domingo, 14 de junho de 2015

Tem gente que leva a vida como se ela fosse um problema a ser resolvido. 

Tem gente que leva a vida como se ela fosse um caminho a ser percorrido.

 Tem gente que leva a vida como se ela fosse uma fatalidade que não pode ser evitada.

 Tem gente que leva a vida como se ela fosse um milagre a ser reverenciado.

 Tem gente que leva a vida como se fosse uma aventura a ser experimentada.

 No fim, cada pessoa irá sentir a vida da forma desejar enxergar. Sorte de quem está feliz com a forma que está enxergando sua existência. A mesma vida pode parecer incrível ou terrível, e tudo depende dos olhos de quem vê.

(Devo dar um tempo no blog ou talvez começar outro. Veremos. Se você está lendo isto fez parte do seleto grupo para quem ainda enviei o endereço que seria o novo. Mas decidi que estava na hora de renovar muito mais que só o endereço do blog. Vamos ver o que a aventura nos reserva...!)




segunda-feira, 8 de junho de 2015

A felicidade, pra mim, é assim.

sábado, 6 de junho de 2015

Sim, mas o que eu aprendi com isso tudo?

 Várias coisas. Mas a maior foi: cada um tem que trilhar seu caminho, e não adianta um querer ajudar o outro no sentido de "salvá-lo" de qualquer coisa, porque a verdade é que pra salvar alguém, só Deus mesmo. ("Só Jesus salva" - os clichês tem sempre um porquê.)

 Acho que é isso. Estamos todos no mesmo barco, e devemos nos ajudar acho que no sentido de dar talvez um suporte, um apoio, uma palavra amiga e muito, muitíssimo de leve alguma sugestão caso nos seja pedido, mas olhe lá!! Porque querer mostar o caminho pra alguém deve ser o modo mais rápido de criar confusão e acabar com um relacionamento. Até porque, a gente também está perdido. O caminho que estamos encontrando (se estivermos bem e em paz) é o que estará servindo para a gente, e ninguém garante nem que é o certo e nem que vai servir para o outro.

 De hoje em diante, lavo as minhas mãos...
Ufa.

 Como um simples postezinho pode dar uma confusão tão grande??

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Do mesmo jeito que quando a gente se apaixona e ama de verdade passa a entender o sentido das coisas mais melosas, dos filmes mais açucarados e dos poemas mais "oh minha amada, minha amada", kkkkkkkk, acho que quando a gente passa a ter uma experiência mais profunda em Deus passa a entender tantas coisas que até então eram só clichês, frases feitas, coisas que a gente repetia na missa ou "papo de crente". 



A missa, aliás, tem um significado profundíssimo. Tanto o ritual em si quanto o que é falado. Esse trecho, por exemplo, eu amo:

"- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós. (Gente... Ele está - ele ESTÁ - no meio de nós. Não é incrível?!)
- Corações ao alto.
- O nosso coração está em Deus. (Olha essa! Aqui está o resumo de toda a conversa sobre misericórdia. O nosso coração está dentro da gente, mas também EM Deus. Ou seja, Deus sente tudo que a gente sente e nos conhece como ninguém. - Em tempo, a etimologia da palavra misericórdia explica bem o que é isso. Podemos entender como a junção de miseratio + cordis do latim, que significa coração misericordioso, mas também como "mesmo coração". Fantástico.)
- Demos graças ao nosso senhor Jesus Cristo.
- É nosso dever e nossa salvação. (Olha essa!!! É nosso dever, ou seja, a gente precisa mesmo fazer isso. Porque só assim teremos nossa salvação. E que salvação seria essa? No dia de nossa morte? Também. Mas acho que essa salvação que Jesus nos traz é também muito para a vida que estamos vivendo. Para que levemos a vida de uma forma MUITO melhor! Com mais leveza, mais alegria, mais paz, mais tudo de bom! E como a vida fica maravilhosa quando a gente percebe nossas bênçãos e passa a ser grato, profundamente grato! Não seria isso também uma enorme "salvação"?)
(agora a parte que eu mais gosto disparado)
- Na verdade é justo e necessário darmos graças sempre e em todo lugar.
(Não sei nem explicar essa sem ser redundante e soar totalmente idiota, risos, mas vamos a uma tentativa: Na verdade, ou seja, é assim que é, é uma verdade incontestável que; É justo: ou seja, é justo darmos graças, querendo dizer que o que nos acontece é exatamente o que merecemos, que a vida nos chega exatamente como deveria. E necessário: e a gente pre-ci-sa disso. Não é Deus que precisa da nossa gratidão. É a gente que precisa ser grato. Darmos graças sempre e em todo lugar. Ou seja, não importa a situação, não importa onde estejamos, passando pelo que for, temos que lembrar que Deus tem um plano pra nós que está se desenrolando. E por isso devemos ser realmente muito gratos.

