domingo, 30 de março de 2014

Terminaram nessa última 5a feira as aulas de meditação que eu estava fazendo. Fui parar lá depois de selecionar o curso entre outros tantos oferecidos num panfleto da escola comunitária aqui de perto, que colocaram na nossa caixinha de correio. Fui sem maiores expectativas, e logo no primeiro dia - uau. Muita coisa boa aconteceu durante esse curso, tanto lá durante as práticas quanto depois, nos dias que seguiram. Caminhos que vinham fechados de repente se abriram. Problemas que vinham se arrastando de repente se resolveram. E isso sem falar na minha disposição, alegria e paz de espírito. Bom demais. Meditar é bom de verdade. Para quem não está acostumado pode parecer algo meio esquisito, difícil ou complicado de se encaixar em dias tão lotados. Mas depois que você faz algumas vezes e vê, não só o quanto é bom ali na hora, mas ainda experimenta os desdobramentos... Que delícia! Não passo mais nem um só dia sem meditar. E recomendo, como recomendo.
 
"Aquietai-vos e sabei que sou Deus." Salmo 46:10
 

sábado, 29 de março de 2014

 Talvez eu devesse voltar a escrever à mão. Ou melhor, a uma mão em vez de duas. Não é em toda situação que a eficiência é o melhor caminho. Veja o sexo, por exemplo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

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 Fui pesquisar alguns assuntos de gramática no google e que pérolas encontrei! Por exemplo, aquelas clássicas explicações que a gente ouviu no colégio, tentou aplicar em todos os exemplos, não conseguiu e ficou sem saber por que, apesar de perceber que elas tinham algum fundo de verdade. Agora eu vi por quê. É porque em vários casos, em vez de começar pelo fácil, começam pelo difícil. Por exemplo, se fosse pra explicar a diferença entre um carro e um avião para uma pessoa que realmente não soubesse, diriam: ah, é fácil! É só você saber que um funciona com turbina e outro com motor.

???
 
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E se podem complicar... Em algum site (feito para alunos de ensino médio, tive a impressão) que eu estava pesquisando análise sintática, vi uma explicação assim: "É muito simples. Vamos pegar como exemplo o Hino Nacional." Ah, claro. Porque quando eu penso num texto claro, simples e direto, penso logo no Hino Nacional. Ah?? Em qual planeta alguma coisa vai parecer mais simples no meio dos "brados retumbantes"??

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Aí eu estava tomando banho e brincando de falar de cor as capitais dos países mais exóticos (porque eu tenho uma cortina dessas com mapa mundi) (e aparentemente muito tempo sobrando na vida). Aí de repente estou me perguntando:

"Nossa, mas e da Polândia, qual era mesmo a capital?"

E segundos depois:

"Não. Peraí. Que país era a Polândia mesmo???"

Ha ha. O país era Polônia, óbvio. Mas isso que dá a cortina ser em inglês.

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E enfrentando uma faringite bacteriana que me pegou de jeito aqui esses dias, passando vick para me ajudar a respirar e pensando: será que eu trouxe esse vick do Brasil ou comprei aqui? Aliás, será que aqui tem vick??

 Aí me dou conta de que pode até ser que aqui não tenha viquivaporubi. Mas que Vick VapoRub, com certeza. Porque é Vapor Rub, got it? Aaaaah...

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Não acho que eu possa me entitular escritora, ela escreveu.

quarta-feira, 26 de março de 2014


A confeiteira faz o bolo quando decide que é hora. Mas eu fico dependente desse talento que me visita quando bem entende. Quem dera arder de vontade de ser confeiteira.

segunda-feira, 24 de março de 2014

É só eu ter que fazer faxina que me bate a crise existencial.

sexta-feira, 21 de março de 2014

so happy together

 Ando gostando de passar uma parte do meu dia em silêncio, sem televisão ligada, sem música tocando, sem eu mesma estar falando com alguém ou mesmo sozinha. O silêncio não fica absoluto, mas ao menos os sons que surgem não sou eu quem está "criando", então os aceito de bom grado.
 
 Teve uma época, quando eu estava morando em Fribourg na Suíça, que eu só conseguia sair de casa se deixasse a televisão ligada, para ter algo "me esperando" quando eu voltasse pra casa. Não queria voltar pro silêncio. Mas isso já tem tempo. Bastante coisa mudou de lá pra cá.
 
 Por que as pessoas às vezes ficam tão incomodadas com o silêncio? Não será porque no silêncio cessam a maior parte das distrações? E aí o que sobra é a gente mesmo...?
 
 E por que temer esse encontro? Imagino que seja pelo mesmo motivo do medo de escuro. Por que o escuro provoca medo? Porque a gente não sabe o que tem ali. Não sabe o que vai encontrar.
 
A gente ri de uma criança que para se esconder tampa os próprios olhos pensando que se ela não está vendo, não está lá, mas sem perceber repete o mesmo comportamento quando se recusa a se conhecer.
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Das saudades dos que não voltam mais

O remédio para a saudade
dos que não podem mais voltar
não é pensar em eternidade
mas só em cada teu respirar.
E pensar que esse de hoje
é só mais um daqueles dias
em que não vão se ver nem se falar.
Fica mais fácil tocar a vida.
Fica mais fácil pra caminhar.

quarta-feira, 19 de março de 2014

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Eu pensava nessas mulheres que posam nuas para revistas e não entendia como davam conta, sem perceber que compartilhava da mesma coragem. Mas nas coisas que escrevo, em vez do corpo, mostro a alma - um tanto mais comprometedor.
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terça-feira, 18 de março de 2014

Aqui
eu fico
lutando
pra ter.
Ter coisas que não queria
Ter coisas que já sabia,
Ter coisas que não preciso.
O mais triste é ter
de lutar ainda pra ter
tudo aquilo que eu já tenho.
Tenho, tinha, sempre tive.
Um sentido, inclusive.





