segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sobre viver o presente

 Viver no presente, todos vivemos. Mas viver o presente já é outra história.
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"Quando pensamos no passado podemos experimentar sentimentos de arrependimento ou de vergonha, e, ao pensar no futuro sentimentos de desejo e medo. Mas todos eles surgem no presente e o afetam. Quase sempre, o efeito que nos causam não contribui para nossa felicidade nem para nossa satisfação. Temos que aprender a evitar esses sentimentos. O mais importante é saber que o passado e o futuro se encontram no presente e que, se nos ocuparmos do presente, seremos capazes de transformar o passado e o futuro."
 
 Tich Nhat Hanh

sexta-feira, 26 de abril de 2013

25 coisas que o iPhone tornou dispensáveis:

1. Relógio de pulso

2. Calendário

E cabe na palma da mão...
3. Isqueiro em show

4. Máquina fotográfica

5. Canal do tempo pra saber a previsão

6. CDs

7. Agenda

8. Bloquinho de anotações

9. Mapas de papel

10. Bússola

11. Calculadora

12. Cronômetro

13. Bola de cristal (eu tenho uma no meu!!)

14. O 102 (que ligávamos para pedir informação)

15. Telefone fixo (não só o iPhone, mas qlqr celular)

16. Pager, bips e afins. (mesmo caso)

17. Lanterna

18. Espelho

19. Rádio

20. Videogame

21. Televisão

22. Agenda de telefones

23. Ter um computador por perto

24. O iPod

25. Outros aparelhos de celular.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Algumas velharias

 Sabe aquelas coisas que a gente sempre lembra quando está no meio de alguma outra atividade e depois acaba esquecendo? Para acabar com isso, criei uma lista entitulada "lembrar" no iPhone e sempre anoto lá. O problema é que eu nunca lembro de acessá-la.
 
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 Coisas que já fizeram parte da sua vida mas que você não deve ver há algum tempo: toldo em janela ou varanda de casa, máquina de escrever, walkman, disco de vinal, calha pro carro, tranca carneiro (que já era mais moderna que a tranca com corrente!), telefone de disco, malas sem rodinhas,
orelhão e ficha telefônica, impressora de folha contínua, mirc 32, orkut.
 
 Coisas que ainda fazem parte da sua vida mas que no futuro com certeza serão vistas como velharias: ter trocentos documentos, um pra cada coisa; passaporte no formato que ainda é (como um livrinho com várias páginas e carimbos...); fila para votar (tem países que já se faz de casa), cds, dvds, ter que pagar pra ter internet.
 
 Coisa que já e tornou obsoleta e você ainda não tinha percebido: lista telefônica.
 É ou não é? Um dia seu neto vai te perguntar, com o maior estranhamento: como assim, "lista telefônica"?? O que era isso? Um livrão onde tinha os telefones de todo mundo e de todas as lojas?? E você, com o olhar meio perdido vai responder: era..., se dando conta pela primeira vez de como esse era um conceito estranho.
 
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 Em pouco tempo não vão mais vender a lâmpada incandescente. Pois é. Até ela, coitada, que sempre foi o símbolo de ideias novas, se tornou obsoleta. É que alguém teve uma ideia melhor.
 
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 Ironicamente, tive que classificar esse post no marcador "atualidades".
 
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No próximo post, lista de coisas que o iPhone tornou dispensáveis.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Falou e disse

"Idiota mesmo é o sujeito que, ouvindo uma história com duplo sentido, não entende nenhum dos dois." Millôr Fernandes

"Se procuras uma mão disposta a te ajudar, tu a encontrarás no final do teu braço." Provérbio sueco

"E no Brasil, pontualidade costuma ser a coinscidência de duas pessoas chegarem com o mesmo atraso." Leon Eliachar

"Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa." Guimarães Rosa

"Todos os casos são únicos, e muito similares a outros." T.S. Eliot

"A única pessoa realmente livre é aquela que não tem medo do ridículo." Luis Fernando Verissimo

"Estou aprendendo tanto com meus erros que estou pensando em cometer mais alguns." Ashleigh Brilliant

"Você não pode ter tudo. Onde você colocaria?" Steven Wright

"Se estiver fazendo algo de que vai se arrepender amanhã de manhã, durma até tarde." Henry Youngman

"Coerente: um sujeito que nunca teve outra ideia." Millôr Fernandes

quinta-feira, 18 de abril de 2013

20 maneiras de se matar a saudade do Brasil

 Esse é para você que está longe da terrinha, precisando matar a saudade. Todos os ítens foram testados e aprovados por esta que vos fala.
 
