sábado, 31 de janeiro de 2015

Uma analogia linda e interessante!

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Li esse texto outro dia na internet e é engraçado, porque andava pensando mesmo em algo assim. Enquanto cuido da Julia, e preparo tudo para que ela esteja sempre bem alimentada, limpa, aquecida, segura etc etc e ela não tem a mínima ideia do que envolve tudo isso, fiquei imaginando se talvez da mesma forma Alguém lá em cima também não preparou esse mundo pra gente, e talvez, sei lá, esteja cuidando de desviar os meteoros e manter sempre o oxigênio pra que a gente tenha tudo o que precisa pra viver... e aí a gente fica aqui, com um por e um nascer do sol mais lindo que o outro, o ar, a água (bom, não o povo de SP - hihi brincadeira), enfim, tudo o que precisamos dia após dia e ainda ficamos reclamando de bobagens... É como se minha bebê de repente resolvesse viver infeliz porque quisesse estar vestida no macacãozinho X mas eu a vesti com o Y, sendo que o que importa mesmo é estar aquecida e confortável... 

 Enfim. Eu e minhas viagens. Mas aí vejo esse texto, que amei, e traduzi do inglês pra colocar aqui:

(tradução livre do inglês)

 No útero de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou para o outro:
 "Você acredita em vida após o parto?" 
O outro respondeu: "Por quê? Claro que sim. Tem que ter alguma coisa após o parto. Talvez a gente esteja aqui para nos preparar para o que vai vir depois."
 "Não faz sentido", respondeu o primeiro. "Não existe vida após o parto. Que tipo de vida seria essa??"

O segundo respondeu: "Não sei, mas vai ter mais luz que aqui. Talvez a gente ande com nossas pernas e coma com nossas bocas. Talvez a gente vá ganhar alguns outros sentidos que não temos como entender agora."

O primeiro replicou: "Isso é absurdo. Andar é impossível. E comer com ossas bocas? Ridículo! O cordão umbilical é que nos dá a nutrição e tudo o que precisamos. Mas ele é curto. Logo, a vida depois do parto, com base na lógica, é impossível."

O segundo insistiu: "Bom eu acho que tem alguma coisa e que talvez seja diferente daqui. Talvez lá a gente não precise mais do cordão umbilical."

Ao que o primeiro respondeu: "Não faz sentindo. E mais, se houvesse vida após o parto, por que é que ninguém nunca voltou de lá pra contar?? O parto é o fim da vida, e após ele não há nada além de escuridão e silêncio. O parto não irá nos levar a lugar algum."

"Bom, eu não sei", disse o segundo, "mas com certeza nós iremos conhecer nossa Mãe e ela irá cuidar da gente."

O primeiro respondeu: "Mãe? Você acredita mesmo em Mãe? É até engraçado. Se a Mãe existe mesmo, então onde é que Ela está agora?"

Ao que o segundo disse: "Ela está em volta de nós. Nós estamos cercados dela. Nós somos parte Dela. É Nela que nós vivemos. Sem Ela nesse mundo, nós não poderíamos existir."

E o primeiro disse: "Bom, eu não estou vendo Ela, então a lógica me diz que Ela não existe."

E o segundo respondeu: "Às vezes, se você ficar em silêncio e realmente se concentrar você conseguirá ouvir, e perceber a presença dela. Às vezes dá pra ouvir a voz doce e amorosa dela, nos chamando lá de cima."

