quinta-feira, 31 de julho de 2014

A mente inquieta

 Aqui no condomínio onde eu moro tem o tal do "velho doido". É um senhor que não para de falar um só segundo. Quando ele passa por alguém, ele cumprimenta a pessoa e até conversa normalmente. Mas aí a pessoa passa e ele continua falando sozinho, sem parar.
 
 Uma vez, na área da piscina,  ele pegou uma espreguiçadeira perto da que eu estava. Então eu fiquei escutando o que ele tanto falava. Era uma mistura interminável de coisas meio sem sentido como: será que eu desliguei a torradeira? Eu desliguei a torradeira. O jogo ontem não foi bom. Os Yankees deviam ter ganhado. Eles ganharam o campeonato ano passado. O Lakers nunca ganhou. Eu tenho um boné do Lakers. Onde está meu boné do Lakers? Acho que está no fundo do armário. Etc etc etc...
 
 Por um tempo eu fiquei ali, escutando. Mas só que ele falava e falava e falava e falava tanto que chegou num ponto que começou a me incomodar bastante. Então eu levantei e fui sentar em outro lugar. 
 
 Aaah... Silêncio... Paz.
 
 Fiquei ali então, olhando o senhor de longe e pensando: gente, como será que ele aguenta ficar assim, falando o tempo todo, e essas coisas que não tem a menor importância, num loop infinito de pensamentos...? E então percebi - eu estava fazendo a mesma coisa, só que de boca fechada. Na verdade, quase todo mundo faz isso, o tempo todo.
 
 Na meditação a gente aprende a focar a mente e se concentrar de verdade nas coisas. O budismo nos ensina a viver somente o momento presente, que significa: se estiver comendo um pão, apenas coma o pão. Pois se estiver comendo o pão mas sua mente estiver em seus problemas, estará comendo seus problemas. Da mesma forma que se estiver passeando num lugar lindo mas sua mente estiver num episódio ruim do passado, então é por lá que estará na verdade passeando.
 
 É incrível como a gente sempre pode aprender algo com as pessoas. Pra mim, observar aquele senhor foi a oportunidade de aprender uma grande lição, que eu já havia escutado e concordado, mas nunca havia de fato me dado conta da importância: quanto mais calma e focada minha mente estiver, mais clareza, mais tranquilidade e mais paz para minha vida. Um pensamento só por vez. Uma coisa só por vez. E onde quer que você estiver, esteja lá - e em mais lugar nenhum. E inspire. E respire. Aaaaah...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como se preparar para ter um cachorro

 Tenho lido livros, blogs e conversado com quem tem experiência sobre o que preciso saber / comprar /preparar antes de ter um bebê. Enquanto tento assimilar tanta informação nova, fico pensando que nada como a experiência para se aprender as coisas. Por isso, resolvi escrever esse post sobre algo que já sei e posso ensinar: cachorros! Semana que vem minha Becky vai fazer 2 anos já, e fico pensando no tanto de coisas que não sabia no começo, que poderiam ter me ajudado caso alguém tivesse me dito. Então, vamos lá:
 
Levando a Becky pra casa, no 1o dia!


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Orgulhosos, no dia da "formatura" do curso de educação para filhotes!



















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Como se preparar para ter um cachorro


 
  • Antes de tudo, decida qual cachorro você vai ter. Comece pelo tamanho: grande, médio, pequeno ou mini? Essa escolha deve ser feita pensando não só na sua personalidade e gosto mas também nas condições que o cachorro terá. O óbvio: cachorros grandes precisam de mais espaço. Por outro lado, costumam ser mais obedientes e relativamente fáceis de treinar.
 
  • Depois de decidir o tamanho, pesquise o comportamento das raças. Tem raças que gostam de ficar no colo, tem outras que dormem o dia inteiro, tem outras que são muito ativas, tem raças que vão bem com crianças, outras que são ciumentas... Pense no seu estilo de vida e escolha uma raça que vá se adaptar bem a sua rotina e família.
 
  • Agora pense em como irá adquirir este cachorro. Vai ganhar de algum amigo que está com alguns filhotes? Vai comprar? Procure saber um pouco sobre o local de onde virá este cachorro. Isso pode influenciar tanto no temperamento do cachorro quanto na saúde dele.
 
