sexta-feira, 29 de maio de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Eu já falei do perdão e outro dia falei da paciência. Mas cada vez mais percebo que todas essas virtudes, a gente deve desenvolvê-las não para o benefício dos outros, mas da gente mesmo. A gente deve encontrar gratidão no coração não para o benefício de ninguém (muito menos de Deus, que de nada precisa). É em benefício próprio mesmo. Um coração grato é muito mais feliz. A gente deve perdoar, não em benefício de quem nos fez isso ou aquilo, mas em benefício próprio, porque um coração que perdoou segue muito mais leve. E assim por diante. Em suma, a gente deve seguir a lei de Deus, não porque um dia "deu na cabeça" de Deus que teria que ser assim e assim e assado e vamos lá, pessoal, todo mundo me seguindo porque eu sou o maior, vejam como eu sou o máximo! Muito pelo contrário. Deus nos ensina e mostra o caminho - caminho que seria melhor pra gente mesmo. Mas quem o chama de Todo Poderoso, de o Maior, quem coloca a letra maiúscula quando vamos falar Dele somos nós mesmos, talvez porque fomos espertos o suficiente para reconhecê-lo assim. Se Deus estivesse querendo reconhecimento a qualquer custo, poderia fazer e acontecer. Mas pelo contrário. Ele está presente o tempo todo e para todos, mas costuma dar mostras mais claras justamente àqueles que o buscam, por livre e espontânea vontade. Não é interessante?

terça-feira, 26 de maio de 2015

10 coisas que um bebê te ensina

Um bebê te ensina...



1. que as coisas mudam o tempo todo e a gente precisa se adaptar constantemente;

2. que as coisas dificilmente vão sair como você planejou, e que isso não é necessariamente uma coisa ruim;

3. o valor do silêncio, ha ha.

4. a priorizar;

5. a fazer tudo que você fazia antes mas agora sem fazer o menor barulho, ha ha.

6. a aproveitar as oportunidades quando elas se apresentam;

7. a viver o momento presente;

8. que a gente precisa de muito pouco para ser feliz;

9.  que a verdadeira alegria é a de servir;

10.  que a paciência pode até ter limite, risos, mas que o amor não tem.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Não se contente em trilhar um caminho estabelecido. Ao contrário, vá por onde não há caminho algum e deixe seu rastro."


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Eu tinha um cartão postal do Johnny Walker com essa frase pregado no quadro de cortiça(!) no meu quarto quando era adolescente. A frase era tão verdadeira pra mim naquela época. Continua sendo hoje.

sábado, 23 de maio de 2015

Recall

Estou terminando de ler o Liberdade Crônica, da Martha Medeiros (depois de ter lido o Felicidade Crônica e o Paixão Crônica) e já estou sentindo gostinho de quero mais. AMO as crônicas da Martha, desde que a descobri no Almas Gêmeas na página do Terra (nossa, ein... Página do Terra! Ainda existe?? Alguém ainda acessa...??). Enfim... Esses três livros foram resultado de uma ótima seleção de crônicas da autora. Várias delas eu já havia lido mas foi ótimo ler de novo. E algumas foram novidade. Como esta, perfeita, que deixo aqui:

Recall - Martha Medeiros

De uma hora para outra, esta: montadoras de veículos estão chamando seus clientes de volta para fazer uma revisão nos carros que foram comprados num determinado período, já que foram constatados defeitos originais de fábrica. Chama-se o processo de recall, para que todo brasileiro entenda.
 Eu também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, e sim a mim mesma. Quem me convocaria? Ora, quem. Deus. O dono da fábrica.
 Todos nós saímos da linha de montagem com alguns defeitos, mas ninguém nos avisa disso. À medida que vamos rodando é que as avarias vão surgindo, provocando acidentes que poderiam ser evitados caso Alguém tivesse nos chamado para uma revisão.
 - Olha, você tem um problema de superaquecimento. Cada vez que uma pessoa discorda do seu ponto de vista, sua tendência é perder a cabeça e sair agredindo, dizendo coisas que fazem os amigos se afastarem de você. Venha cá, vamos dar uma regulada nesse seu termostato.
 - Você: o problema está na aceleração. Já reparou como você é rapidinho? Quer tudo para ontem, não deixa as coisas acontecerem no seu tempo, atropela todo mundo. Encosta ali que já resolvo isso.
 - Seu retrovisor interno é muito grande. Como é que eu deixei você ir pra rua assim? Você vive olhando pra trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal.
 - Seu caso, vejamos: você derrapa muito. E tem folga na direção. Precisa ser mais objetivo, dizer o que pensa, não ser assim tão escorregadio. Me alcança ali a chave de fenda que dou um jeito nisso agorinha.
 Seria a glória. Mas creio que Deus anda muito ocupado para se dedicar a consertos. E mesmo que fosse possível, imagine se na fila de chamamento houver algum serial killer na sua frente, o tempo que você terá que esperar até chegar sua vez. Melhor resolver nossas falhas com um manualzinho caseiro mesmo. Claro que não vai dar para ajeitar tudo: temos alguns bons anos de uso e certas peças já não são passíveis de reposição, mas não custa fazer um autobalanceamento de vez em quando, para que a gente não pife no meio do caminho.

