Não é à toa que a gente já nasce cheio de desejos e impulsos. É porque a gente veio aqui para isso mesmo: temos que jogar o jogo.
 
No final do filme Gravidade a personagem da Sandra Bullock se encontra numa situação da qual não saberá se vai sair viva então fala algo como: "Eu não sei o que vai acontecer. Ou essa nave vai se partir e eu vou morrer queimada e despedaçada ou eu vou sobreviver e continuar vivendo, mas aconteça o que acontecer, vai ter sido maravilhoso." Joseph Campbell diz sobre alguém que chega no fim da vida: "Não importa o assento que você esteve ocupando no teatro, terá sido um grande show." Acho que é exatamente por aí.
 
Não importa tanto o que acontece com a gente, mas sim as lições que a gente tira das coisas. A vida é isso: uma oportunidade para o espírito evoluir. E olha o quanto a gente pode se divertir fazendo isso?! Não é mesmo maravilhoso?

domingo, 10 de novembro de 2013

 
Almocinhos, adoro.

Lição do dia: em hipótese alguma vá ao DMV de tpm.


(DMV é o "detran" daqui. Mas também poderia ser chamado de ante-sala do inferno.)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Síndrome de Peter Pan

 Às vezes eu converso com uma pessoa e fico com a impressão de que ela não deve ter evoluído nada desde a adolescência, que é quando se formam os dentes de leite do caráter. São aqueles ainda presos em certas historinhas e conceitos, gente com medo de dar a cara a tapa, com medo de admitir a verdade das coisas, com medo de aceitar quem se é ou pior, com medo de se buscar. É aquele tipo que continua colocando a culpa nos outros, que não quer assumir sua responsabilidade, que ainda se acha vítima, que ainda acredita que as pessoas se dividem em boas e más, que fica arranjando desculpa, que só vê o defeito dos outros, que ainda acredita piamente que as coisas caem do céu - então fica lá, esperando. E aí, quando nada acontece, em vez de acordar pra vida ele conclui que as coisas caem sim do céu - mas só para os outros. É aquele tipo que não evolui, não desenvolve, não vira o disco, não muda a conversa, não varia de drama. Você conversa com a pessoa hoje ou daqui dez anos e lá está ela, com a mesma ladainha, o mesmo papo, as mesmas indignações e reclamações e percepções e lamentações, e o mesmo maldito comportamento. Pelo jeito acham que evolução pessoal também cai do céu, mas só pros outros.

If you like pina coladas...

Porque ela me traz as melhores lembranças.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bilingue

Duas coisas dizem muito sobre uma pessoa. A paciência que ela tem quando não tem nada. E a atitude que assume, quando tem tudo.

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Ninguém mais tem paciência pra jogar paciência.

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"Trust me, you can dance." Vodka

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And the thing is, they are not that friendly at Friendly's.

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E o Jucelino Kubitschek? Tem um sobrenome que não é nada brasileiro. Uma vez eu tive a seguinte conversa:

- But where do you think he could be from, Kubitschek?
- I think he could be Czech.

Ha ha.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

É isso que merecem.
 Maluf condenado, esquema de corrupção vindo à tona e servidores indo presos... Ontem o Jornal Nacional deu gosto de ver.

 Os pilantras desse último esquema revelado são suspeitos de desviar ao menos R$ 200 milhões(!) dos cofres públicos. Isso pra ficarem levando uma vida luxuosa de viagens e carros e casas e lanchas e não sei mais o quê. E enquanto isso 53,9 milhões de brasileiros vivem na pobreza, dependendo de sistemas falidos de educação e saúde, sem falar das péssimas condições de moradia, transporte, segurança etc. E todos os brasileiros, sejam pobres, de classe média ou alta, que trabalham, pagam impostos e fazem as coisas certas... ficam bancando esses #$%*&! Acho que para ser corrupto o sujeito tem que acreditar que morreu, tudo se acaba. Porque se no Brasil muita gente não é pega, eu não entendo como esse pessoal não fica com medo de ir arder no fogo do inferno.
 