Fala sério. Acho a missa fantástica!! = )

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Far from the madding crowd

Fui ao cinema assistir ao ma-ra-vi-lho-so Far from the madding crowd, e estou suspirando até agora. História linda que te prende já na primeira cena, paisagens maravilhosas, atuações impecáveis. É tipo um "Orgulho e Preconceito" só que melhor ainda. Tudo de bom!!! Claro que mal saí do cinema e já comprei o livro, pra saber de mais detalhes das histórias amorosas da impetuosa Bathsheba. Ai, ai...



sexta-feira, 29 de maio de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Eu já falei do perdão e outro dia falei da paciência. Mas cada vez mais percebo que todas essas virtudes, a gente deve desenvolvê-las não para o benefício dos outros, mas da gente mesmo. A gente deve encontrar gratidão no coração não para o benefício de ninguém (muito menos de Deus, que de nada precisa). É em benefício próprio mesmo. Um coração grato é muito mais feliz. A gente deve perdoar, não em benefício de quem nos fez isso ou aquilo, mas em benefício próprio, porque um coração que perdoou segue muito mais leve. E assim por diante. Em suma, a gente deve seguir a lei de Deus, não porque um dia "deu na cabeça" de Deus que teria que ser assim e assim e assado e vamos lá, pessoal, todo mundo me seguindo porque eu sou o maior, vejam como eu sou o máximo! Muito pelo contrário. Deus nos ensina e mostra o caminho - caminho que seria melhor pra gente mesmo. Mas quem o chama de Todo Poderoso, de o Maior, quem coloca a letra maiúscula quando vamos falar Dele somos nós mesmos, talvez porque fomos espertos o suficiente para reconhecê-lo assim. Se Deus estivesse querendo reconhecimento a qualquer custo, poderia fazer e acontecer. Mas pelo contrário. Ele está presente o tempo todo e para todos, mas costuma dar mostras mais claras justamente àqueles que o buscam, por livre e espontânea vontade. Não é interessante?

terça-feira, 26 de maio de 2015

10 coisas que um bebê te ensina

Um bebê te ensina...



1. que as coisas mudam o tempo todo e a gente precisa se adaptar constantemente;

2. que as coisas dificilmente vão sair como você planejou, e que isso não é necessariamente uma coisa ruim;

3. o valor do silêncio, ha ha.

4. a priorizar;

5. a fazer tudo que você fazia antes mas agora sem fazer o menor barulho, ha ha.

6. a aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam;

7. a viver o momento presente;

8. que a gente precisa de muito pouco para ser feliz;

9.  que a verdadeira alegria é a de servir;

10.  que a paciência pode até ter limite, risos, mas que o amor não tem.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá por onde não há caminho algum e deixe seu rastro."


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Eu tinha um cartão postal do Johnny Walker com essa frase pregado no quadro de cortiça(!) no meu quarto quando era adolescente. A frase era tão verdadeira pra mim naquela época. Continua sendo hoje.

sábado, 23 de maio de 2015

Recall

Estou terminando de ler o Liberdade Crônica, da Martha Medeiros (depois de ter lido o Felicidade Crônica e o Paixão Crônica) e já estou sentindo gostinho de quero mais. AMO as crônicas da Martha, desde que a descobri no Almas Gêmeas na página do Terra (nossa, ein... Página do Terra! Ainda existe?? Alguém ainda acessa...??). Enfim... Esses três livros foram resultado de uma ótima seleção de crônicas da autora. Várias delas eu já havia lido mas foi ótimo ler de novo. E algumas foram novidade. Como esta, perfeita, que deixo aqui:

