sexta-feira, 29 de novembro de 2013

El Bodeguero

Porque meu pai colocava o disco pra tocar e eu dançava com os pés em cima dos dele.

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Thanksgiving



"I am grateful for what I am and have. My thanksgiving is perpetual. It is surprising how contented one can be with nothing definite - olny a sense of existence." Hery David Thoreau
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(Tradução: "Sou grato pelo que sou e tenho. Minha Ação de Graças é perpétua. É incrível o quanto podemos nos sentir contentes e satisfeitos sem ter nada definitivo, a não ser a noção da existência.")

domingo, 24 de novembro de 2013

Perguntam o que mas não como.

De vez em quando alguém quer saber um pouco mais da minha vida e aí começa a perguntar de pais, irmãos etc. Quase invariavelmente, quando eu conto que minha irmã é casada, tem duas filhas saudáveis e inteligentes, mora numa linda casa e não trabalha fora, me perguntam: "nossa, mas o que o marido dela faz?" A pergunta é válida e a resposta (é empresário) explica parte do quadro. Mas fico incomodada porque parece que o fato dele ser empresário serve para explicar toda a situação - e não é bem assim.
 
 É a velha história da nossa sociedade só enxergar e valorizar uma parte da equação. Entendem que sem a parte que trabalha fora não haveria o dinheiro para manter aquela vida. Mas esquecem que sem a parte que trabalha dentro, não seriam criadas as condições para se ter essa tal vida.
 
É fato que as pessoas trabalham fora para ganhar dinheiro. Mas com qual objetivo? Acumular mais dinheiro na conta? Comprar coisas no shopping? Ou seriam os dois anteriores mas acima de tudo, para se ter uma vida boa, confortável e gostosa? Exato. E será que o fato de ganharem dinheiro automaticamente já produz - plim! - essa vida confortável, com uma casa gostosa com cheiro de comida saindo do forno, crianças bem educadas brincando felizes, casa arrumada com lençois trocados, toalhas idem, plantinhas agoadas e cachorro alimentado? Pois é. Não. Nem de longe.
 
Hannah Arendt (filósofa política alemã, muito influente no sec XX) define o que seria work (o trabalho fora, que traz o dinheiro) e o labor (o trabalho dentro, que cria as condições). Ao definir, ela não só os diferencia como evidencia a importância vital de ambos, que se complementam.
 
 Tão vital é o trabalho dos que trabalham dentro que quando ambos trabalham fora, o que acontece? Contratam-se pessoas para fazer o trabalho de dentro. E assim temos as empregadas, babás, jardineiros, piscineiros, decoradores, cozinheiras, passadeiras, faxineiras, arrumadeiras, governantas, motoristas, dog walkers etc.
 
 Uma pergunta para o eventual leitor que ainda não estiver entendendo: você acha que se ninguém comprasse pipoca ainda existiria o pipoqueiro? Pois é. Todas essas profissões que citei acima existem porque há de se fazer todas essas coisas numa casa. Aliás, todas essas coisas e muitas outras mais.
 
Afinal, casa não é sinônimo de lar. Uma pessoa pode contratar todos os profissioais que quiser para manter a casa dela funcionando, mas ainda está para aparecer a profissão de acalmador de filhos que tiveram pesadelos ou de acendedor de velas e colocador de cds para tocar para criar um climinha bom. Também nunca ouvi falar da profissão de fazedor de álbuns de fotografias da família nem da de colocador de fotografias importantes em porta-retratos, sem falar na de acolhedor de maridos que chegam cansados, lembradores de aniversários da cunhada e da sogra, escrevedor de cartões de Natal, comprador de presentes de aniversário, colocador de coisas no correio, levador de roupas na costureira etc etc etc. E mesmo assim, de alguma forma - mágica? - todas essas coisas são feitas.
 
[E aí algum marido desavisado ainda vai querer dizer: ah, mas quando eu era universitário eu estudava, fazia estágio e ainda cuidava da casa. Bom, meu querido, eu te pergunto: será que a sua "casa" era algo perto da que você mora hoje?]
 
