quarta-feira, 30 de abril de 2014

Aí a pessoa reclama que está muito frio ou muito calor ou com vento demais. Acha tudo difícil, tudo complicado, tudo um esforço enorme. Não para e pensa, não tenta entender, não tenta aprender.Tem medo de tudo, não quer fazer nada, nem tentar nada, nem arriscar nada. Quer somente empurrar as coisas nos outros, inclusive as responsabilidades por suas ações, reações e sentimentos. E aí, até mesmo essa dinâmica doente do jogo do empurra, a pessoa ainda considera um fardo.

Tem gente que ainda não se habituou a viver.
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Me vêm à cabeça trezentas coisas para escrever quando não posso. Sento-me para me dedicar a isso e nada me vem. É assim mesmo. A escrita quer ser espontânea. Só que a vida, também.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A minha versão de sair pra beber.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

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E quem assiste Game of Thrones há de concordar que a Lady Sansa devia se chamar é Lady Sonsa, porque fala sério!!! Ainda estou na 3a temporada então não sei se ela fica esperta alguma hora mas por enquanto... Está me dando agonia!!
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Eu nasci nela, e dela acabei pegando alguns trejeitos. Por isso gosto das coisas organizadas, separadas, divididas, catalogadas, mas com alguma margem para a criatividade. Gosto das regras bem definidas para poder quebrar algumas. Gosto de uma base de simplicidade para poder glamourizar em cima. Gosto do igual, não me canso com o repetitivo ao mesmo tempo que acolho a diversidade dentro de mim. Gosto da rotina, do tudo igual, justamente porque é quando as coisas são assim que o excepcional nos surpreende ainda mais. Gosto da tranquilidade das linhas retas, do traçado familiar, dos prédios característicos e do céu, ah o céu, que eu nunca vi em mais lugar nenhum. Principalmente gosto da paz de chegar nela, da familiariedade que é estar lá. Foi lá que cheguei no mundo, foi lá que aprendi a vida, foi lá que passei por mil e uma coisas e é para lá que eu sempre vou amar voltar, quantas vezes forem necessárias para satisfazer essa coisa no meu peito que quer que eu esteja lá. Porque pra mim, sair do aeroporto e começar a cruzar a cidade pelo eixão sul, descobrindo pela milionésima vez aqueles prédios tão familiares, e vendo os carros, as pistas, as tesourinhas, as placas, o céu, o ar... não tem paz maior. Ai que saudade da minha cidade.
 
A vista que tive por 22 anos.
 
Essas coisas
 
não me preenchem.
 
Essas coisas
 
só me enchem
 
os armários
 
e a paciência.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

 É batata: se há intolerância há ignorância. E quanto mais de um, pode saber: mais do outro também.
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terça-feira, 15 de abril de 2014

Sorvete caseiro delicioso

Receitinha de um sorvete caseiro que fiz aqui em casa esse fim de semana e amei! Fica muito gostoso, além de ser super fácil de fazer e só levar ingredientes simples. Esse que fiz foi sabor leite condensado, mas você pode trabalhar em cima da receita acrescentando pedaços de bombom ou castanhas ou o que quiser. Hummmmm!

Sorvete de leite condensado
(quantidades reduzidas aqui para render um pote pequeno)

Ingredientes:
1/4 xícara de leite gelado (60ml)
1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
1 lata de leite condensado
240ml de creme de leite fresco
1 pitada de sal

Preparo:
Bata no liquidificador o leite, a baunilha, o leite condensado e o sal. Reserve.
Bata na batedeira o creme de leite fresco até formar ficos firmes. Misture o creme de leite à mistura com o leite condensado. Despeje num pote plástico, tanpe e congele por 2 horas. Retire do freezer, mexa com uma colher e congele por mais 2 horas. Fica muito gostoso - e parecendo mesmo esse da foto ali!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nunca pensei que um dia fosse dizer isso mas estou tão feliz pelo calor estar de volta! Engraçado como a gente muda de opinião fácil nessa vida. Sempre amei o frio. Mas aí, basta um inverno rigoroso com neve suficiente para atrapalhar o ritmo normal da vida e temperaturas batendo direto nos -25C que dura por quase seis meses, para a pessoa já ficar toda alegre quando consegue sair de casa de short e havaianas.
 
