segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

 
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Meu negócio com a vida é que eu não sei fazer nada sem usar meu coração inteiro. Por isso me agonia tanto ter que cumprir certas obrigações, porque só corpo presente não é meu modus operandi. Trinta anos de caminhada e eu nunca me acostumei com o fazer por fazer. Então me angustio, e obviamente, de coração inteiro. Porque as coisas que eu escolho fazer, e acredito que até a angustia sentida seja uma escolha, eu faço com tudo o que eu tenho. Eu abraço as causas, eu amo as pessoas, eu abro minha alma, eu escuto com os ouvidos mas também com os olhos e a respiração sincronizada, eu falo usando palavras mas também os gestos e toques e toda a clareza que eu consigo reunir, eu aconselho com o que eu sei e com tudo o que tantos outros que eu já li e ouvi também souberam, eu lembro com a memória e também com cada fibra do meu ser, e quando eu abro um sorriso, muito mais do que mexer apenas os músculos do rosto, estou mexendo também os do espírito. Eu tenho um caso de amor passional com a vida, e para minha sorte, acredito que vice-versa.

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