quarta-feira, 27 de março de 2013

 Fiz minha primeira aula de pilates hoje. Resultado: todos os músculos do meu corpo agora doem. O que é curioso, já que durante a aula achei que meu problema era com as articulações. Mas não. Pelo jeito meus músculos estavam precisando acordar também. Não que eu esteja reclamando. Na verdade, essa dor toda me deixa bastante satisfeita. Sim. Pelo menos ela é espalhada, generalizada, o que no fim das contas, corta, corta, acaba sendo melhor.  Não foi como depois da aula de zumba, que fiquei com a maior dor de cabeça. Nem como depois da de Power Yoga, que me deixou entrevada por uma semana.
 Eu sei o que você está pensando. Eu devia era voltar pra hidroginástica.
 
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 Na hidro era legal porque compartilhávamos algumas opiniões. Tirando quando se tratava das músicas que a profesora colocava. Aconteceu algumas vezes: ela colocava uma música que eu adorava mas aí o pessoal de 70+ reclamava que aquilo era música de velho. E eu lá, cantando a plenos pulmões: "And more, much more than this, I did it my waaaaaaay..."

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E enquanto eu suava correndo na esteira, passei alguns minutos indignada, pensando que devia ter um jeito mais fácil de ficar em forma. Depois lembrei que na verdade, a gente tem que fazer isso porque encontramos um jeito mais fácil de fazer todas as outras coisas.

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 E na televisão agora pouco tinha uma mulher dizendo que como preparação cristã para a Páscoa ela cortou doces, pães, batata e carboidratos em geral. Acho que ela está confundindo Quaresma com a dieta de South Beach.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Como ir com GPS

Eu e minhas viagens. Essa última foi ontem, equanto dirigia rumo a uma cidadezinha aqui perto, mas que não é tão perto assim e nem faz parte dos lugares que vou sempre. Tava pensando que a vida é meio como ir a um lugar distante confiando no GPS. A gente não sabe que cara o caminho vai ter, mas vamos sendo guiados. Você tem que ir com cuidado (já que o caminho é novo) mas também com confiança (ou senão você atrapalha o trânsito). O negócio é aprender as regras gerais, pegar o jeitão da coisa e tocar pra frente. Se acabar saindo um pouco do caminho, é só voltar. Se surgir uma situação inesperada, é resolver. O melhor é quando você consegue se manter alerta mas com tranquilidade e confiança - que foi a forma que eu me peguei dirigindo ontem. Não tinha a mínima ideia de para onde estava indo, mas estava indo na maior tranquilidade, ha ha.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Das coisas que não mudam

Página de um diário antigo. A borda da folha é vermelha e no canto inferior, há uma Minnie desenhada. Minha idade na época: 12 anos.
 
Data: 31/02/95
 
Diário,
 
Hoje, acordei às 5 horas, me arrumei cheia de pulseiras e penduricalhos e fui à missa. Como eu gostei muito do evangelho, aproveite e, além da missa das 8, esperei a das 11 também. Cheguei em casa com fome e comi uma deliciosa sopa de jiló com beterrabas. De repente, me deu uma incontrolável vontade de estudar matemática. Sabe aquelas equações de 2o grau? Pois é. Resolvi todas. Depois disso, nada como ir à feira do Guará! Como estava bom! Tão lotada, tão movimentada! Para finalizar um dia tão bom, nada como ir à quadra das elétricas e passar no macânico e...
 
Pare!
 
Nada disso aconteceu pois:
 
1 - Já estamos em março e
 
2 - Fevereiro não tem 31 dias.
 
Graças a Deus!!
 
ps. Tirando a missa e (um pouco) os penduricalhos, todo o resto eu continuo detestando. Incrível como certas coisas não mudam. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Malabarismo

 Outro dia me ocorreu uma coisa: que "fazer tudo o que a gente puder" significa parar antes de ficar  esgotado. Porque se você fizer, fizer e fizer e terminar ficando esgotado, é porque não calculou direito e fez mais do que podia. As consequências desse cenário, ao contrário do que pensariam os mártires esgotados de plantão, não são boas para ninguém. Primeiro: você não vai conseguir fazer bem feito nenhuma das outras coisas que também precisam ser feitas, e portanto terá perdido seu equilíbrio. Segundo: já perto do esgotamento, apesar de estar fazendo, não estará fazendo bem, nem com alegria, logo também não estará promovendo alegrias. E terceiro: por colocar essa energia esgotada no que estiver fazendo, a parte que estiver recebendo sente isso - e não gosta. Logo, muito provavelmente, deixa de agradecer, ou de notar, ou de se maravilhar. Daí você se decepciona e empilha esse sentimento ainda em cima dos de esgotamento.
 Concluo que fazer tudo o que a gente pode fazer é isso: ir até onde realmente pudermos, sem comprometer outras coisas ou outras áreas da vida. E não até o limite do "humanamente possível". Isso seria desequilíbrio.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mergulho na paz

 E eis aí alguns trechos desse livrinho antigo mas eternamente atual por sua profundidade. O meu aqui é a 3a edição da Record, de 1974, e o autor é o professor Hermógenes.
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"Dois ignorantes se encontram e não tardam em se agredir.
 Dois sábios se encontram e logo se abraçam."