 Cada esquema desses de corrupção prejudica MUITA gente! Não é à toa que o Brasil é um país riquíssimo mas ainda de 3o mundo. E quer saber? Os corruptos merecem o país que tem, com sistemas falidos e segurança zero. Mas os coitados dos que fazem tudo certo não merecem. Não mesmo. Esses mereceriam viver com a qualidade de vida como a que se tem na Europa ou aqui nos EUA, onde as coisas podem não ser perfeitas mas na maior parte do tempo funcionam bem. Mas aí os babacas dos corruptos roubam e vão viajar pra esses lugares, usando o dinheiro do povo que ficou no país sofrendo e penando com as condições que eles criaram com tantos desvios. Como é que os envolvidos nesses lamaçais conseguem dormir à noite??? Fala sério!!! Eu tenho nojo disso.



domingo, 3 de novembro de 2013

Negócio da china

 E então ela passou no salão pra pegar uma planta que o chinês (que às vezes substitui para as manicures) tinha ficado de levar, para que ela misturasse com óleo de coco e passasse pra curar uma irritação na pele, porque segundo ele, "médicos oxidentais não xabem de nada" e "plantinha é milagrosa, xim?".
 
 A cara de estranhamento que uma americana, que estava lá fazendo as unhas, fez na hora que eu entrei no salão dizendo que só tinha ido buscar a "plantinha" e aí a chinesada toda começa a dar palpite sobre como eu deveria curar minha alergia foi impagável. Eu não sei o que ela estranhou mais: se era o cara estar me dando a tal da planta, se era eu estar aceitando ou se era o salão inteiro estar sabendo e palpitando numa questão médica minha.
 
Ha ha ha. Ela não conhece o modo brasileiro de se fazer as coisas.
 
 E sim, eu estou seguindo a receita médica do chinês. E não é que o negócio funciona que é uma maravilha?!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Shakira - Te Dejo Madrid

Porque essa me inspirou a botar em prática planos que há muito fazia. . .


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O crítico x o que tem opinião

 Nunca gostei de pessoas críticas, e ao mesmo tempo tenho horror a quem não tem opiniões fortes e próprias. Achava que isso fosse uma contradição - até ver que não é. Outro dia dirigindo, pensamento solto, meu cérebro fez as contas e me trouxe a resposta: existe uma diferença enorme entre uma pessoa crítica e uma que simplesmente tem opinião. A pessoa crítica costuma ser aquela que aponta tudo o que ela não gosta, enquanto que a que tem opinião, aponta o que gosta. A pessoa crítica é aquela que classifica tudo o que é diferente do que ela pensa como "errado" ou "ridículo", enquanto que a que tem opinião classifica como "diferente da minha opinião" ou "diferente da minha preferência". E hoje vai sem ilustração porque estou acordada até agora porque estava revisando o miolo do meu livrinho amado e agora tenho que dormir.
 
Zzzzzzzzzzz...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como fazer um bolo

Esse post é para você que só recentemente parou de chamar a cozinha de "quarto da torradeira" e está ingressando agora no maravilhoso universo dos ingredientes e utensílios domésticos. Deixo aqui meu lindinho passo-a-passo para você fazer um bolo simples com uma cobertura deliciosa de chocolate. Hummmmm...
 
Bolo simples com cobertura de chocolate
 

 
 

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A primeira coisa é separar os ingredientes. Veja se você tem em casa 2 xícaras de açúcar, 3 xícaras de farinha de trigo, 4 colheres (sopa) de manteiga, 3 ovos, 1 1/2 xícara de leite e 1 colher (sopa) de fermento.
 
(e sim, aquilo ali é I can't believe it's not butter, de que eu tanto ria no início. Agora virou I can't believe I'm buying this.)



 
 
Pré-aqueça seu forno agora em temperatura média. Não coloque  muito quente para o bolo não solar.
 
 
Escolha uma forma para seu bolinho.

 
Unte a forma com manteiga e depois jogue um pouco de farinha dentro dela e bata, até a farinha grudar na forma. Vire a forma e bata para tirar o excesso.