  • Adotar também pode ser uma opção. A vantagem é que certos cachorros já vem pra você treinados. A desvantagem é que você não vai criá-lo desde filhote, então não terá tanta influência assim no temperamento dele.
 
Passeando com ela no Central Park.
  • Antes do cachorro chegar à sua casa (e aqui vou considerar que será um filhote), você precisa ter:
    • A ração que irá oferecer como alimento;
    • Comidinhas amolecidas próprias para filhote (para os primeiros dias, até ele se acostumar com a ração que você escolheu);
    • Um pacote de biscoitinhos ou outros treats para conseguir treiná-lo;
    • Uma coleira em tamanho apropriado;
    • Uma caminha pra ele;
    • Uma gaiola grande o suficiente para que ele consiga ficar em pé dentro dela e se virar depois que chegar ao tamanho final;
    • Uma bolsa para transportá-lo dentro do carro;
    • Uma vasilha pequena para água;
    • Uma vasilha pequena para comida;
    • Alguns brinquedos feitos para cachorro (brinquedos de criança podem não ser seguros, e não costumam durar muito com o estilo de brincadeira do cachorro);
    • Ossinhos em tamanho apropriado pra ele morder (e assim poupar seus móveis e sapatos)
    • Um local para ele "ir ao banheiro" até você treiná-lo para fazer fora de casa;
    • Saquinhos para você recolher os "presentinhos" que ele deixar na grama, quando passar a ir ao banheiro fora de casa;
    • Uma escova para penteá-lo;
    • Um spray de limpeza para os "acidentes" que certamente irão acontecer;
    • Um spray para encoraja-lo a ir ao banheiro no local certo;
    • Um spray de gosto amargo para desencorajá-lo a morder o que não for para ele morder
    • Produtos de higiene e manutenção específicos para cachorro (shampoo, toalha, aparador de pelos, cortador de unhas, lixa, líquido e algodão para limpar as orelhas, escova e pasta de dentes), caso você decida fazer você mesmo o ritual de "beleza" que consiste em: dar o banho, aparar o pelo, escovar os dentes, cortar e lixar as unhas, limpar os olhos e as orelhas;
    • roupinhas, caso o clima esteja frio;
 
  • Antes de buscar o cachorro, prepare sua casa. Tente ver o que poderá despertar a atenção do filhote nos primeiros dias (praticamente tudo que ele ver pela frente) e tire do alcance o que oferecer perigo como fios de eletrônicos, etc.
 
  • Preste atenção às lixeiras e prefira ter daqui pra frente as de tampa pesada ou as bem altas, já que todo cachorro adora checar o que tem lá dentro - principalmente se você jogar comida fora;
 
  • Defina onde será o "cantinho" do seu cachorro e coloque lá a caminha dele, e ao lado um tapetinho com a vasilha para água (ao lado você coloca a de comida, nos horários certos).
 
  • Quando chegar com ele em casa pela primeira vez, leve-o direto ao cantinho que preparou, para que ele saiba que ali será o espaço dele.
 
  • Procure mantê-lo na coleira e perto de você no começo, para evitar acidentes de todo tipo. Se ele começar a reclamar muito, leve-o ao local que determinou como banheiro, e espirre o spray para encorajá-lo a se aliviar ali.
 
  • Procure um veterinário e leve-o para um check-up completo e para começar a tomar as vacinas.
 
  • É comum filhotes terem alguns vermes ou outras doencinhas (a minha teve giárdia duas ou três vezes, e infecção nos olhos e ouvidos). Caso ele encontre algo errado, irá passar os remédios e a rotina de cuidados, que você deve seguir à risca.
 
  • Não saia para passear com seu cachorro enquanto ele ainda for muito pequeno e não tiver tomado as primeiras vacinas ainda;
 
  • Crie uma rotina para seu cachorro. É importante que ele tenha horários certos para comer e passear - isso facilita o seu dia-a-dia e também faz com que ele aprenda mais rápido a fazer suas necessidades na rua;
 
  • Quando for sair, saia sempre com a coleira! Tome cuidado quando ele for "cumprimentar" outros cachorros. Não se aproxime se o outro cachorro parecer bravo ou doente.
 
