sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Do direito ao sumiço

 Já tem algum tempo que apaguei o aplicativo do Facebook do meu celular. Isso, como um primeiro passo enquanto pensava se deveria era apagar minha conta do Facebook logo de uma vez. Mas não achei preciso. Tirar do celular já foi suficiente.
 
 Isso porque me incomoda essa coisa de "estar conectado" o tempo todo. Eu a-do-ro passar tempos desconectada, longe de tudo, só perto de mim. Por isso sempre adorei escrever meus diários, fazer coisas sozinha, ter minhas coisas só minhas. O ano em que passei em Estocolmo, fiz questão de ficar fora do ar também. Já existia internet e tudo, mas eu fiz questão de não ler uma notícia do Brasil. Ligava de vez em quando para minha mãe (e tinha notícias do pessoal) escrevia de vez em quando para os amigos. E só. Que delícia foi aquele ano, "sumida" de tudo e todos. Aprendi tanto. Cresci tanto. 
 
 Continuo achando fundamental ter meus momentos assim. E por não ter filhos pequenos, ainda posso me dar o luxo de simplesmente "sumir" de propósito. Por isso, tem horas que desconecto telefone, ponho celular no silencioso, sumo, não conecto, não leio e-mail, não vejo, não respondo. Depois de umas horas ligo novamente a parafernalha e volto ao mundo dos conectados, feliz da vida. Por isso gostei tanto de uma coluna da Martha Medeiros, de outurbo de 2009, mas que continua atualíssima:
 
 Do direito ao sumiço - Martha Medeiros
 
  Em janeiro de 2008 publiquei uma crônica chamada "O Direito ao Sumiço", onde eu falava sobre pessoas que viajam, mas são incentivadas a mandar notícias a todo instante, seja por e-mail, MSN, Skype ou o que for. Uma ansiedade que não havia antes: quando alguém embarcava para longe, no máximo enviava uma carta, um cartão-postal, telefonava de vez em quando, mas ainda conseguia se sentir livre e sozinho, distante de todos e mais próximo de si mesmo. Hoje, com toda a parafernália tecnológica à disposição, você não consegue desaparecer: é facilmente acessado, esteja no continente que estiver. Vantagem para quem ficou e sente saudades, mas o viajante que não se desconecta perde uma rara oportunidade de levar a cabo a frase que tantas vezes é dita quando estamos sobrecarregados: "Que vontade de dar uma sumida".
 
  Isso me veio à mente quando li as notícias sobre o estraho caso da France Telecom. No espaço de um ano e meio, 24 funcionários da empresa se suicidaram, sem contar os 13 que tentaram se matar e não obtiveram sucesso 0 acho que sucesso não é a palavra mais adequada pra situação, mas enfim. Eu não conheço os pormenores do assunto, mas me chamou a atenção o fato de a morte desses funcionários estar vinculada às condições de trabalho: todos sentiam-se demasiadamente pressionados. Até aí, não vejo justificativa para dar fim à vida, a pressão faz parte do meio corporativo em qualquer lugar do planeta, mas há um ponto que merece ponderação: a avalanche de mensagens que lotavam seus computadores e blackberrys foi relacionada ao profundo estresse que os acometia. Faz sentido. Algumas pessoas não conseguem mais distinguir o que é vida pessoal e o que é vida profissional. Estão permanentemente conectadas com os outros, a ponto de perder a conexão consigo próprias.
 
 O blackberry e o iPhone, por exemplo, são infernais: sei de gente que acorda de madrugada para checar e-mails, numa atitude totalmente compulsiva e insana. As pessoas se sentem agoniadas quando ficam fora de alcance. É comom se o isolamento, o silêncio e a privacidade expatriassem a criatura, a impedissem de estar em meio aos acontecimentos. É uma inversão total de percepção: só nos sentimos vivos quando acionados pelos que estão de fora. Parece até que dentro de nós não acontece nada, não há nenhuma novidade a descobrir.
 