 
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Junte todos os ingredientes - menos o fermento! - e bata em velocidade média/alta.
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Misture o fermento com uma colher e despeje agora a mistura na forma já untada e enfarinhada.

 
Leve ao forno por 40min. Faça o teste do garfo para saber se o bolo está assado ao fim deste tempo: enfie um garfo em 3 pontos do bolo e repare: se sair limpo é porque o bolo está assado.



Espere esfriar um pouquinho e desenforme o bolo. E claro, tire um pedacinho porque poucas coisas na vida são tão boas quanto um pedacinho de bolo quente!
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 Quando o bolo já estiver completamente frio, passe a cobertura com a ajuda de uma faca. A cobertura pode ser um brigadeiro de panela com ponto mais molinho ou então 1 barra de chocolate derretido com a ajuda de uma colher (café) de mateiga sem sal misturada a 1 lata de creme de leite.


Por fim, jogue chocolate granulado por cima, para dar aquele toque especial. Prontinho!

 
 
 
Ingredientes:
 
Para o bolo:
2 xícaras de açúcar, 3 xícaras de farinha, 4 colheres de manteiga, 3 ovos, 1 colher de fermento, 1 1/2 xícara de leite.
 
Para a cobertura:
1 tablete de chocolate meio amargo, 1 lata de creme de leite, 1 colher (café) de manteiga sem sal, chocolate granulado

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Franz Ferdinand - Take Me Out

Porque mil vezes cruzei o parque da cidade à noite ouvindo. . .

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Amanhã será um lindo dia.

Sim. Eu tenho um encontro marcado com ele amanhã no Upper West Side às 20h, ao vivo e à cores. E não estou brincando, rá!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mantras do perdão

 Sei que eu também
contribuí para a situação.
Por isso eu te perdoo
de todo o coração.
 
ou
 
Sei que eu não tenho
nada a ver com sua reação.
Por isso te perdoo
de todo o coração.
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E algumas reflexões que faço sobre o assunto:
 
* Se todos temos nossas imperfeições, por que não aceitaríamos as dos outros?
 
* Quando a pessoa sabe fazer melhor, ela faz. Se não fez é porque não sabia como.
 
* Quem não perdoa está punindo a si mesmo por algo que outra pessoa fez.
 
* Perdoar não significa aceitar o que fizeram como certo. Mas sim aceitar quem o fez como humano. 
 
* O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O primeiro a perdoar é o mais forte. O primeiro a esquecer é o mais feliz.

 E é claro que perdoar também não significa aceitar a permanência de certas pessoas em sua vida. Tem horas que a gente perdoa para continuar com um relacionamento que é muito bom, para manter uma pessoa querida em nossa vida. E tem outras que a gente perdoa justamente pra ficar livre de um relacionamento ruim, para deixar a pessoa ir. Afinal, o ódio (e suas variações) também é uma forma de relacionamento. Já pensou nisso?
 
  
 E você? Quem anda precisando perdoar?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A sua

Porque eu gravei essa música no cd que mandei a ele como um recado e uma declaração rasgada.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Rapidinhas

 Sabe aquele negócio que a Oprah chama de a-ha moment? Quando parece que cai a ficha, e a gente finalmente se toca de alguma coisa muito importante, que geralmente estava na cara mas que até então não parecia assim tão óbvia? Pois é. Hoje eu tive um desses. Me dei conta de uma coisa muitíssimo importante. Talvez uma das coisas mais importantes que eu pudesse concluir, que vai me fazer bem pro resto da vida. Só não vou falar o que foi aqui, porque sinto que é algo óbvio demais. E também, porque se eu disser, não adianta nada. Já tinham me dito essa coisa de várias maneiras diferentes. Mas nunca com as palavras que meu cérebro escolheu, pra finalmente fazer sentido pra mim.
 
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Por conta disso, algumas coisinhas mudarão em breve, para melhor. Oh, yes. Para bem melhor.
 
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E seguindo a tradição, ano que vem o blog também vai mudar um pouquinho. Nada muito radical. Apenas uma mudança que acho que será para melhor. Algo que vai na linha do menos é mais. Alguém está ficando intrigado? Ha ha. Aguardem...
 