  • Mas dê um jeito de seu filhote se socializar. É importante que o cachorro tenha contato com outros cachorros e outras pessoas fora as que moram com ele, para que se torne sociável;
 
  • Fazer matrícula numa aula de treinamento pode ser muito bom tanto para o dono quanto para o cachorro. Nós matriculamos a nossa num treinamento de filhotes e foi lá que ela aprendeu a sentar, dar a patinha, deitar, esperar (bom... esse comando ainda estamos trabalhando, risos) e também a caminhar ao nosso lado nos passeios.
 
  • Na época em que o cachorro estiver trocando a dentição, congele pedaços de cenoura e ofereça a ele. Morder os pedaços congelados vão ajudá-lo com a dor e coceira, e acalmá-lo também;
 
  • Reflita se irá optar por castrá-lo e em caso positivo, encontre um hospital veterinário que você confie para realizar o procedimento;
 
  • Lembre-se que ter um cachorro é ter mais uma responsabilidade em sua vida. O bichinho precisará de cuidados, carinho e atenção. A não ser que tenha um quintal grande, você precisará levá-lo para passear regularmente, todos os dias. Precisará levá-lo também ao veterinário e ao pet shop, caso decida terceirizar a "sessão de beleza";
 
 Acho que basicamente é isso aí! Ter um cachorro é TUDO DE BOM e eu recomendo muito!!! Se dá trabalho? Claro que dá. Mas as melhores coisas na vida costumam ser assim. A alegria de ter um bichinho em casa te fazendo companhia e as coisas hilárias que eles aprontam compensam - e muito - o trabalho e os gastos. Pelo menos na opinião de quem é apaixonada por esses bichinhos fofos. Eu sempre gostei de cachorros mas nunca imaginava que ia amar tanto ter minha própria cachorrinha! Todo dia ela me dá muita alegria - e acho que dou a ela também! Somos um bom time! :-)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

All you need is love

"Você só precisa de amor", os Beatles cantaram. E estavam certos, não estavam?
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 Na verdade, acho que faltou a preposição to ali no inglês, e em português eu mudaria o substantivo por um infinitivo: você só precisa de amar.
 
 Receber amor é uma delícia, mas acho que a maior e mais verdadeira satisfação está mesmo em amar. Porque afinal, quem é o maior beneficiado do amor que a gente sente? A gente mesmo.
 
Um exemplo bobo: estou digitando isso aqui e de canto de olho vejo dois castiçais que tenho ali em cima da mesa de jantar. Eu adoro aqueles castiçais. Eles, com certeza, não sentem nada por mim. Quem será que está mais feliz nessa equação?
 
 Aí você vai me dizer que amar e não ser correspondido é de uma tristeza imensa.... Não é. Só vai ser se você estiver apegado demais (o que nunca é bom, nem quando o amor é correspondido). Ou então se não for amor mas sim obsessão, simbiose, doença. Porque o amor mesmo é uma coisa que enche o coração de alegria.
 
 O amor te deixa feliz, extasiado, de bem com a vida. O amor te faz perdoar qualquer coisa, por mais que seja um episódio que o tenha machucado em algum momento. O amor te faz ter disposição pra entender o lado do outro, pra enxergar a pessoa por quem ela realmente é em essência, e não talvez apenas presa numa circunstância. O amor faz você querer se doar, ajudar, conhecer, se perder no outro sem se perder de si mesmo. O amor te liberta, te dá paz.
 
 E olha que coisa fantástica: você não depende de nada nem de ninguém pra se sentir assim. Você não tem que ficar aí, se empetecando esperando que alguém te note ou fazendo das tripas coração para que alguém te valide, ou buscando que nem doido alguma fama, ou sucesso, ou reconhecimento, que no fundo é para se sentir amado... Nah. Você só precisa abrir o coração.
 
Você ama aquela pessoa. Você AMA aquela pessoa! Gente, que delícia sentir isso! Independente da situação, de estar perto ou longe, de ter com ela um relacionamento ou não, do que ela te fez sofreeeeer (pose dramática) enfim, amar é sempre muito bom e nos faz bem demais.