Recall - Martha Medeiros

De uma hora para outra, esta: montadoras de veículos estão chamando seus clientes de volta para fazer uma revisão nos carros que foram comprados num determinado período, já que foram constatados defeitos originais de fábrica. Chama-se o processo de recall, para que todo brasileiro entenda.
 Eu também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, e sim a mim mesma. Quem me convocaria? Ora, quem. Deus. O dono da fábrica.
 Todos nós saímos da linha de montagem com alguns defeitos, mas ninguém nos avisa disso. À medida que vamos rodando é que as avarias vão surgindo, provocando acidentes que poderiam ser evitados caso Alguém tivesse nos chamado para uma revisão.
 - Olha, você tem um problema de superaquecimento. Cada vez que uma pessoa discorda do seu ponto de vista, sua tendência é perder a cabeça e sair agredindo, dizendo coisas que fazem os amigos se afastarem de você. Venha cá, vamos dar uma regulada nesse seu termostato.
 - Você: o problema está na aceleração. Já reparou como você é rapidinho? Quer tudo para ontem, não deixa as coisas acontecerem no seu tempo, atropela todo mundo. Encosta ali que já resolvo isso.
 - Seu retrovisor interno é muito grande. Como é que eu deixei você ir pra rua assim? Você vive olhando pra trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal.
 - Seu caso, vejamos: você derrapa muito. E tem folga na direção. Precisa ser mais objetivo, dizer o que pensa, não ser assim tão escorregadio. Me alcança ali a chave de fenda que dou um jeito nisso agorinha.
 Seria a glória. Mas creio que Deus anda muito ocupado para se dedicar a consertos. E mesmo que fosse possível, imagine se na fila de chamamento houver algum serial killer na sua frente, o tempo que você terá que esperar até chegar sua vez. Melhor resolver nossas falhas com um manualzinho caseiro mesmo. Claro que não vai dar para ajeitar tudo: temos alguns bons anos de uso e certas peças já não são passíveis de reposição, mas não custa fazer um autobalanceamento de vez em quando, para que a gente não pife no meio do caminho.

Outubro de 2000.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre a generosidade

Tem os que se consideram generosos porque são capazes de dispor de coisas materiais. Enquanto essa pode até ser uma forma de generosidade, bem-vinda na maior parte dos casos, acho que a melhor e verdadeira generosidade é a do coração. Generoso é aquele que dispõe do seu tempo para ouvir o outro. Deixa de pensar em seus próprios problemas para tentar resolver os do outro. Mesmo tendo também coisas a falar ou reclamar, se cala para ouvir. Se coloca à disposição e a serviço do outro. Ouve, tenta entender, tenta alegrar, tenta ajudar, faz companhia... Ele coloca disponível aquilo que tem de melhor: suas ideias, suas conclusões, seu tempo, seus sentimentos, seu coração. Enfim, coloca a si mesmo disponível. Outros se consideram generosos mas tudo o que conseguem dispor é de uma pequena parte do que tem de material.

 Enfim. Cada um dá o que tem de melhor.

Há de se beber nas fontes



 Tem pessoas que bebem direto das fontes: leem os livros, veem os filmes, estudam, leem a Bíblia, vão à igreja, vão à terapia, assistem à peça, visitam o museu... Enfim, buscam a informação direto na origem, e a partir daí a destrincham, processam, tiram suas próprias conclusões e seguem melhor. Essas pessoas costumam ser daqueles muito interessantes de se conversar e conviver. Elas sempre sabem de alguma coisa que você não sabia, e ao mesmo tempo que aprendem com você, te acrescentam também bastante do que elas já aprenderam.

 Ao mesmo tempo, tem pessoas (preguiçosas, geralmente) que  ficam querendo a coisa já "mastigada", e então ficam buscando seu alimento ali no primeiro grupo: grudam nos que bebem da fonte e ficam ali, tentando sugar alguma coisa pra eles. Se acham espertos porque acreditam estar tendo menos trabalho. E estão mesmo - só que estão consumindo o que já foi consumido. Estão vendo o mundo não com os próprios olhos, mas com olhos alheios. Em vez de ter o prazer de dar as mordidas, estão realmente recebendo a coisa já mastigada. Eca.