"O grande erro tem sido perguntar ao homem o que Deus é, em vez de pedirmos a Deus que se desvele, e nos diga aquilo que o homem é."

"Aí está a normalidade que recuso ser.
 Aí está a massificação que não aceito para poder ser aceito."

"Como é frágil a paz de quem se acovarda diante da perspectiva de vir a perdê-la!"

"Tenho encontrado homens e mulheres que orgulhosamente proclamam a liberdade de serem escravos de seus vícios."

segunda-feira, 11 de março de 2013

Aja como se suas atitudes fizessem diferença. Porque elas fazem.



 Uma ótima segunda-feira!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Não sejais uma prateleira!

 No meu segundo ano do ensino médio passei algumas boas aulas de química virada pra carteira de trás, filosofando com uma amiga. (crianças, não tentem isso em casa.) Numa dessas, a conclusão de uma aula toda foi: cansei de ser uma prateleira. Ah? Isso mesmo.
 Estávamos comparando a vida a um armário, sendo cada prateleira uma parte da vida. Haveria então a prateleira dos estudos, a dos amigos, a do amor, a da beleza etc. Nossa famosa frase dizia respeito a namorados, na época. Não queríamos ficar resumidas a ser uma mera prateleira no armário de algum garoto. Não queríamos fazer o que víamos algumas garotas fazendo, e de repente abdicar de coisas que gostávamos só para encaixar nossa vida na de fulano ou sicrano. Queríamos sim alguém que se encaixasse na nossa vida. Não queríamos ser uma prateleira. Queríamos ser o armário inteiro. E queríamos também um outro armário inteiro, cujas prateleiras do amor se encaixassem.
 
 Piadas a parte ("Você está prateleirando..." ou "Fulano? Ih, aquele lá não chega nem a prateleira. É no máximo uma gavetinha."), até que nosso pensamento era bem sábio.
 
 Lembrei disso hoje quando, entre um texto, um poeminha e posts futuros para o blog, pensei: nossa, hoje estou praticamente uma máquina de escrever. 

terça-feira, 5 de março de 2013

E é aquilo que eu sempre digo: quem escolhe se o dia que começa sera bom ou ruim somos nós mesmos. Ninguém é somente um observador do mundo. Somos todos autores da vida. As circunstâncias podem variar mas em última instância quem decide nosso destino somos nós mesmos.


Um ótimo dia!

domingo, 3 de março de 2013

"Tem que" nada

 É só um palpite, mas acho que as pessoas cheias de "tem que isso" e "tem que aquilo" simplesmente não amam a si mesmas. Por não se aceitarem, criam mil regras e protocolos para elas mesmas seguirem, e assim ficarem um pouco mais aceitáveis para si mesmas. Aí se deparam com o resto do mundo e ficam esperando que os outros sigam sua cartilha (cartilha esta que, na maioria das vezes, não chega nem a ser compartilhada com os demais porque oras, como assim o resto do mundo não enxerga que deveria estar fazendo as coisas de acordo com os protocolos??). Só que cada pessoa é um universo todo diferente, e é claro que nem todos vão agir como espera a turma do "tem que". E aí, quando isso fatalmente acontece, eles se sentem desrespeitados, atacados, perseguidos etc etc, porque no fundo estão indignados e provavelmente pensando: como essa pessoa ousa não seguir os milhões de protocolos que eu mesmo sofro tanto para seguir?? Se eu estou aqui me esforçando tanto, porque ela também não pode fazer o mesmo??

 Aff. Canseira só de pensar nisso. Já fui muito assim. Quando deixei de ser, gostei muito mais. De mim, inclusive.

 Conclusão: amem-se, pessoas. A gente é muito mais feliz quando se ocupa em descobrir que pessoa fantástica nós somos em vez de gastar o tempo pra perceber o quão "errados" estão os outros.

 Mas é só uma sugestão, claro. Porque ninguém "tem que" nada.

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Se estás ajudando, na expectativa de que te agradeçam,
 deixa de fazê-lo. Evita, assim, decepções.
 Se o que fazes é pelo simples gosto de ajudar,
 continua. Já estás sendo pago."
Hermógenes