Útmutató a Léleknek

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As frágeis - Danuza Leão

Ah, como é boa a vida das mulheres frágeis; elas têm sempre alguém que cuide delas, em todos os sentidos.
As fortes fazem tudo sozinhas e são sempre chamadas nas horas de aperto. Elas aguentam qualquer coisa e são tão fortes que se metem até onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros.
É dura a vida das fortes. Elas não são poupadas em nada. Se alguém está com uma doença grave, são as primeiras a saber, se a namorada do sobrinho ficou grávida, são logo avisadas, e quando alguém da família é preso, são imediatamente chamadas para tomar todas as providências - entre elas, pagar ao advogado. Enquanto isso, os pais desses jovens adoráveis estão a beber uma vodka à beira da piscina sem saber de nada - eles não aguentariam um choque desses e precisam de ser poupados, já que são frágeis.
Existe sempre alguém para velar pelas frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate à porta, preocupado com o silêncio, para saber se é preciso alguma coisa. Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protectores - para se sentirem fortes e poderosos - é a união perfeita da fome com a vontade de comer. 
Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado, um leva revistas, o outro um embrulhinho com umas frutas, e se ela não tem empregada, não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha. Preste atenção: as mulheres frágeis são indestrutíveis. Como são fortes as frágeis.
 Já as fortes, na hora de uma crise de coluna, arrastam-se até ao frigorifico para tomar um copo de água e alimentam-se o fim de semana inteiro com um chocolate, porque ninguém imagina que elas possam precisar de alguma coisa (culpa delas, que preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair do tipo).
A minha dúvida é: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na vida? Elas sempre encontram um homem para cuidar delas, para as acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca. Enquanto isso, as fortes acabam de trabalhar, e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.
Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as crianças fossem ensinadas - sobretudo as meninas - a serem frágeis, porque sempre haverá alguém para resolver os seus problemas? E aliás, qual é a vantagem de se ser forte, além de ouvir dizer que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte". Um grande elogio, é verdade. Mas e daí?
Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem à seu travesseiro: que alguém - e nem é preciso que seja um homem - faça, um dia, um gesto por ela. Nada de muito importante, apenas um cuidado, dizer que está um pouco pálida, perguntar se se tem alimentado bem, agarrar pelo braço e levar para tomar um suco. Sabe qual é o sonho secreto de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama, sabendo que alguém vai cuidar dela. 
Mas isso é difícil, porque uma mulher forte não adoece, e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda. Uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo que precise desesperadamente, e é capaz de se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento, a pedir socorro, seja a quem for. 
Como são frágeis, as fortes.

Danuza Leão

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos."

 Mal abri o Felicidade Crônica, da Martha Medeiros e já estou assim: feliz da vida. Amo essa autora!!
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domingo, 25 de janeiro de 2015

É isso.

Cansei de ser profunda. Profunda é muito chato.

Agora quero ser rasinha, rasinha. Igual piscina de criança.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Das surpresas maravilhosas

Acabei de agendar um Dog Day Camp pra Becky, que é tipo um dia de colônia de férias para cachorros. É um dia que ela vai lá brincar com vários outros cachorros do tamanho dela. Ela ama! Toda vez que vai, volta feliz, morta de cansada e eu juro que consigo ver um sorrisinho esboçado quando ela se joga na caminha dela e fica lá dormindo por horas.

 Olhando pra ela agora, fico pensando: pois é. Ela vai ter um dia fantástico amanhã e não tem a menor ideia disso agora. 

Acho que dever ser um pouco assim com Deus em relação à gente, não? Quanta coisa fantástica não pode estar pra nos acontecer e nesse exato momento a gente não tem ainda a menor ideia?

 Lembra de 1 segundo antes de você ter visto aquele que se tornou o grande amor da sua vida, como você não fazia a mais pálida ideia de que ele existia?? Ou 1 segundo antes de você receber aquela notícia incrível que mudou sua vida pra muito melhor, como você nem suspeitava que aquilo fosse acontecer? Ou mesmo 1 segundo antes de chegar aquele e-mail, etc etc... Pois é. O próximo segundo também pode estar te reservando algo fantástico. Não é incrível?! Adoro ter isso em mente.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

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 Eu falei no outro dia que se a vida fosse um jogo de videogame eu estaria jogando uma fase mais difícil, no modo: neve. Na verdade, estou na fase 6 quase zerando e nem tinha percebido. Modo neve? Estou na fase: com bebê, com cachorro, na neve, em outro país, sem empregada, nem babá, nem elevador nem máquina de lavar em casa.

