sábado, 29 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Últimos lidos


 Wedding Night, Sophie Kinsella - Quando Lottie acha que seu namorado de longa data irá pedi-la em casamento, se enche de expectativa. Mas logo ela se decpciona ao perceber que tudo o que o namorado queria era avisá-la de uma viagem. A decepção é tão grande que os dois acabam brigando feio e terminando tudo no calor do momento. É quando um ex da época da adolescência entra novamente na vida dela. Impulsivamente, os dois decidem se casar. Felizmente Lottie tem uma irmã mais velha que irá fazer de tudo para impedi-la de se enrolar mais ainda do que ela já se enrolou. Meu veredito: Ótimo!!! Engraçadíssimo, de dar gargalhada lendo. E toca em algumas questões interessantes, por exemplo, se é bom ou ruim tentar revisitar um passado que foi quase perfeito.
 
 
O universo conspira a seu favor, Jerry e Esther Hicks - Os autores desse livro dizem ter escrito o que lhes foi ditado por seres de luz que se autodenominaram Abraham. As lições de Abraham focam na lei da atração, e frisam que os seres humanos devem focar sempre no que querem, em vez de se concentrar no que não querem. Dessa lei, surgem várias outras, e inúmeras explicações e escalrecimentos para que consigamos tirar o melhor proveito dessa lei do universo.
Meu veredito: Livro muito bom!! Mas eu recomendaria só e somente só para quem estiver querendo mergulhar de fato em todo esse conceito de lei da atração - ou senão a pessoa provavelmente irá achar o livro profundo (e doido) demais.
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Kafka para sobrecarregados, Allan Percy - A contracapa diz que este é "um curso de filosofia prático e acessível para quem quer extrair o máximo da vida e aprender a lidar com as situações absurdas que o cotidiano nos impõe." Eu diria que forçaram um pouco a barra chamando de "curso de filosofia" mas de qualquer forma, é um livro bem interssante. Trata-se de 100 máximas de Kafka selecionadas e comentadas pelo autor. É uma leitura fácil, rápida e que dá bastante o que pensar. Meu veredito: Gostei! E vou até colocar algumas coisas do livro aqui em posts futuros. Mas se alguém não gostar de Nietzsche por achá-lo pessimista, aconselho então que fique bem longe de Kafka, ha ha.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

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Acho incrível perceber como uma coisa sempre possibilita várias outras positivas. Exemplo: o rádio, possibilitou tanta gente se comunicar, notícias espalharem, a gente poder dirigir cantando... A internet, possibilitou as trocas imediatas, os chats e redes sociais, que por sua vez possibilitaram coisas como a organização e início das manifestações recentes, os relacionamentos iniciados virtualmente e por aí vai. Dificilmente uma coisa acaba possibilitando apenas aquilo a que ela de início de propôs, e isso por si só já é uma coisa fantástica de se perceber. Agora o mais fantástico ainda é perceber que todas as coisas - boas ou más - são capazes de possibilitar outras boas. De uma coisa boa podem nascer várias outras igualmente boas, assim como de uma coisa ruim podem nascer também tantas outras boas. E uma coisa boa, pode possibilitar outras ruins? Também. Mas prefiro me concentrar no que há de positivo desse pensamento, que é: não interessa o que estiver acontecendo, seja bom ou seja ruim, disso pode nascer algo maravilhoso. E geralmente nasce. Mas tem coisas que só mesmo os olhos treinados conseguem enxergar.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Duas pessoas estão embarcando num avião - uma que adora voar, e outra que morre de medo. Qual das duas está sendo corajosa?

 A que morre de medo, é claro. A outra estará apenas se divertindo.

 Interessante pensar que a coragem é o enfrentamento do medo, e não a ausência dele.

 Um ótimo começo de semana a todos, e como diria o Chico Pinheiro no Bom Dia Brasil:
Coragem, que hoje é segunda-feira!
Rs
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sábado, 22 de junho de 2013

 Porque sempre tem que ter as piadinhas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Abaixo a PEC 37!... Mas por que mesmo???