 Voltando à história da minha irmã, sempre tem alguém pra dizer: ah, mas ela tem empregada. Sim. Que grande pecado. Vamos orar pela alma dela. Ah, por favor né. Por acaso alguém esperaria que o presidente de uma empresa fizesse todo o trabalho sozinho? O CEO da empresa tem mil empregados, logo ele não deve ter nada mesmo pra fazer? Incrível como a lógica muda. Imagina que alguém disesse: meu marido comanda 20 empregados na empresa. O que você pensaria? Nossa, ele deve ter muito trabalho. Mas aí eu digo: minha irmã tem uma empregada. E então pensam: nossa, então ela não deve fazer nada. É mesmo. Porque aliás, a empregada dela é Mary Poppins, que além de ser perfeita, antecipa todas as necessidades de todos da casa e tira da maleta mágica as compras de mercado, as roupas de balé das meninas e mais mil coisas.
 
 Em poucas palavras: uma vida confortável dá trabalho, todo tipo de trabalho, tanto o feito fora quanto o feito dentro. O ideal é que esse trabalho esteja dividido em partes iguais ou pelo menos justas para marido e mulher. Como será essa divisão, aí vai de cada casal. No caso da minha irmã, eles estão num ótimo equilíbrio, porque cada um reconhece e aprecia profundamente o que o outro faz, e por isso a família deles segue feliz e equilibrada. O que só me deixa mais incomodada com os eventuais comentários que ouço das pessoas dizendo "nossa, mas ela não trabalha...?" Ah, me poupem. Acho que já está mais do que estabelecido que as mulheres que não trabalham fora, trabalham - e muito - dentro. Mas eu só acho que já passou da hora de começarmos a dividir igualmente também o reconhecimento ao trabalho que cada uma das partes está desempenhando.
 
Daí vem meu título. As pessoas perguntam o que meu cunhado faz para ter uma vida tão boa, mas nunca como minha irmã faz a parte dela para que a mágica aconteça.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

California Dreaming

Porque a primeira vez que eu ouvi essa música ela já era velha mas eu era nova, bem nova, e entrando em contato pela primeira vez com um mundo tão vasto que eu nem me preocupei  compreender, só em dançar.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Clarice.

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"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro…há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu…Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma."

Clarice Lispector (1947 Berna - Suiça /Carta à irmã)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Precisaríamos de muito; mas na verdade, de quase nada.

[Spoiler alert: este não é um post contra o consumismo. É na verdade, um post pró-consumo. Isto é, consumo inteligente.]
 
Estava ali folheando uma revista cheia de mulheres lindas, perfeitas e chiquérrimas e a uma certa altura me perguntei: do que uma pessoa precisaria para ficar exatamente igual a uma mulher dessas? Conclusão I: de muita, muita coisa. Aliás, coisas, pessoas, efeitos... Sairia caríssimo. Seria preciso ter a maquiagem cara e o maquiador famoso, o cabelereiro estrela, a roupa de grife, os acessórios e joias, o corpo perfeito, o cenário paradisíaco... Sem falar na luz ideal, na pose perfeita, na experiência do fotógrafo (que irá bater milhões de fotos para escolher uma) e claro, nas infinitas ajudas do photoshop. É coisa que não acaba mais. Então, okay. Para se ficar igual a mulher da foto seria preciso mesmo ter todas as coisas que foram usadas ali. Mas será que no mundo real as pessoas precisam mesmo ter todas aquelas coisas? O que de fato está por trás da mágica? Será que o mais interessante é ficar idêntica à mulher da foto ou simplesmente passar o mesmo efeito? 
Exato.
Conclusão II: os mil artifícios talvez sejam necessários para ficar linda daquele jeito na foto. Já na vida real...
 O caso é que a mulher da foto não está em movimento, não está dizendo nada engraçado ou interessante, não tem sentimentos nem opiniões muito menos uma energia ótima. Não tem alto astral, não está perfumada, não tem jeitos nem trejeitos, um sotaque charmoso ou uma voz sexy. A mulher da foto não chegou fazendo gracinha nem vai dizer nada inteligente ou intrigante. Em suma, a mulher da foto não tem vida. Mas as grifes precisam enganar o consumidor e fingir que ela tem muita vida sim - e veja que vida perfeita! Então, pintam ali um ideal inatingível, para que as pessoas continuem comprando os relógios e bolsas e óculos e coisas, na eterna busca de uma proximidade àquele ideal. Quando a verdade é que passar o mesmo efeito dessas fotos glamurosas na vida real sai baratíssimo. Precisa-se sim de algumas coisas, mas elas não precisam ser as mais caras, e muito menos as daquela grife. Você até vai precisar sim de alguma maquiagem, um corpo em dia (que nem de longe precisa ser perfeito), algumas roupas legais e uns acessórios pra completar. Mas acima de tudo, para se conseguir o tal "tchan" na vida real, uma pessoa precisa mesmo de atitude. De alto astral, inteligência, charme, manha, delicadeza, elegância, senso de humor, simpatia, espontaneidade e por aí vai. Na vida real, para se conseguir um grande efeito digno de editorial de revista, a gente precisa de diversas coisas - e ainda bem que a maioria delas não custa dinheiro algum.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