 Você quer experimentar o amor verdadeiro? Então sinta por alguém.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

É uma menina!!!


terça-feira, 22 de julho de 2014

Das esperas

"Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Subirão com asas como águias. E correrão. E não se cansarão. Caminharão e não se fatigarão." (Isaías 40:31)
 
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 Eu conhecia essa passagem desde criança porque a colocaram numa música que cantavam na missa, mas até pouco tempo não entendia exatamente essa coisa de "esperar no Senhor". O que seria isso?
 
Geralmente as pessoas esperam algo de Deus. Esperam que Deus faça algo por elas, que as ajude etc. Mas e esperar em Deus? O que poderia ser isso?
 
 Acho que é o seguinte: é esperar num estado zen, com calma, em paz. E essa calma e paz só se tem quem tem fé. E fé verdadeira, de que tudo, absolutamente tudo está caminhando como deve caminhar, e de que dando certo ou errado, tudo na verdade está dando certo, já que esse errado é só aos nossos olhos. É ter a certeza de Deus está realmente cuidando das coisas. E que então, a vida só tem como caminhar para o bem.
 
 É esperar sem desespero, sem aflição. Com a paz de saber que tudo vem a seu tempo. Com a certeza de que fazendo sua parte com afinco, que se for para seu bem maior, tudo dará certo e da melhor forma possível. E então com a alegria de saber que seu destino não está mais somente em suas próprias mãos, mas nas de Deus também. Faremos a nossa parte, é claro, dando nosso melhor, mas o caminho também será aberto, de formas incríveis - e iremos perceber isso.
 
 Pensando assim, faz sentido pra mim a passagem. Porque esperar pode ser desesperador. Pode ser inquietante. Pode ser torturante. Mas esperar sabendo que tudo está caminhando perfeitamente bem... Assim é possível renovar as forças.

sábado, 19 de julho de 2014

O dia que eu achei que não estava grávida


Dizem que grávida fica meio... descompensada. Pra dizer o mínimo, talvez. Eu juro que não estou tããão doida assim. Mas tenho meus momentos. Por exemplo, esse episódio do início da gravidez, do dia que de repente me passou pela cabeça: peraí, e se eu não estiver mesmo grávida?? E aí...
 
Eu estava passando aspirador na casa, televisão ligada, vassoura, balde, rodo, tudo espalhado, Becky passando de um lado pro outro etc etc, quando de repente, não mais que de repente, me passa pela cabeça:
"Peraí. Estou achando que estou grávida mas só fiz dois exames de farmácia. Não fiz o de sangue! E se eu não estiver grávida???"
 
Pronto. Bate o desespero.
 
Largo o aspirador no meio da casa e corro pro computador. No google: "teste de gravidez falso positivo", e pronto. Em meio segundo, minha tela está infestada de histórias e mais histórias de falsos positivos.
 
O quê??? Então isso é possível??? Minha vida toda diziam que se desse negativo poderia ser positivo ainda, mas que positivo era positivo mesmo... E agora essas histórias...
 
Penso nos meus sintomas. Tontura... Podia ser por conta de fome ou outra coisa. Seio dolorido: tpm. Sono: apenas cansaço. Enjôo: ainda não tinha tido. Ah meu santo, ah meu santo, ah meu santo. Não podia ser. Ou melhor, não podia não ser!
 
Meu coração dispara. Será possível que talvez eu não esteja grávida???
 
Levanto, pego a chave do carro e minha bolsa e do jeito que estou (sim, roupa de fazer faxina, cabelo preso pra cima, tv ligada etc) saio correndo - literalmente - pegar o carro pra ir até o laboratório mais próximo. 
 
"Moça, quanto é o exame pra saber se estou grávida??"
"Esse exame, só com pedido médico."
 
O quê?? Como assim, vão negar ao cidadão, ou melhor, à cidadã o direito de saber se está grávida ou não?? E depois dizem que isso aqui é America, land of freedom. Que absurdo. Mas diante daquilo, o que fazer?
 
 Correr pro consultório da ginecologista, é claro.
 
 Entro esbaforida na sala de espera e talvez pelo meu estado, suada, ofegante, trocando as palavras, consigo o pedido sem problemas.
 
 Volto ao laboratório. Tiro o sangue.
 
"Fica pronto que horas?"
"Só amanhã."
 