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1. Faça brigadeiro! Mas não simplesmente brigadeiro de panela. Enrole, passe no chocolate granulado, e se você encontrar, coloque em forminhas. Ah... Nada como comer um brigadeiro de festa!
 
2. Assista a algum canal brasileiro. Sei que é possível ter Globo e Record em vários países. Mas se onde você estiver não oferecerem, tem como assinar e assistir a Globo e assistir pelo computador.
 
3. Faça amizade com brasileiros. Com uma ressalva: faça amizade com pessoas de quem de fato você seria amigo se estivesse no Brasil. Se a única coisa que vocês tiverem em comum for o fato de serem brasileiros, não adianta. Talvez você demore um pouco para encontrar essas pessoas, mas vale a pena procurá-las. Nada me faz sentir tão em casa quanto estar entre pessoas que gosto e que, literalmente, falam a minha língua.
 
4. Faça alguma coisa exatamente como você faria no Brasil. Pode ser qualquer coisa que fazia parte das suas rotinas. Por exemplo, se você sempre pedia pizza às sextas-feiras, e comia vendo jornal, faça isso. Qualquer coisa que traga um pouco da sua vida de lá para o lugar onde você estiver.
 
5. Ouça música brasileira. Ou simplesmente, músicas que costumava ouvir no Brasil. Às vezes, quando a gente muda de país, até por conta de ter que deixar muito de nossas coisas pra trás, acaba "esquecendo" de coisas que gostava. Lembrar dessas coisas e passar a vivê-las de novo faz a gente ver que a gente continua sendo a gente, só que em outro lugar.
 
6. Peça para alguém te mandar pelo correio revistas brasileiras. Pode ser uma de notícias semanais (que, até chegar, já vai ser "velha", mas quem se importa?), uma do seu interesse (Cláudia... Quatro Rodas...), e uma de fofoca! Nada como ver os "famosos" brasileiros fazerem isso e aquilo pra gente se sentir um pouco lá.
 
7. Convide alguém do Brasil para te visitar. Isso é, literalmente, trazer um pouco de casa pra onde a gente está.
 
8. Procure um restaurante ou lanchonete brasileiros. Se conseguir encontrar um supermercado que venda produtos brasileiros, melhor ainda: faça você mesmo as coisas que estava com saudade de comer!
 
9. Use havaianas. Além da imediata conexão com o Brasil, fora do país elas ainda são chiquérrimas.
 
10. Vá tomar sol. Bastante sol.
 
11. Marque um encontro remoto com os amigos. Marque com aquele grupo que sempre se reunia de todos se encontrarem na casa de alguém, e aí peça para ligarem o skype, com câmera e áudio. Não vai ser a mesma coisa de estar lá, mas você vai conseguir ter um gostinho. E passada a farra inicial, dá até pra ir conversando de um por um com mais calma. 
 
12. Assista a filmes brasileiros. No Netflix tem vários disponíveis.
 
13. Passe a acompanhar a novela das oito. E por que parar por aí? Acompanhe a das sete também! Ha ha
 
14. Entre em sites de notícias escritos em português. É interessante, até para ver como a mesma notícia às vezes é dada com um enfoque totalmente diferente dependendo do país.
 
15. Telefone para bater papo com os amigos que ficaram. Se telefonar com alguma frequência, logo a conversa vai parar de ser sempre sobre como está sua vida no exterior e as últimas notícias de lá, e vai passar a ser sobre assuntos mais banais e cotidianos, exatamente como seria se você ainda estivesse morando lá. E é esse tipo de conversa que faz você se sentir mais próximo.
 
16.  Leia livros em português - nem que seja de autores estrangeiros. Só o fato de ler na língua de lá, já te aproxima de casa.
 