Esse segundo grupo costuma vampirizar o primeiro. Grudam em quem está bebendo da fonte porque eles também tem sede. Mas tudo o que conseguem para si é o que respinga da boca de quem está de fato bebendo. Como nunca ficam saciados, continuam ali, grudados, sugando os coitados que estão indo buscar nos lugares certos.

 É muito importante reconhecer quem são essas pessoas e cortá-las de nossas vidas. Afinal, aquele ditado em inglês está absolutamente certo, e sim, misery loves company. As pessoas que estão vibrando num nível de energia mais baixo, mesmo que muitas vezes não percebam, ficam tentando levar quem está numa melhor para a vibe delas, em vez de tentarem se elevar ao nível do outro. De repente o vampirizado começa a se sentir mal, cansado, mal humorado, de mal com a vida, e não sabe por quê. Justo ele, que sempre foi uma pessoa tão feliz, tão pra cima, e que amava tanto a vida? Pois é. É porque tinha uma sanguessuga grudada nele, levando embora sua energia vital.

 Não acho que quem beba na fonte deva ficar alimentando quem não bebe. Quem faz isso só está impedindo o outro de descobrir o mundo por si mesmo. Em vez de deixar que ele busque sua refeição, fica atirando migalhas. E o que termina acontecendo é que uma hora o "sugado" se esgota. É porque ele é uma pessoa como qualquer outra, que precisa ir à fonte para matar sua sede. Mas aí se ele fica tentando suprir algum outro, chega num momento que ele termina por não conseguir mais suprir a si mesmo. E aí afundam os dois. Agora que tive essa compreensão, não vou mais fazer isso.

 Tenho a felicidade de dizer que sempre fui às fontes beber. E que minha principal fonte é Deus.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vida de mãe de bebê

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Pra falar sobre "vida de mãe" no geral ainda não posso porque estou só no comecinho da saga. Mas pensando bem, cada fase é uma fase, e a gente tem que ir aprendendo enquanto caminha. Olhando assim, todas as mães ainda estão no começo de alguma fase com um primeiro filho. Pode ser o começo da adolescência, o começo da vida adulta, o começo da vida delas depois que o filho saiu de casa. A seguir, alguns momentos da minha vida de mãe de bebê:

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Um dia (pra variar) a Becky começa a latir feito doida, o que acorda a Julia, que começa a chorar. Piada do universo, bem nessa hora o telefone ainda começa a tocar (e era do meu interesse). Enquanto tento pensar por um microsegundo o que fazer primeiro, alguma coisa que estava no microondas fica pronta e ele apita. E eu me pego olhando pra ele e dizendo: calma, calma, já tô indo!!

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Então ela está perto de completar 6 meses e você a matricula na natação. Deixa a baixinha à noite em casa com o pai e vai feliz e contente comprar um maiô para entrar com ela na piscina. Pega alguns e vai para o provador. Percebe logo que está em negação quando se pega tirando a roupa de costas para o espelho. Aí veste um, não gosta. Veste outro, também não. Finalmente, um maiô fica legal! Você vai olhar o preço na etiqueta e então vê o que está escrito:

"Miracle suit - with lots of tummy control"

(maiô milagroso - com bastante controle de barriga)

Compra o maiô feliz da vida, e sai rindo da loja que é melhor do que chorando.

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Ela chora e você fica aflita. Troca a fralda que estava ainda quase seca. Troca a roupa que ainda estava limpinha. Troca a roupa de cama do berço, o bichinho que estava com ela, a chupeta, o bico da mamadeira. Até perceber que está trocando é os pés pelas mãos. 

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Ela chora e você tenta acalmar. Quarenta minutos depois, você ainda está com a maior paciência balançando ela no colo - mas agora com fone de ouvido e Franz Ferdinand no seu ouvido "it's always better on holiday... so much better on holiday..."

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E um dia, no meio da madrugada, m-o-r-t-a de sono e tentando niná-la pra voltar a dormir, de repente você se pega cantando "no woman no cry".