 O que?? Só a-ma-nhã??? Eu não vou conseguir aguentar!!! Eu tenho que saber hoje. Eu tenho que saber agora!!! Vocês não estão entendendo!!!
 
 A mulher do laboratório, percebendo meu desespero, tenta me acalmar:
 
"Calma... Talvez você não esteja grávida..."
E eu: "Não!!! Eu quero estar!!!"
Então ela me olha com uma cara de "eu nunca vi uma pessoa tão preocupada porque talvez pode não estar grávida" e me propõe: "amanhã eu chego aqui às 7am. Toma meu cartão. Pode ligar a partir desse horário que te dou o resultado."
 
Agradeço, mas não me dou por vencida. Vou até a farmácia. Testes de gravidez, onde estão vocês? Pronto. Vou levar esse aqui, um dos mais caros, que é de uma marca diferente da que eu tinha feito. Três testes de duas marcas diferentes não podem dar errado, certo?
 
Volto pra casa, e direto pro banheiro. Instruções do teste: "usar a primeira urina da manhã".
 
Ah não!!!! Estão de brincadeira!!! Não pode ser...
 
Então me dou momentaneamente por vencida. Só me resta ligar para o marido e amigos e passar a atazaná-los.
 
Pro Marcelo:
"E se eu não estiver grávida??"
"Ué, amor! Você fez os testes, não fez? Então provavelmente está. Já fez o de sangue. Agora relaxa. Se não estiver, a gente continua tentando." Não me satisfez.
 
Pro Tardelli:
"E se eu não estiver grávida??"
"Simone, olha o tanto de problemas reais que existem no mundo... A crise econômica, o Oriente Médio... Olhando assim, isso aí não é um problema. Problema seria se você não quisesse estar mas estivesse suspeitando que estivesse. Se não estiver, você continua com o árduo trabalho de tentar, ha ha ha."
Okay, mas também não me satisfez.
 
Pra Lorena:
"E se eu não estiver grávida??"
"Olha como você está se comportanto!! Tá completamente doida! É óbvio que você está grávida!"
Hum. Espero que ela esteja certa. Mas eu precisava de uma confirmação oficial.

Então as horas passam, eu termino a faxina, e não consigo pensar em mais nada. A noite vem, o marido chega, tenta me acalmar sem sucesso, vamos dormir.

E é óbvio - eu não durmo. Fico acordada, olhando o relógio pensando: a partir de que horas será já dá pra considerar "a primeira urina da manhã"?? 3am? 4am? E tome de beber água.

A agonia só aumenta - e agora ainda estou apertada pra ir ao banheiro. Resolvo então pegar a Bíblia. Só Jesus nessa causa mesmo. Abro em qualquer lugar, randômico, e o texto onde meu dedo para é no mínimo intrigante:

Zacarias 8:19 "Eis o que diz o senhor dos exércitos: o jejum do sexto mês como também os do quinto e do nono serão doravante para Judá dias de regozijo e de alegria, dias de festa."

Okay, tá falando em sexto mês, nono mês... Só pode querer dizer que estou grávida, certo? Em Deus dá pra confiar, né? Ou será que estou viajando na interpretação??

5am. Começa a clarear. Okay. Vou fazer o teste caro que comprei.

3 minutos, andando de lá pra cá no banheiro, coração mais que disparado.

"Positivo."

Positivo. Positivo!!!

Às 7am tenho a nova confirmação do laboratório: honey, congratulations. You're definetly pregnant!

E então, nova comemoração, quase tão eufórica quanto a do dia que havia feito os dois primeiros testes.

domingo, 13 de julho de 2014

Nesta vida
não há
nada
além
de momentos;

O momento
é em essência
o que escolhemos
para o preencher.

Te olho,
te abraço,
te beijo,
te escrevo.

Por cada um
desses momentos
minha vida
é você.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Brigadeirão delicioso

 E finalmente acertei a mão no brigadeirão! Essa é uma sobremesa que eu sempre quis aprender a fazer, então ao longo do tempo fui testando várias receitas. Até então não tinha achado uma que fosse exatamente aquilo que eu queria: gostinho de brigadeiro mas que desenformasse certinho como pudim... Que fosse leve, cremosa, mas que não ficasse uma sobremesa pesada... Então achei essa receita, testei e... Hummmmmmm!!! Solte os cachorros!!! kkkkkkkkk O melhor: ela é uma das mais fáceis entre as que encontrei!

