segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Enquanto isso, nos states...


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O pior cego é o que só vê tv.
Então meu marido me pergunta por que o cabelo da participante do reality show está "estranho". Minha resposta: porque está natural. E ele, xy que é, claro que não entendeu a resposta. O que me faz pensar no quanto hoje em dia o "normal" se tornou o artificial, e o natural, em alguns casos, esquisito ou mesmo inaceitável. Será que isso é positivo?
 
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 Outro dia fomos visitar os estúdios da NBC, uma das maiores redes de televisão dos EUA, e a experiência teve dois lados: se por um lado foi interessante ver os bastidores de tantos programas que a gente sempre assiste, por outro ficamos um pouco desapontados ao ver como os estúdios geralmente são bem menores e menos glamorosos do que aparentam quando a gente vê em casa.
 E depois as pessoas ficam tentando reproduzir em suas próprias vidas o que viram na televisão.
 Quando na verdade, igual ao que a gente vê na televisão, nem a própria televisão é.
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Dias depois, veio a tpm.

Que quando se está longe de casa, sempre vem com uma carga dramática a mais. Acho que tpm em outro país é igual bebida alcólica em avião - a quantidade pode ser a mesma mas os efeitos são triplicados.
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Muita calma nessa hora!
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 E aí no meio disso, sou parada por um carro de polícia no meio da rua. Vinha eu dirigindo feliz e contente à noite numa rua de pouquíssimo movimento quando o celular começa a tocar. Levanto o aparelho rapidamente só para ler o nome no visor e é o suficiente: um carro de polícia surge do nada atrás de mim, luzes e sirene ligadas, sinalizando para eu parar o carro.
Ai, droga. Vão me multar, penso.
Tentando me lembrar de como proceder nesses casos (abrir totalmente os vidros mas não tirar o cinto de segurança... Tinha ouvido isso em algum lugar.), já estava esperando o policial chegar gritando:
- NYPD, freeze!!!
mas aí lembrei que isso aí é só nos filmes mesmo, que eu não sou uma criminosa procurada, e não estava em NY mas em NJ, ha ha.
 Muito bem. Não sou criminosa mas, querendo ou não, estava "mexendo" no celular enquanto dirigia, então já era.
 Mas não. Depois de respirar fundo e bater um longo papo com o policial, consegui com muita simpatia e uma boa escolha de palavras explicar por que tinha "por um rápido segundo" olhado o celular bem como por que ainda não atualizei minha carteira de motorista depois de ter me mudado - duas falhas grandes por aqui.
E então ele me olha bem e diz:
- Você parece ter consciência dos seus atos. Por conta disso, não vou te multar. Just get home safe.

E olha só que beleza! Não é que ser uma pessoa ao menos consciente me economizou alguns dólares?



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