17. Vá à manicure ou vá fazer qualquer outra coisa que era absolutamente cotidiana para você no Brasil.
 
18. Puxe assunto com as pessoas nas filas. Dependendo do país, dá até pra fazer a conversa render.
 
19. Procure aulas de dança que ensinam samba e/ou zumba (onde costumam tocar várias músicas brasileiras). De quebra, delicie-se com o fato de que você muito provavelmente vai ser o único/única que sabe mexer os quadris.
 
20. Vá visitar o Brasil. Porque tem horas que pra matar a saudade, só respirando os ares brasileiros mesmo. De quebra, a gente é lembrado de alguns vários motivos que nos fizeram sair de lá em primeiro lugar, o que pode ajudar na próxima crise de saudade.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Projeto: virar cabeção

 Este post é para você, que nunca leu livro algum na vida mas por algum motivo em breve precisará se passar por culto! Ou resolveu, quem sabe, ficar mesmo mais culto e não sabe como fazer!

Você é daqueles que entra em livrarias e fica meio perdido, sem saber o que pegar? Nunca leu nada, quer começar mas precisa de um rumo? Comece por esses. Dez livros depois, você terá passado de nunca-li-nada a alguém com uma boa bagagem literária. São todos legais, interessantes, divertidos... Nada parecido com a imagem que quem nunca leu costuma fazer dos tais "grandes livros".
 
1. O mundo de Sofia, de Jostein Gaarder
 Motivo: Numa tacada só, você estará lendo um romance que foi best-seller por muitos anos (para citar em rodinhas de conhecidos, e saber do que está falando), um romance norueguês (pra se passar por alguém com gostos exóticos), vai ler uma história interessante e intrigante e ainda de quebra, vai aprender a história da filosofia! Assustou com a grossura do livro? Alternativa: Aprender a viver, de Luc Ferry. Mas aí o ganho é aprender a história da filosofia de um jeito leve e simples, mas só.
 
2. O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger
Motivo: Primeiro, porque é um livro curto e muito simples. Dependendo do tempo que você tiver disponível, você lê em dois ou três dias. É uma escrita diferente e traz até algumas reflexões interessantes durante a leitura, sendo uma delas: "por que mesmo dizem que esse livro é uma maravilha?". Mas no fim das contas, vale a pena. Até pra se ter uma opinião sobre se amou ou odiou. Ah, sim. E enxergar um pouco do lado obscuro do universo masculino, e do ser humano também.
 
3. Martini seco, de Fernando Sabino
Motivo: Esse aqui é maravilhoso para quem quer ter lido alguma coisa mas no fundo detesta ler. Sim, porque o livro é curtíssimo. Não lembro se chega a 50 páginas. E a história é, de fato, interessante. E é sempre bom ter lido algo de um escritor brasileiro. Para dizer nas rodinhas sociais: "Meu livro preferido? Ah, Martini Seco, de Fernando Sabino. Nunca leu? Ah, devia. É ótimo..."
 
4. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Motivo: Porque a história é liiiiiinda, o jeito como ela escreve, delicioso, e no livro tem muitos diálogos interessantes e cenas "inéditas", que quem ficou só no filme perdeu. Fora que é um clássico, não só inglês, mas mundial, escrito por uma mulher que ao mesmo tempo que era ótima em esmiuçar os comportamentos daquela época, estava muitos anos a frente de seu tempo.
Alternativa menos mulherzinha mas igualmente boa: O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
 
5. Qualquer um do Saramago.
Motivo: Porque o Saramago é o Saramago. E quando você pegar um pra ler, vai entender. Não li todos, mas os que li, amei. Esse você lê nem pra dizer que leu nada. É pelo prazer da leitura mesmo.
 
6. Os delírios de consumo de Becky Bloom, de Sophie Kinsella.
Alternativa para homens: O Código Da Vinci, de Dan Brown.
Motivo: Porque todo culto que se preze já leu também inúmeras coisas "bobas", inclusive os famigerados best-sellers. Se ficar só nos "clássicos" e "grandes obras" vai peder um outro tipo de literatura que também tem seu lugar - a mesinha de cabeceira. (Sim, porque certos livros são tão densos e difíceis que se você os tiver na cabeceira, eles vão ficar lá só juntando poeira, já que é só abrir o livro pro sono chegar... Kkkkk). Alternativa: Qualquer Harry Potter, de J. K. Rowling, ou Crepúsculo, de Stephenie Meyer.
 