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"Enquanto rega-se o alface faz-se os poemas."
 
Reflexão perfeita de Tich Nhat Hanh no livro A arte do poder.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Beba vinho, é tudo o que a juventude lhe proporcionará.
 É tempo de vinho, flores e amigos bêbados.
Seja feliz nesse momento. Esse momento é sua vida." Omar Khayyam
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Vanilla Sky

Porque a letra é perfeita. E porque eu ouvi uma vez aquela manhã, e outras tantas lembrando, e outras tantas depois na mesma situação.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Eu descobri o sentido da vida.

 O que existia antes de qualquer coisa existir? Existe mesmo o nada? Tem alguma coisa do lado de fora do universo? O que acontece, exatamente, após a morte?
 
Você já se fez alguma dessas perguntas? Eu adoro pensar nessas coisas. E sim, como já era de se esperar, para a maioria delas eu continuo sem resposta. Mas para: "Qual o sentido da vida?", believe it or not, outro dia encontrei a resposta. 
 
 Ou melhor, deixa eu reformular: encontrei uma resposta. A minha resposta. Algo que fez sentido pra mim. Mas foi algo que fez tanto, mas tanto sentido, que para mim o mistério foi solucionado.
 
 E sim, estou falando do sentido desta vida, não do sentido da existência, que aí já acho um pouco muito para um ser humano entender. Mas eu me perguntava muito qual seria o sentido de estar aqui, se é que haveria algum.
 
Porque a vida é uma coisa engraçada. A gente não vê quando ela começa. Um dia, a gente simplesmente se sabe vivo. Vivo e cheio de características, desejos, impulsos, gostos, sentimentos, pensamentos, dúvidas... E no meio dessa bagunça que é o mundo, habitado por muitos outros seres totalmente diferentes da gente mas exatamente iguais quando se trata da natureza - a natureza humana.
 
 A gente vai vivendo. Aprende uma coisa, outra, assimila valores, aprende um certo/errado e vai caminhando. Alguns param para se perguntar qual seria o sentido disso tudo, e geralmente são os que conseguem relativizar certas questões "menores" como uma briga de vizinhos por conta de uma vaga de garagem, uma raiva que se passa no trânsito ou o desejo de se comprar alguma coisa. É a turma do: a vida é muito mais que isso, estamos aqui para ser zens, vamos nos perdoar e é preciso ama-aar as pessoas como se não houvesse amanhã... Já outros, se perdem nas questões mundanas e parece que não se lembram de que no mundo tudo também não passa de uma metáfora. É como se levassem a vida ao pé da letra. São acusados de serem materialistas, apegados, ambiciosos, mundanos, e por vezes, "rasos". [E o que seria uma pessoa "rasa" senão meramente alguém menos profundo do que aquele que o está julgando? E o que seria profundo, anyway? A profundidade não passaria pela capacidade de aceitar os outros e suas diferenças? Portanto qual dos dois estaria sendo mais "raso"?]
 
 Nunca fiz parte de nenhum dos dois times, porque sempre tive os dois lados. Queria a transcendência mas também a bolsa da Louis Vuitton. Medito e faço yoga de manhã e à tarde vou ao shopping. Na minha mesa de cabeceira o livro do Dalai Lama, a Bíblia e a Vogue convivem lado a lado. Por isso eu sempre ficava desconfortável com as explicações que ouvia ou conseguia formular para o sentido da vida.
 
A vida é desprovida de qualquer sentido. O sentido dela é a gente que dá. A vida não passa daquilo que a gente resolve achar que ela é. Não há sentido, a gente é que precisa de um e fica tentando encontrar. Really? Nah. Niilista demais. Gosto de Sartre mas não a ponto de concordar com ele. "Se Deus está morto então tudo é permitido"? Eu não caio nessa. Pra mim, Deus está vivinho da silva.
 