 Por isso é que é bom ser cercada de gente inteligente! Perguntei a um grande amigo o que ele achava do que estava acontecendo aí no Brasil, começamos a conversar e... ele terminou me explicando uma coisa que eu não tinha ideia, e que talvez muita gente também não tenha. Como a conversa toda foi por e-mail, vão aqui os pedaços mais importantes para quem quiser ler e entender melhor o que pode estar por trás dos protestos contra a PEC 37.
 
 A explicação me foi dada por Gustavo H. Tardelli Alves, funcionário da CGU e uma das pessoas mais inteligentes que conheço.
 
Um exemplo do que estávamos conversando...
 
"Tenho visto uma galera, inclusive brasileiros fora do país, protestando contra a PEC 37. Fala sério! Eles nem sabem o que isso significa! 
Não sou nenhum gênio, nem sou formado em direito, mas trabalho numa área que atua conjuntamente com a Polícia e o MP, justamente no combate à corrupção. Além disso, não sou nem da Polícia, nem do MP, então acho que isso me dá uma visão um pouco mais imparcial sobre essa questão, porque não tenho interesse direto nisso. Diga-se de passagem, não tenho nenhum apego profissional, emocional ou sexual com relação à PEC 37. Embora não seja um amplo conhecedor da área jurídica, sinto-me infinitamente mais capacitado para opinar sobre o assunto (PEC 37) do que a grande maioria das pessoas que ficam segurando cartazes dizendo que são contra a PEC.

Minha opinião: Sou a favor da PEC 37.
 
Por que, se “todos” são contra?
 
Primeiro, as atribuições nos inquéritos para apurar ilícitos penais deve mesmo ser regulada, porque do jeito que está há uma sobreposição de atribuições, que gera insegurança por parte das próprias autoridades investigadoras (polícia e MP) pois todos ficam com medo de a ação não vingar na justiça pois os advogados dos acusado podem alegar vício de competência. Assim, a "pisação" em caixas de ovos por parte das autoridades investigadoras acaba atrapalhando e atrasando as investigações.
 
Segundo, o MP tem ampla e total competência para apurar ilícitos administrativos de corrupção. O MP pode requisitar que a CGU, TCU, CNJ, CNMP, Polícia, Auditorias Internas dos órgãos, Agências Reguladoras, etc façam auditorias e fiscalizações; pode requisitar todo tipo de informação e, principalmente, podem eles próprios conduzirem os inquéritos. Nada disso será afetado com a PEC 37.
 
A PEC 37 trata apenas dos ilícitos penais, que diga-se de passagem envolvem tudo que é tipo de crime (racismo, agressão à mulher, venda de CD pirata, etc...), não somente aqueles vinculados à corrupção (fraude em licitações, formação de quadrilha, etc). Para esses ilícitos a PEC quer conferir à Polícia competência privativa para tocas os inquéritos. O que isso significa? 
 
Para responder a essa pergunta, vejamos como funciona as fases de inquirição (investigação) de crimes:
A Polícia pode instaurar (abrir) inquérito para investigar crimes. Durante a investigação, a Polícia pode precisar (quase sempre) de algumas diligências que, especificamente, devem ser autorizadas pela Justiça (especialmente depois da CF 88, para evitar abuso policial), como queba de sigilo telefônico, escutas telefônicas, escutas ambientais, quebra de sigilo fiscal, bancário, etc. Depois de concluído o inquérito (que é de responsabilidade do delegado de polícia), depois que foram formados os elementos de convicção da prática do crime e que foram colhidas provas suficientes para incriminar o investigado, o delegado encaminha o inquérito para o MP (o verdadeiro cliente do inquérito). A partir de então, o MP vai apresentar denúncia à Justiça e instruir a ação penal, inclusive podendo juntar outras provas colhidas fora do inquérito (como relatórios da CGU), ou seja, vai juntar tudo que tem contra o investigado e vai "entrar na Justiça". 
 