Outubro de 2000.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre a generosidade

Tem os que se consideram generosos porque são capazes de dispor de coisas materiais. Enquanto essa pode até ser uma forma de generosidade, bem-vinda na maior parte dos casos, acho que a melhor e verdadeira generosidade é a do coração. Generoso é aquele que dispõe do seu tempo para ouvir o outro. Deixa de pensar em seus próprios problemas para tentar resolver os do outro. Mesmo tendo também coisas a falar ou reclamar, se cala para ouvir. Se coloca à disposição e a serviço do outro. Ouve, tenta entender, tenta alegrar, tenta ajudar, faz companhia... Ele coloca disponível aquilo que tem de melhor: suas ideias, suas conclusões, seu tempo, seus sentimentos, seu coração. Enfim, coloca a si mesmo disponível. Outros se consideram generosos mas tudo o que conseguem dispor é de uma pequena parte do que tem de material.

 Enfim. Cada um dá o que tem de melhor.

Há de se beber nas fontes



 Tem pessoas que bebem direto das fontes: leem os livros, veem os filmes, estudam, leem a Bíblia, vão à igreja, vão à terapia, assistem à peça, visitam o museu... Enfim, buscam a informação direto na origem, e a partir daí a destrincham, processam, tiram suas próprias conclusões e seguem melhor. Essas pessoas costumam ser daqueles muito interessantes de se conversar e conviver. Elas sempre sabem de alguma coisa que você não sabia, e ao mesmo tempo que aprendem com você, te acrescentam também bastante do que elas já aprenderam.

 Ao mesmo tempo, tem pessoas (preguiçosas, geralmente) que  ficam querendo a coisa já "mastigada", e então ficam buscando seu alimento ali no primeiro grupo: grudam nos que bebem da fonte e ficam ali, tentando sugar alguma coisa pra eles. Se acham espertos porque acreditam estar tendo menos trabalho. E estão mesmo - só que estão consumindo o que já foi consumido. Estão vendo o mundo não com os próprios olhos, mas com olhos alheios. Em vez de ter o prazer de dar as mordidas, estão realmente recebendo a coisa já mastigada. Eca.

Esse segundo grupo costuma vampirizar o primeiro. Grudam em quem está bebendo da fonte porque eles também tem sede. Mas tudo o que conseguem para si é o que respinga da boca de quem está de fato bebendo. Como nunca ficam saciados, continuam ali, grudados, sugando os coitados que estão indo buscar nos lugares certos.

 É muito importante reconhecer quem são essas pessoas e cortá-las de nossas vidas. Afinal, aquele ditado em inglês está absolutamente certo, e sim, misery loves company. As pessoas que estão vibrando num nível de energia mais baixo, mesmo que muitas vezes não percebam, ficam tentando levar quem está numa melhor para a vibe delas, em vez de tentarem se elevar ao nível do outro. De repente o vampirizado começa a se sentir mal, cansado, mal humorado, de mal com a vida, e não sabe por quê. Justo ele, que sempre foi uma pessoa tão feliz, tão pra cima, e que amava tanto a vida? Pois é. É porque tinha uma sanguessuga grudada nele, levando embora sua energia vital.