7.  A profecia celestina, de James Redfield
Motivo: Porque é sempre bom ter lido um livro que não é todo mundo que ouviu falar. Esse aqui é mais ou menos conhecido. Se por um lado foi best-seller e virou até filme, por outro nunca ouvi muita gente comentar. Mas a história é ótima, principalmente pra quem gosta de livros de aventura co mistério, ambientados em florestas, e lugares meio mágicos. E fala dessa coisa atual de mudança de consciência dos seres humanos na virada do milênio.
 
8. Comédias da Vida Privada, de Luis Fernando Verissimo
Motivo: E precisa de algum? Verissimo, ah, Verissimo! As crônicas dele são ótimas, engraçadas e inteligentes. E como é o tipo de livro que vem em pedacinhos (cada crônica é bem curtinha), é aquele livro que quando você vê, já leu. E rende muito assunto. Tirando um de crônicas sobre futebol e política, já li todos os outros do Verissimo. E recomendo - todos. Alternativa um pouco mulherzinha: qualquer um da Martha Medeiros.
 
9. Se houver amanhã, de Sidney Sheldon.
Motivo: Porque é aquele tipo de livro que parece filme, que você vai lendo, lendo, e até acha que está enxergando as cenas acontecendo rapidamente. A história é ótima (principalmente depois da página 100 - aguente firme até lá), e muito criativa. E porque Sidney Sheldon foi um dos grandes mestres desse tipo de romance. Os outros dele são ótimos também. Acho que li todos dele, menos um. O Outro lado da meia noite também gostei muito. E vários outros.
Alternativa: A trilogia da magia, de Nora Roberts. (Ou algum outro dela. Ou algum outro dele!)
 
10. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
 Motivo: Machado é imperdível também. Além de ter desenvolvido toda uma filosofia nos livros dele (o humanitismo, que em resumo diz que "seria melhor que não existisse o chicote, mas já que ele existe, é melhor que esteja na minha mão"), a escrita é diferente e maravilhosa. E mais maravilhoso ainda é poder dizer que já leu Machado, ha ha. E como não ler um livro que foi dedicado "ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico com saudosa lembrança, essas memórias"??

 E mais dois, que vou ter que colocar na lista:
 
- O Primo Basílio, de Eça de Queiros
Porque é um dos grandes clássicos da literatura portuguesa e porque foi ela que influenciou a literatura brasileira, blablabla? Não! É porque se você gosta de uma boa novela da globo, com grandes doses de romances proibidos, empregadas fofoqueiras e planos de vingança, vai se sentir em casa. 

- Quando Nietzsche Chorou, de Irvin D. Yalom
Esse é muito legal, muito inteligente, muito interessante, e ainda tem um título que impressiona qualquer um! Tanto quem não lê e não tem a mínima ideia de quem Nietzsche seja, que vai pensar "nossa... Nietzsche... Já ouvi falar esse nome... Parece difícil". E como quem já leu Nietzsche e vai pensar "Chorou?? Como assim?? Então ele tinha coração??" Risos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

 Sabe essa conversa de "ah, mas eu sou assim porque meu pai isso, minha mãe aquilo, na infância aconteceu tal coisa", blablabla..? Acho que só cola até certo ponto. Realmente, a gente pode achar uma explicação pra tudo, uma origem, um porquê. Mas só vale a pena buscar a origem se for para que isso seja algo esclarecedor, e um ponto de partida para colocar nossas emoções no lugar, descobrir nosso próprio valor, e melhorar nossa própria conduta. E não pra gente se fazer de vítima das circustâncias. Porque todo mundo tem motivos pra se queixar, mas também a capacidade de se curar e transformar o que foi ruim em motivação para fazer diferente, ser melhor, se amar mais etc. O credo do Samurai resume bem essa ideia, falando do ideário do lutador que salva o próprio destino:

 Não tenho pais;
 faço do céu e da terra meus pais.
 Não tenho poder divino;
 faço da honra a minha força.
 Não tenho recursos;
 faço da humildade o meu apoio.
 Não tenho o dom da magia;
 faço da minha força de vontade o meu poder mágico.
 Não tenho vida nem morte;
 faço do Eterno minha vida e minha morte.
 Não tenho corpo;
 faço da coragem meu corpo.
 Não tenho olhos;
 faço do brilho do raio os meus olhos.
 Não tenho orelhas;
 faço do bom senso minhas orelhas.
 Não tenho membros;
 faço da vivacidade os meus membros.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Maturidade

 Reflexão muito boa de John W. Gardner em seu "Renovação Pessoal":

 "O que se aprende na maturidade não são coisas simples, como adquirir habilidades e informações. Aprende-se a não voltar a ter condutas autodestrutivas, a não desperdiçar energia por conta da ansiedade. Descobre-se como dominar as tensões e que o ressentimento e a autocomiseração são duas das drogas mais tóxicas. Aprende-se que o mundo adora o talento, mas recompensa o caráter. Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nosso favor nem contra nós, mas absortas em si mesmas. Aprende-se, finalmente, que, por maior que seja nosso empenho em agradar aos demais, sempre haverá pessoas que não nos amam. Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora."

quarta-feira, 10 de abril de 2013

10 coisas para não se dizer a uma pessoa que não trabalha

Trabalhar fora é necessário, nobre, digno, saudável, respeitável, admirável, indispensável e vários outros "ávels" por aí afora. Só que várias pessoas não trabalham. Seja por circunstância, seja momentaneamente, ou porque se aposentaram, estão entre empregos, estão estudando, optaram por ser mãe/pai em tempo integral ou então simplesmente porque não precisam e não querem (porque quem precisa acaba sempre querendo!), há muitas pessoas que estão fora do mercado. Foi pensando nelas (e em mim, claro - ha ha) que preparei essa bela listinha de
 
10 coisas para não se dizer a uma pessoa que não trabalha
 - porque certas perguntas e observações além de chatas não são nem plausíveis.
 
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1. Nossa, mas então você não faz nada?
 
 Essa é minha "preferida", principalmente porque não tenho empregada nem faxineira. Só a casa já dá um trabalho que é muito e nunca acaba, e só não sabe como é quem nunca teve que fazer. Mas nem que eu tivesse empregada. Por que pensam que quem não trabalha não faz nada? Por acaso as únicas coisas que existem para se fazer são as tarefas do trabalho? E quanto aos hobbies, cursos, leituras, passeios, esportes, programas culturais, viagens, enfim. E quanto ao resto da vida?
 
2. Como não deu tempo? Você tem todo o tempo do mundo...
 
 Todo o tempo do mundo, só Deus mesmo. Não é porque uma pessoa não trabalha que ela está fora do planeta. Também temos que ir a médicos, pagar contas, limpar casas, enfrentar trânsito, resolver burocracias, etc etc. Isso quando não estamos resolvendo algo para alguém que não pode fazer porque estava trabalhando. Nossos dias tem as mesmas horas dos dias dos trabalhadores. Podemos ter algumas horas a mais livres sim, mas todo o tempo do mundo? Também não temos.
 
3. Mas então você fica em casa o dia inteiro?
 
Óbvio que não né, meu povo. Que eu saiba ainda não existe lei proibindo quem não trabalha fora de sair de casa. Pelo contrário. Vá fazer qualquer coisa durante o expediente e perceberá que a cidade continua funcionando. Um pouco mais tranquila, é verdade, mas continua lá. E aliás, são essas pessoas que podem transitar durante o dia que permitem a vendedores, atendentes, seguranças, recepcionistas, cabelereiros, manicures, etc atenderem também no horário do expediente. Quem geralmente fica no mesmo lugar o dia inteiro é, adivinha? Quem trabalha.
 
4. Não sei do que está reclamando. Cuidar de casa é tão fácil...
 
 Essa geralmente vem de quem já cuidou de uma casa sozinho no máximo por alguns dias. E aí não sabe que além de lavar os pratos, também é preciso lavar o lugar onde se lavam os pratos (chamado pia), o lugar onde se colocam os pratos pra secar, o lugar onde se guardam esses pratos, e o lugar onde se coloca a mão para abrir a porta do lugar onde se guardam os pratos (puxadores, facilmente engorduráveis). E isso, só pra dar um pequeno exemplo.
 