Brigadeirão

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
4 gemas
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
1/2 colher de manteiga
Chocolate granulado para decorar

Preparo:
Pré-aqueça seu forno e unte uma forma para pudim com bastante manteiga. Bata todos os ingredientes no liquidificador, despeje na forma untada e leve ao forno em banho-maria por 50min. Retire do forno, deixe esfriar um pouco e leve à geladeira por 2 horas antes de desenformar. Decore com chocolate granulado. Delícia!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

The aftermath

Eu não sou muito fã de usar palavras estrangeiras em textos em português, mas a palavra do inglês é perfeita para descrever a sensação de muitos hoje: the aftermath. O pós-jogo.
 
 Jogo este que nem tinha acabado ainda e eu já estava refletindo: há uma lição muito grande (do tamanho de 7 gols.)(Gente, sete??? É. Sete.) guardada no que está acontecendo aqui. Precisamos descobrir qual é.
 
E desde esse momento que venho refletindo. Posso citar algumas, mais óbvias, e algumas que tiro pra mim. Não quero soar como a tia da catequese mas eu realmente acredito que em toda experiência existe um aprendizado, e nas derrotas geralmente ele fica mais evidente. Então acho que o melhor a se fazer agora depois do vexame é pensar e entender o que podemos tirar de bom do 7x1 pra nossa vida.
 
Das lições mais óbvias, uma que acho que está na cara é que está na hora do brasileiro se preocupar mais com o que realmente importa (as eleições... a cidadania... aquilo que eu dizia ontem no post - e putz, parecia que eu estava já prevendo a derrota.) e deixar de se preocupar tanto com uma bobagem. Não, não acho que seja sacrilégio dizer que futebol é uma bobagem, porque é. Okay, o esporte tem seu valor, é bonito etc, vamos treinar mais pra ver se na próxima fazemos melhor. Mas diante de todos os outros problemas que o Brasil enfrenta, o futebol passa a ser sim, uma bobagem.
 
A outra que vejo, para usar uma expressão relacionada, é que tem horas que o brasileiro realmente precisa baixar a bola. Como assim achar que só porque tivemos vários times que jogaram bem no passado, que então somos os melhores do mundo? Podemos jogar bem, podemos ter bons jogadores, um bom histórico e ser o país que mais ganhou Copas do Mundo. Mas daí a dizer que "somos os melhores"... Isso não existe! Existe quem está jogando melhor aquele ano - e claramente, esse ano não somos nós.
 
Uma para o técnico Felipão: deixar de ser tão, mas tão, mas tão cabeça dura. Mas ele talvez seja tão, mas tão, mas tão cabeça dura que não vá nem entender essa parte da lição.

Para o brasileiro, que às vezes sofre de excesso de otimistmo: querer simplesmente não faz nada acontecer. Porque se só pensamento positivo e vontade de ganhar tivessem realmente o poder de fazer alguém campeão do mundo, com certeza seríamos nós. Acho que todos querem ganhar, é claro, mas não acho que alguma seleção quisesse mais que a nossa - sempre apoiadíssima pela torcida. O que tirar disso então? Que querer é fundamental  parte muito importante para qualquer realização, porque é do querer que se tira forças para dar todos os próximos passos. Mas que os próximos passos precisam ser dados, e precisam ser planejados e focados como os passes da Alemanha, e não perdidos e atrapalhados como ficou a seleção após o primeiro gol. Pensamento positivo sempre, mas atitudes concretas também.
 
Outra ainda: não desejar o mal do próximo para que você se sobressaia. Sim, porque quanta gente não ficou com medo do jogo coma Colômbia, no qual enfrentamos o até então artilheiro da Copa James, e não desejou que o cara por algum motivo tivesse que ficar fora do jogo? Eu confesso. Eu desejei. Gente, que coisa feia. Graças a Deus meu coração não é tão maquiavélico assim (mas é um pouco, tenho que admitir) que o que me passou pela cabeça foi "bem que esse cara podia estirar um músculo", coisas assim. E aí, olha o que acontece com o nosso Neymar? Gente.... Que lição!!! E outra: olha o que os alemães deram conta de fazer contra um time que vinha até que jogando bem?? E tenho certeza que não foi a falta do Neymar no campo que permitiu isso. Ou seja: na vida, temos que tentar nossas vitórias jogando limpo - absolutamente limpo - por mérito próprio e fim. Desejar o mal de outra pessoa pra você conseguir se sobressair... Tsc, tsc. Que coisa baixa.
 