 Óbvio que deve haver outros motivos para a onda de suicídios dos funcionários da France Telecom, mas esse vício de ficar conectado 24 horas, seja por mania ou por exigência profissional, merece uma reflexão. Não podemos perder nosso direito ao sumiço, de dar aquela escapada saudável, que pode acontecer tanto numa viagem como aqui, no dia a dia, bastando pra isso não acessar a internet, desligar o celular e curtir a tão necessária companhia de si mesmo. Do contrário, vão pipocar mais casos de gente que surta e acaba saltando da ponte como única alternativa de dar uma sumida.
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sabe quando aquela pessoa que você sempre teve em alta conta por ser justamente uma pessoa que [insira algo] começa a fazer justamente o oposto daquilo, em alguma reação ou demonstração do melhor tipo "não precisava"? Elizabeth Gilbert colocou em palavras exatas um sentimento que também tenho. Pode nem ser justo com a pessoa, mas vou fazer o quê? É o que sinto.
 
"A indignidade que jamais suportarei com educação é ver os outros maltratarem as minhas queridas narrativas pessoais sobre eles. Elizabeth Gilbert em Comprometida.
 
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

No, you can't go back




Em vez dessa história de ex-namorado, pra mim essa música tem outro sentido....

Can't Go Back - Sissel

Girl don´t be sad
You know what you´re not missing
No reason to feel bad
He don´t mean much with his kisses

You´re going to make it through
You have always been surviving
I´ve got faith in you
And I know you´ll get it going

But you can´t go back
to what it never was
to repossess, what you never owned
But you can´t go back
to what it never was
This is that time, this is that time
when you´re better off alone

Girl don´t you see
There´s nothing more to see there
You´ve got a friend in me
And I will always be here

And you know it won´t be long
Until it´s all behind you
You will meet someone
Someone´s bound to find you

But you can´t go back
to what it never was
to repossess, what you never owned
But you can´t go back
to what it never was
This is that time, this is that time
when you´re better off alone

Even alone at night
You will be alright
You´re so strong – you will get over him
And there will be times
That I´ll expect these lies
Not to comfort – but remind you

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Rapidinhas

Tem gente que posta tanto no Facebook que eu me pergunto se quando aceitei o pedido de amizade, estava implícito que seria na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...

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 E o negócio por aqueles lados anda tão feio que estão pensando em trocar o nome do Egito para Agito.

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Quem inventou a expressão "fácil como roubar doce de criança" obviamente não convivia com crianças.

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 E como a gente acaba cometendo um dos 7 pecados capitais alguma hora mesmo, fiquemos com a preguiça, porque pelo menos ela nos impede de cometer os outros 6.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Trecho de "O Poder do Mito"

Um dos trechos que eu mais gosto de "O Poder do Mito" é quando ele lê a famosa carta do Chefe Seattle em resposta ao governo americano.
 
"O Chefe Seattle deu um dos últimos testemunhos orais da ordem moral paleolítica. Por volta de 1852, o governo dos Estados Unidos fez um inquérito sobre a aquisição de terras tribais para os imigrantes que chegavam ao país, e o Chefe Seattle escreveu em resposta uma carta maravilhosa. Essa carta expressa, na verdade, toda a moral da nossa conversa:
  
O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu, ou a terra? A idéia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água, como vocês poderão comprá-los?
Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo.
Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família.
A água brilhante que se move nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão lembrar se de que ela é sagrada. Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias na vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão.
Se lhes vendermos nossa terra, lembrem se de que o ar é precioso para nós, o ar partilha seu espírito com toda a vida que ampara. O vento, que deu ao nosso avô seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida. Assim, se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina.
Ensinarão vocês às suas crianças o que ensinamos às nossas? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra.
O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.  
 
Uma coisa sabemos: nosso deus é também o seu deus. A terra é preciosa para ele e magoá-la é acumular contrariedades sobre o seu criador.  
 
O destino de vocês é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados? Os cavalos selvagens, todos domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta forem ocupados pelo odor de muitos homens e a vista dos montes floridos for bloqueada pelos fios que falam? Onde estarão as matas? Sumiram! Onde estará a águia? Desapareceu! E o que será dizer adeus ao pônei arisco e à caça? Será o f im da vida e o início da sobrevivência.  
 