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 E para que o post não fique somente com notícias misteriosas, vai aqui uma bem concreta: acabo de aprovar a capa para o livro que estou publicando! Gente, ficou tão fofa!!! Tão lindinha!!! Amei!!! Em breve mostro aqui pra vocês!
 
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nada pessoal.

 Então lá está você passando suas compras no caixa do supermercado e a moça do caixa, primeiro mal te olha, e depois fala de qualquer jeito ou é super grossa com você. O que passa pela sua cabeça?
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a) Ela não gosta desse emprego/ do chefe/ do salário e por isso está de mau humor.
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b) Ela brigou com o marido/ namorado hoje de manhã e ainda deve estar pensando na briga.
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c) Ela está se sentindo mal, com dor de cabeça/ garganta/ cólica mas mesmo assim teve que vir trabalhar.
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d) Ela é uma pessoa amarga em geral, e trata todo mundo assim.
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e) Ela te odeia e está fazendo de propósito só para te provocar, apesar de que ela nunca tinha te visto antes na vida e vocês não trocaram uma só palavra.
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 Muito bem. Entre essas possibilidades, quais seriam as mais prováveis? No entanto, qual é a conclusão que a maioria das pessoas imediatamente tira?
 
 Não é até engraçado pensar nisso?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E hoje em dia, passar de e-mails a mensagens de texto é declaração de amor.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Amor é incompreensão

Texto fantástico de Diana Corso, publicado na revista Vida Simples, edição de setembro de 2013.
 
 
Amor é incompreensão
Como é possível reconhecer um amor sincero e duradouro de uma paixão que logo, logo se esvai
 
"Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa de elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma, lugar onde ancorar a salvo
do medo. A mesmice do outro não é chatice, é repouso.
 A duração de um amor não esbarra nisso, é a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela. Amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: "pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente."
 O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida toda ao lado de alguém é resignar-se a não decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não fundirão.
 Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, virar uma só laranja. Nesse cao, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouso escondido da felicidade.
 O problema é que Amor e Felicidade sofrem da mesma sina. São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes em nossas vidas. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, dispostos a um bom papo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhecê-los sequer têm motivo para lamentar por isso, a ignorância os protege.
 Já a Paixão e a Euforia nuunca passam despercebidas, causam furor quando chegam. São barulhentas, jogam confetes em si mesmas e somem sem que se saiba quando foi que a Ressaca tomou seu lugar.
 Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo destas últimas. Como num parque de duversões eterno, ficam em longas filas, na chatice da espera, para viver instantes de vertigem. Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a Intimidade. Essa, é mais próxima da Felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente que recebo a cada dia. Um pacote de presente que nunca abro. O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos."

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

18 'till I Die - Bryan Adams

Essa é meu hino (meu e da L.)! Começamos a ouvir essa música na adolescência, bem antes dos 18. Mas até hoje é 18 'til we die! . .

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fomos assistir...

... Gravity, com Sandra Bullock e Geroge Clooney e eu simplesmente AMEI. Compensa muito assitir essa aventura espacial, se possível em 3D e no IMAX. E olha que eu não sou fã de nenhuma dessas coisas. Mas é que esse não é apenas um filme... É quase uma experiência no espaço. É muito bom. De verdade. Assistam.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Much more than this, I did it my way.