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Ela chora por volta de 5am e é como se tivesse buzinado com uma daquelas cornetas pra indicar o começo da prova da gincana. Um narrador imaginário acompanha a maratona: "E foi dada a largada!!! Lá vai Simone: pula da cama correndo, vai até o berço verificar o bebê, troca a primeira fralda do dia antes que o xixi vaze, bota o bebê de novo no berço e vai para a corrida de obstáculos!! Passa pelo carrinho, pula o bebê conforto, contorna o balancinho, e... tropeça num sapato mas não cai!! Chega na cozinha, faz a mamadeira, volta correndo pelo mesmo caminho, passa por um, passa por dois, já pega o babador na gaveta e...

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E quando você acha que está pegando o jeito de como cuidar dela, parece que alguém da equipe organizadora da gincana vem com a buzina de novo e grita: MUDOU TUDO!! E vamos que vamos de novo. Bota a bebê no cadeirão, tenta dar as colheradas de papinha, abaixa pra escapar dos espirros com a boquinha cheia, ela gostou de batata doce? Carrega o bebê até a feira pra comprar mais batata doce...

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(Mas que o post não passe a impressão errada, porque a verdade é que estou amando essa vida!)

quarta-feira, 20 de maio de 2015


Sweet child of mine. :-)

terça-feira, 19 de maio de 2015

A felicidade de estar vivo é saber lidar também com a dor. Acho que o gosto da vida é esse. É um bom misturado com nostalgia, misturado com uma tristezinha, misturado com as alegrias, e quando você junta isso tudo, vem esse sentimento que a gente tem por dentro. Essa soma de sentimentos é a experiência humana, e eu acho que a felcidade é isso. É você saber apreciar essa mistura. A felicidade não é só a euforia. A euforia é só uma parte. A felicidade engloba também o silêncio, as pausas, as dúvidas, os suspiros. As pessoas querem passar a vida toda só na crista da onda, mas se a onda só fosse a crista, então a crista em si já não mais exisitira. E lutar conta a tristeza é só adicionar sofrimento ao que nem precisaria ser tão sofrido assim. Nesse mundo de dualidades (claro- escuro, quente-frio, homem-mulher, certo-errado, vivo-morto etc) a gente tende a precisar das duas coisas. É tudo parte do movimento, e a vida é esse movimento. A gente precisa dormir e acordar. Sair e voltar. Ouvir e falar. Sorrir e chorar. Vivemos na eternidade porque estamos num eterno momento presente, mas a cara dessa eternidade muda o tempo inteiro. O jogo está sempre mudando. E a gente pode tirar o melhor proveito do que existe (que é a vida e suas incríveis misturas) ou ficar esperando... Esperando pelo quê? Pela perfeição? Pelas alegrias eternas? Isso. Em vez de aproveitar o que existe, podemos ficar esperando... pelas coisas que não existem.




segunda-feira, 18 de maio de 2015

A paciência é uma virtude.

 Sim. Eu sempre soube disso. Mas só outro dia me toquei que essa virtude é em benefício daquele que desenvolveu a paciência - não do resto do mundo.

Meio óbvio, né? Mas veja bem, foi também só outro dia que eu fui entender que o "pinga em mim" da música estava falando da bebida. Até então eu simplesmente imaginava as goteiras pingando no cara. Ha ha ha.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estou pensando nos 10 mandamentos, que são o tipo de coisa que muita gente conhece mas pouca gente realmente para pra pensar no que significam, de fato. A minha interpretação para o primeiro deles:



Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo.

Aí eu imagino uma pessoa pensando nisso meio distraidamente, sei lá, enquanto dirige. Ela repete: claro, amar a Deus, Deus, que lindo (larga a marcha e faz o sinal da cruz em respeito), sobre todas as coisas, claro, porque Deus né, a gente ama acima de tudo (amém), e a teu próximo como a ti mesmo. Sim, amar ao próximo, a tia da catequese ensinou isso também. Claro, eu amo sim. (mete a mão na buzina e grita: motorista @#$%^&, comprou carteeeeeeira????).