Quando o último pele vermelha desaparecer, junto com sua vastidão selvagem, e a sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a planície... estas praias e estas florestas ainda estarão aí? Alguma coisa do espírito do meu povo ainda restará?  
 
Amamos esta terra como o recém nascido ama as batidas do coração da mãe. Assim, se lhes vendermos nossa terra, amem na como a temos amado. Cuidem dela como temos cuidado. Gravem em suas mentes a memória da terra tal como estiver quando a receberem. Preservem a terra para todas as crianças e amem na, como Deus nos ama a todos.  
 
Assim como somos parte da terra, vocês também são parte da terra. Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa para vocês. Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus. Nenhum homem, vermelho ou branco, pode viver à parte. Afinal, somos irmãos. "

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

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 E outro dia fuçando pesquisando coisas extremamente importantes no Facebook, encontro o perfil de uma menina que foi minha amiga no primário. Ela tem uma irmã gêmea idêntica, e aí descobri que ela teve filhas gêmeas também. É um fato interessante mas não tão supreendente, já que essa coisa de gêmeos idênticos passa mesmo pelos genes da família. Ou seja, numa família geralmente vão ter vários gêmeos. Imagina se uma gêmea se casa com um gêmeo. Como seria uma grande reunião das famílias? Ninguém ia saber quem era quem.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

É quando o ar está um pouco mais frio, o tempo um pouco mais calmo, as cores um pouco mais vivas, os sons um pouco mais distintos e a vida, um tanto mais interessante. É quando o tempo parece parar ao mesmo tempo em que tanto está acontecendo, é quando poderia estar acontecendo tudo mas só o que importa é isso aqui, é quando a gente sente a vida pulsar por dentro e em tudo em volta. Então as memórias voltam a seus lugares e o futuro volta a ser tão inexistente quanto sempre foi. Porque o presente tomou conta e é tão forte e tão urgente e tão fascinante que o êxtase toma conta e você fica ali, no momento a momento, passando ao próximo pedaço já com a certeza de que será tão bom quanto o que acabou de experimentar, como mordidas que se dá no prato mais delicioso. É quando não importa como é, mas sim que é, e tudo o que você quer é continuar participando desse milagre que é o ser, finalmente entendendo do que se trata the rapture of being alive
É assim que eu gosto da vida.
 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

 Para né, Vogue. De tão pesada, essa não vai dar nem pra levar pra beira da piscina.




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Eu AMO meu marido assim mesmo, com todas as letras maiúsculas, e se possível em negrito e sublinhado. Eu amo a voz, o jeito, o corpo, o beijo, o toque, a pele, o cheiro e o gosto. Amo a inteligência, a segurança, a firmeza, a competência, o caráter, a honestidade, a postura, a coragem, o lado cigano e o lado empreendedor. Amo as piadas, as bobagens, as manias, os comentários, as histórias, e todos os mimos que ele me faz. Eu o amo por todos os motivos que posso listar, e a lista ainda iria grande. Mas mesmo a lista de motivos sendo enorme, eu o amo  mais ainda e principalmente por todos os motivos que não consigo listar, porque são abstratos, e intangíveis e inexplicáveis. Porque pra mim, ele tem aquele não-sei-o-que que o torna simplesmente o homem mais interessante que já conheci. Nossa história é cheia de episódios emocionantes, mas emocionante mesmo é poder estar ao lado deste homem todos os dias, descobrindo-o cada dia um pouco, e todo dia de novo. Eu o tenho e continuo com sede dele. O conheci há quatorze anos no curso de inglês e posso de fato dizer, he really had me at hello.

domingo, 18 de agosto de 2013

Em vez de perder seu tempo naquelas águas, que tal...?
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Receita para uma vida maravilhosa

Vida maravilhosa
 
Ingredientes:
Cinco medidas de entusiasmo
Duas partes de otimismo
Uma dose grande de contemplação
Várias colheres de amor
Uma pitada de inquietação
O quanto bastar de energia
Bom humor a gosto
 