 

segunda-feira, 17 de março de 2014

domingo, 16 de março de 2014

É simples.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Eu leio Clarice e ela é como um sopro divino de inspiração. Talvez porque ela não faça o menor sentido - e eu também não.
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quarta-feira, 12 de março de 2014


terça-feira, 11 de março de 2014

Certos livros eu adoro ler porque me levam de volta ao local onde eu sou eu mesma.
Quem tiver um pouco disso na alma vai entender.
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sábado, 8 de março de 2014

Homem, mulher, essas coisas  - Luis Fernando Verissimo
 
 
O feto começa feminino, depois é que são acrescentados os atributos, digamos assim, masculinos. Por isso nós, homens, temos mamilos e não sabemos o que fazer com eles. Quer dizer: a história biológica do ser humano é exatamente o inverso do seu principal mito de criação, em que a mulher sai de dentro do homem. O mito é não apenas desmentido do fato, e do feto, como uma apropriação masculina de um feito feminino. Ao pôr o primeiro homem para dormir e retirar sua costela e produzir a primeira mulher, Deus fez uma paródia de parto, reivindicando para os homens, no caso Ele e Adão, a primazia do ato de dar vida. E com anestesia, um detalhe que não deve escapar às mulheres, depois condenadas por Ele a padecer de todas as dores da procriação enquanto o homem, responsável por tudo, só era condenado a folhear Caras antigas na sala de espera. Todos os mitos desde os inaugurais, como toda a cultura humana, têm sido masculinos, num contraponto ressentido com a história biológica, verdadeira, feminina, da espécie. Pura inveja.
Freud, que (sendo homem) era suspeito, inventou que a mulher tem inveja do pênis. O homem é que não aguenta a ideia de não estar aparelhado, como a mulher, para se integrar aos grandes dramas reincidentes da Natureza, ovulando de acordo com as fases lunares, gestando, parindo e amamentando filhos e identificando-se com os ciclos de fertilidade da Terra, sentindo as variação de clima e de idade com mais intensidade, e ainda encontrando tempo para ir ao cabeleireiro e dirigir empresas. Enfim, participando. Enquanto ele fica de lado, como um penetra, esperando em vão que a vida o chame para as suas graves verdades e obrigado a inventar uma história paralela de fantasia. Se você concordar que o pênis é o órgão que rege esta história paralela, e que a civilização se explica como uma angústia de potência, o que Freud quis dizer era que a mulher invejava o poder falocrata, ou justamente o que o homem inventou para compensar o fato de não ser mulher. Outro mito usurpador.
 Esta manifestação não é paga, não é encomendada e não, não estou pensando em mudar para o outro sexo. É que sempre fui simpatizante.

sexta-feira, 7 de março de 2014

 Irá ao ar semana que vem a entrevista que dei falando sobre meu livro. Uma das perguntas foi se eu tinha algum ritual para escrever. Resposta: não. Até porque, o lugar onde eu menos escrevo é sentada em frente a uma mesa. Mesa é bom para passar a limpo. Mas pra mim, os lugares mais produtivos costumam ser a academia, o banho, em frente a pia da cozinha, dirigindo. Os textos não nascem de um esforço intencional. Eles acontecem. Por isso acho que o que um escritor precisa não é de silêncio e concentração. O que ele precisa é viver.
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quinta-feira, 6 de março de 2014

Powerless

 Aprendeu rápido a ler e escrever. Notas boas em português, e melhores ainda em redação. Ótima com as palavras, rápida com trocadilhos, segura com pontuação e ortografia. Formada - em Letras, naturalmente - quase que só com notas máximas. Pensamento rápido para encadear ideias, olho atento para revisão. Entrou para uma universidade federal por conta da nota alta da redação. Nos concursos públicos idem. No intercâmbio pleiteado - só duas vagas! - desconfia que foi selecionada pela boa redação das cartas - inclusive das que explicavam que ela não tinha todos os pré-requisitos exigidos para o programa. Mas ela tinha as palavras certas.
 
E aí... Vai parar num país onde a língua é outra. Que ela também fala, até bem. Mas falar como os nativos, só se nascesse de novo.
 
Meus poderes aqui de nada valem. Eu sou o Hulk em pleno concurso das mãos mais delicadas.

terça-feira, 4 de março de 2014

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E deu no Jornal Hoje: "A Vila Isabel sofreu com o atraso na entrega de fantasias, o que prejudicou destaques dos carros e deixou alas com roupas incompletas."

Está explicado então. Bem que eu vi uma ala inteira com as mulheres de peito de fora. As coitadas.
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segunda-feira, 3 de março de 2014

Skindô skindô...

 
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Vocês também estão assistindo os desfiles das escolas de samba? Então já devem ter ouvido as regras. A escola não pode estourar o tempo de desfile ou perde 0,1 ponto por minuto excente. O mestre-sala não pode dar as costas para sua companheira, que por sua vez não pode deixar de jeito nenhum a bandeira enrolar. Não pode ter "buracos" no desfile. Tem que ser da comunidade para fazer parte da ala das baianas. Etc etc.
 
 Não é engraçado que o brasileiro leve tão à risca justamente as regras... do carnaval?
 
 É propina pra cá, jeitinho brasileiro pra lá... Mas o recuo da bateria não pode atrasar, que isso sim é assunto sério. 
Acabou o shampoo da Becky. E agora? Uso omo, que lava mais branco?
 
 

domingo, 2 de março de 2014

Para a vida caminhar: em vez de ficar lembrando do ontem, lembrar-se do amanhã.
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