Resolvi tentar entender o que esse mandamento está realmente querendo dizer. E eu acho que:

 Amar a Deus sobre todas as coisas. O que é Deus? Deus é amor, é paz, é perdão, é compreensão, é misericórdia... Deus são as coisas que Jesus ensinou que deveríamos ser. E as coisas? As coisas, são as coisas ué! Risos. Concretas e abstratas: um emprego, um carro, uma casa, uma viagem, a fama, a popularidade, dinheiro etc. O que seria amar a Deus sobre todas as coisas? É nunca querer alguma coisa tanto, que você chegue a passar por cima de Deus. Pode continuar querendo as coisas? Claro. Mas que para consegui-las a gente sempre use caminhos limpos e do bem, nunca passando por cima de ninguém, nunca prejudicando ninguém pra isso etc etc. Amar a Deus sobre todas as coisas. Ou seja: agir limpo para conseguir o que se quer. E nunca deixar que desejo material algum tire sua paz. (eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz...)

E a teu próximo como a ti mesmo.
Ah, esse é outro dos grandes!! Amar a teu próximo como a ti mesmo. Gente, o que seria isso? Se todo mundo praticasse, seria o paraíso na Terra, né. Imagina todo mundo agindo com os outros exatamente como gostaria que agissem com si próprio? Todo mundo se ajudaria, se toleraria, ninguém falaria mal de ninguém, todo mundo se acolheria, ninguém se julgaria etc etc. Isso só pra começar o pensamento.

 Incrível né? E o melhor: é um mandamento. Veja bem: ninguém fala em "as 10 sugestões", risos. Pois é. O paraíso deve ser pra poucos mesmo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Se o vento não é suficiente, leve consigo os remos".
 Provérbio latino & história da minha vida.


terça-feira, 28 de abril de 2015

Da crueldade

De vez em quando passa no jornal essas notícias terríveis de gente que é pega maltrando animaizinhos. A gente assiste indignado, sem entender como alguém pode ser tão, mas tão cruel que consiga se divertir ao provocar sofrimento em outro ser. Outras horas são notícias de gente maltratando crianças, idosos, ou de violência mesmo... Enfim, a gente pensa: como alguém pode fazer isso, e ainda tirar algum prazer de tal ato?

 Pois é. As pessoas falam isso do alto de suas "santidades", esquecendo que outros atos que ela faça ou já tenha feito são da mesma natureza. Se juntar a alguém para falar mal de uma terceira pessoa, por exemplo. É um jeito de se "divertir" às custas de um terceiro. Esnobar: é uma forma de se sentir melhor às custas do sofrimento alheio. "Ganhar a briga": é diversão às custas de deixar alguém emocionalmente destruído. Traição: é diversão às custas de alguém (e o pior: geralmente alguém que está de inocente, e de coração aberto e puro na história). Corrupção, olha como é terrível: é diversão às custas do sofrimento de muitas pessoas. 

 E por aí vai. E o que seria se divertir às custas de outra pessoa que não crueldade?

 Mais uma vez, Jesus estava certo ao pedir: que atire a primeira pedra... A gente pode ser totalmente santo em vários desses quesitos, mas nunca ter feito nenhum ato da mesma natureza...? Difícil.

 Em vez de perder tempo atirando pedras, melhor prestarmos atenção às que porventura estejamos atirando, antes que as consquências comecem a bater à nossa porta.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Acho que o importante é continuar caminhando na direção do que se quer, mas sem nunca deixar de perceber o quanto o dia está bonito enquanto se caminha.

 Mesmo em meio a um grande caos, é muito importante não deixar de reconhecer nossas inúmeras bênçãos. Já que o caos nunca é tão terrível quanto a gente acha que é no calor da coisa. E as bênçãos são sempre muito maiores do que a gente costuma se dar conta.


domingo, 19 de abril de 2015

Sobre o karma

Agora com um pouquinho mais de tempo para desenvolver:



 Karma. É o que resulta de cada ação nossa. Lembra de "para cada ação corresponde uma reação..."? Exatamente. Não é só na física que isso é verdade. Na nossa vida também. O karma pode ser bom ou ruim. Geralmente temos dos dois tipos, por isso na nossa vida não acontecem só coisas boas nem só ruins. Mas geralmente existe um lado que predomina. Pra saber como anda uma parte do seu karma, olhe em volta e vai saber: a cara que a sua vida tem é resultado direto do seu karma. Mas atenção: não é todo karma que está se manifestando nesse momento. A reação à cada ação só virá quando as condições exatas se apresentarem, para que você receba de volta na medida exata do que lançou, porque o universo é justo desse tanto. Por isso você pode estar experimentando nesta vida coisas que são resultado de outras passadas. E pode estar criando karma agora que só se manifestará em vidas seguintes. Mas a lei é certa e imutável: fez? Receberá igual. Fim.