Não devo ter pirado ainda por falta de tempo.
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Mas graças ao meu querido Dinner Dash eu já peguei a manha de fazer as coisas em cadeia. Catar todos os babadores de uma vez só conta mais pontos. Arrumar a cama de qualquer jeito conta tantos pontos quanto arrumar como eu fazia, com a perfeição de camareira de hotel. 

Aliás, quem falou em arrumar a cama? Só fechar a porta do quarto já está de bom tamanho. 

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Mas não estou reclamando, afinal, minha filha é uma fofa! Mama muito, dorme bem e mesmo sendo americana por nascimento tem se mostrado brasileira de coração - ou de intestino. Seu cocô, veja só, anda verde e amarelo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ainda bem que meu medo era outro.

Pensar em ser mãe antes de ser é uma coisa que dá um grande frio na barriga. Depois que você de fato se torna mãe, a maravilha é que você já não tem mais o menor tempo pra criar medos, então se eles não desaparecem por completo, ao menos eles saem do primeiro plano.

Tem gente que quando pensa em ter filhos fica com medo do trabalho que a coisa toda vai dar. Vixi. Se o seu medo for esse, aconselho logo que você comece a recrutar seu time de ajudantes (enfermeiras, babás, avós etc etc) ainda durante a gravidez!! Porque uma coisa é certa: dá trabalho!! E muito!! Mas como tudo nessa vida, no momento que você identificar o problema, pode começar a resolvê-lo. E esse medo é fácil de resolver.

 Mas como eu disse ali em cima, o meu medo era outro. Meu medo era mais das "coisas terríveis" que poderiam acontecer, e na dor que eu sentiria se cada uma que me passou pela cabeça acontecesse. 

E graças a Deus, eu percebi que ter medo disso é uma viagem muito maior do que ter medo do trabalho que vai dar. Temer o trabalho que vai dar é até um pensamento bem realista. (preguiçoso, ha ha, mas realista). Enquanto que temer os cenários X ou Y é viagem pura, porque nada está nas nossas mãos. E se a gente for parar pra pensar, isso é assim sempre, em todos os cenários, todos os dias desde que a gente nasceu. Então ficar com medo do que poderá fugir ao nosso controle é ter medo da própria vida.

Um dia me veio a conclusão: nada está nas minhas mãos. Nada está sob meu controle. A única coisa que posso controlar é a mim mesma, e a como vou reagir ao que vai acontecer. E se eu respirar, estiver presente e disponível para as situações que forem se apresentando, vai estar tudo bem.

Pronto. Acabou o medo.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Meu aniversário!

 E aqui está aquela que sempre acreditou na vida após a morte,
mas principalmente, na vida antes da morte.
I don't know about you, but I'm feeling thirty two.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Não sei se é pela ideia inconsciente de que de alguma forma teremos continuidade ali ou se por estar dando minha contribuição para a perpetuação da espécie; não sei se é por nos sabermos finalmente e indiscutivelmente vivos já que de nós saiu uma outra vida tão perfeita; não sei se é pelo encontro com a vida em sua forma mais crua e mais pura; não sei se é porque nessa hora nossos instintos mais fortes e ancestrais são despertados ou se é porque a vida ganhou um sentindo a mais, diferente e maior que todos os anteriores; ou talvez porque se até então vivíamos para nós mesmos, agora vivemos para um outro ser e finalmente podemos ver que a verdadeira felicidade está no servir... O motivo, não sei qual, mas que essa é uma das maiores felicidades que se pode experimentar na vida, isso é indiscutível.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Conversinha

 
 
 Essa coisa de contar casos parece ser uma arte que caiu em desuso, né? Algo que ficou no passado, como o cachimbo ou as cenas de mulheres rolando escada abaixo nas novelas... Enfim. Mas se você é dos meus e adooooora um caso, aqui vai um meu:
 
 Esse é um testemunho de que anjo da guarda existe mesmo.
 