Modo de fazer:
Acorde feliz e já pensando em como fará para aproveitar ao máximo seu dia. Saia da cama com entusiamo e coloque sua música preferida. Prepare um café da manhã gostoso e siga com os dois pés no momento presente. Quando for dirigir, apenas dirija. Quando for conversar com alguém, apenas converse. Quando for trabalhar, apenas trabalhe. As lições do passado você já aprendeu e incorporou - portanto, não é necessário carregar o passado junto com você. Os recursos que irá precisar no futuro são conseguidos ou construídos por você hoje. Note que não há melhor momento que o agora, também porque é o único momento que existe. Sendo assim, pegue seus desejos, adicione as medidas de entusiamo, junte o otimismo e acresente à mistura uma pitada de inquietação. Mexa bem e reserve - isso se transformará no que você precisa para ir atrás de seus sonhos. Pegue agora o quanto bastar de energia para dar os passos necessários para conseguir o que deseja, temperando cada curva do caminho com muito bom humor. Se estiver demorando para assar, faça uso de sua dose de contemplação - e perceberá que independente do resultado, você já poderá sentir o delicioso sabor de se viver a vida intensamente. 
 
 O que quer que resulte da sua mistura, regue com amor e sirva em fatias generosas.
 
 E não se esqueça de passar a receita aos amigos.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

 Tudo me leva a crer que as pessoas param um pouco de receber bênçãos quando deixam de perceber e serem gratas por aquelas que já receberam.



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dando bronca

Não é por nada não, mas acho que essa história de "terceira peça" é coisa ou da indústria da moda querendo que você compre ainda mais ou de quem tem roupa demais e já não está dando conta de usar tudo antes que a estação mude. A meu ver, a coisa toda é para que você, na verdade, termine usando duas roupas ao mesmo tempo, sendo que a de baixo fica aparecendo só um pouquinho. O que vai vir em seguida? Saias por cima das calças? Uma bolsa em cada ombro? Três relógios no mesmo braço?


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 E que mania irritante essa que tomou conta do Facebook, do tal do "inbox"? O que é isso, "favor me enviar inbox"? Por que não: "favor me mandar por mensagem"? Ou "por e-mail"? Tem umas manias que se espalham e eu fico rindo. Alguém fala a bobagem e aí vários outros bobos saem copiando, sem nem perceber que a frase não faz o menor sentido gramatical, por mais que se traduza inbox como caixa de entrada.

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Outra é esse hábito terrível de brasileiro que também fala inglês começar a falar que vai "aplicar" para um mestrado, "aplicar" para o green card, etc. Isso não faz o menor sentido!!! Me dá a impressão de que a pessoa nunca tinha pleiteado nada antes de vir para os Estados Unidos (ou de começar a falar inglês) e por isso, não conhece o verbo certo para esse caso!

Se alguém ainda tiver dúvidas:

Aplicar
.t. Pôr em prática; manipular: aplicar conhecimentos.
Adaptar, acomodar, adequar.
Empregar: aplicar o dinheiro.
Receitar: aplicar o remédio.
Infligir, impor: aplicar pesadas penas.
Acrescentar, adicionar: aplicar mais tintas escuras.
Concentrar, dirigir com afinco: aplicar o espírito.
V.pr. Estar adaptado: essa reflexão aplica-se bem ao caso.
Pôr toda a atenção; esmerar-se, dedicar-se: aplica-se no estudo.

Pleitear
v.t.d. Contestar na justiça: pleiteou os alugueis atrasados do inquilino.
v.t.d. Argumentar a favor de algo ou de outrem: os acionistas pleiteavam a favor da venda da companhia.
v.t.d. Transformar alguma coisa no tópico da discussão: não resolveu suas pendências até pleiteá-las exaustivamente.
v.t.d. Esforçar-se com afinco para obtenção de algo: pleiteava uma vaga na faculdade.
v.t.d. Almejar, buscar ou competir: muitos concorrentes pleiteavam um único lugar.

v.i. Preservar uma discussão ou manter em litígio.
v.t.i. Disputar face a face ou competir: alguns escritores pleiteavam com os mais valorizados daquele lugar.
v.i. Litigar, demandar, contestar na justiça.