 Ao contrário do que a gente pensa muitas vezes, a vida não é injusta. A gente é que não acumulou karma positivo suficiente.

 "Todos merecemos as melhores coisas". Não é bem assim. Porque se fosse, todos teríamos. Se você merecesse ter x, y ou z, estaria tendo, neste momento. Mas a justiça do universo é que não é que alguns são escolhidos para ter as coisas e outros não. Acontece que alguns fizeram por onde e outros não. Mas todos podemos vir a merecer.  Pois bem. Sabe aquela vida fantástica que você gostaria de ter? Você pode vir a merecê-la. Que tal? Como? Evite o mal e faça o bem.

 Mas por que existem as pessoas ricas e más, e as pobres ou doentes e boas? Sempre me perguntava isso. Pois bem: de novo, o karma que estamos experimentando nesta vida não é só resultado do que estamos fazendo hoje. A pessoa que veio pobre, doente ou em outra condição difícil, está pagando pelo que cometeu anteriormente. A pessoa que veio rica, bonita, etc, está recebendo o que já acumulou anteriormente. Agora, o modo como elas vivem suas vidas hoje influenciará diretamente as próximas experiências, ou próximas vidas.

 Logo, uma pessoa que mesmo passando por maus pedaços, passa com boa vontade, tentando fazer o melhor que pode, está não só extinguindo seu karma ruim como ainda acumulando karma bom. A pessoa que está numa ótima condição e que não é má mas também não faz nada de bom, está apenas "gastando seus créditos", sem acumular outros. A pessoa que, rica ou pobre, está tendo ações ruins, está acumulando karma negativo.

"É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus". Não tem mais ou menos isso na Bíblia? Então. Não é porque os ricos sejam maus. Mas é porque a maioria deles está tão confortável com seus luxos que se esquecem de praticar boas ações. E assim, só gastam seus créditos e não acumulam mais nenhum. Perdem o reino dos céus desse jeito.

 Aí várias religiões dizem: aceite o que está te acontecendo. Dê a outra face. Simplesmente aceite. E eu nunca aceitava esse pensamento! kkkkkk... Eu dizia: isso é pra gente se conformar!! Isso é para a revolução não acontecer e cabeças não rolarem... "Aceite", ora bolas... Que papinho... Mas gente, é isso mesmo. Por quê? Porque o karma vai vir de qualquer jeito. De qual-quer jeito. Não adianda ir pa longe, se esconder etc etc, o karma vai te alcançar. Então, quando as coisas acontecerem, você pode ter duas posturas: aceitar com boa vontade e tentar lidar com a situação ou lutar contra o que estiver acontecendo, se rebelar, não aceitar etc etc. É como dois alunos que terão prova de matemática. O fato (karma) é que a prova acontecerá na 2a feira. Um deles pode aceitar isso, sentar pra estudar com boa vontade, acabar até se divertindo com isso, aprender, fazer a prova, ir bem e continuar em paz. Enquanto que o outro pode reclamar, berrar, espernear, se perguntar o motivo de ter que ter provas de matemática na vida, chorar, tentar estudar mas estar tão fechado à experiência e aí aprender pouco, fazer a prova tenso e ainda tirar uma nota ruim. Ou seja, um passou pela experiência de forma positiva. O outro a transformou num martírio. Quem a gente costuma ser? Ha ha. Claro que o segundo. E usei esse exemplo porque eu era e x a t a m e n t e assim antes das provas de matemática.

 O resumo:

- Aceitar sua condição atual. Ela é justa e é exatamente o que você merece neste momento.

- Evitar o mal, para não criar mais karma ruim.

- Fazer o bem, para acumular karma bom.

