domingo, 11 de maio de 2014

Aquela que dá a vida.

Mãe é aquela que dá a vida. Mas de quantas formas? Quantos significados tem essa frase?
 
O primeiro que todo mundo pensa, eu acho é aquele maior e primordial - a mãe é aquela que nos gerou. Que pensou em nós antes mesmo que existíssemos dentro delas, que nos carregou e nutriu e amou pelos nove meses de gestação até nos darem à luz. E que então seguiu nos carregando, nutrindo, amando, e fazendo mais milhões de outras coisas por nós. Mãe é aquela que nos deu a vida e quem nos deu à vida, e que depois disso ainda continuou possibilitando a vida.
 
Mas além disso, mãe também é aquela que nos deu a vida que tivemos, e de certa forma, a que continuamos tendo. Ah sim. Porque mãe é aquela que dá o tom em casa, a cara pra nossa infância, quem impôs a rotina e mostrou os limites, alargando-os aqui e ali quando dava e convinha, criando pra gente um ambiente seguro, tranquilo e gostoso de se viver. Mãe então também é aquela que nos deu a vida que a gente teve, que obviamente afeta a vida que temos hoje.
 
 Mas além desses dois, ainda vejo um terceiro sentido. Pelo menos porque para mim foi assim. Minha mãe foi aquela que além de nos dar a vida, e a vida que tivemos, foi também quem sempre deu vida a tudo - à casa, às festas, aos almoços, às viagens, ao dia-a-dia. E assim, foi aquela que me deu vida, essa vida que carrego dentro de mim e que tem vontade de viver, de ver, de ir, de experimentar, de cantar, de dançar, de ligar a música, de botar a mesa, de acender as velas, de me arrumar, de sentir, de ser plena.
 
Não é pouca coisa. Além de me trazer ao mundo, cuidar de mim e possibilitar a vida que tive, ela ainda me presenteou com o ensinamento mais importante que uma pessoa pode ter nesta vida: que a vida vale a pena, que ela não quer ser pequena, e que precisa ser vivida. Com um pé na seriedade e outro no humor, com uma dose de realismo e outra de imaginação, e com a graça de um equilibrista que rodopia mil pratos e ainda dá seu show sorrindo, muito mais do que a vida que me deu naquele domingo de janeiro, ela continua me dando, mesmo a quilômetros de distância, essa vida que me move a cada dia. Obrigada, mãe! De coração, te amo!

Um comentário:

  1. Ahhhh... Espero que um dia minhas filhas escrevam algo tão lindo para mim também!

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