Então a vida é para expiação, sofrimento e preparação para uma outra vida? Não, acho que o nome disso é purgatório. A vida então é a nossa chance de "acordar", de se chegar no Nirvana, então vamos deixar nossas famílias e ir para o meio do mato meditar até encontrar a explicação plena? Socorro, no mato deve ser cheio de bicho. A vida é para ser negada, devemos fugir de todos os pecados, das "coisas do mundo", do materialismo, do consumismo...? Eu ein, me parece certinho demais. Prefiro o equilíbrio, até na hora de ser saudável. Precisamos domar nossos impulsos, negar os desejos, fugir das tentações? Mas não querer nada... não é um dos sintomas de depressão?
 
 O texto está te deixando confuso? Imagine como era dentro da minha cabeça.
 
 Pois bem. Eu nunca me conformei que estava neste mundo simplesmente para perseguir as coisas mundanas, e que o objetivo de tudo seria conseguir comprar coisas, ter um bom emprego, uma família ou qualquer outra coisa que eu considerasse boa e fim. Morreu, acabou. Mas também nunca me conformei que fui posta nesta vida, cheia de minhas característcas humanas para ter que negá-las, ou me livrar delas. Se o objetivo fosse ficar zen sem desejo nenhum, porque me teriam feito como um ser desejante?  Se o objetivo todo fosse o outro mundo, por que me colocaram nesse? Também não fazia sentido.
 
 O objetivo da vida é viver a própria vida e pronto? Ou o objetivo da vida seria viver para um depois dela?
 
 Então eu descobri que são as duas coisas. E que as duas se complementam de maneira perfeita.
 
Cheguei à seguinte conclusão: o objetivo da vida é mesmo para que o espírito evolua. Só que o único jeito do espírito evoluir (pelo menos enquanto encarnado) é a gente mergulhar de cabeça na vida mundana. A gente tem sim que se envolver nas pequenas questões a ponto de querer brigar por uma vaga de garagem. Porque só assim vamos aprender a tolerância e o perdão. A gente tem que se envolver mesmo na vida a ponto de querer comprar não-sei-o-quê ou querer ficar bonita ou ter a bolsa da moda. Porque aí as coisas vão se desenrolando e a gente vai aprendendo sobre humildade, e desapego, e onde está nosso real valor, etc etc. Ou seja, o único jeito da gente cumprir plenamente o que veio fazer aqui - que é, de fato, evoluir como espírito - é se envolvendo completamente com a vida e suas questões mundanas. Não é à toa que a gente já nasce cheio de desejos e impulsos. É porque a gente veio aqui para isso mesmo: temos que jogar o jogo.
 
No final do filme Gravidade a personagem da Sandra Bullock se encontra numa situação da qual não saberá se vai sair viva então fala algo como: "Eu não sei o que vai acontecer. Ou essa nave vai se partir e eu vou morrer queimada e despedaçada ou eu vou sobreviver e continuar vivendo, mas aconteça o que acontecer, vai ter sido maravilhoso." Joseph Campbell diz sobre alguém que chega no fim da vida: "Não importa o assento que você esteve ocupando no teatro, terá sido um grande show." Acho que é exatamente por aí.
 
Não importa tanto o que acontece com a gente, mas sim as lições que a gente tira das coisas. A vida é isso: uma oportunidade para o espírito evoluir. E olha o quanto a gente pode se divertir fazendo isso?! Não é mesmo maravilhoso?

domingo, 10 de novembro de 2013

 
Almocinhos, adoro.

Lição do dia: em hipótese alguma vá ao DMV de tpm.