 


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Renovamos nossos votos!

Não faltaram testemunhas! Rs
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E mais uma vez Times Square foi cenário para um "quem diria" pra mim. Foi dia 14 de fevereiro, no Dia dos Namorados aqui dos EUA. Houve um evento muito legal de renovação de votos nos famosos red steps, e nós fomos participar. Apesar do número de pessoas, foi tudo muito bem organizado: passamos numa tenda para registrar nossa chegada e aí recebemos um saquinho vermelho de veludo com duas alianças (de brinquedo, claro) e um coração que acendia e piscava para prender na roupa e identificar que estávamos participando do evento. Depois disso, fomos para a área dos degraus, onde só tinha acesso nesse dia os participantes do evento. Aí as festividades tiveram início. Começou com cantores da Broadway cantando músicas românticas para nos colocar "no clima", risos, e depois veio a juíza de paz (essa, de verdade) que disse palavras muito bonitas e procedeu com a renovação dos votos. Pediu que ficássemos de frente um para o outro e que repetíssemos tais e tais palavras... E aí, claro. Adivinha se a coração derretido aqui não começou a chorar? Ha ha. Mas é que, igual no dia do meu casamento, aquelas palavras que eu estava repetindo eram mesmo cheias de significado. E estar ali com meu marido, quatro anos e alguns meses depois, tendo passado por tanta coisa, e tantas outras pela frente, olhando nos olhos dele, ele olhando nos meus, e sentir o amor de verdade ali foi algo muito, muito especial. Tanto que por um momento eu até esqueci que estava no meio da bagunça frenética que é Times Square.




quinta-feira, 10 de abril de 2014

A cultura da insatisfação

 Se tem uma coisa que me incomoda um monte nesses Estados Unidos é o estímulo constante ao consumismo. O tempo inteiro tem alguém querendo te vender alguma coisa que você não precisa e nem estava interessado. Mas eles tentam empurrar de algum jeito, seja lá o que for. Então é comercial aqui, propaganda ali, panfleto na rua, canal de vendas, telemarketing, loja em todo lugar, cupons de desconto que mandam pra sua casa, compre 1 e leve 2, compre 2 e leve 4, por mais 50 centavos você leva o grande, promoção, sale, 60% off, outlet, Black Friday, compre, compre, compre. Isso tudo por si só já é um tanto desagradável. Talvez porque a gente sabe que não quer a coisa e aí o cérebro que é estimulado é obrigado a ficar dando a resposta o tempo todo: não, não, não, não quero, não preciso, thank you, but no thank you. Cansa, esgota. Mas até que não seria tão mal se ficasse só nisso, no "compre, compre, compre". O problema é que não fica.
 Ah, não fica mesmo. Esse tipo de campanha do compre-compre é para os iniciantes e menos maliciosos. Mas americano quando se propõe a fazer alguma coisa faz bem feito. E num mercado competitivo e saturado como o daqui, as empresas, para garantir suas vendas, acabam apelando para uma estratégia que beira a crueldade. Antes de venderem seus produtos, tentam vender uma ideia: a de que você precisa de tal coisa. E como convencer uma pessoa de que ela precisa de um monte de futilidade? Fazendo-a acreditar que ela precisa ser mais isso, ser menos aquilo outro. Em síntese: que ela, por si só, não é suficiente.
 Aí pegam modelos maravilhosas e ainda alteram a imagem com photoshop, e dá-lhe cabelo, maquiagem, luz, vento artificial, outdoor, comercial, campanhas milionárias para mostrar certos ideiais inatingíveis mas que veja... Se você comprar esse produtinho aqui, só 19 dólares, você também vai ser assim, vai ficar assim, vai ter a vida dos seus sonhos...
 E aí as pessoas vão sendo bombardeadas por esse tipo de mensagem e os que não ficam atentos podem acabar acreditando nas imagens e mensagens... E passam a comprar as mil coisas que estão lhe sendo oferecidas, num ciclo que não tem fim.
 Ah, mas e se a pessoa tem dinheiro, qual o problema em movimentar a economia, né?
 O problema não é gastar dinheiro, fazer compras, voltar cheio de sacolas pra casa. O problema é o sentimento de insatisfação constante que parece existir dentro da maioria das pessoas aqui, gerado por toda essa máquina para estimular o consumismo. 
 Claro, porque pessoas satisfeitas não sentem necessidade de consumir tanto. Mas num país com uma cadeia produtiva gigantesca e altamente dependente do próprio consumo doméstico, é bom ou ruim para a economia que a população esteja infeliz e insatisfei
ta? Exatamente. É uma maravilha.
 E assim o país vai caminhando, com uma economia forte baseada em espíritos fracos. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