 Não acho que quem beba na fonte deva ficar alimentando quem não bebe. Quem faz isso só está impedindo o outro de descobrir o mundo por si mesmo. Em vez de deixar que ele busque sua refeição, fica atirando migalhas. E o que termina acontecendo é que uma hora o "sugado" se esgota. É porque ele é uma pessoa como qualquer outra, que precisa ir à fonte para matar sua sede. Mas aí se ele fica tentando suprir algum outro, chega num momento que ele termina por não conseguir mais suprir a si mesmo. E aí afundam os dois. Agora que tive essa compreensão, não vou mais fazer isso.

 Tenho a felicidade de dizer que sempre fui às fontes beber. E que minha principal fonte é Deus.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vida de mãe de bebê

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Pra falar sobre "vida de mãe" no geral ainda não posso porque estou só no comecinho da saga. Mas pensando bem, cada fase é uma fase, e a gente tem que ir aprendendo enquanto caminha. Olhando assim, todas as mães ainda estão no começo de alguma fase com um primeiro filho. Pode ser o começo da adolescência, o começo da vida adulta, o começo da vida delas depois que o filho saiu de casa. A seguir, alguns momentos da minha vida de mãe de bebê:

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Um dia (pra variar) a Becky começa a latir feito doida, o que acorda a Julia, que começa a chorar. Piada do universo, bem nessa hora o telefone ainda começa a tocar (e era do meu interesse). Enquanto tento pensar por um microsegundo o que fazer primeiro, alguma coisa que estava no microondas fica pronta e ele apita. E eu me pego olhando pra ele e dizendo: calma, calma, já tô indo!!

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Então ela está perto de completar 6 meses e você a matricula na natação. Deixa a baixinha à noite em casa com o pai e vai feliz e contente comprar um maiô para entrar com ela na piscina. Pega alguns e vai para o provador. Percebe logo que está em negação quando se pega tirando a roupa de costas para o espelho. Aí veste um, não gosta. Veste outro, também não. Finalmente, um maiô fica legal! Você vai olhar o preço na etiqueta e então vê o que está escrito:

"Miracle suit - with lots of tummy control"

(maiô milagroso - com bastante controle de barriga)

Compra o maiô feliz da vida, e sai rindo da loja que é melhor do que chorando.

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Ela chora e você fica aflita. Troca a fralda que estava ainda quase seca. Troca a roupa que ainda estava limpinha. Troca a roupa de cama do berço, o bichinho que estava com ela, a chupeta, o bico da mamadeira. Até perceber que está trocando é os pés pelas mãos. 

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Ela chora e você tenta acalmar. Quarenta minutos depois, você ainda está com a maior paciência balançando ela no colo - mas agora com fone de ouvido e Franz Ferdinand no seu ouvido "it's always better on holiday... so much better on holiday..."

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E um dia, no meio da madrugada, m-o-r-t-a de sono e tentando niná-la pra voltar a dormir, de repente você se pega cantando "no woman no cry".

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Ela chora por volta de 5am e é como se tivesse buzinado com uma daquelas cornetas pra indicar o começo da prova da gincana. Um narrador imaginário acompanha a maratona: "E foi dada a largada!!! Lá vai Simone: pula da cama correndo, vai até o berço verificar o bebê, troca a primeira fralda do dia antes que o xixi vaze, bota o bebê de novo no berço e vai para a corrida de obstáculos!! Passa pelo carrinho, pula o bebê conforto, contorna o balancinho, e... tropeça num sapato mas não cai!! Chega na cozinha, faz a mamadeira, volta correndo pelo mesmo caminho, passa por um, passa por dois, já pega o babador na gaveta e...

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E quando você acha que está pegando o jeito de como cuidar dela, parece que alguém da equipe organizadora da gincana vem com a buzina de novo e grita: MUDOU TUDO!! E vamos que vamos de novo. Bota a bebê no cadeirão, tenta dar as colheradas de papinha, abaixa pra escapar dos espirros com a boquinha cheia, ela gostou de batata doce? Carrega o bebê até a feira pra comprar mais batata doce...