Hoje mostrou no Jornal Hoje uma região do sul da França onde ainda existem cidadezinhas medievais que surgiram por volta do ano de 1200(!), construídas em volta de grandes igrejas e castelos, às vezes até muradas.
Abri um sorriso quando percebi que eu conheço aquela região. Estive lá na minha época de mochileira.
Conheci várias daquelas cidadezinhas. Visitei um castelo medieval incrível, experimentei in loco o vinho de Bordeaux, a champagne de Périgueux, desci uma parte do rio Dordogne de caiaque e pedalei por Tremolat. Conheci um holandês e uma belga de oitenta e poucos anos - e recém-casados! - num bistrot daqueles com toalha xadrez e lareira, e depois por muita coiscidência, os reencontrei num jantar que nem lembro como fui parar, onde logo saquei que para aquele grupo eles haviam decidido fingir que eram apenas amigos - e a partir disso, a noite toda passou a ser uma sequência engraçadíssima de acontecimentos tanto pra mim quanto para eles, com a história toda sendo revelada no final e todos caindo na gargalhada... Me hospedei num hotel muito antigo (e suspeito, mal assombrado), dormi numa casa com as paredes muitíssimo grossas e toras de madeira nos tetos como as que mostraram também na reportagem, visitei uma fábrica minúscula de vidros que ficava embaixo de uma escadaria e tomei três sorvetes seguidos numa praça porque deu vontade.
Gosto de lembrar das minhas caminhadas da época de solteira. Hoje moro em outro país com meu marido e esta situação tem seu lado gostoso e seu lado difícil, mas independente de qualquer coisa, é uma experiência totalmente diferente da que se tem quando se está desbravando o mundo sozinha. Gosto demais de lembrar das minhas mil histórias de situações inusitadas que vivi enquanto mochilava, e também de saber que a primeira vez que pisei na Europa foi por mérito próprio, meu e de mais ninguém. Tive apoio financeiro dos meus pais, é claro, mas consegui ir para lá porque me candidatei a uma bolsa de estudos concorridíssima e fui selecionada. E lá, mamãe e papai cobriam meus gastos pessoais, mas quem resolvia a vida e se virava para descobrir absolutamente tudo era eu. Por isso sei que hoje sou uma pessoa mais completa e confiante porque me construí também por algum tempo sozinha.
 
O castelo medieval que visitei no sul da França.
 

Amor, I love you

Sabe aquela fala que tem naquela música da Marisa Monte, Amor I Love You? É um trecho de O Primo Basílio, de Eça de Queiroz. Tive que apresentar um seminário sobre esse livro para a aula de Realismo Português na UnB (e já se vão aí... putz, mais de 10 anos!) e desde então eu fiquei de contar num dos meus blogs sobre isso, que na época (tanto da música... como do meu curso de Letras) pouca gente sabia. Veja você, eu tardo mas não falho. Ha ha.

 Ah, fica o trecho seguinte do livro também, igualmente bem escrito. Adoro Eça - apesar dele enrolar pra contar as histórias, rs.
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"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

 Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho."

terça-feira, 8 de outubro de 2013

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Nunca julgue um livro pela capa.
Todo mundo sabe que é pela contracapa e pela orelha que a gente julga.

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Nunca julgue um livro pela capa.
Ou senão vai ficar perdido quando for ler no kindle.

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Nunca julgue um livro pela capa.
Julgue sim, o ilustrador.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Enquanto isso, nos states...


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O pior cego é o que só vê tv.
Então meu marido me pergunta por que o cabelo da participante do reality show está "estranho". Minha resposta: porque está natural. E ele, xy que é, claro que não entendeu a resposta. O que me faz pensar no quanto hoje em dia o "normal" se tornou o artificial, e o natural, em alguns casos, esquisito ou mesmo inaceitável. Será que isso é positivo?
 
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 Outro dia fomos visitar os estúdios da NBC, uma das maiores redes de televisão dos EUA, e a experiência teve dois lados: se por um lado foi interessante ver os bastidores de tantos programas que a gente sempre assiste, por outro ficamos um pouco desapontados ao ver como os estúdios geralmente são bem menores e menos glamorosos do que aparentam quando a gente vê em casa.
 E depois as pessoas ficam tentando reproduzir em suas próprias vidas o que viram na televisão.
 Quando na verdade, igual ao que a gente vê na televisão, nem a própria televisão é.
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Dias depois, veio a tpm.