Mas tem um detalhe..... O MP, por força constitucional, é o responsável por exercer o controle externo da atividade policial (vigiar a polícia). Isso significa que, embora o responsável pelo inquérito seja o delegado de polícia, o MP tem total controle sobre o inquérito. Para você ter uma ideia, quem propõe pelo arquivamento do inquérito é o MP, não o delegado, além disso, quando o delegado vai representar (pedir) à justiça autorização para aquelas diligências especiais (como escuta telefônica), o Juiz só aceita a representação da polícia se tiver sido revisada e assinada pelo MP (se não tiver a revisão do MP, o juiz sequer recebe a representação).
Além dessa (super)participação do MP nos inquéritos para apurar ilícitos penais (já que nos administrativos o MP pode tudo, inclusive mandar na CGU e no TCU), o Parquet (MP) pode, a qualquer tempo, mandar a polícia instaurar e conduzir inquéritos. Ou seja, além de poder controlar as investigações que foram iniciadas no âmbito da Polícia, o MP pode mandar a polícia abrir investigação para apurar o que o MP quiser.
E o que muda com a PEC 37? Sobre o que foi escrito até agora, nada! 
 
Acontece que, hoje, o MP pode, sozinho, instaurar inquéritos próprios para apurar ilícitos penais, sem que haja controle de ninguém sobre os atos do MP, pois o controle sobre o MP é interno, não externo, ou seja feito por um órgão do próprio MP (que é o CNMP).
 
Se a Constituição for emendada pela PEC 37, o MP não poderá mais fazer isso. É só.
 
Agora, algumas considerações pessoais:
 
1º- Não tenho nada contra o MP e tudo contra corruptos. Inclusive, se eu fosse da área jurídica, sem dúvidas, iria querer ingressar na carreira do MP.
2º - Para mim essa é uma briga classista, onde o MP jogou o migué na sociedade dizendo que terá seus poderes reduzidos no combate à corrupção. Marketing total!! 
 
Por que o MP não falou "teremos nossos poderes reduzidos no combate ao crime de pirataria de CDs"? 
Porque eles consideram o combate a corrupção mais importante? Duvido! É para polarizar a discussão para um lado em que qualquer desinformado será incondicionalmente favorável à causa, precipuamente corporativista, do MP. 
 
Os interesses de classe não são ilegítimos. É natural que o MP queira defender seus interesses,  mas essa posição não é assumida em momento algum nesse caso. O que vejo é uma "forçação de barra" do MP, apresentando a PEC como uma medida para limitar seus poderes de combater a corrupção. Colocar o rótulo de "corrupção" na PEC 37 é mais marketing do que realidade. Vejamos:
 
(i) Repare que a PEC trata apenas dos "ilícitos penais". A corrupção envolve, também, muitos ilícitos administrativos. Então não é a pauta não é a "corrupção" especificamente.
 
(ii) O MP tem sido praticamente inerte na idealização e sugestão de projetos de lei que visam combater à corrupção (diferente da CGU que tem sido bem atuante nessa área apesar de não ter a expertise jurídica do MP). Não me parece que o combate à corrupção é a principal bandeira que representa o MP.Essa relação estreita MP = Combate a Corrupção me parece bem casuística.
 
(iii) Esse é o principal argumento: Se o MP é a favor do combate à corrupção por meio da ampliação das competências investigativas das instituições e autoridades públicas, então por que não brigam para ampliar os poderes da Polícia, da CGU e do TCU também. Se fizerem uma PEC que permite à Polícia, à CGU, ao TCU, ou a quem quer que seja, avançar sobre as competências e atribuições do MP no tocante às investigações contra à corrupção, eu duvido que eles teriam essa mesma postura "todos juntos contra a corrupção". Porra nenhuma! Seriam os primeiros a dizer que as competências do MP estão sendo invadidas, que isso ameaçaria a existência do MP, bla blá blá... Não nos esqueçamos que, por mais nobre que seja a função do MP, trata-se de um grupo de advogados numa função pública e, como tais, tipicamente, vão fica elaborando argumentos para manter e ampliar seus poderes.
 