 (Aliás, C U I D A D O com o que você faz. Muito cuidado!!! Porque a hora de pagar é sempre muito mais penosa do que a hora de fazer.)

Não era isso que Jesus ensinou com o "só faça aos outros o que gostaria que fizessem a você"? "Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido"? Fazer o bem sem olhar a quem? "É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado"...

 É, você já tinha escutado isso antes.

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Então...

 Eu só queria dizer que a não ser que todos viremos santos, mais cedo ou mais tarde nosso karma vai nos pegar e aí estaremos fritos. Alguns de nós, literalmente.

 É cruel, mas é verdade.

E pior é que é justo.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Meu deus. Agora me caiu a ficha.

Em breve, posts sobre isso. Mas não vou dizer que são sobre isso, ha ha.

segunda-feira, 13 de abril de 2015



I swapped my innocence for pride,
Crushed the end within my stride
Said I'm strong 
Now I know that I'm a beaver
I love the sound of you walking away
Mascara bleeds a blackened tear
And I am cold, yes, I'm cold 
but not as cold as you are
I love the sound of you walking away
Why don't you walk away? 
Why don't you walk away?
No buildings will fall down
Won't you walk away?
No quake will split the ground
The sun won't swallow the sky
Statues will not cry
Why don't you walk away?
Hey.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vou te contar por que estou solteira, Simone Lemos

E finalmente saiu do forno meu novo livro, rufem os tambores, trummm trumm trumm

 Vou te contar por que estou solteira

Dessa vez é um chick lit que conta a história da atrapalhada Maitê e seus planos mirabolantes para arrumar um marido!
 Vou fazer alguns eventos de lançamento e promoção do livro em novembro, quando estiver no Brasil. Mas para quem não quiser esperar até lá, ele já pode ser encomendado pelo site da Editora Chiado ou no balcão de qualquer livraria Cultura ou Saraiva no Brasil, e Fnac, Bertrand e Wook em Portugal. Em Lisboa, ele também está distribuido na livraria Desassossego! 

 E gente, não é porque fui eu quem escreveu não, mas eu realmente recomendo esse livro, kkkkkkkk... Falando sério, a história é muito boa!! Mas como eu sou suspeita pra dizer, quem quiser conferir o que andam dizendo dele, é só botar o título e  e meu nome no google e ver o que as blogueiras de resenhas estão comentando!!







Sinopse
O que acontece quando uma mulher que chegou solteira aos 30 resolve que pre-ci-sa se casar? No caso de Maitê, muita confusão! Quando Maitê percebe que todas as suas amigas estão se casando mas que ela continua presa a um relacionamento sem futuro com o sedutor Leo, decide que devorar livros de autoajuda sobre relacionamentos será o caminho mais rápido para o altar. Só que na pressa de se ver casada, ela acaba comprando títulos demais, misturando o que os livros estão dizendo e assim trocando os pés pelas mãos. Ela só não imagina que enquanto planeja suas armações, o destino já havia planejado algo bem melhor para ela...

Teaser
Capítulo 1
  "Vou te contar por que estou solteira. Não que eu saiba exatamente o motivo. Se soubesse onde é que estou errando aliás, já teria tratado de consertar tudo. E a uma hora dessas, em vez de estar aqui esparramada nesse sofá vestida com moletom e meias, abraçada num balde de pipoca enorme, estaria elegantemente sentada na cadeira de algum restaurante com o homem dos meus sonhos à minha frente me dizendo coisas agradáveis como “você está linda” ou “peça o prato mais gorduroso do cardápio e duas sobremesas porque você está magra demais, querida”. Ok, talvez eu esteja querendo demais. Mas eu poderia sim estar acompanhada de um homem maravilhoso e vem vez do balde de pipoca ao meu lado, ter um balde de gelo para a champanhe. Que começaríamos a beber no restaurante e terminaríamos na casa dele. Pelados. Hum.
Então, é claro que eu não sei dizer exatamente o motivo pelo qual estou solteira. Mas convenhamos. É difícil dizer por que eu estou solteira porque eu não deveria estar solteira."

 


Ficha Técnica:
Portugal, 2015: Editora Chiado
224 pgs,   ISBN: 978-989-51-2770-2
·  Coleção: Viagens na Ficção