Foi uma vez, voltando de Goiânia pra Brasília de carro com o Marcelo. A gente sempre parava no Jerivá, e aquela vez não foi diferente. O que foi diferente foi que eu resolvi pedir um suco de laranja aquele dia. Foi engraçado isso porque foi uma vontade que veio do nada, num horário que eu nem considero um horário "de suco de laranja", haha... Mas enfim, eu fui lá, pedi no balcão, e aí o cara vai lá dentro, volta e diz:
- Olha, estão limpando a máquina de suco. Vai demorar 7 minutos.
 Achei aquilo meio engraçado, porque ninguém nunca diz "7 minutos". Sempre 5, ou 10, ou "um pouco", sei lá. E por um momento me deu vontade de desistir do suco, mas por algum motivo eu só disse:
- Tá, eu espero.
E aí ficamos lá fazendo uma hora até o suco sair... E seguimos viagem.
 Não dirigimos muito e de repente passamos pelo maior acidente na estrada! Uns 7 ou 8 carros envolvidos, todos batidos e no meio da pista... Uma cena horrível! Aí o nosso carro passa e o Marcelo diz:
- E parece que acabou de acontecer... Talvez se a gente tivesse passado aqui há uns 7 minutos, teríamos batido também.
E é aí que eu arrepiei inteira, já que ele não estava perto de mim quando eu pedi o suco então não ouviu o cara dizendo "daqui 7 minutos, blabla". Pra mim soou como o anjo da guarda dizendo: "olha do que acabei de te livrar..."
 
 Ui! Ainda arrepio, só de lembrar!  

sábado, 10 de janeiro de 2015

Levar a Julia no pediatra - e tome de trocar roupinha, fazer sacola, calcular a hora da mamada, trocar fralda na última hora, carregar o carrinho escada abaixo, voltar pra pegar o bebê conforto (com ela dentro, naturalmente), e vamos escada abaixo de novo, cuidado pra não tropeçar no cachorro, atenção aos degraus, etc etc. 

Só que ontem ainda foi na fase II do videogame, modo "neve". 




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Okay. Então a resposta para as grandes questões: "O que é que estamos fazendo aqui?" ou "Por que reencarnamos?" ou mesmo "Por que temos que passar por certas coisas?" é sempre a mesma: porque precisamos aprender. Porque temos que aprender. Para aprender.

 Mas aí eu sempre me perguntava: mas por que é que eu tenho que aprender? Eu tenho mesmo que aprender? Aprender pra quê?

(Isso nas minhas horas filosóficas e também nas vésperas de provas de matemática, física... rs)

 Pois um dia me veio a resposta. Certo. Temos que passar pelas coisas porque temos que aprender. Mas temos que aprender por quê? 

Para sofrer menos.

Se você parar pra pensar, tudo aquilo que a gente aprende, nos faz sofrer um pouco menos. Aprender é ganhar liberdade, poder, confiança, paz, tranquilidade... Das coisas mais básicas às mais elevadas. 

Se você sabe falar inglês sofre menos quando está no exterior. Se sabe ler um mapa, sofre menos pra encontrar o caminho. Se sabe que as pessoas fazem algumas coisas por pura ignorância, sofre menos quando tal situação se apresenta. 

Pois é isso aí. 

Temos que aprender. Aprender para deixar de sofrer.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015


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Hoje é o dia dele. Ele, que merece os parabéns (não só pelo aniversário) e muitas felicidades (não apenas no dia de hoje). Ele. Ah, ele... Sempre ele...!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

E que comecemos este ano com o coração aberto e a cabeça em paz. Que permaneçamos abertos a quaisquer experiências que venham até nós e que assim, façamos o melhor de cada momento. Que estejamos presentes, que estejamos conscientes, que estejamos tranquilos. E que assim, este seja um ano de crescimento espiritual, individual e coletivo, cheio de grandes realizações e repleto de pequenos momentos de felicidades simples (que sempre acabam sendo os melhores).



Que este ano seja o melhor de todos até então. Só depende da nossa vontade de viver isso.

FELIZ ANO NOVO!!!