(iv) Não podemos esquecer que o MP possui e faz questão de manter um monte de regalias, típicas do Poder Judiciário e outras áreas jurídicas (AGU, PGFN, etc).
 
3º - Acho que a real "causa" do MP é não perder o poder de escolher a bocada que quiserem. Sinceramente, acho muito difícil vermos procuradores querendo conduzir inquéritos para apurar exploração ilegal de jogos nas cidades do interior do Acre. Isso é coisa de ralé, deixa para a polícia. Mas..., quando se tratar de um caso de ampla repercussão política, de ampla visibilidade, aí sim, veremos o MP atuando. Acho que o que eles querem garantir, na verdade, é esse poder de escolha. Querem ter o poder de elitizar as funções investigativas do MP.
 
4º - Outra falácia, na minha opinião, é a seguinte: A PEC vai diminuir os “processos” contra corrupção. Para mim isso é furada total. Repare que a própria OAB é favorável à PEC 37. O que isso tem a ver? Ora, a OAB defende os interesses dos advogados. Para eles quanto mais políticos corruptos sendo processados, melhor! Acho que o melhor cliente que um advogado pode ter é um cara muito rico e muito culpado, ou seja, o típico político corrupto. Se a aprovação da PEC 37 fosse reduzir os processos penais contra políticos corruptos a OAB seria a primeira a se opor.
 
Resumo: Não sou radicalmente a favor da PEC 37. Sou a favor de regulamentarem as atribuições de investigação para otimizar o processo. Se for necessário fazer ressalvas ao texto da PEC, ou mesmo mudanças mais significativas, para garantir essa "otimização", ótimo! Que façam!
 
O meu ponto é o seguinte: O MP jogou um migué na sociedade para o povo encampar uma briga classista deles, típica coisa de advogado. Essa é muito mais uma briga por interesses classistas do que por "combate à corrupção".

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Era um biquini de bolinha amarelinho

 Desde que começou a fazer calor, tenho sido frequentadora assídua da piscina aqui do condomínio. Até então estava alternando entre dois biquinis muito lindinhos comprados aqui (thanks, Target!). Mas hoje resolvi pegar no fundo do armário um biquini velhinho (o que eu tinha de mais comportado no Brasil, e que aqui entra na categoria dos "pequenos ainda aceitáveis") e que escolha deliciosa foi essa. Ir à piscina usando um biquini brasileiro fez toda a diferença.
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 De repente percebi que os biquinis americanos (como várias outras coisas aqui) são pensados e arquitetados com objetivos claros visando alcançar metas pré-definidas. E sim, também muito americanamente, eles de fato entregam o que prometem: barriga zero, peito maior, bumbum no lugar. Se mesmo com toda essa ajuda, a mulher ainda não se sentir totalmente segura para desfilar seu duas-peças, pode sempre recorrer aos bronzeadores artificiais, maquiagens de pele, cremes tipo "airbrush" ou sprays que deixam a pele com aquele brilho típico das modelos da Victoria Secret. Espelho, espelho meu: existe um corpo mais pensado que o meu? 
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 Já o biquini brasileiro segue o molde de como as coisas geralmente são feitas no Brasil: no lugar de planejamento, espontaneidade. No lugar de pretensões, brincadeiras. E assim, aquelas duas peças acabam apenas almejando serem apenas o que são - uma roupa de banho - e se tiverem que cumprir outra função, que seja a de divertir, encantar, seduzir ou instigar. Não sei se é o corte mais arredondado, as tiras mais finas ou mesmo o tecido mais maleável mas o biquini brasileiro tem bossa. E em sua silenciosa despretenção, diz muito. Diz que sim, meu corpo não é igual o das modelos das revistas, mas isso não quer dizer que ele não seja um corpo perfeito. Porque o que é perfeição anyway? É ser magérrima, lisa, reta, varapau? É ser malhadíssima, esculpidíssima, marombeira? Quão distorcidos andam os conceitos?
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 O que o biquini brasileiro diz é que perfeição é entender o corpo como seu maior e melhor instrumento, porque é nele que você experimenta a vida. É gostar de quem você é - ou melhor, "é", eu nem diria, poque somos muito mais que nossos corpos, mas então gostar de onde você "está", curtir o corpo que está ocupando. É cuidar do corpo porque ele é nosso templo e nosso possibilitador de vida, mas um cuidar com carinho de quem ama, e não com obsessão de quem ficou tão cego em suas metas que já não se importa de maltratar.
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O biquini brasileiro me abraça e me valoriza, e porque não quer que eu caiba numa forma pré-determinada, não está tentando fazer com que eu pareça ser mais x ou menos y. E assim acaba me realçando ao mesmo tempo que me relaxa, me embelezando ao mesmo tempo que me perdoa. Sem seus enchimentos, e push-ups e armações e cintas embutidas, o biquini brasileiro termina por mostrar aquilo que eu tenho de melhor -  que é o que realmente sou: um conjunto único, de verdade, com suas curvas, sua saúde, sua alegria e sua beleza.
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 Pode ser que a diferença na verdade tenha sido porque meu biquini brasileiro é velhinho e os americanos, recém comprados, ainda estão resistentes, apegados mais aos moldes do manequim que do meu corpo. Pode ser que eu devesse comprar biquini em outro lugar. De qualquer forma, valeu a reflexão.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Brasil acordou.