Que quando se está longe de casa, sempre vem com uma carga dramática a mais. Acho que tpm em outro país é igual bebida alcólica em avião - a quantidade pode ser a mesma mas os efeitos são triplicados.
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Muita calma nessa hora!
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 E aí no meio disso, sou parada por um carro de polícia no meio da rua. Vinha eu dirigindo feliz e contente à noite numa rua de pouquíssimo movimento quando o celular começa a tocar. Levanto o aparelho rapidamente só para ler o nome no visor e é o suficiente: um carro de polícia surge do nada atrás de mim, luzes e sirene ligadas, sinalizando para eu parar o carro.
Ai, droga. Vão me multar, penso.
Tentando me lembrar de como proceder nesses casos (abrir totalmente os vidros mas não tirar o cinto de segurança... Tinha ouvido isso em algum lugar.), já estava esperando o policial chegar gritando:
- NYPD, freeze!!!
mas aí lembrei que isso aí é só nos filmes mesmo, que eu não sou uma criminosa procurada, e não estava em NY mas em NJ, ha ha.
 Muito bem. Não sou criminosa mas, querendo ou não, estava "mexendo" no celular enquanto dirigia, então já era.
 Mas não. Depois de respirar fundo e bater um longo papo com o policial, consegui com muita simpatia e uma boa escolha de palavras explicar por que tinha "por um rápido segundo" olhado o celular bem como por que ainda não atualizei minha carteira de motorista depois de ter me mudado - duas falhas grandes por aqui.
E então ele me olha bem e diz:
- Você parece ter consciência dos seus atos. Por conta disso, não vou te multar. Just get home safe.

E olha só que beleza! Não é que ser uma pessoa ao menos consciente me economizou alguns dólares?



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sábado, 5 de outubro de 2013

Sobre comparações

 A grama do meu vizinho é mais verde que a minha. Assinado: você.
 A grama do meu vizinho é mais verde que a minha. Assinado: seu vizinho.


 Certas comparações não fazem o menor sentido. Como comparar nossa vida com a de alguém. Penso que cada pessoa tem o seu caminho, e a gente não faz ideia do que se trata a jornada pessoal de cada um.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Like a Friend - Pulp

Quantas vezes... Quantas vezes...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Foi esse, o sabonete!
 Então estou lá tomando banho ao fim de um dia gostoso e bem movimentado quando num movimento desses quase automáticos coloco um pouco de sabonete líquido na minha esponja e começo a me esaboar. Mas no que a espuma vai se formando, branquinha e espessa, passo a sentir um cheiro muito gostoso - e familiar - que há tempos não sentia. Respiro fundo ao mesmo tempo em que sou invadida por uma série de memórias que estavam guardadas e que eu nem fazia ideia. Então de repente estou em Brasília no fim da asa norte no meu banheiro recém-reformado tomando banho de manhã enquanto olho a luz de mais um dia cheio de sol entrar pelas pequenas janelas retangulares e penso com que roupa vou para o Ministério; e estou no banheiro do meu quarto de solteira na casa dos meus pais tomando banhos rápidos entre ir da UnB pro Goethe, ou de casa pra encontrar alguma amiga no crepe, ou chegando da rua pra dormir; e estou no banheiro do apartamento de solteiro do meu marido entre uma tarde de jogos e um jantar com o pessoal, pensando em como é que vou me virar sem condicionador, e como assim alguém não tem condicionador e que da próxima vez que eu for pra lá a providência número 1 vai ser levar um condicionador; e estou em frente à televisão na casa dele vendo Discovery Home & Health e fazendo os porta-guardanapos pro meu casamento; e estou dirigindo sozinha até a Academia de Tênis só porque me deu vontade de ir num cinema diferente, e estou correndo pra ficar pronta porque mil coisas vão acontecer e ahhhhh, esse é simplesmente o melhor sabonete líquido de todos os tempos, cujo efeito é o das coisas que nos trazem as mais reais felicidades: com algumas temos tanta familiariedade que às vezes podem passar dias na nossa frente que praticamente não as notamos; mas então voltamos a experimentar alguma delas, e sua grandeza é tão distinta, e inigualável e indiscutível e inabalável que é impossível não se perder por um momento envolvida nas mais inebriantes sensações - como um banho que se toma no fim do dia usando, distraida e inesperadamente, o sabonete líquido brasileiro que a mãe deixou quando veio visitar.