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(Mas que o post não passe a impressão errada, porque a verdade é que estou amando essa vida!)

quarta-feira, 20 de maio de 2015


Sweet child of mine. :-)

terça-feira, 19 de maio de 2015

A felicidade de estar vivo é saber lidar também com a dor. Acho que o gosto da vida é esse. É um bom misturado com nostalgia, misturado com uma tristezinha, misturado com as alegrias, e quando você junta isso tudo, vem esse sentimento que a gente tem por dentro. Essa soma de sentimentos é a experiência humana, e eu acho que a felcidade é isso. É você saber apreciar essa mistura. A felicidade não é só a euforia. A euforia é só uma parte. A felicidade engloba também o silêncio, as pausas, as dúvidas, os suspiros. As pessoas querem passar a vida toda só na crista da onda, mas se a onda só fosse a crista, então a crista em si já não mais exisitira. E lutar conta a tristeza é só adicionar sofrimento ao que nem precisaria ser tão sofrido assim. Nesse mundo de dualidades (claro- escuro, quente-frio, homem-mulher, certo-errado, vivo-morto etc) a gente tende a precisar das duas coisas. É tudo parte do movimento, e a vida é esse movimento. A gente precisa dormir e acordar. Sair e voltar. Ouvir e falar. Sorrir e chorar. Vivemos na eternidade porque estamos num eterno momento presente, mas a cara dessa eternidade muda o tempo inteiro. O jogo está sempre mudando. E a gente pode tirar o melhor proveito do que existe (que é a vida e suas incríveis misturas) ou ficar esperando... Esperando pelo quê? Pela perfeição? Pelas alegrias eternas? Isso. Em vez de aproveitar o que existe, podemos ficar esperando... pelas coisas que não existem.




segunda-feira, 18 de maio de 2015

A paciência é uma virtude.

 Sim. Eu sempre soube disso. Mas só outro dia me toquei que essa virtude é em benefício daquele que desenvolveu a paciência - não do resto do mundo.

Meio óbvio, né? Mas veja bem, foi também só outro dia que eu fui entender que o "pinga em mim" da música estava falando da bebida. Até então eu simplesmente imaginava as goteiras pingando no cara. Ha ha ha.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estou pensando nos 10 mandamentos, que são o tipo de coisa que muita gente conhece mas pouca gente realmente para pra pensar no que significam, de fato. A minha interpretação para o primeiro deles:



Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo.

Aí eu imagino uma pessoa pensando nisso meio distraidamente, sei lá, enquanto dirige. Ela repete: claro, amar a Deus, Deus, que lindo (larga a marcha e faz o sinal da cruz em respeito), sobre todas as coisas, claro, porque Deus né, a gente ama acima de tudo (amém), e a teu próximo como a ti mesmo. Sim, amar ao próximo, a tia da catequese ensinou isso também. Claro, eu amo sim. (mete a mão na buzina e grita: motorista @#$%^&, comprou carteeeeeeira????).

Resolvi tentar entender o que esse mandamento está realmente querendo dizer. E eu acho que:

 Amar a Deus sobre todas as coisas. O que é Deus? Deus é amor, é paz, é perdão, é compreensão, é misericórdia... Deus são as coisas que Jesus ensinou que deveríamos ser. E as coisas? As coisas, são as coisas ué! Risos. Concretas e abstratas: um emprego, um carro, uma casa, uma viagem, a fama, a popularidade, dinheiro etc. O que seria amar a Deus sobre todas as coisas? É nunca querer alguma coisa tanto, que você chegue a passar por cima de Deus. Pode continuar querendo as coisas? Claro. Mas que para consegui-las a gente sempre use caminhos limpos e do bem, nunca passando por cima de ninguém, nunca prejudicando ninguém pra isso etc etc. Amar a Deus sobre todas as coisas. Ou seja: agir limpo para conseguir o que se quer. E nunca deixar que desejo material algum tire sua paz. (eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz...)

E a teu próximo como a ti mesmo.
Ah, esse é outro dos grandes!! Amar a teu próximo como a ti mesmo. Gente, o que seria isso? Se todo mundo praticasse, seria o paraíso na Terra, né. Imagina todo mundo agindo com os outros exatamente como gostaria que agissem com si próprio? Todo mundo se ajudaria, se toleraria, ninguém falaria mal de ninguém, todo mundo se acolheria, ninguém se julgaria etc etc. Isso só pra começar o pensamento.

 Incrível né? E o melhor: é um mandamento. Veja bem: ninguém fala em "as 10 sugestões", risos. Pois é. O paraíso deve ser pra poucos mesmo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Se o vento não é suficiente, leve consigo os remos".
 Provérbio latino & história da minha vida.