(DMV é o "detran" daqui. Mas também poderia ser chamado de ante-sala do inferno.)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Síndrome de Peter Pan

 Às vezes eu converso com uma pessoa e fico com a impressão de que ela não deve ter evoluído nada desde a adolescência, que é quando se formam os dentes de leite do caráter. São aqueles ainda presos em certas historinhas e conceitos, gente com medo de dar a cara a tapa, com medo de admitir a verdade das coisas, com medo de aceitar quem se é ou pior, com medo de se buscar. É aquele tipo que continua colocando a culpa nos outros, que não quer assumir sua responsabilidade, que ainda se acha vítima, que ainda acredita que as pessoas se dividem em boas e más, que fica arranjando desculpa, que só vê o defeito dos outros, que ainda acredita piamente que as coisas caem do céu - então fica lá, esperando. E aí, quando nada acontece, em vez de acordar pra vida ele conclui que as coisas caem sim do céu - mas só para os outros. É aquele tipo que não evolui, não desenvolve, não vira o disco, não muda a conversa, não varia de drama. Você conversa com a pessoa hoje ou daqui dez anos e lá está ela, com a mesma ladainha, o mesmo papo, as mesmas indignações e reclamações e percepções e lamentações, e o mesmo maldito comportamento. Pelo jeito acham que evolução pessoal também cai do céu, mas só pros outros.

If you like pina coladas...

Porque ela me traz as melhores lembranças.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bilingue

Duas coisas dizem muito sobre uma pessoa. A paciência que ela tem quando não tem nada. E a atitude que assume, quando tem tudo.

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Ninguém mais tem paciência pra jogar paciência.

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"Trust me, you can dance." Vodka

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And the thing is, they are not that friendly at Friendly's.

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E o Jucelino Kubitschek? Tem um sobrenome que não é nada brasileiro. Uma vez eu tive a seguinte conversa:

- But where do you think he could be from, Kubitschek?
- I think he could be Czech.

Ha ha.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

É isso que merecem.
 Maluf condenado, esquema de corrupção vindo à tona e servidores indo presos... Ontem o Jornal Nacional deu gosto de ver.

 Os pilantras desse último esquema revelado são suspeitos de desviar ao menos R$ 200 milhões(!) dos cofres públicos. Isso pra ficarem levando uma vida luxuosa de viagens e carros e casas e lanchas e não sei mais o quê. E enquanto isso 53,9 milhões de brasileiros vivem na pobreza, dependendo de sistemas falidos de educação e saúde, sem falar das péssimas condições de moradia, transporte, segurança etc. E todos os brasileiros, sejam pobres, de classe média ou alta, que trabalham, pagam impostos e fazem as coisas certas... ficam bancando esses #$%*&! Acho que para ser corrupto o sujeito tem que acreditar que morreu, tudo se acaba. Porque se no Brasil muita gente não é pega, eu não entendo como esse pessoal não fica com medo de ir arder no fogo do inferno.
 
 Cada esquema desses de corrupção prejudica MUITA gente! Não é à toa que o Brasil é um país riquíssimo mas ainda de 3o mundo. E quer saber? Os corruptos merecem o país que tem, com sistemas falidos e segurança zero. Mas os coitados dos que fazem tudo certo não merecem. Não mesmo. Esses mereceriam viver com a qualidade de vida como a que se tem na Europa ou aqui nos EUA, onde as coisas podem não ser perfeitas mas na maior parte do tempo funcionam bem. Mas aí os babacas dos corruptos roubam e vão viajar pra esses lugares, usando o dinheiro do povo que ficou no país sofrendo e penando com as condições que eles criaram com tantos desvios. Como é que os envolvidos nesses lamaçais conseguem dormir à noite??? Fala sério!!! Eu tenho nojo disso.



domingo, 3 de novembro de 2013

Negócio da china

 E então ela passou no salão pra pegar uma planta que o chinês (que às vezes substitui para as manicures) tinha ficado de levar, para que ela misturasse com óleo de coco e passasse pra curar uma irritação na pele, porque segundo ele, "médicos oxidentais não xabem de nada" e "plantinha é milagrosa, xim?".
 
 A cara de estranhamento que uma americana, que estava lá fazendo as unhas, fez na hora que eu entrei no salão dizendo que só tinha ido buscar a "plantinha" e aí a chinesada toda começa a dar palpite sobre como eu deveria curar minha alergia foi impagável. Eu não sei o que ela estranhou mais: se era o cara estar me dando a tal da planta, se era eu estar aceitando ou se era o salão inteiro estar sabendo e palpitando numa questão médica minha.
 
Ha ha ha. Ela não conhece o modo brasileiro de se fazer as coisas.
 
 E sim, eu estou seguindo a receita médica do chinês. E não é que o negócio funciona que é uma maravilha?!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Shakira - Te Dejo Madrid

Porque essa me inspirou a botar em prática planos que há muito fazia. . .