5. Você não cansa, não?
 
 Canso, claro. Igual a gente se cansa do trabalho também. Ser humano se cansa de tudo. Mas também é capaz de se adaptar e até - pasmem - de gostar de vários estilos de vida.
 
6. Nossa, como você aguenta?
 
 E como vocês aguentam ter que acordar cedo todo santo dia, se arrumar correndo, ir para o mesmo lugar, fazer um monte de coisas nem sempre legais, ter que lidar com chefe enjoado, colega de trabalho que você não vai com a cara, aporrinhações em geral, sapato apertando no fim do dia, trânsito pra ir e voltar, etc etc? Já trabalhei portanto sei também como é. Cada situação tem seus prós e contras.
 
7. Então por que você não abre um negócio de vender comida/ ser babá/ ajudar com dever de casa etc?
 
 Por que o povo tem essa mania de querer arrumar emprego para quem não está trabalhando? Será que as pessoas não entendem que não estar trabalhando não significa necessariamente estar procurando trabalho?
 
8. E a classe trabalhadora aí, ralando pra te manter...
 
 O marido ou quem for que estiver pagando as contas da pessoa que não trabalha sim, está de fato trabalhando, também, pra manter a pessoa. Mas o resto da população...? Por acaso estamos na Suécia, onde os que não trabalham recebem do governo um saláriozinho até muito bom para se manter? Não, não estamos. Não recebemos dinheiro nenhum do governo, pelo contrário. Pagamos impostos embutidos nos produtos, igual qualquer pessoa. Então, meu marido pode até ser, mas você, pessoa que trabalha seja lá no que for, não está trabalhando exatamente para me manter
 
9. Pede pra ela fazer, que ela sempre pode. Afinal, ela não trabalha.
 
 Essa é outra de matar. Sim, podemos não trabalhar fora mas isso não significa que não temos compromissos ou nossa própria vida. Às vezes até dá pra ajudar alguém, fazer uma cortesia etc, mas isso não significa que estamos disponíveis o tempo todo, igual farmácia 24h.
 
10. Ah, mas você vive de férias.
 
 Pelo contrário: não temos férias. Férias tem justamente quem trabalha. Quem não trabalha, sempre cuida de outras coisas, e dessas não tiramos férias. Eu lavo louça e arrumo casa sábado, domingo, feriado e dia santo. E sim, posso até adiar uma tarefa para mais tarde, mas se cabe a mim fazê-la, vou ter que fazer uma hora ou outra. E isso porque por enquanto cuido "apenas" de casa, marido e cachorro. Se tivesse filhos, aí é que o expediente seria integral mesmo.
 
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 Coisas plausíveis - e até elegantes - de se perguntar a quem não trabalha:
 
 - E como são seus dias, sua rotina? (Ouvi essa recentemente, e foi como um sopro de ar fresco, uma pergunta assim, sem julgamentos.)
 
- Por que você não trabalha? (Se a pessoa estiver mesmo curiosa para saber o motivo, e não como cobrança.)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Da dor alheia

 Às vezes a gente olha pra vida de uma pessoa e pensa: "nossa, não sei do que ela reclama tanto". Não gosto de reclamações (nem de ouvir e menos ainda de fazer), mas sei que às vezes são legítimas. E penso que talvez se passássemos um dia na pele da tal pessoa que não sabemos por que reclama tanto, passaríamos a dizer "nossa, não sei como ela não reclama mais".
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

 E então a semana vai terminando. E você? Ficou esperando por aquele e-mail que não chegou? Aquele telefonema que não recebeu? Aquele certo alguém que você ainda não encontrou? O fim de semana não vai ter exatamente a cara que você gostaria que tivesse? Numa hora dessas, meu conselho é respirar fundo e tomar as rédeas. Faça acontecer tudo que estiver ao seu alcance. E quanto ao restante, lembre-se daquele célebre pensamento taoísta que diz: no silêncio e no vazio todas as coisas estão presentes em potencial.
 
