quinta-feira, 31 de outubro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O crítico x o que tem opinião

 Nunca gostei de pessoas críticas, e ao mesmo tempo tenho horror a quem não tem opiniões fortes e próprias. Achava que isso fosse uma contradição - até ver que não é. Outro dia dirigindo, pensamento solto, meu cérebro fez as contas e me trouxe a resposta: existe uma diferença enorme entre uma pessoa crítica e uma que simplesmente tem opinião. A pessoa crítica costuma ser aquela que aponta tudo o que ela não gosta, enquanto que a que tem opinião, aponta o que gosta. A pessoa crítica é aquela que classifica tudo o que é diferente do que ela pensa como "errado" ou "ridículo", enquanto que a que tem opinião classifica como "diferente da minha opinião" ou "diferente da minha preferência". E hoje vai sem ilustração porque estou acordada até agora porque estava revisando o miolo do meu livrinho amado e agora tenho que dormir.
 
Zzzzzzzzzzz...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como fazer um bolo

Esse post é para você que só recentemente parou de chamar a cozinha de "quarto da torradeira" e está ingressando agora no maravilhoso universo dos ingredientes e utensílios domésticos. Deixo aqui meu lindinho passo-a-passo para você fazer um bolo simples com uma cobertura deliciosa de chocolate. Hummmmm...
 
Bolo simples com cobertura de chocolate
 

 
 

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A primeira coisa é separar os ingredientes. Veja se você tem em casa 2 xícaras de açúcar, 3 xícaras de farinha de trigo, 4 colheres (sopa) de manteiga, 3 ovos, 1 1/2 xícara de leite e 1 colher (sopa) de fermento.
 
(e sim, aquilo ali é I can't believe it's not butter, de que eu tanto ria no início. Agora virou I can't believe I'm buying this.)



 
 
Pré-aqueça seu forno agora em temperatura média. Não coloque  muito quente para o bolo não solar.
 
 
Escolha uma forma para seu bolinho.

 
Unte a forma com manteiga e depois jogue um pouco de farinha dentro dela e bata, até a farinha grudar na forma. Vire a forma e bata para tirar o excesso.

 
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Junte todos os ingredientes - menos o fermento! - e bata em velocidade média/alta.
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Misture o fermento com uma colher e despeje agora a mistura na forma já untada e enfarinhada.

 
Leve ao forno por 40min. Faça o teste do garfo para saber se o bolo está assado ao fim deste tempo: enfie um garfo em 3 pontos do bolo e repare: se sair limpo é porque o bolo está assado.



Espere esfriar um pouquinho e desenforme o bolo. E claro, tire um pedacinho porque poucas coisas na vida são tão boas quanto um pedacinho de bolo quente!
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 Quando o bolo já estiver completamente frio, passe a cobertura com a ajuda de uma faca. A cobertura pode ser um brigadeiro de panela com ponto mais molinho ou então 1 barra de chocolate derretido com a ajuda de uma colher (café) de mateiga sem sal misturada a 1 lata de creme de leite.


Por fim, jogue chocolate granulado por cima, para dar aquele toque especial. Prontinho!

 
 
 
Ingredientes:
 
Para o bolo:
2 xícaras de açúcar, 3 xícaras de farinha, 4 colheres de manteiga, 3 ovos, 1 colher de fermento, 1 1/2 xícara de leite.
 
Para a cobertura:
1 tablete de chocolate meio amargo, 1 lata de creme de leite, 1 colher (café) de manteiga sem sal, chocolate granulado

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Franz Ferdinand - Take Me Out

Porque mil vezes cruzei o parque da cidade à noite ouvindo. . .

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Amanhã será um lindo dia.

Sim. Eu tenho um encontro marcado com ele amanhã no Upper West Side às 20h, ao vivo e à cores. E não estou brincando, rá!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mantras do perdão

 Sei que eu também
contribuí para a situação.
Por isso eu te perdoo
de todo o coração.
 
ou
 
Sei que eu não tenho
nada a ver com sua reação.
Por isso te perdoo
de todo o coração.
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E algumas reflexões que faço sobre o assunto:
 
* Se todos temos nossas imperfeições, por que não aceitaríamos as dos outros?
 
* Quando a pessoa sabe fazer melhor, ela faz. Se não fez é porque não sabia como.
 
* Quem não perdoa está punindo a si mesmo por algo que outra pessoa fez.
 
* Perdoar não significa aceitar o que fizeram como certo. Mas sim aceitar quem o fez como humano. 
 
* O primeiro a pedir desculpas é o mais corajoso. O primeiro a perdoar é o mais forte. O primeiro a esquecer é o mais feliz.