 Ontem um ex-colega meu da CGU, atual funcionário de outro órgão público tão sério quanto, publicou no Facebook um texto que expressa justamente o que eu andava conversando com meu marido aqui sobre essas manifestações todas - só que com palavras exatas e um encadeamento de ideias perfeito. Amei o texto assim que li, e pedi na mesma hora a permissão para publicá-lo aqui:
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"Com todos perguntando qual o objetivo das manifestações que se espalham pelo nosso país, vou arriscar um palpite bem elementar: o objetivo é demonstrar aos políticos, independente do partido, que o poder deles não é absoluto, e que o povo não é tão idiota assim, como sempre pensaram e continuam pensando. Demonstrar insatisfação com a forma com a qual as coisas são conduzidas no nosso país, manifestar que o descontentamento é crescente, e que, se algo não mudar, o bicho vai pegar. Então acho que, em um primeiro momento, as manifestações estão atingindo os objetivos, em absoluto.
 
Os políticos e os governantes, do executivo, legislativo e judiciário (principalmente os que detêm algum poder) tem uma tendência a agir totalmente descolados da realidade do povo, a fazer o que der na telha, atropelando leis, direitos, princípios, a própria constituição. E faziam mesmo, porque até agora, "brasileiro aceitava tudo".
 
 O mais fantástico desse movimento é justamente ter começado, a princípio, de baixo. Não foi partido de direita ou esquerda, sindicato, ou meio de comunicação que organizou nada. Bem diferente das últimas grandes manifestações, os caras pintadas... Tanto que, nem político, nem qualquer meio de comunicação, ninguém entendeu o que estava acontecendo, ou como começou (tudo isso por 20 centavos?).
 
 A insatisfação é tão grande, e a tanto tempo, que o movimento começou com alunos de faculdades pelo Brasil, se mobilizando por Facebook, twitter e outras redes sociais, sem muita coesão mesmo.
 
Normal a agenda não estar totalmente definida. O importante agora é mostrar que, contrário ao que era a regra no Brasil, não vai dar para o governo continuar a fazer o que quiser, o tempo todo, bastando para acalmar o povo distribuir bolsa tudo ou fomentar futebol.
 
 Já pensou se, no país do carnaval, samba e futebol, alguma mudança de verdade começar justamente por causa de gastos estratosféricos com uma copa do mundo? Se esse movimento cresce, porque o governo achou que futebo resolveria tudo?
 