 Qualquer coisa pode acontecer no próximo segundo. Esteja preparado. E estar preparado é em primeiro lugar estar são e tranquilo. Disso, você já pode cuidar agora.
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 Um ótimo fim de semana!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

 Amo essa música. Dedicada por mim a ele, e por ele a mim.
 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

 Uma coisa que me aflige um pouco quando penso em um dia ser mãe é o fato de que vou ter que guiar e ensinar alguém. Um pouco do mesmo sentimento vinha quando meus aluninhos perguntavam coisas como: "Tia, é pra pular uma linha?". Sei lá, menino. Pule quantas quiser, se quiser, o caderno é seu, não é? Então por que é que você quer que eu decida?
 Claro que eu não respondia isso. Mas no fundo era o que dava vontade. Não por preguiça ou má vontade, mas por achar que eles não tinham nada que seguir o que eu estava dizendo. Afinal, quem era eu pra eles? Uma quase estranha que colocaram lá na frente com o giz na mão. Por que então eu saberia dizer o que ficaria melhor em cada caderno? Tá, eu sei que era meu papel, blábláblá, mas isso nunca me fez estranhar menos esse tipo de pergunta. E o "tia, posso ir ao banheiro?" então! Putz.
 Talvez seja por isso que sempre preferi dar aulas para adultos: porque não gosto tanto de guiar. Aliás, não gosto de guiar e nem de ser guiada. Acho que cada um deve se conhecer e descobrir o que é melhor pra si, enquanto vai se relacionamento com os demais. É o tal do "cada um na sua mas com alguma coisa em comum" com um pouco de "não me siga - também estou perdido". Ha ha.
 Por isso gosto tanto daquele pensamento do escritor e filósofo Albert Camus, que diz:
 "Não caminhe na minha frente, porque talvez eu não possa (ou queira!, eu diria) segui-lo. Não caminhe atrás de mim, porque talvez eu não possa guiá-lo. Caminhe ao meu lado e seremos amigos."
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Mousse de Galak

Essa eu fiz para a sobremesa no domingo de Páscoa. Amei! A receita foi tirada do site da Nestlé Brasil. Fiz igualzinho estava dizendo e ficou ótima! Mas acho também que uma variação interessante seria fazer a mousse em forma untada com óleo para desenformar e dobrar a quantidade de calda de chocolate amargo, para despejar um pouco por cima e servir um pouco ao lado. Hummmmmm...


Mousse de Galak

Calda
Mousse
  • 1 tablete de GALAK® (170g)
  • 2 claras
  • 4 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 envelope de gelatina em pó sem sabor (12g)
  • 1 lata de Creme de Leite NESTLÉ®
  • 1 colher e meia (chá) de essência de baunilha

Modo de Preparo
Calda:
Coloque o Chocolate Meio Amargo em uma panela e leve ao fogo em banho-maria até derreter. Junte o rum, a manteiga , quatro colheres (sopa) de água e misture bem. Sirva a calda morna sobre a mousse de Chocolate. Se desejar decore-a com raspas de GALAK®.
 
Mousse:
Coloque o GALAK® em uma panela, leve ao fogo em banho-maria até derreter e reserve. Em uma batedeira, bata as claras e o açúcar e bata até dobrar de volume. Misture o GALAK® e reserve. Junte cinco colheres (sopa) de água à gelatina e leve ao fogo em banho-maria até dissolver. Junte-a ao creme de Chocolate. Adicione o Creme de Leite NESTLÉ® e a essência de baunilha. Coloque-a em taças e leve para gelar por cerca de 4 horas ou até que esteja firme.

segunda-feira, 1 de abril de 2013


 "Um motorista segue em uma estrada de mão única e escuta pelo rádio que um carro está circulando na mesma via, mas na contramão, colocando todo o tráfego em perigo. Após ouvir a advertência, o motorista diz: "Um carro só, não. Todos! Bando de malucos!"
 
 Todo mundo se beneficiaria apontássemos menos o dedo para os outros e prestássemos atenção mais em nós mesmos. Os outros até podem mesmo estar errados, mas muitas vezes o que acontece é que eles simplesmente estão errados também.
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