 E é claro que perdoar também não significa aceitar a permanência de certas pessoas em sua vida. Tem horas que a gente perdoa para continuar com um relacionamento que é muito bom, para manter uma pessoa querida em nossa vida. E tem outras que a gente perdoa justamente pra ficar livre de um relacionamento ruim, para deixar a pessoa ir. Afinal, o ódio (e suas variações) também é uma forma de relacionamento. Já pensou nisso?
 
  
 E você? Quem anda precisando perdoar?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A sua

Porque eu gravei essa música no cd que mandei a ele como um recado e uma declaração rasgada.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Rapidinhas

 Sabe aquele negócio que a Oprah chama de a-ha moment? Quando parece que cai a ficha, e a gente finalmente se toca de alguma coisa muito importante, que geralmente estava na cara mas que até então não parecia assim tão óbvia? Pois é. Hoje eu tive um desses. Me dei conta de uma coisa muitíssimo importante. Talvez uma das coisas mais importantes que eu pudesse concluir, que vai me fazer bem pro resto da vida. Só não vou falar o que foi aqui, porque sinto que é algo óbvio demais. E também, porque se eu disser, não adianta nada. Já tinham me dito essa coisa de várias maneiras diferentes. Mas nunca com as palavras que meu cérebro escolheu, pra finalmente fazer sentido pra mim.
 
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Por conta disso, algumas coisinhas mudarão em breve, para melhor. Oh, yes. Para bem melhor.
 
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E seguindo a tradição, ano que vem o blog também vai mudar um pouquinho. Nada muito radical. Apenas uma mudança que acho que será para melhor. Algo que vai na linha do menos é mais. Alguém está ficando intrigado? Ha ha. Aguardem...
 
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 E para que o post não fique somente com notícias misteriosas, vai aqui uma bem concreta: acabo de aprovar a capa para o livro que estou publicando! Gente, ficou tão fofa!!! Tão lindinha!!! Amei!!! Em breve mostro aqui pra vocês!
 
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nada pessoal.

 Então lá está você passando suas compras no caixa do supermercado e a moça do caixa, primeiro mal te olha, e depois fala de qualquer jeito ou é super grossa com você. O que passa pela sua cabeça?
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a) Ela não gosta desse emprego/ do chefe/ do salário e por isso está de mau humor.
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b) Ela brigou com o marido/ namorado hoje de manhã e ainda deve estar pensando na briga.
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c) Ela está se sentindo mal, com dor de cabeça/ garganta/ cólica mas mesmo assim teve que vir trabalhar.
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d) Ela é uma pessoa amarga em geral, e trata todo mundo assim.
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e) Ela te odeia e está fazendo de propósito só para te provocar, apesar de que ela nunca tinha te visto antes na vida e vocês não trocaram uma só palavra.
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 Muito bem. Entre essas possibilidades, quais seriam as mais prováveis? No entanto, qual é a conclusão que a maioria das pessoas imediatamente tira?
 
 Não é até engraçado pensar nisso?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E hoje em dia, passar de e-mails a mensagens de texto é declaração de amor.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Amor é incompreensão

Texto fantástico de Diana Corso, publicado na revista Vida Simples, edição de setembro de 2013.
 
 
Amor é incompreensão
Como é possível reconhecer um amor sincero e duradouro de uma paixão que logo, logo se esvai
 
"Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa de elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma, lugar onde ancorar a salvo
do medo. A mesmice do outro não é chatice, é repouso.
 A duração de um amor não esbarra nisso, é a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela. Amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: "pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente."
 O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida toda ao lado de alguém é resignar-se a não decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não fundirão.
 Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, virar uma só laranja. Nesse cao, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouso escondido da felicidade.
 O problema é que Amor e Felicidade sofrem da mesma sina. São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes em nossas vidas. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, dispostos a um bom papo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhecê-los sequer têm motivo para lamentar por isso, a ignorância os protege.
 Já a Paixão e a Euforia nuunca passam despercebidas, causam furor quando chegam. São barulhentas, jogam confetes em si mesmas e somem sem que se saiba quando foi que a Ressaca tomou seu lugar.
 Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo destas últimas. Como num parque de duversões eterno, ficam em longas filas, na chatice da espera, para viver instantes de vertigem. Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a Intimidade. Essa, é mais próxima da Felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente que recebo a cada dia. Um pacote de presente que nunca abro. O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos."

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

18 'till I Die - Bryan Adams

Essa é meu hino (meu e da L.)! Começamos a ouvir essa música na adolescência, bem antes dos 18. Mas até hoje é 18 'til we die! . .