 O importante agora é não deixar isso parar. É o povo continuar mostrando que não, governo, não pode mais fazer o que quiser, como quiser, pois com todas as bolsas e futebol, tudo fica certo."
 
 Paulo Soeiro

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Como fazer seu tempo render - 15 sugestões

 Desde criança sou elogiada por saber administrar bem meu tempo. Sempre fui de fazer muita coisa em cada dia. Mas sempre com calma, me entregado a cada atividade, já que detesto a sensação de estar sempre "correndo". Com isso, quem convive comigo às vezes não entende a contradição: como ela consegue fazer tanta coisa sem nunca estar com pressa? Como esse é meu modus operandi natural, nunca havia parado pra pensar o que é que me permite fazer com calma tanta coisa no mesmo espaço de tempo que outras pessoas não conseguem fazer quase nada. Mas outro dia uma amiga me perguntou exatamente como é que eu faço isso, ou melhor, como é que eu faço "isso tudo", risos. Acabei parando pra pensar na minha "fórmula de sucesso". Aí vão minhas dicas:
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Relógio de sol do Parque da Cidade, Brasília, DF
1. Feito é melhor que perfeito. Há cartazes com esta mensagem escrita nos escritórios do Google (ou era do Facebook?) e é algo que concordo e aplico. Tomo cuidado em fazer as coisas bem feitas, mas longe de almejar a perfeição - porque isso me tomaria muito tempo, já que eu não conseguiria alcançar nunca.
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2. Tenha rotinas definidas apenas para o que for realmente rotineiro em sua vida, como os rituais de beleza ao acordar e dormir, arrumação de casa, ir e vir de trabalho/faculdade, levar criança em escola etc. Para todo o resto, quanto menos rotina, melhor. Assim você não corre o risco de começar a criar "rituais" pra fazer as coisas - o que só atrapalha e desperdiça tempo.
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3. Seja organizado mas não demais. A organização é boa enquanto estiver servindo para facilitar a sua vida ou para deixar sua casa e ambiente de trabalho confortáveis e bonitinhos. Mas ela é meio e não fim. Da mesma forma que as pessoas muito bagunceiras perdem tempo procurando suas coisas, os organizados demais perdem tempo... organizando suas coisas!
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4. Pense na ordem mais inteligente pra se fazer as coisas. Exemplo: teve uma tarde que eu tinha que passar um monte de roupas, e ainda queria lavar o cabelo, fazer as unhas, falar com uma amiga no telefone, postar o blog e fazer um pudim. Tudo antes de sair pra ir buscar meu marido no trabalho às 5:30pm. O que eu fiz? Pensei numa ordem inteligente pra fazer as coisas. Primeiro lavei o cabelo, pra ele ir secando ao longo das outras atividades. Arrumei as unhas assim que saí do banho (que é quando fica mais fácil), e só deixei faltando pintar. Aí bati o pudim no liquidificador e deixei assando. Pudim no forno, montei a tábua de passar e como é uma atividade totalmente repetitiva, aproveitei pra falar com minha amiga no telefone enquanto passava as roupas (penduro o telefone sem fio no ouvido com a ajuda de um headphone, ha ha). Depois de papear alegramente por quase 1 hora, as roupas estavam passadas, o pudim assado e meu cabelo, quase seco. Então desliguei o telefone, fiz uma escova rápida e passei o esmalte nas unhas. Enquanto esperava as unhas secarem, vim postar o blog. Tcharam!
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5. Passe de uma atividade pra outra com rapidez. Para ser mais fácil, tenha uma ideia de tudo o que você quer fazer tanto naquele dia como "em alguma hora que der". Assim, sempre que sobrar um tempinho você pode encaixar ali alguma coisa. Dez minutos pode ser pouco para ver um filme, mas dão com sobra para responder e-mails ou ler um artigo de jornal.
