quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vida de mãe de bebê

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Pra falar sobre "vida de mãe" no geral ainda não posso porque estou só no comecinho da saga. Mas pensando bem, cada fase é uma fase, e a gente tem que ir aprendendo enquanto caminha. Olhando assim, todas as mães ainda estão no começo de alguma fase com um primeiro filho. Pode ser o começo da adolescência, o começo da vida adulta, o começo da vida delas depois que o filho saiu de casa. A seguir, alguns momentos da minha vida de mãe de bebê:

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Um dia (pra variar) a Becky começa a latir feito doida, o que acorda a Julia, que começa a chorar. Piada do universo, bem nessa hora o telefone ainda começa a tocar (e era do meu interesse). Enquanto tento pensar por um microsegundo o que fazer primeiro, alguma coisa que estava no microondas fica pronta e ele apita. E eu me pego olhando pra ele e dizendo: calma, calma, já tô indo!!

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Então ela está perto de completar 6 meses e você a matricula na natação. Deixa a baixinha à noite em casa com o pai e vai feliz e contente comprar um maiô para entrar com ela na piscina. Pega alguns e vai para o provador. Percebe logo que está em negação quando se pega tirando a roupa de costas para o espelho. Aí veste um, não gosta. Veste outro, também não. Finalmente, um maiô fica legal! Você vai olhar o preço na etiqueta e então vê o que está escrito:

"Miracle suit - with lots of tummy control"

(maiô milagroso - com bastante controle de barriga)

Compra o maiô feliz da vida, e sai rindo da loja que é melhor do que chorando.

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Ela chora e você fica aflita. Troca a fralda que estava ainda quase seca. Troca a roupa que ainda estava limpinha. Troca a roupa de cama do berço, o bichinho que estava com ela, a chupeta, o bico da mamadeira. Até perceber que está trocando é os pés pelas mãos. 

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Ela chora e você tenta acalmar. Quarenta minutos depois, você ainda está com a maior paciência balançando ela no colo - mas agora com fone de ouvido e Franz Ferdinand no seu ouvido "it's always better on holiday... so much better on holiday..."

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E um dia, no meio da madrugada, m-o-r-t-a de sono e tentando niná-la pra voltar a dormir, de repente você se pega cantando "no woman no cry".

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Ela chora por volta de 5am e é como se tivesse buzinado com uma daquelas cornetas pra indicar o começo da prova da gincana. Um narrador imaginário acompanha a maratona: "E foi dada a largada!!! Lá vai Simone: pula da cama correndo, vai até o berço verificar o bebê, troca a primeira fralda do dia antes que o xixi vaze, bota o bebê de novo no berço e vai para a corrida de obstáculos!! Passa pelo carrinho, pula o bebê conforto, contorna o balancinho, e... tropeça num sapato mas não cai!! Chega na cozinha, faz a mamadeira, volta correndo pelo mesmo caminho, passa por um, passa por dois, já pega o babador na gaveta e...

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E quando você acha que está pegando o jeito de como cuidar dela, parece que alguém da equipe organizadora da gincana vem com a buzina de novo e grita: MUDOU TUDO!! E vamos que vamos de novo. Bota a bebê no cadeirão, tenta dar as colheradas de papinha, abaixa pra escapar dos espirros com a boquinha cheia, ela gostou de batata doce? Carrega o bebê até a feira pra comprar mais batata doce...

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(Mas que o post não passe a impressão errada, porque a verdade é que estou amando essa vida!)

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