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fomos assistir...

... Gravity, com Sandra Bullock e Geroge Clooney e eu simplesmente AMEI. Compensa muito assitir essa aventura espacial, se possível em 3D e no IMAX. E olha que eu não sou fã de nenhuma dessas coisas. Mas é que esse não é apenas um filme... É quase uma experiência no espaço. É muito bom. De verdade. Assistam.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Much more than this, I did it my way.

Hoje mostrou no Jornal Hoje uma região do sul da França onde ainda existem cidadezinhas medievais que surgiram por volta do ano de 1200(!), construídas em volta de grandes igrejas e castelos, às vezes até muradas.
Abri um sorriso quando percebi que eu conheço aquela região. Estive lá na minha época de mochileira.
Conheci várias daquelas cidadezinhas. Visitei um castelo medieval incrível, experimentei in loco o vinho de Bordeaux, a champagne de Périgueux, desci uma parte do rio Dordogne de caiaque e pedalei por Tremolat. Conheci um holandês e uma belga de oitenta e poucos anos - e recém-casados! - num bistrot daqueles com toalha xadrez e lareira, e depois por muita coiscidência, os reencontrei num jantar que nem lembro como fui parar, onde logo saquei que para aquele grupo eles haviam decidido fingir que eram apenas amigos - e a partir disso, a noite toda passou a ser uma sequência engraçadíssima de acontecimentos tanto pra mim quanto para eles, com a história toda sendo revelada no final e todos caindo na gargalhada... Me hospedei num hotel muito antigo (e suspeito, mal assombrado), dormi numa casa com as paredes muitíssimo grossas e toras de madeira nos tetos como as que mostraram também na reportagem, visitei uma fábrica minúscula de vidros que ficava embaixo de uma escadaria e tomei três sorvetes seguidos numa praça porque deu vontade.
Gosto de lembrar das minhas caminhadas da época de solteira. Hoje moro em outro país com meu marido e esta situação tem seu lado gostoso e seu lado difícil, mas independente de qualquer coisa, é uma experiência totalmente diferente da que se tem quando se está desbravando o mundo sozinha. Gosto demais de lembrar das minhas mil histórias de situações inusitadas que vivi enquanto mochilava, e também de saber que a primeira vez que pisei na Europa foi por mérito próprio, meu e de mais ninguém. Tive apoio financeiro dos meus pais, é claro, mas consegui ir para lá porque me candidatei a uma bolsa de estudos concorridíssima e fui selecionada. E lá, mamãe e papai cobriam meus gastos pessoais, mas quem resolvia a vida e se virava para descobrir absolutamente tudo era eu. Por isso sei que hoje sou uma pessoa mais completa e confiante porque me construí também por algum tempo sozinha.
 
O castelo medieval que visitei no sul da França.
 

Amor, I love you

Sabe aquela fala que tem naquela música da Marisa Monte, Amor I Love You? É um trecho de O Primo Basílio, de Eça de Queiroz. Tive que apresentar um seminário sobre esse livro para a aula de Realismo Português na UnB (e já se vão aí... putz, mais de 10 anos!) e desde então eu fiquei de contar num dos meus blogs sobre isso, que na época (tanto da música... como do meu curso de Letras) pouca gente sabia. Veja você, eu tardo mas não falho. Ha ha.

 Ah, fica o trecho seguinte do livro também, igualmente bem escrito. Adoro Eça - apesar dele enrolar pra contar as histórias, rs.
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"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

 Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho."

terça-feira, 8 de outubro de 2013

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Nunca julgue um livro pela capa.
Todo mundo sabe que é pela contracapa e pela orelha que a gente julga.

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Nunca julgue um livro pela capa.
Ou senão vai ficar perdido quando for ler no kindle.

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Nunca julgue um livro pela capa.
Julgue sim, o ilustrador.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Enquanto isso, nos states...


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O pior cego é o que só vê tv.
Então meu marido me pergunta por que o cabelo da participante do reality show está "estranho". Minha resposta: porque está natural. E ele, xy que é, claro que não entendeu a resposta. O que me faz pensar no quanto hoje em dia o "normal" se tornou o artificial, e o natural, em alguns casos, esquisito ou mesmo inaceitável. Será que isso é positivo?
 
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 Outro dia fomos visitar os estúdios da NBC, uma das maiores redes de televisão dos EUA, e a experiência teve dois lados: se por um lado foi interessante ver os bastidores de tantos programas que a gente sempre assiste, por outro ficamos um pouco desapontados ao ver como os estúdios geralmente são bem menores e menos glamorosos do que aparentam quando a gente vê em casa.
 E depois as pessoas ficam tentando reproduzir em suas próprias vidas o que viram na televisão.
 Quando na verdade, igual ao que a gente vê na televisão, nem a própria televisão é.
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Dias depois, veio a tpm.