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 6. Não se cobre estar impecável o tempo todo. Essa é principalmente para mulheres: meninas, parem com a neura de que precisam estar com a maquiagem feita e roupinha ideal para cada tipo de programa o tempo todo. Tem horas que se você simplesmente for de um lugar para o outro direto sem passar em casa, vai ganhar muuuuito tempo!
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7. Aproveite os intervalos entre uma coisa e outra. Terminou de se arrumar e está esperando o marido ou namorado passar pra te buscar? Vá responder seus e-mails. Chegou do trabalho mas ainda não é hora de fazer o jantar? Dá tempo de ver um seriado ou folhear uma revista.
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8. Não fique esperando sobrar tempo pra fazer coisas como: ler, responder e-mails, ver filmes, arrumar uma gaveta, ligar para um amigo, tornar seus sonhos realidade. Tudo isso é coisa que dá pra fazer "encaixando" ou mesmo enquanto faz outras coisas.
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9. Seja prático. Meu prato já vai da mesa para a lava-louças - sem fazer pit-stop na pia. Os produtos pra limpar cada cômodo ficam dentro do próprio cômodo, em vez de lá longe na área de serviço. (Bom, isso também porque aqui não tenho área de serviço, haha. Mas você entendeu a ideia.)
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10. Planeje a semana toda no domingo, em vez de gastar a manhã de cada dia planejando que vai fazer... naquele mesmo dia! Se fizer isso, já vai ter perdido quase um período todo pensando no precisa fazer, na ilusão de que o dia "ainda não começou". E nunca planeje o que você vai fazer naquela mesma hora - simplesmente levante e faça.
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11. Não perca tempo com coisas que não levam a nada. E com isso não quero dizer para não fazer "coisas bobas" (como parar pra ver uma vitirne ou folhear uma revista de fofoca) porque a vida também é feita de "coisas bobas". Mas quero dizer gastar o tempo com coisas que você realmente gosta de fazer, e que vão te acrescentar alguma coisa - em vez de simplesmente ficar lá, hipnotizado na frente da televisão ou do facebook, ou respondendo e-mail daquela pessoa que você nem gosta...
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12. É melhor perder cinco minutos minutos do que cinquenta. Então, guarde as coisas no lugar em vez de sair jogando, pare o carro na vaga permitida, e pare e dê atenção para pequenas "crises" tipo um filho chorando, um cachorro fazendo coisa errada, o marido ou namorado reclamando de alguma coisa. Pare tudo o que estiver fazendo e resolva o problema. Porque tem coisas que se não são resolvidas na hora, vão é te causar muito mais problema (e gastar seu tempo) lá na frente.
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13. Não queira fazer tudo todo dia. É sabido que a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e estudar, malhar, ver os amigos, ler nossos livros, fazer nossos rituais de beleza, rezar, meditar, passar mais tempo com os filhos, etc etc além de trabalhar às vezes o dia todo. E sim, dá tempo de fazer tudo isso se você espalhar as coisas ao longo dos dias. Em vez de achar que para começar a malhar precisa ter tempo de ir à academia todo santo dia, por que não se matricular numa aula de, sei lá, pilates, que é duas vezes por semana? Nos outros dias você pode pegar esse tempo e ver os amigos num dia, brincar com os filhos no outro, ir a um spa no outro...