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

E acho que vários dos meus sucessos podem ser atribuidos ao fato de eu ter o pensamento de uma otimista, a precaução e o preparo de uma pessimista e o comportamento de uma realista.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Falou e disse Joseph Campbell em seu livro Reflexões Sobre a Arte de Viver: “Quando falamos em solucionar os problemas do mundo, estamos redondamente enganados. O mundo é perfeito. É uma baderna. Sempre foi uma baderna. Nós não vamos mudá-lo. Nossa tarefa consiste em endireitar nossa própria vida.”
 
Carl Jung disse que o ganho de consciência que cada ser humano consegue fica guardado no inconsciente coletivo para uso de toda a humanidade. Portanto, este deve ser nosso objetivo.
 
Se você quer que o mundo mude, pode começar mudando a si mesmo, e assim já estará ajudando toda a humanidade.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quem pode, pode

 Aqui no verão é comum as pessoas deixam alguns carros (geralmente mais velhos) estacionados na rua com os vidros abertos, por conta do calor.  O que não é comum foi o que vimos ontem: uma Ferrari estacionada assim. No meio de uma rua movimentada, estacionada em paralelo, com os vidros abertos(!) e ninguém por perto.

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 E fiquei imaginando que Jeff Bezos deve ter dito a sua mulher ontem de manhã que ia ali "comprar o jornal", se referindo ao Washington Post. Que ele comprou, por U$250 milhões. Quem pode, pode.

Ao amor antigo

Linda essa poesia, de Carlos Drummond de Andrade.
 
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 O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
... Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Retiro o que disse

 Depois de ler "O Alquimista" parei de falar mal do Paulo Coelho.

Agora tem uma coisa: há anos que eu ouço falar desse livro, então eu meio que já esperava qual seria a moral da história. Só que a moral da história pra mim foi exatamente oposta ao que eu já tinha ouvido falar.

(Só não comento aqui o que eu entendi porque aí estaria estragando pra quem ainda não leu.)

 De qualquer forma, com duas décadas de atraso, li em três dias e amei.
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sábado, 3 de agosto de 2013

Enquanto isso, nos states

Esta foi a foto que provocou a polêmica.
 Que engraçado assistir outro dia no Good Morning America o pessoal indignado porque a Gisele Bündchen postou no facebook uma foto da filhinha dela (que tem 10 meses, acho) com a orelhinha furada. O pessoal aqui falando: meu Deus, é muito cedo, how soon is too soon??, essas modelos que só pensam em vaidade... E eu assistindo, morrendo de rir. O caso é que o costume aqui é das meninas só furarem as orelhas quando já são bem grandinhas (tem gente até que acha que na adolescência ainda é muito cedo!). Então aos olhos deles, ver um bebê com a orelha furada deve ser o mesmo que seria pra gente pra ver um bebê usando maquiagem!

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Pra quem não ficou sabendo, outro dia meu carro perdeu o feio e aí eu saltei dele em movimento e o vi bater em outro lá na frente. Foi um choque, um susto etc, mas mesmo assim, continuo com a impressão de que parece pior ouvindo do que realmente foi. Sim, porque ninguém se machucou, a polícia chegou rápido e tudo já está sendo resolvido - pelo marido. Inclusive ter dado uma desamassada no carro, com as próprias mãos. Esses carros novos tem umas partes todas de plástico ou sei lá qual material, quem diria. Aí quando vi o que o marido conseguiu fazer sozinho, falei que não sabia que tinha em casa um Marcelinho de Ouro. Ha ha.

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E aí conversando sobre qual mecânico levaríamos, e sobre alugar carro etc, me pego pensando: é melhor pegar o carro alugado mesmo. Porque carro importado é fogo: vai que eles tem que trazer alguma peça lá dos Estados Unidos....

Daaaaaaa....

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