segunda-feira, 9 de junho de 2014

Nassau, I love you.

 O único problema de ir a Nassau é que uma hora você tem que voltar.
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As primeiras impressões não poderiam ter sido melhores. Já no saguão onde se forma a fila para fazer imigração tinha uma banda tocando(!) para nos recepcionar com músicas típicas. Em plena fila da imigração!! Depois de me acostumar com a simpatia da imigração aqui nos EUA (proibido isso!, proibido aquilo!, não ultrapasse a linha!!, me conte de novo sua história mas agora de trás pra frente e sem piscar...), não tinha como não achar aquilo o máximo.
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Mas eu ainda não tinha visto nada, já que o máximo mesmo é que também distribuem rum na fila. Isso mesmo. Oferecem bebida alcólica antes de você responder as perguntas - que são só duas: quanto tempo vai ficar? E a mais importante: trouxe dinheiro pra gastar? Sim? Bem-vindo a Nassau!
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Saindo do aeroporto, a segunda impressão foi: engraçado como não importa se você está chegando na frenética Nova York ou na tranquilíssima Nassau - taxista é sempre taxista em qualquer lugar do mundo, e vão invariavelmente dirigir como se depois de te deixar fossem tirar o pai da forca. Não é à toa que no final a gente pergunta quanto deu a corrida.
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A ilha de Nassau é mesmo paradisíaca. Simplesmente um sonho. O sol esquentava na medida certa, e quando ia ficando mais quente vinha uma brisa na medida exata para refrecar. A areia era branquinha, limpíssima e mesmo com o sol do meio-dia, não esquentava nunca a ponto de ficar desconfortável pisar. A água do mar era transparente, na temperatura ideal, na cor ideal, com o tanto (ou a falta de) ondas ideal. Tanto que a uma certa altura você se pergunta se você está lá mesmo ou se por acaso não foi parar no Show de Truman.
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O problema de se ir a um lugar de rico, é que lá eles acham que você também é. Na feirinha de artesanato, meu marido pergunta o preço de uma peça. "Pra você, faço 50." Logo, o preço original devia ser 20.
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Voltei com um bronzeado lindo, desses que só se pega com água do mar. Meu marido, que tem a pele bem clara, também conseguiu pegar uma corzinha: rosa.
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Aí um amigo meu vê uma das fotos que postei durante a viagem e comenta que eu estava parecendo bem novinha naquela foto, que estava "com a cara que eu tinha no Colégio Militar". Ou seja, rejuvenesci no mínimo 13 anos. Desse total, 3 devem ter sido pela falta de maquiagem e 10 pela felicidade de estar lá. Portanto, não tem pra Redermic, Genifique ou Revitalift: daqui pra frente espero poder adotar essa nova rotina de beleza. Afinal, tem coisas que só as águas caribenhas devem fazer por você.
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Reparamos que a ilha estava cheia de chineses, que estão trabalhado num empreendimento bem grande. Era isso ou faz parte do plano deles: já conquistaram a Ásia, a Europa e a Oceania, então resolveram entrar por Nassau pra chegar na América do Sul.
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E lá pelas tantas, meu marido decide topar o passeio em que se mergulhava com tubarões. Sim, tubarões, no plural e tudo. Mas lá foi ele, dar uma nadadinha em boa companhia. Que ele contou, eram dezesseis. E não é "história de mergulhador" - temos fotos pra provar. Depois de rezar pra tudo quanto era santo enquanto ele mergulhava e recebê-lo de volta aliviada, voltamos pra praia do hotel. E aí, pensamento inevitável ao começar a entrar no mar: bom, não muito longe daqui, tem no mínimo 16 tubarões.
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Ah, mas o lugar também não podia ser tão perfeito, né. E perto de tudo o que se tem lá, sinceramente,  uns tubarõezinhos por perto é coisa que passa totalmente despercebida.
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2 comentários:

  1. Tubarões? Geez... Lá se foi a minha chance de conhecer Nassau...

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  2. Depois de ler e sentir as emoções escritas e descritas fica aqui a grande vontade de ir também! E para isso acontecer o sonho já começou.

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