quarta-feira, 10 de julho de 2013

Full circle

 E lá estava eu neste último 21 de junho (solstício de verão no hemisféreo norte) participando de uma super aula de yoga bem no meio de Times Square, no que só posso ver como uma full circle experience. Após um ano de Nova York (e arredores), lá estava eu, bem no lugar que eu sempre disse odiar, no meio de uma multidão (que tbm nunca fui fã), em pleno verão (ha ha), zen como nunca, sentindo no fundo do coração uma gratidão imensa por tudo aquilo. Quando a gente muda por dentro, as outras coisas mudam junto.
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 Eu tive uma fase de odiar Nova York. Eu andava pelas ruas da cidade mais amada do mundo, mais cosmopolita do mundo, mais isso e mais aquilo, e torcia o nariz. Arrumava mil explicações para não gostar mais da cidade (porque antes, como turista, eu adorava) mas nem eu mesma ficava convencida das explicações. Eu entrava nas estações de metrô lotadas e me dava uma sensação de purgatório. Eu olhava tudo aquilo e pensava: tem alguma lição aqui pra mim, grande, que eu preciso muito descobrir qual é.
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Eu descobri qual era.
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Era a diversidade que me incomodava. Eu me sentia ameaçada por ela. Era gente diferente demais vivendo vidas diferentes demais pro meu gosto. Mas aí quando me caiu a ficha de que eu não tenho nada com isso, que cada um vive sua vida, que eu não tenho que concordar com todas as pessoas, nem tenho que entrar na onda delas, e muito menos elas na minha, que não tenho que salvá-las de nada, que elas não tem como interferir na minha experiência de vida a não ser que eu permita, e que o mundo está girando muito bem com toda essa variedade, eu acalmei. Me dá um alívio lembrar que eu não sou Deus.
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Cada um na sua, dando conta apenas de si mesmo. Ahhhh...
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Ou melhor dizendo: ommmmm... ommmmm...

Um comentário:

  1. Fazemos parte do todo, mas somos únicos e cada um que dê conta de si próprio em primeiro lugar. Essa é uma grande verdade!

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