Que quando se está longe de casa, sempre vem com uma carga dramática a mais. Acho que tpm em outro país é igual bebida alcólica em avião - a quantidade pode ser a mesma mas os efeitos são triplicados.
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Muita calma nessa hora!
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 E aí no meio disso, sou parada por um carro de polícia no meio da rua. Vinha eu dirigindo feliz e contente à noite numa rua de pouquíssimo movimento quando o celular começa a tocar. Levanto o aparelho rapidamente só para ler o nome no visor e é o suficiente: um carro de polícia surge do nada atrás de mim, luzes e sirene ligadas, sinalizando para eu parar o carro.
Ai, droga. Vão me multar, penso.
Tentando me lembrar de como proceder nesses casos (abrir totalmente os vidros mas não tirar o cinto de segurança... Tinha ouvido isso em algum lugar.), já estava esperando o policial chegar gritando:
- NYPD, freeze!!!
mas aí lembrei que isso aí é só nos filmes mesmo, que eu não sou uma criminosa procurada, e não estava em NY mas em NJ, ha ha.
 Muito bem. Não sou criminosa mas, querendo ou não, estava "mexendo" no celular enquanto dirigia, então já era.
 Mas não. Depois de respirar fundo e bater um longo papo com o policial, consegui com muita simpatia e uma boa escolha de palavras explicar por que tinha "por um rápido segundo" olhado o celular bem como por que ainda não atualizei minha carteira de motorista depois de ter me mudado - duas falhas grandes por aqui.
E então ele me olha bem e diz:
- Você parece ter consciência dos seus atos. Por conta disso, não vou te multar. Just get home safe.

E olha só que beleza! Não é que ser uma pessoa ao menos consciente me economizou alguns dólares?



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sábado, 5 de outubro de 2013

Sobre comparações

 A grama do meu vizinho é mais verde que a minha. Assinado: você.
 A grama do meu vizinho é mais verde que a minha. Assinado: seu vizinho.


 Certas comparações não fazem o menor sentido. Como comparar nossa vida com a de alguém. Penso que cada pessoa tem o seu caminho, e a gente não faz ideia do que se trata a jornada pessoal de cada um.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Like a Friend - Pulp

Quantas vezes... Quantas vezes...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Foi esse, o sabonete!
 Então estou lá tomando banho ao fim de um dia gostoso e bem movimentado quando num movimento desses quase automáticos coloco um pouco de sabonete líquido na minha esponja e começo a me esaboar. Mas no que a espuma vai se formando, branquinha e espessa, passo a sentir um cheiro muito gostoso - e familiar - que há tempos não sentia. Respiro fundo ao mesmo tempo em que sou invadida por uma série de memórias que estavam guardadas e que eu nem fazia ideia. Então de repente estou em Brasília no fim da asa norte no meu banheiro recém-reformado tomando banho de manhã enquanto olho a luz de mais um dia cheio de sol entrar pelas pequenas janelas retangulares e penso com que roupa vou para o Ministério; e estou no banheiro do meu quarto de solteira na casa dos meus pais tomando banhos rápidos entre ir da UnB pro Goethe, ou de casa pra encontrar alguma amiga no crepe, ou chegando da rua pra dormir; e estou no banheiro do apartamento de solteiro do meu marido entre uma tarde de jogos e um jantar com o pessoal, pensando em como é que vou me virar sem condicionador, e como assim alguém não tem condicionador e que da próxima vez que eu for pra lá a providência número 1 vai ser levar um condicionador; e estou em frente à televisão na casa dele vendo Discovery Home & Health e fazendo os porta-guardanapos pro meu casamento; e estou dirigindo sozinha até a Academia de Tênis só porque me deu vontade de ir num cinema diferente, e estou correndo pra ficar pronta porque mil coisas vão acontecer e ahhhhh, esse é simplesmente o melhor sabonete líquido de todos os tempos, cujo efeito é o das coisas que nos trazem as mais reais felicidades: com algumas temos tanta familiariedade que às vezes podem passar dias na nossa frente que praticamente não as notamos; mas então voltamos a experimentar alguma delas, e sua grandeza é tão distinta, e inigualável e indiscutível e inabalável que é impossível não se perder por um momento envolvida nas mais inebriantes sensações - como um banho que se toma no fim do dia usando, distraida e inesperadamente, o sabonete líquido brasileiro que a mãe deixou quando veio visitar.