 "A California boy befriends a homesick alien". Quem escreveu essa sinopse?? Ha ha. Não me parece exatamente a melhor descrição para o filme E.T...

terça-feira, 8 de abril de 2014

 No décimo sétimo andar de um daqueles prédios altíssimos de Manhattan agora estou eu, trabalhando -  e na minha área. Nunca pensei.
 
 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

look do dia: bolinhas.

domingo, 6 de abril de 2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Tu que decifres a mim, disse ela à esfinge.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dois olhos no padre

 Por muitos anos fui à missa meio empurrada pelo meu pai e minha mãe. Hoje levanto cedo pra não perder a missa do padre que eu gosto na igreja aqui de perto de casa. E às vezes vou até Manhattan pra assistir a missa brasileira que tem lá aos domingos. E já que estamos falando de missa, momento confissão: até pouco tempo eu nunca tinha prestado atenção numa missa inteira. Ou melhor, até uns anos atrás acho que eu nunca tinha prestado atenção numa missa, ponto. Só quando passei a ir por vontade própria, foi que comecei a prestar atenção. E é interessante essa coisa de "descobrir" a missa já adulta. Faz com que eu escute com outros ouvidos coisas que as pessoas muitas vezes já ouviram tanto que nem percebem mais o sentido. E fora que (Deus vai entender o comentário) tem tanta coisa budista numa missa que é incrível!
 
 Por exemplo... Vejam que pedaços fantásticos:
 
Quando está perto da comunhão e o padre diz:

Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós Deus Pai todo-poderoso, toda honra e toda a glória agora e para sempre.

Gente!! Pense nas preposições!! (he he) Por Cristo, com Cristo e em Cristo. Ou seja, estamos ali por ele, porque acreditamos, porque queremos celebrar e afirmar a fé etc. Estamos também com ele, ou seja, Deus está ali, naquele momento. E a melhor parte, ainda estamos em Cristo, ou seja, somos parte Dele. Muito lindo e profundo isso. E quer mais budista?

 Outra parte que adoro:

P: O Senhor esteja convosco.
T: Ele está no meio de nós. (acho isso incrível)
P: Corações ao alto.
T: O nosso coração está em Deus. (mesma ideia ali de cima)
P: Demos graças ao senhor nosso Deus.
T: É nosso dever e nossa salvação.
P: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação darmos graças sempre e em todo lugar.

 Gente,  olha isso!! Na verdade é justo (e é justo mesmo, já que a gente recebe tantas graças) e necessário (porque é pro nosso próprio bem!) darmos graças (sermos agradecidos... percebermos o quanto temos a agradecer) sempre e em todo lugar.

Uau. Às vezes eu fico impressionada com a profundidade dessas coisas.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Estou querendo passar a escrever coisas inteiramente espontâneas, sob pena de não fazer mais tanto sentido.
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