 E finalmente, uma grande lição que fica pra mim (e tenho que digitar rápido porque está na hora de acordar meu marido) é a seguinte: ser mais firme na adversidade e deixar de ser "abandonadora de barcos." Devo dizer a vocês que fiquei, como diria meu pai, positivamente impressionada ao ver meu marido assistindo o jogo ontem. Me apaixonei por ele mais um pouquinho. Porque olha a diferença das nossas atitutdes. Eu: parei de olhar para o jogo depois do terceiro gol, e no quarto decidi: não assisto mais isso. Vou descer com a cachorra." - e desci mesmo. Aí voltei e fiquei mandando piadas irônicas que estavam rolando pelo What'sApp, provavelmente numa forma de estravasar a dor, e não comemorei sequer 1 segundo quando o Brasil fez seu único gol. Ele: ficou assistindo, sem tirar os olhos da televisão, gol depois de gol. Indignado, surpreso, sem acreditar no que estava vendo, sim. Mas ficou lá, enfrentando a realidade do que estava acontecendo. Não fugiu, não tentou fingir que não estava acontecendo, não precisou de artimanhas pra enfrentar a dor. E continuou torcendo, "vai Brasil. Pelo menos um gol!" até a hora que o gol saiu mesmo. E nessa hora, ele levantou do sofá e comemorou, como se aquele gol fosse nos dar a vitória. Gente, o que dizer? Isso sim é um torcedor de verdade, que realmente não abandona o barco na primeira dificuldade. Ficou essa lição pra mim.
 
Percamos o jogo, mas não percamos as lições.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Mais um jogo do Brasil hoje. Estou na torcida, claro. E pensando aqui que muito bom seria se não fosse só na hora da Copa que o brasileiro realmente torcesse pelo Brasil... Porque vestir a camisa verde e amarela no dia do jogo e torcer pra sair gols é muito fácil. Depois sair fazendo festa caso tudo tenha corrido bem, mais fácil ainda. Mas pensar antes de votarse comportar como um bom cidadão é toda uma outra história. O pior tipo pra mim é aquele que não cumpre as regras e depois vem falar mal do país. O que essa pessoa está esperando? Que todas as outras pessoas sigam as regras e façam do país um lugar melhor, para que ele, "espertalhão" então se beneficie do que seria morar num país de 1o mundo? Fala sério! É como o Cristovam bem disse num texto antigo mas que continua muito atual: a pior pobreza que existe no Brasil é a pobreza de espírito. Enquanto o governo não parar de governar para si próprio e certos grupos não pararem com seus esquemas de desvios, propinas etc, o país não vai melhorar! Esse torcedor fervoroso, que para sua vida completamente para torcer pelo Brasil num dia de jogo, devia continuar a torcer no dia a dia, se recusando a entrar no espírito do "me dei bem" e nunca mais furar uma fila, ou estacionar numa vaga proibida ou "errar" um troco, e também decidindo a trabalhar sempre de forma honesta sem nunca participar ou mesmo fazer vista grossa a coisas que estão completamente erradas e não estão ajudando ninguém - nem a eles próprios.
Estou torcendo pelo meu país, como sempre fiz. Para que ele ganhe a Copa, claro, mas muito mais para que ele melhore, e se torne um lugar mais decente, mais digno, mais justo. E acho sincertamente que aqueles que não torcem pelo Brasil fora da Copa não deveriam ter o direito de participar da festa na hora dos gols.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O coração tem que se abrir. Se a gente não abre por livre e espontânea vontade, vem alguém ou uma situação e o parte. Não é verdade, toda vez?

domingo, 6 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Dizem





 Amei essa música nova da Marisa. Ouvi a primeira vez no show dela aqui em NY verão passado e foi paixão a primeira ouvida, rs.