14. Você não precisa apontar todos os lápis antes de começar a estudar. Esse é aquele comportamento típico de quem tem que fazer uma coisa mas não quer e aí fica enrolando, inventando mil e uma coisas pra fazer antes - o que só resulta em muita perda de tempo. Então eu acho o seguinte: é algo que precisa mesmo ser feito e não tem outro jeito? Sente logo e faça pra ficar livre pra ser feliz. É alguma coisa que não é obrigatória? Livre-se dela. Se você está vendo que não quer fazer, então por que insistir?

15. Conhece-te a ti mesmo. Sócrates, ah esse sabia das coisas. Antes de qualquer coisa, é importante se conhecer, até para saber de pronto do que você gosta e não gosta, o que é importante e o que é negociável, e assim saber empregar seu tempo nas coisas que mais irão te beneficiar. Ou seja, passar uma hora no consultório do terapeuta (obrigada, Kelly!), ou escrevendo no diário, ou simplesmente pensando e entendendo quem você é, é tempo mais que bem gasto, porque vai te levar a saber quais são suas reais prioridades, e em que e quem exatamente você quer gastar seu precioso tempo!
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Faça sua dor dançar

  Fazer a dor dançar. O que seria isso? Já tentei explicar pra um amigo meu mas não sei se consegui. Vou tentar explicar aqui.
 
 Mas antes de dizer o que é isso, vou dizer o resultado disso, que é a melhor parte: faça sua dor dançar e vai encontrar felicidade mesmo quando tudo não estiver perfeito - ou seja, sempre.
 
Então, vamos lá. Fazer a dor dançar, 101:
Aproveite tudo de ótimo que você tem na vida, sempre. E quanto àquelas coisas que não vão tão bem, aprenda a vê-las com um pouco de poesia, um pouco de reticência, um pouco de expectativa (se ainda não teve final feliz é porque ainda não terminou), um pouco de esperança, e até um pouco de suspiros bons. Consiga lembrar e achar graça, encare e aceite como parte da vida, e dependendo vai dar até pra achar interessante. Mas isso tudo, por favor, sem resignação - que resignação pra mim, é pior que a morte.
 
 Fazer a dor dançar não significa gostar da dor, que isso deve ser até algum tipo de transtorno. Fazer a dor dançar é sim, continuar lutando pra transformar o que está doendo em algo que seja bom, mas enquanto isso, conseguir ver o lado interessante da dor, o lado poético da dor, o lado bonito e por que não dizer, o lado bom da dor - nem que seja que ela existe para te permitir apreciar tão mais(!) quando não estiver mais doendo.
 
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 Tem um exemplo muito bom disso no meu beloved "Pride and Prejudice" ("Orgulho e Preconceito"), de Jane Austen. No capítulo 24 (ou o 1o capítulo da 2a parte), quando Jane está sofrendo por amor, o pai das meninas diz a Lizzy:
 
"So Lizzy", said he one day, "your sister is crossed in love, I find. I congratulate her. Next to being married, a girl likes to be crossed in love a little now and then. It is something to think of, and gives her a sort of distinction among her companions."
 
 Tadução livre minha: "Então Lizzy", disse ele um dia, "sua irmã está sofrendo por amor, acredito. Eu a parabenizo. Logo depois de "ser casada", garotas gostam de sofrer um pouco por amor de vez em quando. Dá a elas algo em que pensar, e um certo destaque entre as amigas."
 
 Ha ha. Ah, Jane Austen entendia de fazer a dor dançar.
 
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A propósito, essa frase exata, como usei no título do post, retirei da 1a música do cd novo da Marisa Monte, que colocou em palavras exatas algo que eu já pensava e fazia há muito tempo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"A partir das próximas semanas, milhões de pessoas devem ingressar na lista de doentes psiquiátricos no Brasil e no planeta." - Revista Women's Health, edição brasileira, abril 2013.

 Sempre bom começar o dia com uma notícia revigorante.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

 Quando a gente observa bem, vê que cada pessoa vê o mundo de um jeito tão único que é quase como se o número de "mundos" existentes fosse igual ao número de pessoas.

 Acho isso interessante e claro, me identifico mais com uns, menos com outros.

 Os únicos que não gosto são os que não conseguem perceber isso: que aquele mundinho em que vivem não passa de uma mera interpretação pessoal.
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E é engraçado: apesar de que todos temos mais ou menos as mesmas coisas nos rodeando, o mundo de cada pessoa vai ser formado pelas coisas às quais ela voltar sua atenção. E no que vamos prestar atenção é sempre uma escolha. Parece simples, mas é uma conclusão fantástica e poderosa.
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terça-feira, 4 de junho de 2013

Cantinho Escondido




Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

E posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro

E posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu eu cantinho há de ir
Dentro
 
 
Marisa Monte