domingo, 21 de dezembro de 2014

Preferir. Incluir essa palavra no discurso sempre que possível faz toda a diferença.

 "Mas ele não podia ter feito isso!!" vira "Eu preferia que ele não tivesse feito isso." 

 "Como é que isso foi acontecer? É um absurdo!!" vira "Eu preferia que não tivesse acontecido."

"As coisas tem que ser de tal jeito" vira "Eu prefiro que seja de tal jeito". E por aí vai...
.



O que muda? Tudo. A começar pela percepção de que todos esses deve/ não deve/ pode/ não pode/ é o cúmulo/ é um absurdo/ é tão óbvio etc etc não passam de preferências nossas. E preferências são pessoais. São escolhas nossas, das quais o mundo não foi informado e nem será caso não verbalizemos. Não são regras nem verdades absolutas - apenas desejos individuais, que algumas vezes serão atendidos e outras não - e é assim que a vida é.

 Deve soar óbvio pra muita gente, mas por muito tempo essa ficha não me caiu.

 E quando eu finalmente me toquei disso, foi fantástico! Porque aí deixei de ficar tão indignada com tudo, ou de esperar isso ou aquilo dos outros, de me decepcionar e de me frustrar tanto... A gente continua preferindo que as coisas sejam assim ou assado, claro, mas quando elas não saem como a gente gostaria, não vem aquele sentimento negativo. Isso porque, com a consciência de que a maior parte das coisas são simplesmente desejos nossos, a gente deixa de se sentir no "direito" a ficar indignado ou sentir raiva, e deixa de se sentir injustiçado, ou vítima e por aí vai. A gente compreende que simplesmente algumas vezes as coisas saem como a gente gostaria e outras não. Algumas pessoas dizem o que a gente gosta de ouvir e outras não. E que a gente pode escolher conviver mais com umas e menos com outras. Mas o fato delas serem ou fazerem as coisas de certa forma não as torna "erradas" mas simplesmente diferentes das nossas preferências. 

E aí, a energia que seria disperdiçada bufando de raiva e se indignando com a vida pode ser direcionada à solucionar o problema ou tentar ajustar as situações para o que a gente gostaria mais - sem dramas, numa nice.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião ou simplesmente um "alô"!